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rede de apoio

Saúde

Evento na Amrigs destaca tratamento e rede de apoio para pessoas com Parkinson

Por Jonathan da Silva 08/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Doença de Parkinson foi tema de um encontro realizado durante a programação da Brain Week 2026 no Teatro Amrigs, em Porto Alegre. A atividade reuniu especialistas, profissionais da saúde, familiares, cuidadores e pessoas interessadas em ampliar o conhecimento sobre a condição, abordando diagnóstico, tratamentos, qualidade de vida, estilo de vida e a importância da rede de apoio para quem convive com a doença.

O evento teve como objetivo promover o acesso à informação e discutir estratégias de cuidado integral, destacando o papel da assistência multidisciplinar no acompanhamento de pacientes com Parkinson.

Importância da informação e do cuidado integrado

Na abertura do encontro, o presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), médico Gerson Junqueira Jr., ressaltou a relevância de iniciativas voltadas à aproximação entre conhecimento científico, profissionais da saúde e comunidade. “O Brain Week cumpre um papel fundamental na discussão ampla sobre o cérebro, integrando temas ligados à saúde mental, às doenças neurológicas e aos diferentes impactos dessas condições na vida das pessoas”, salienta Junqueira.

A primeira palestra da programação, intitulada “O que é a Doença de Parkinson?”, foi ministrada pelo neurologista Carlos Rieder. Durante sua apresentação, ele chamou atenção para o aumento da incidência da doença e para os desafios que esse cenário impõe à saúde pública.

Segundo o especialista, embora a Doença de Parkinson seja diferente da Doença de Alzheimer, mais relacionada ao comprometimento progressivo da memória, ela afeta significativamente a autonomia, a mobilidade e o bem-estar, especialmente entre pessoas com mais de 60 anos. “A Doença de Parkinson é diferente do Alzheimer, mas tem uma taxa de crescimento muito importante. No Brasil, ainda temos poucos estudos epidemiológicos, mas levantamentos populacionais já mostram prevalência em torno de 2% a 3% na população acima dos 60 anos. Isso significa que, em um grupo de 100 pessoas nessa faixa etária, duas ou três podem ter a doença. É um dado relevante e que precisa ser considerado nas políticas públicas de saúde”, explicou o médico.

Papel da atividade física no tratamento

Na sequência, a neurologista Sheila Trentin abordou os tratamentos disponíveis para a Doença de Parkinson e destacou a importância da prática regular de exercícios físicos como parte do acompanhamento terapêutico. “A prática regular de exercício físico ocupa papel central, pois contribui para a mobilidade, o equilíbrio, a força muscular, a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes. Embora os medicamentos sejam fundamentais para o controle dos sintomas, eles ainda não curam a doença nem impedem sua progressão. Os medicamentos tratam os sintomas, mas o exercício físico tem um papel essencial para preservar funcionalidade, autonomia e qualidade de vida”, pontuou Sheila.

A programação também incluiu discussões sobre hábitos saudáveis e rotina ativa, conduzidas pelas palestrantes Júlia Hoffmann, Josieli Fraga e Eduarda Sorgato.

Entre as estratégias apresentadas durante o encontro, a caminhada nórdica foi destacada como uma alternativa para auxiliar pessoas com Parkinson a desenvolver equilíbrio, coordenação motora e maior segurança nos movimentos.

A prática utiliza bastões que ampliam os pontos de apoio do corpo e favorecem uma marcha mais estável. De acordo com Josieli Fraga, o próprio processo de aprendizagem da técnica também contribui para estimular novas conexões cerebrais. “A caminhada nórdica ensina o paciente a andar com quatro pés. Nós caminhamos com dois, mas, na Doença de Parkinson, o equilíbrio pode ser bastante afetado, e essa prática ajuda a devolver segurança ao movimento. Além disso, o aprendizado é muito importante, porque ativa novos neurônios e estimula a neuroplasticidade. Nos exercícios realizados na Amrigs, trabalhamos coordenação motora, equilíbrio e movimentos amplos, que são fundamentais diante das oscilações motoras causadas pela doença”, destacou Josieli.

