A construção do Parque de Infraestrutura e Inovação da Corsan, em Esteio, prevê a implantação de cerca de 18 mil quilômetros de novas redes de esgoto e a ampliação da cobertura dos atuais 30% para 90% da população atendida até 2033.
Qual o impacto do início das operações da Fábrica de Tubos?
A entrada em operação da Fábrica de Tubos da companhia marca a conclusão desse projeto estratégico.
Com a nova unidade, o parque passa a contar com:
- Fábrica de tubos para redes de água e esgoto;
- Usina de asfalto;
- Laboratório de análises de solos e pavimentação; e
- Usina de produção de sulfato de alumínio (utilizado no tratamento de água).
O complexo produtivo foi concebido para sustentar o maior programa de expansão do saneamento já realizado no Estado e acelerar o cumprimento das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento. A fábrica de tubos integra essa estratégia com capacidade de produção de até 200 quilômetros de tubulações por mês, volume suficiente para atender integralmente a demanda das obras executadas pela companhia.
A usina de asfalto acelera a recomposição das vias após as intervenções urbanas. O laboratório de solos e pavimentação amplia o controle técnico das obras e contribui para maior durabilidade das recomposições. Já a usina de sulfato assegura o fornecimento de um dos principais insumos utilizados no tratamento de água, reforçando a segurança operacional dos sistemas.
Como o parque vai ajudar a universalizar o saneamento?
Mais do que um conjunto de instalações industriais, o Parque de Infraestrutura e Inovação surgiu como uma forma de:
- fortalecer a autonomia operacional da companhia,
- reduzir a dependência de fornecedores externos,
- ampliar o controle de qualidade dos materiais,
- dar mais agilidade e previsibilidade à execução das obras no RS.
Para a presidente da Corsan, Samanta Takimi, a iniciativa representa uma mudança estrutural na forma de viabilizar a expansão do saneamento no Estado. “Quando falamos em universalização, falamos de um desafio que exige escala, eficiência e capacidade de entrega. O Parque de Infraestrutura e Inovação nasce para responder a esse desafio. É um legado para o Rio Grande do Sul e uma demonstração concreta do compromisso da Corsan com a transformação do saneamento e com o futuro das cidades gaúchas”, afirma.
Quais os investimentos por trás da estrutura?
Nos últimos anos, a Corsan quadruplicou sua média histórica de investimentos, passando de aproximadamente R$ 400 milhões para cerca de R$ 1,5 bilhão anuais. A nova escala de obras exigiu a criação de uma estrutura capaz de acompanhar esse ritmo de expansão, fornecendo materiais, insumos, tecnologia, logística e controle de qualidade para centenas de frentes de trabalho simultâneas.


