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Arco projeta ampliar participação de produtores no Programa Lã Certificada

Por Gabrielle Pacheco 25/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

A ampliação da participação de produtores, principalmente os de menor escala, está entre os próximos desafios do Programa de Lã Certificada da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), que completa cinco anos. O tema estará entre os debates do 3º Dia da Lã, marcado para 30 de julho, na Associação e Sindicato Rural de Sant’Ana do Livramento (RS), com a presença de produtores, técnicos, pesquisadores, indústrias e representantes do setor.

O coordenador do Programa de Lã Certificada da Arco, Sérgio Muñoz, lembra que a iniciativa começou durante a pandemia, período em que o comércio internacional da fibra enfrentou forte retração. “Começamos o programa em um dos piores momentos do comércio de lãs da história. Mesmo assim, tínhamos certeza de que os melhores dias viriam e de que não existia outro caminho senão certificar as nossas lãs”, afirma.

Experiência no exterior

A experiência acumulada ao longo de mais de três décadas no Uruguai e na Argentina com certificação e acondicionamento serviu de referência para a implantação do sistema brasileiro. Segundo Muñoz, a cooperação com técnicos uruguaios permanece e terá continuidade no evento, que contará com palestras de especialistas do país vizinho.

A adoção do modelo exigiu mudanças nas práticas de esquila, manipulação e acondicionamento da fibra. Muñoz afirma que a resposta econômica ajudou a ampliar a aceitação entre os produtores. “Fomos mostrando que estávamos no caminho certo. A melhor maneira de mudar uma cultura é mostrar o resultado no bolso do produtor. Felizmente, esse resultado veio”, ressalta.

De acordo com o coordenador, a diferença de remuneração é maior nas lãs finas e, em alguns casos, supera 100% na comparação com o produto esquilado e acondicionado pelo sistema convencional. “Estamos entregando à indústria uma matéria-prima pronta para produzir um produto final de muito mais qualidade”, observa.

Apesar do crescimento do programa, Muñoz aponta obstáculos para ampliar a adesão, como a formação de mão de obra especializada, uma participação maior da indústria brasileira e os custos logísticos enfrentados por pequenos criadores. “Queremos que o pequeno produtor participe cada vez mais. Muitos já investiram em genética e produzem lãs de excelente qualidade. Precisamos criar condições para que eles também agreguem valor ao seu produto por meio da certificação”, enfatiza.

A programação do Dia da Lã incluirá a apresentação de indicadores atualizados do programa, análises do mercado internacional e relatos de criadores que já obtêm remuneração diferenciada pela fibra certificada. Duas mesas-redondas também vão reunir representantes da indústria, esquiladores e produtores para discutir os principais gargalos da cadeia.

Muñoz considera esse debate um dos pontos centrais do encontro, pela possibilidade de reunir diferentes segmentos em torno dos entraves da atividade. “Vamos discutir mercado, mostrar números reais do programa e buscar soluções para os desafios que ainda temos. Acreditamos que a discussão entre todos os segmentos da cadeia será o momento mais importante do evento”, destaca.

O coordenador afirma ainda que os preços internacionais retornaram aos níveis registrados antes da pandemia. Segundo ele, a valorização nas diferentes finuras varia entre 60% e 70% na comparação com dois anos atrás. “Os preços são excelentes. Estamos chegando a uma nova safra com um cenário muito positivo e a certeza de que estamos no caminho certo”, conclui.

 

Foto: Artur Chagas /Divulgação | Fonte: Assessoria

25/07/2026 0 Comentários 6 Visualizações
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Pesquisa da Fiergs aponta que a confiança do industrial gaúcho se mantém baixa em julho

Por Gabrielle Pacheco 24/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) permaneceu estável em julho de 2026, ao registrar 45,2 pontos. O indicador segue abaixo da linha divisória dos 50 pontos e da média histórica, de 52,8, mantendo o quadro de baixa confiança. Os dados foram divulgados pelo Sistema Fiergs, nesta quinta-feira, 23 de julho.

Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, a combinação de fatores internos e externos mantém a confiança da indústria gaúcha em patamar baixo desde dezembro de 2024. “Persistem as incertezas sobre a política monetária, o equilíbrio das contas públicas e o cenário político-eleitoral de 2026. No exterior, as tensões geopolíticas e a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros tendem a reduzir a competitividade de segmentos exportadores e afetar cadeias produtivas com maior exposição ao mercado norte-americano”, afirma.