Após a apresentação, Eduarda Sorgato conduziu uma atividade interativa com música e movimentos, envolvendo os participantes em uma experiência prática.

Atenção ao presente

A psicóloga Júlia Hoffmann abordou o mindfulness como ferramenta para ampliar a atenção ao momento presente, especialmente em contextos marcados por preocupações e ansiedade.

Durante sua participação, ela convidou os presentes a refletirem sobre a frequência com que experiências cotidianas passam despercebidas em razão da preocupação com acontecimentos passados ou futuros. “Quantas vezes vocês já se perderam nos pensamentos, nas preocupações com o futuro ou em situações do passado, e o momento presente simplesmente passou? É justamente nesse ponto que o mindfulness pode nos ajudar, porque ele nos convida a estar mais atentos ao agora, com mais presença e consciência sobre aquilo que estamos vivendo”, afirmou Júlia.

Rede de apoio

O encerramento da programação ocorreu com o painel “Viver com Parkinson: histórias e rede de apoio”, conduzido por Luiz Carlos Leal. O espaço foi dedicado ao compartilhamento de experiências relacionadas à convivência com a doença e à importância dos vínculos de apoio. “Não passei pelo choque que as pessoas enfrentam. Fui direto buscar uma solução”, contou Luiz Carlos Leal, ao relatar sua experiência.

A programação também abordou o papel da família e dos cuidadores no cotidiano das pessoas com Parkinson. O tema foi apresentado pela presidente da Associação de Parkinson do Rio Grande do Sul, Neusa Chardosim, que destacou a importância do suporte emocional, da organização da rotina e da construção de um ambiente seguro e acolhedor para os pacientes.

Ao longo do encontro, especialistas e participantes ressaltaram a relevância da informação, do acompanhamento multidisciplinar e da rede de apoio como elementos presentes no cuidado de pessoas que convivem com a Doença de Parkinson.

Foto: Marcelo Matusiak/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/06/2026 0 Comentários 89 Visualizações
Autismo
Cidades

Canoas abre Centro de Referência especializado no espectro autismo

Por Gabrielle Pacheco 12/11/2020
Por Gabrielle Pacheco

A partir das 15 horas desta quinta feira (12), Canoas passa a contar com um Centro de Referência no Transtorno do Espectro Autista. Pioneira, a unidade será o ponto de apoio para crianças e famílias que convivem com a doença. Além disso, o centro contará com especialistas como neurologistas, psicólogos, fonoaudiólogo, assistente social, enfermeiros e técnicos de enfermagem, para realizar o acompanhamento de pessoas com autismo e contribuir para que as famílias tenham melhores condições de lidar com o transtorno.

Assim, o Centro de Referência no Transtorno do Espectro Autista é uma ampliação dos serviços prestados pelo Ambulatório de Diagnóstico Precoce e Cuidado da Criança e Adolescente com Transtorno do Espectro Autista e terá uma sede própria, na rua Araçá. A abertura da nova unidade era uma promessa feita pela atual gestão e que, agora, passará a beneficiar centenas de famílias da cidade.

Famílias participam do diagnóstico

O fluxo de atendimento inicia na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do paciente, aquela mais próxima da casa do paciente. Atualmente, Canoas conta com 27 unidades espalhadas por todos os bairros. Quando o médico da UBS suspeita da presença da doença, encaminha a criança ou adolescente para o centro de referência. No local, o paciente passa por consultas com psiquiatra, neurologista, psicólogo, fonoaudiólogo e demais profissionais, que farão o diagnóstico final.

A família também receberá o apoio de psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros. Para a psicóloga da Diretoria de Políticas de Saúde Mental, Dóris Luft, a atuação do serviço tem trazido grandes benefícios para as famílias “Nós tivemos uma grande adesão das famílias, no engajamento ao diagnóstico e tratamento da doença. Não só as mães, mas também os pais têm ido às consultas e se mostram acolhidos com o serviço”, diz a profissional.

