A Montenegro Produções Culturais está desenvolvendo projetos que utilizam a arte como ferramenta de acessibilidade, inclusão e humanização, levando experiências culturais para hospitais e envolvendo pessoas com deficiência visual na criação de espetáculos. As iniciativas estão sendo realizadas ao longo de 2026 e têm como destaque a segunda edição da Ópera das Cores e o projeto Alegria – Arte nos Hospitais. As ações buscam ampliar o acesso à cultura, aproximar novos públicos de experiências artísticas e incentivar a participação coletiva nos processos de criação.
Segundo a diretora da Montenegro Produções Culturais, Carolina Montenegro, os projetos têm como proposta utilizar a arte para transformar diferentes espaços e promover inclusão. “Acreditamos que a arte pode criar conexões, despertar novas percepções e tornar diferentes espaços mais acolhedores. Em nossos projetos, ela não é apenas apresentada ao público, mas construída junto com ele, valorizando experiências, histórias e diferentes formas de perceber o mundo”, afirma Carolina.
Ópera das Cores
Um dos projetos em desenvolvimento é a segunda edição da Ópera das Cores, espetáculo imersivo que transforma a percepção sensorial de pessoas com deficiência visual em música, arte visual e experiência coletiva. A iniciativa teve um laboratório artístico que reuniu cerca de 100 participantes, cujas percepções, memórias e experiências servirão de base para a construção da obra.
A proposta prevê que músicos, artistas visuais e criadores transformem esses relatos em composições sonoras e visuais. A apresentação está prevista para 2027, em Curitiba, com toda a renda obtida por meio da bilheteria destinada ao Hospital Erasto Gaertner.
A montagem contará com uma orquestra formada exclusivamente por mulheres, projeções digitais, performances visuais, criação do artista multimídia Alexandre Órion e direção musical do maestro Alexandre Brasolin. Segundo a produtora, o projeto também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente ao ODS 4, voltado à educação inclusiva e à igualdade de oportunidades.
Arte nos hospitais
Outra iniciativa é o projeto Alegria – Arte nos Hospitais, idealizado pela Guanabara Produções Culturais com apoio da Montenegro Produções. A proposta transforma o Hospital Erasto Gaertner em uma galeria de arte, com exposições e atividades culturais destinadas a pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde.
Com o tema “Alegria”, o projeto reunirá obras de fotografia, cerâmica, ilustração, grafite, pintura, design gráfico e produções multimídia distribuídas em diferentes ambientes do hospital. A programação também prevê oficinas de artes, contação de histórias para crianças, intervenções musicais e o lançamento de um livro sobre a trajetória da instituição sob uma perspectiva voltada à humanização.
A expectativa é que cerca de 20 mil pessoas sejam impactadas ao longo de seis meses. Após o período expositivo, as obras passarão a integrar o acervo permanente do hospital.
Financiamento por incentivo fiscal
Os dois projetos foram aprovados na Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), permitindo que empresas tributadas pelo lucro real destinem até 4% do imposto devido ao patrocínio das iniciativas, enquanto pessoas físicas podem contribuir com até 6%.
De acordo com a diretora da Montenegro Produções Culturais, Carolina Montenegro, o apoio de patrocinadores é essencial para ampliar o alcance das ações. “Quando uma empresa apoia iniciativas como essas, ela não está apenas viabilizando ações culturais. Está investindo em inclusão, educação, humanização e acesso à cultura, contribuindo para gerar impacto social real”, destaca Carolina.
Além do incentivo fiscal, a produtora informa que os patrocinadores podem receber contrapartidas como ações de relacionamento, visibilidade da marca e participação nas atividades desenvolvidas pelos projetos.