A estabilidade do índice reflete o comportamento oposto de seus componentes. Enquanto o Índice de Condições Atuais recuou 0,4 ponto em relação a junho, o Índice de Expectativas avançou 0,3 ponto no mesmo período.

 

Condições Atuais

O Índice de Condições Atuais caiu de 41,9 para 41,5 pontos em julho. O resultado manteve o indicador abaixo da linha dos 50, mostrando que os empresários industriais continuam percebendo uma piora nas condições correntes da economia brasileira e de suas próprias empresas em comparação às observadas há seis meses.

O Índice de Condições da Economia Brasileira recuou 0,8 ponto, para 34,2, refletindo a continuidade da percepção negativa em relação ao cenário econômico nacional. Conforme a pesquisa, 55,6% dos empresários da indústria gaúcha avaliaram que as condições da economia brasileira pioraram ou pioraram muito nos últimos seis meses, enquanto apenas 2,3% perceberam alguma melhora no período.

Já o Índice de Condições da Empresa recuou 0,2 ponto em julho, passando de 45,4 para 45,2 pontos. O indicador permaneceu abaixo da linha dos 50 pontos e distante de sua média histórica, de 48,9, indicando que as avaliações negativas sobre as condições das próprias empresas continuam disseminadas entre os industriais gaúchos. Nesse contexto, 25,6% dos empresários afirmaram que as condições de seus negócios pioraram ou pioraram muito nos últimos seis meses, enquanto 65,4% relataram que a situação permaneceu inalterada.

 

Expectativas

O Índice de Expectativas avançou 0,3 ponto em julho, alcançando 47,1. Apesar da melhora, o indicador permaneceu abaixo da linha dos 50 pontos, que separa expectativas otimistas das pessimistas, mantendo um quadro de perspectivas predominantemente desfavoráveis para os próximos seis meses.

O Índice de Expectativas para a Própria Empresa caiu 0,1 ponto, para 51,2 pontos. Apesar da segunda queda consecutiva, o indicador segue acima da linha dos 50, sugerindo um otimismo moderado dos industriais gaúchos em relação aos seus negócios. Entre os entrevistados, 23,3% esperam melhora nas condições de suas empresas nos próximos seis meses, enquanto 57,1% acreditam que a situação permanecerá estável.

Já o Índice de Expectativas da Economia Brasileira cresceu 1,1 ponto, passando de 37,7 para 38,8 pontos em julho. Apesar da leve alta, o indicador permanece distante da linha dos 50, evidenciando expectativas pessimistas disseminadas em relação ao cenário nacional. Nesse contexto, 41,4% dos empresários projetam uma deterioração das condições da economia brasileira nos próximos seis meses.

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 10 de julho com 134 empresas, sendo 30 pequenas, 41 médias e 63 grandes.

Foto:  Divulgação | Fonte: Assessoria

 

24/07/2026 0 Comentários 9 Visualizações
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Luiz Carlos Bohn toma posse para novo mandato na Fecomércio-RS

Por Jonathan da Silva 24/07/2026
Por Jonathan da Silva

O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, tomou posse para um novo mandato à frente da entidade, que se estenderá de 2026 a 2030. A cerimônia foi realizada na noite desta quinta-feira (23), na sede da federação, em Porto Alegre, reunindo dirigentes empresariais, representantes de sindicatos filiados, autoridades dos poderes executivo, legislativo e judiciário, lideranças institucionais e parceiros. Durante o evento, Bohn apresentou as prioridades da nova gestão, que incluem investimentos em educação, inovação, turismo e fortalecimento dos sindicatos empresariais.

A solenidade contou com a posse oficial da diretoria pelo governador Eduardo Leite (PSD), que destacou a atuação da Fecomércio-RS em pautas ligadas à liberdade econômica, à educação e ao apoio prestado durante as enchentes de 2024. “Foram feitas reformas administrativas importantes com a participação de entidades empresariais como a Fecomércio-RS, que contribuiu para um profundo debate em diversos temas relevantes para o Estado. Também só temos a agradecer a solidariedade, a participação e o engajamento na calamidade de 2024. A Fecomércio se associou nas iniciativas de abrigamento de famílias impactadas com as enchentes”, afirmou Leite.