Dóris destaca que é fundamental ter esse tipo de diagnóstico ainda nos primeiros anos de vida. “É um fato importante, pois quanto mais cedo iniciar o tratamento, melhor será a vida do paciente. O serviço busca justamente fazer o diagnóstico nos anos iniciais da criança para acompanhar e aprimorar o seu desenvolvimento”, comemora.

Autismo

O transtorno do espectro do autismo (TEA), conforme denominado pelo DMS-5, o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, também conhecido pela sua denominação antiga (DSM IV): autismo, é um transtorno neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não verbal e comportamento restrito e repetitivo.

Os sinais geralmente desenvolvem-se gradualmente, mas algumas crianças com autismo alcançam o marco de desenvolvimento em um ritmo normal e depois regridem. O autismo é altamente hereditário, mas a causa inclui tanto fatores ambientais quanto predisposição genética. Em casos raros, o autismo é fortemente associado a agentes que causam defeitos congênitos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/11/2020 0 Comentários 979 Visualizações
Benditas Mães
Variedades

Benditas Mães cria rede de apoio para mães e gestantes

Por Gabrielle Pacheco 30/09/2020
Por Gabrielle Pacheco

A imagem idealizada da mãe plena e feliz está longe da realidade – fato este comprovado por pesquisas. 25% das mulheres têm depressão pós-parto (Ibope), 20% dos casais se separam no primeiro ano de vida do bebê (UK-Pesquisa) e 50% das mulheres deixam o emprego após a licença-maternidade (FGV). Com o propósito de criar uma rede de apoio para mães de todo Brasil, através de conexões entre mães, marcas e profissionais especializados, nasceu a plataforma Benditas Mães.

As idealizadoras são duas empreendedoras gaúchas, que trabalham juntas há mais de 15 anos: Mariana Bertiz, mãe da Cecília, e Taís Saraiva, mãe da Rafaela e do Eduardo. Elas eram sócias de um e-commerce de enxoval de bebê e, em 2019, venderam o negócio para se dedicar totalmente ao novo projeto. Como resultado, se destacaram no StartupRS 2020, programa de aceleração de startups do Sebrae – reconhecimento que marcou a nova fase da empresa no mercado. “Somos sócias, mas, acima de tudo, amigas e parceiras! Compartilhamos os mesmos valores e, também, o propósito de ajudar milhares de mães”, comenta Mariana. 

“Sabemos que, apesar de parecer contraditório, a maternidade pode ser muito solitária.”

Benditas mães conectadas

Com o app, as mães se encontram na comunidade para trocar experiências através de tags de interesse e geolocalização e podem dar o match para conversar sobre os mais variados temas. “Sabemos que, apesar de parecer contraditório, a maternidade pode ser muito solitária. Em contrapartida, o Benditas Mães chega para conectar e aproximar as mães, formando uma base da rede de apoio”, diz Mariana.

O app também conta com uma rede de profissionais especializadas no atendimento de mães. Essas profissionais podem ser contratadas diretamente na plataforma e são avaliadas pela comunidade. “Para as profissionais autônomas, queremos proporcionar uma vitrine especializada, onde elas terão mais oportunidades de divulgar os seus serviços e se comunicar diretamente com seu público-alvo”, comenta Taís. Alguns dos serviços disponíveis na plataforma são consultoria de sono e amamentação, psicólogas, baby planner e nutricionistas.

“Vivemos a maternidade real, aquela cheia de dúvidas e inseguranças.”

Troca de vivências

O app conta, ainda, com um blog colaborativo. “Vivemos a maternidade real, aquela cheia de dúvidas e inseguranças. Essa experiência se deu de tal forma que sentimos a necessidade de ajudar outras mães. Em conclusão, idealizamos uma plataforma acolhedora e segura para elas”, comenta Tais. Além dos assuntos relevantes com textos de parceiras especialistas da área da saúde, o blog também conta histórias inspiradoras reais de mães. 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/09/2020 0 Comentários 1,K Visualizações

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