Febrac aponta que rastreabilidade bovina pode ampliar acesso a mercados internacionais

Por Jonathan da Silva

A rastreabilidade bovina deve ganhar peso nas exigências do mercado internacional para a carne brasileira, segundo avaliação da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac). A entidade acompanha um projeto em andamento no Rio Grande do Sul, conduzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), que busca ampliar o controle dos rebanhos. A medida tem como objetivo atender a critérios sanitários, garantir transparência na cadeia produtiva e facilitar o acesso a novos mercados compradores.

De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a demanda por rastreabilidade já é uma realidade em alguns países importadores. “Eles estão vendo com muito bons olhos todo esse projeto que está sendo desenvolvido aqui pelo estado do Rio Grande do Sul, uma parceria da Secretaria da Agricultura, da qual a Febrac também faz parte, e vem apoiando bastante todo esse movimento”, destaca Martins.

Segundo a entidade, compradores internacionais têm valorizado sistemas que permitem acompanhar a origem e o histórico dos animais, direcionando a demanda para produtores que adotam esse padrão.

Como funciona o sistema

A rastreabilidade bovina consiste na identificação individual dos animais e no registro de informações ao longo de toda a cadeia produtiva, desde o nascimento até o abate. Entre os dados monitorados estão origem, vacinação, alimentação e movimentações. O sistema é apontado pelo setor como ferramenta para controle sanitário e segurança alimentar, além de permitir respostas mais rápidas em situações de surtos sanitários.

Desafios para adoção

Apesar do avanço, a implementação ainda enfrenta dificuldades, principalmente entre pequenos e médios produtores. Entre os principais entraves estão os custos de adaptação e o uso de tecnologias necessárias para o controle dos dados.

Mesmo assim, a Febrac avalia que a rastreabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência do mercado. “A rastreabilidade está diretamente relacionada hoje não só com a biosseguridade, mas também com a garantia da segurança alimentar e sanitária da proteína animal que chega ao consumidor”, pontua o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins.

Projeto no Rio Grande do Sul

A entidade acompanha a execução de um projeto piloto no estado, desenvolvido pela Seapi em alguns rebanhos. A iniciativa busca ampliar o alcance da rastreabilidade e preparar os produtores para atender às exigências internacionais. “Inclusive apoiamos de maneira bastante importante um projeto piloto que já está em desenvolvimento por parte da Secretaria em alguns rebanhos no Rio Grande do Sul”, conclui Martins.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
Publicidade

Você também pode gostar

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.