A vice-prefeita de Porto Alegre, Betina Worm, também participou da cerimônia e ressaltou a importância da atuação conjunta entre o setor público e as entidades representativas. “A parceria entre o poder público e entidades representativas é indispensável. Nenhum governo transforma uma cidade sozinho. O crescimento acontece quando diferentes lideranças compartilham interesses comuns e trabalham a favor desse interesse coletivo”, ressaltou Betina.

Balanço da gestão

Em seu pronunciamento, o presidente Luiz Carlos Bohn agradeceu a recondução ao cargo e destacou que o resultado da eleição registrou o maior número de votantes e o maior índice de aprovação em uma recondução na história da Federação. “Recebo essa expressiva demonstração de confiança como um compromisso ainda maior de seguir trabalhando pela defesa dos empresários gaúchos, pelo fortalecimento do comércio de bens, serviços e turismo e pelo desenvolvimento econômico e social do nosso Rio Grande do Sul”, afirmou o dirigente.

Entre as realizações da gestão anterior, Bohn citou a reestruturação do Instituto Fecomércio-RS de Pesquisa (IFEP), a criação do Observatório do Comércio, a ampliação das ações educacionais do Sistema, a realização da Semana S, o lançamento da Carreta Tri Juntos e do Prêmio Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP de Jornalismo, além de iniciativas voltadas à qualificação dos sindicatos empresariais, à inovação e ao relacionamento institucional.

Projetos para 2026-2030

Para o novo mandato, o presidente anunciou a conclusão da Escola José Roberto Tadros, que reunirá ensino infantil, fundamental, médio e técnico em um único espaço, além da criação de uma unidade dedicada aos programas gratuitos do Sesc e do Senac.

Também estão previstos a implantação de um Barco Escola para atendimento a comunidades ribeirinhas e regiões de difícil acesso, uma unidade voltada ao cuidado da pessoa idosa, investimentos em um novo hotel do Sesc e em uma escola do Senac em Lajeado, a ampliação do Hotel Sesc Gramado, a construção de um centro de eventos em Torres e a expansão dos espaços destinados à formação em Gastronomia.

Prioridades da nova gestão

Bohn afirmou que a entidade continuará defendendo pautas voltadas à competitividade do setor produtivo, como a redução da carga tributária, o equilíbrio fiscal, a segurança jurídica, a liberdade econômica e das relações trabalhistas, o combate ao comércio ilegal e a defesa da democracia, da liberdade e da livre expressão. “Esses princípios representam as condições indispensáveis para que o empreendedor possa investir, crescer, gerar empregos e contribuir para um Rio Grande do Sul mais competitivo e pujante”, expressou o dirigente.

Segundo o presidente, a inovação seguirá entre as prioridades da entidade, com a ampliação das atividades do Lab Fecomércio-RS e do desenvolvimento de pesquisas e ferramentas pelo IFEP. “Tudo isso, sem jamais perder de vista aquilo que é e sempre será a nossa principal premissa: fortalecer os sindicatos empresariais, ampliar sua capacidade de representação e caminhar lado a lado com cada uma das entidades que dão sentido e razão de existir à Fecomércio”, afirmou Bohn.

Seguiremos firmes, unidos e atentos. Porque grandes capítulos da história da Fecomércio ainda estão por ser escritos e eles serão escritos por todos nós”, concluiu Luiz Carlos Bohn.

Foto: Trilho Narrativas/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/07/2026 0 Comentários 35 Visualizações
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Painel do Sindicontábil apresenta desafios do Simples Nacional na Reforma Tributária

Por Gabrielle Pacheco 24/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

A Reforma Tributária colocará empresários do Simples Nacional e profissionais da contabilidade diante de decisões que poderão influenciar custos, formação de preços, aproveitamento de créditos e competitividade. Para antecipar esse debate e oferecer informações diretamente de representantes dos fiscos e dos contribuintes, o Sindicato dos Contadores e Técnicos em Contabilidade do Vale do Rio Pardo (Sindicontábil) promove, no dia 12 de agosto, às 18 horas, um painel sobre os impactos do novo sistema tributário no Simples Nacional. Com vagas limitadas, o encontro busca mobilizar empresários, gestores, contadores e profissionais das áreas fiscal e tributária para uma discussão que deverá fazer parte da rotina das organizações nos próximos meses.

Embora o Simples Nacional tenha sido mantido pela Reforma Tributária, as empresas enquadradas neste regime deverão escolher entre recolher o Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, e a Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, por fora do Documento de Arrecadação do Simples Nacional ou apurar os dois tributos pelo regime regular vigente. Para o primeiro semestre de 2027, a opção deverá ser realizada em setembro de 2026. No entanto, esta escolha exigirá uma avaliação individualizada, pois poderá produzir reflexos sobre os créditos tributários transferidos aos clientes, o fluxo financeiro, as relações comerciais e a posição competitiva de cada negócio.

 

Painel

O painel contará com a participação do superintendente da Receita Federal no Rio Grande do Sul, Altemir Linhares de Melo; do delegado regional da Receita Estadual, Luiz Augusto Wickert; e do diretor jurídico da Associação Comercial e Industrial, Guilherme Valentini, que estará representando os contribuintes. A proposta é reunir diferentes perspectivas sobre as mudanças, permitindo que os participantes compreendam não apenas o conteúdo das novas regras, mas também seus efeitos práticos.

Conforme a presidente do Sindicontábil Vale do Rio Pardo, Flávia Fröhlich, o momento exige informação qualificada e capacidade de antecipação. “A Reforma Tributária não deve ser acompanhada apenas quando as obrigações entrarem em vigor. Empresários e profissionais da contabilidade precisam compreender desde agora os cenários, os riscos e as alternativas para que possam tomar decisões com maior segurança”, destaca.

Além de apresentar os principais pontos relacionados ao Simples Nacional, o encontro abrirá espaço para esclarecimentos e para o diálogo entre os representantes da administração tributária, os profissionais responsáveis pela orientação técnica e as empresas que serão diretamente afetadas. A presidente reforça que a participação é especialmente importante porque não haverá uma solução única aplicável a todos os negócios.

“Cada empresa possui uma realidade, uma atividade e uma relação diferente com clientes e fornecedores. O painel permitirá compreender o que muda e quais elementos precisarão ser avaliados antes de qualquer escolha. É uma oportunidade de transformar um tema complexo em informação útil para o planejamento e para a sustentabilidade das empresas”, complementa Flávia.

 

Vagas limitadas

O Painel sobre os Impactos da Reforma Tributária no Simples Nacional será realizado no dia 12 de agosto, às 18 horas, no Centro de Formação Profissional do Sindicontábil, na Avenida do Imigrante, 469, Centro de Santa Cruz do Sul. A programação é destinada a empresários, gestores, profissionais da contabilidade e pessoas que atuam nas áreas fiscal e tributária. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas pelo WhatsApp do Sindicontábil Vale do Rio Pardo, no número (51) 9 9969-0553.

Foto:  Bruno Pedry e Nascimento NKT /Divulgação | Fonte: Assessoria

24/07/2026 0 Comentários 32 Visualizações
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Gadolando cobra maior equilíbrio na cadeia do leite

Por Gabrielle Pacheco 23/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

Depois de um longo período em que o preço do leite mal cobria os custos da atividade, os produtores gaúchos voltaram a operar com margem positiva. Embora o cenário seja mais favorável do que o registrado nos últimos anos, representantes do setor avaliam que a remuneração ainda está abaixo do necessário para garantir a sustentabilidade da produção e estimular novos investimentos nas propriedades.

O momento é refletido nos indicadores do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS), que projetou para junho um valor de referência de R$ 2,4281 por litro. O índice serve como parâmetro para as negociações entre produtores e indústrias, mas os valores efetivamente pagos variam conforme qualidade do leite, volume entregue e bonificações oferecidas pelos laticínios.

Na avaliação do presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, a remuneração praticada atualmente permite que os produtores recuperem parte da rentabilidade perdida nos últimos anos, ainda que de forma limitada. “A grande maioria dos produtores está recebendo em torno de R$ 2,50 e R$ 2,70. O custo de produção está em torno de R$ 2,20 a R$ 2,30 por litro de leite. Agora está tendo uma pequena margem, enquanto nós viemos muito tempo sem margem”, afirma Tang.

Apesar da melhora, o dirigente considera que o valor recebido ainda não proporciona o retorno necessário para dar segurança à atividade no longo prazo. Segundo ele, um preço próximo de R$ 2,80 por litro representaria uma remuneração mais compatível com a realidade da produção, sem comprometer o consumo.

Tang observa que o diálogo entre produtores e indústrias evoluiu nos últimos anos por meio das reuniões do Conseleite, que permitem discutir a formação dos preços de referência. Na avaliação da entidade, porém, o debate ainda precisa envolver um terceiro elo da cadeia.

Para o presidente da Gadolando, ampliar a participação do varejo nas discussões contribuiria para reduzir os impactos das oscilações do mercado sobre quem produz. “No Conseleite, a indústria e o produtor conseguem sentar juntos e debater, mas sentimos falta de discutir também com o varejo para amenizar os efeitos das crises, para todo mundo poder trabalhar junto e manter a cadeia”, afirma Tang.

O dirigente ressalta que a construção de uma cadeia mais equilibrada depende da participação de todos os segmentos envolvidos na comercialização do leite. Na avaliação dele, compartilhar responsabilidades tanto nos momentos de valorização quanto nos períodos de retração é um dos caminhos para fortalecer a atividade e garantir maior estabilidade aos produtores.

Foto: Isabele Kleim /Divulgação | Fonte: Assessoria

 

23/07/2026 0 Comentários 40 Visualizações
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Café com Indústria debate tecnologia e novos modelos de negócios em Sapiranga

Por Gabrielle Pacheco 23/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

Como as empresas podem utilizar a tecnologia sem perder o olhar humano sobre os negócios? Essa será uma das reflexões do Café com Indústria “Indústrias 5.0: Tecnologia, inovação e novos modelos de negócios”, promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Sapiranga na terça-feira, 28 de julho. O encontro será realizado na sede da entidade, com início da programação às 8h.

A palestra será conduzida por Juliana Schunck, pós-graduada em Transformação Digital e Inteligência Artificial, especialista em inovação e tecnologia, gerente de projetos, palestrante, consultora e mentora. A profissional também possui atuação nas áreas de gestão estratégica, empreendedorismo, ESG e agronegócio.

Durante o encontro, Juliana apresentará as principais tendências que estão moldando o futuro das empresas, os novos modelos de negócio que vêm surgindo e as estratégias adotadas por organizações que buscam crescer em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo.

A Indústria 5.0 representa uma nova etapa da transformação empresarial, marcada pela integração entre tecnologia e pessoas. Mais do que investir em automação e digitalização, o conceito propõe colocar o ser humano no centro das decisões, utilizando inteligência artificial, análise de dados e novas ferramentas para gerar valor, personalizar produtos e melhorar as experiências de clientes e colaboradores.

A programação será direcionada aos associados da CDL Sapiranga, empresários, lideranças, gestores e profissionais interessados em tecnologia, inovação e novas possibilidades para seus negócios.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

23/07/2026 0 Comentários 50 Visualizações
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Sapiranga Summit projeta receber mais de 30 mil visitantes em 2026

Por Jonathan da Silva 23/07/2026
Por Jonathan da Silva

A edição de 2026 do Sapiranga Summit será realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, no Fly.Hub, em Sapiranga, com a estrutura ampliada. Voltado à inovação e ao empreendedorismo, o encontro terá seis palcos simultâneos, programação com palestras, painéis, workshops, atrações culturais e experiências interativas. A organização estima receber mais de 30 mil visitantes, superando o público de cerca de 18 mil pessoas registrado na edição anterior. Os ingressos já estão disponíveis no site do evento e dão acesso aos três dias de atividades.

Com mais de 10 mil metros quadrados de estrutura, o evento reunirá palestrantes nacionais, espaços de networking, ativações de marcas, área gastronômica, espaço geek, gamificação e apresentações musicais. Entre os nomes já confirmados estão a influenciadora e empresária Mari Maria, o campeão olímpico Cesar Cielo, a investidora Carol Paiffer, o professor e palestrante Dado Schneider, além de Martha Gabriel e Ricardo Amorim.

Estrutura ampliada

Pela primeira vez, o Sapiranga Summit contará com seis palcos simultâneos. O Palco Fly concentrará as principais palestras da programação, enquanto os palcos CDL e Sebrae receberão conteúdos voltados à gestão, empreendedorismo, inovação e desenvolvimento de negócios. A programação também incluirá workshops e atividades promovidas por instituições parceiras.

Segundo o idealizador do Sapiranga Summit, Paulo Kayser Jr., a proposta é ampliar a experiência dos participantes para além das palestras. “Queremos criar um ambiente para as pessoas chegarem e passarem o dia. Não apenas assistir a uma palestra, mas encontrar espaços para conversar, fazer networking, conhecer novas ideias, participar das ativações e aproveitar toda a programação”, comentou Kayser.

O organizador também destacou que um dos objetivos do evento é ampliar o acesso ao conteúdo por meio de ingressos com valores reduzidos. “Nosso objetivo sempre foi democratizar o acesso a conteúdos relevantes. Reunimos palestrantes que costumam estar nos principais eventos do país, mas buscamos manter um valor acessível para que mais pessoas possam participar dessa experiência no Sapiranga Summit”, complementou Kayser.

Palestras silenciosas

Entre as novidades desta edição estão dois palcos destinados às chamadas palestras silenciosas. Nesse formato, os participantes acompanham as apresentações utilizando fones de ouvido, permitindo que diferentes atividades ocorram simultaneamente no mesmo ambiente sem interferência sonora.

Para Paulo Kayser Jr., o modelo amplia a experiência do público e está alinhado com a proposta do evento. “As palestras silenciosas representam uma forma diferente de consumir conteúdo e reforçam a proposta do Sapiranga Summit de criar experiências que conectem inovação, tecnologia e pessoas. Esse é um dos pilares desta edição”, afirmou o organizador.

Atrações já confirmadas

A programação já confirmou a participação da empresária Mari Maria, que palestrará no dia 13 de agosto. O professor, palestrante e doutor em Comunicação Dado Schneider abrirá a programação de palestras no dia 11. No dia 12, será a vez do campeão olímpico e empresário Cesar Cielo subir ao palco. A investidora, educadora e empreendedora Carol Paiffer também participará do primeiro dia do evento. Segundo a organização, outro palestrante nacional será anunciado nos próximos dias.

Além das palestras, o Summit contará com experiências gastronômicas, ativações de marcas, espaço geek, ações de gamificação, distribuição de brindes, apresentações culturais e shows das bandas Vera Loca e Acústicos & Valvulados.

Serviço

  • O quê: Sapiranga Summit 2026
  • Quando: 11 a 13 de agosto, das 14h às 21h
  • Onde: Fly.Hub Sapiranga (Avenida 20 de Setembro, 4733, bairro São Jacó, Sapiranga)
  • Quanto: R$ 25 (meia-entrada) e R$ 50 (inteira), com acesso aos três dias de programação
Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/07/2026 0 Comentários 45 Visualizações
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Exportações da indústria gaúcha registram crescimento modesto no primeiro semestre

Por Gabrielle Pacheco 22/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

 As exportações da indústria do Rio Grande do Sul cresceram 1,4% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, alcançando US$ 7,8 bilhões em vendas. O resultado positivo foi impulsionado, principalmente, pelo segmento de Alimentos (22%), com destaque para o aumento das exportações de carnes e miudezas de aves congeladas, que somaram US$ 648 milhões (+US$ 70,7 milhões), sobretudo para a Arábia Saudita (US$ 89,3 milhões, +US$ 11,9 milhões). A análise foi divulgada pelo Sistema FIERGS nesta segunda-feira (20).

De acordo com o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o desempenho deve ser visto com cautela, pois desafios na economia doméstica e no cenário externo limitam o crescimento consistente das exportações. “O aumento é modesto e deve ser celebrado com ponderação. Nossa indústria é diversificada e resiliente. Mesmo com as taxações dos Estados Unidos, a Guerra no Oriente Médio e o cenário geopolítico turbulento, os empresários continuam buscando soluções para aumentar as vendas, abrir mercados e gerar renda e emprego, mas o caminho é desafiador”, afirma.

Em relação às novas tarifas impostas pelo governo americano na semana passada, Bier destaca que é necessário articulação do governo brasileiro para mitigar os impactos. “Esperamos que o governo empregue esforços para aumentar a lista de exceções e pense políticas públicas, como medidas compensatórias, para auxiliar os empresários em mais este momento de incertezas. Caso contrário, nossa indústria será muito impactada e sofrerá ainda mais prejuízos com o mercado americano”, considera.

Ainda sobre o primeiro semestre, a pesquisa mostra que o avanço das exportações foi registrado em 10 dos 23 segmentos industriais. Alimentos alcançou US$ 2,9 bilhões (+22%) em vendas, crescimento explicado principalmente pelo aumento da quantidade média (20,6%), enquanto os preços recuaram 0,2%. Entre os segmentos com desempenho negativo, destacam-se Tabaco, com retração de 25,4% (-3,9 pontos percentuais) e vendas de US$ 895 milhões, e Couro e calçados, que caiu 13% (-0,8 p.p.), somando US$ 393 milhões em exportações.

Entre os produtos analisados, 469 contribuíram positivamente para a variação das quantidades médias exportadas, enquanto 383 exerceram impacto negativo. Os principais destaques positivos foram Éteres, peróxidos orgânicos, epóxidos, acetais, semiacetais ou seus derivados (2,6 p.p.), Farelo de soja (1,5 p.p.) e Carnes de suínos congeladas (1,1 p.p.). Em sentido contrário, os maiores impactos negativos vieram de Folhas de tabaco destaladas (-2,9 p.p.), Pastas químicas de madeira (-1,3 p.p.) e Polietileno de baixa densidade (PEBD) (-0,7 p.p.).

As importações gaúchas, por sua vez, totalizaram US$ 6,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, retração de US$ 403 milhões (-6,2%) frente ao mesmo período de 2025. O resultado foi explicado principalmente por Combustíveis e lubrificantes, cujas importações somaram US$ 639 milhões, redução de US$ 174 milhões (-21,4%, correspondente a -2,7 p.p.).

Mercosul e União-Europeia

Maio e junho de 2026 marcaram o primeiro bimestre de vigência do acordo Mercosul-União Europeia, com as exportações para o bloco alcançando US$ 492 milhões, valor US$ 32,9 milhões (7,2%) superior à média do bimestre nos últimos cinco anos.

Em maio, as exportações da indústria de transformação gaúcha para o bloco totalizaram US$ 299 milhões, aumento de 32,8% em relação à média registrada para o mês entre 2021 e 2025. Em junho, as vendas à União Europeia somaram US$ 193 milhões, recuo de 17,4% na mesma base de comparação. Em relação a junho de 2025, a retração foi de US$ 86,1 milhões (-30,8%).

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, as exportações dos dois primeiros meses de vigência do acordo cresceram 3,8%, impulsionadas, sobretudo, por Carnes e miudezas de aves, que somaram US$ 47,5 milhões (+US$ 34,4 milhões), e Farelos de soja, que totalizaram US$ 86,9 milhões (+US$ 30,4 milhões).

 

Exportações para os EUA

Junho também marcou o 11º primeiro mês após a adoção das novas tarifas pelos Estados Unidos. No mês, as exportações gaúchas da indústria de transformação para o mercado norte-americano somaram US$ 150 milhões, valor 2,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

No acumulado de agosto a dezembro de 2025 e de janeiro a junho de 2026, o Rio Grande do Sul exportou US$ 1,2 bilhão para os Estados Unidos, cerca de US$ 498 milhões a menos do que o embarcado no mesmo período anterior à imposição das tarifas, uma retração de 28,7%.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

22/07/2026 0 Comentários 17 Visualizações
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Certificação amplia mercado da carne Corriedale e impulsiona parceria com frigoríficos

Por Gabrielle Pacheco 22/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

A certificação da carne Corriedale tem ampliado a presença da raça em novos mercados e despertado o interesse da indústria frigorífica. Após intensificar ações de promoção junto ao varejo e firmar parcerias para divulgar o produto em diferentes regiões do país, a Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC) passa a concentrar esforços no aumento da produção para atender à crescente demanda.

Segundo o presidente da ABCC, Gustavo Velloso, o programa de certificação vem sendo estruturado há cerca de um ano e meio e já conta com a participação de três frigoríficos. Recentemente, a marca Arroio Mallo também aderiu ao projeto. “Existe um interesse bastante grande da indústria pela certificação Corriedale”, afirmou.

De acordo com Velloso, o selo de certificação já alcança mercados das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil. O avanço é resultado do trabalho conjunto entre a associação, os frigoríficos e as ações de marketing voltadas à valorização da carne da raça.

A estratégia de divulgação também incluiu parcerias com outras entidades do agronegócio. “Em 2025, a ABCC firmou acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), levando a carne Corriedale aos principais eventos da entidade. Mais recentemente, a raça participou da Nacional Hereford, em parceria com a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), durante um encontro que reuniu cerca de dez equipes de assadores”, destaca.

Com a abertura de novos mercados, a ABCC considera que o principal desafio passa a ser o aumento da oferta de animais. “Para isso, a associação investe em projetos voltados ao melhoramento genético e ao desempenho produtivo dos rebanhos”, detalha.

Segundo Velloso, um dos principais trabalhos em andamento é o teste de desempenho de candidatos a carneiro, desenvolvido em Hulha Negra (RS), em parceria com a Secretaria da Agricultura. “O programa reúne 41 borregos, avaliados durante 100 dias em sistema de pastagem. O objetivo é identificar animais com melhor ganho de peso, eficiência alimentar, facilidade de acabamento e deposição de gordura”, ressalta.

A ABCC também desenvolve estudos para identificar genéticas adaptadas tanto aos sistemas de produção exclusivamente a pasto quanto aos modelos que utilizam suplementação com grãos. No ano passado, a entidade iniciou, em parceria com o Frigorífico Coqueiro, um teste de desempenho de cordeiros em confinamento.

Para Velloso, o fortalecimento da produção é fundamental para acompanhar o crescimento da demanda. “A raça Corriedale concentra o maior número de animais ovinos no Rio Grande do Sul, o que representa potencial para ampliar a oferta ao mercado. O objetivo da associação é aumentar a rentabilidade dos produtores, elevar a escala de produção e garantir o abastecimento dos mercados consumidores que vêm sendo conquistados em diferentes regiões do país”, conclui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

22/07/2026 0 Comentários 39 Visualizações
Business

Do legado familiar à expansão nacional no Tá na Hora

Por Gabrielle Pacheco 22/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

A trajetória de superação, tradição e visão estratégica de Paulo Geremia, fundador da rede de restaurantes Di Paolo, foi o destaque da edição de julho da reunião-almoço “Tá na Hora” da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul. Com o tema “Di Paolo 35 anos – Uma história de sucesso e Empreendedorismo”, o evento, realizado na terça-feira (21), reuniu empresários e lideranças regionais no Hotel Águas Claras.

Em sua apresentação, Geremia relembrou as origens de sua família, imigrantes italianos da região do Vêneto, e como transformou a herança cultural em um modelo de negócio de sucesso. A trajetória da rede teve início com uma proposta culinária típica da imigração italiana, valorizando a autenticidade e receitas passadas por gerações. Desde a fundação da primeira cantina em 1994, em Garibaldi (RS), o empreendedor destacou a importância de manter padrões rigorosos de qualidade, mesmo com a rápida expansão da marca.

O segredo da longevidade da rede, que hoje conta com mais de mil colaboradores e serve mais de 1,5 milhão de refeições ao ano, “está no equilíbrio entre o acolhimento familiar e a gestão profissional”, enfatizou o empresário.

Crescimento e modelo de sócios-operadores

O diferencial da marca, segundo Geremia, reside no sistema ágil de atendimento, onde os pratos são preparados e servidos de forma imediata conforme o pedido do cliente. Ao longo dos anos, a empresa aprimorou seus processos com treinamentos de equipes, manuais operacionais e rigoroso controle de qualidade.

De uma estrutura inicial modesta que contava apenas com os fundadores e seis funcionários, o crescimento da rede foi impulsionado pelo modelo de sócios-operadores. “Por meio da meritocracia, colaboradores que demonstram capacidade de gestão, conhecimento técnico e ambição de crescimento tornam-se sócios da operação”, explicou o empresário. Atualmente, a rede possui 18 sócios-operadores, fortalecendo a padronização e a identidade da marca que adota o lema: “Saber fazer, para saber ensinar, para saber servir”.

O encontro também serviu para celebrar o momento de expansão da marca. Com a recente abertura de sua 22ª unidade, em Brasília (DF), o Di Paolo consolida sua presença em 6 estados brasileiros – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo – contando atualmente e mais de 30 unidades e casas estabelecidas.

Além da operação tradicional, o grupo segue crescendo com o modelo Dipa Galeto & Grelhados, que já opera 10 unidades com foco em agilidade.

Expansão e futuro

A partir de pesquisas de mercado que apontam alto potencial de abertura de novas unidades em polos gastronômicos e turísticos de todo o país, Paulo Geremia afirma que a Di Paolo planeja continuar seu crescimento de forma estruturada. “A prioridade da gestão permanece na manutenção da excelência do produto principal, na valorização do capital humano e na expansão sustentável da rede pelo território nacional”.

Para o presidente da ACI, Marco Antônio Borba, o encontro reforçou a essência do desenvolvimento econômico. “A trajetória de Paulo Geremia é um lembrete de que o empreendedorismo é o motor do desenvolvimento que nasce da força do trabalho, da resiliência e do compromisso com a excelência no atendimento ao cliente”, afirmou Borba. O presidente também reforçou que o município está de portas abertas para receber a receber uma unidade da Di Paolo.

 

Foto: Rodrigo Assmann/Divulgação | Fonte: Assessoria

22/07/2026 0 Comentários 60 Visualizações
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