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Variedades

Fenovinos será realizada junto à Fenasul Expoleite em Esteio no mês de maio

Por Jonathan da Silva 27/03/2026
Por Jonathan da Silva

A 38ª Feira Nacional de Ovinos (Fenovinos) será realizada de 13 a 17 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, integrada à 19ª Fenasul e à 46ª Expoleite. Promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), a feira ocorrerá de forma conjunta com outros segmentos da pecuária, reunindo cadeias de corte, leite e ovinocultura em um mesmo ambiente, com foco na apresentação de animais, avaliação genética e ampliação da participação de criadores.

A mudança no formato insere a Fenovinos em uma programação unificada com outras feiras do setor, conectando diferentes cadeias produtivas e ampliando a exposição de animais e da genética. A proposta, segundo a organização, busca reposicionar o evento no calendário da pecuária e concentrar atividades em uma única agenda.

Integração entre cadeias

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, Edemundo Ferreira Gressler, a realização conjunta com a Fenasul Expoleite tem como objetivo ampliar a visibilidade da ovinocultura. “A ovinocultura estará inserida neste encontro das cadeias pecuárias, o que amplia a visibilidade e favorece a participação dos criadores”, afirma Gressler.

O dirigente também destacou a expectativa de participação na exposição. “Esperamos um número significativo de ovinos na exposição para mostrar a qualidade genética das raças”, projeta Gressler.

Organização do evento

A Fenasul Expoleite é promovida pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e pela Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi), com copromoção da Febrac, Farsul, Fetag e Prefeitura Municipal de Esteio. A programação completa do evento deve ser divulgada pelas entidades organizadoras nas próximas semanas.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/03/2026 0 Comentários 115 Visualizações
Variedades

Febrac aponta que rastreabilidade bovina pode ampliar acesso a mercados internacionais

Por Jonathan da Silva 23/03/2026
Por Jonathan da Silva

A rastreabilidade bovina deve ganhar peso nas exigências do mercado internacional para a carne brasileira, segundo avaliação da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac). A entidade acompanha um projeto em andamento no Rio Grande do Sul, conduzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), que busca ampliar o controle dos rebanhos. A medida tem como objetivo atender a critérios sanitários, garantir transparência na cadeia produtiva e facilitar o acesso a novos mercados compradores.

De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a demanda por rastreabilidade já é uma realidade em alguns países importadores. “Eles estão vendo com muito bons olhos todo esse projeto que está sendo desenvolvido aqui pelo estado do Rio Grande do Sul, uma parceria da Secretaria da Agricultura, da qual a Febrac também faz parte, e vem apoiando bastante todo esse movimento”, destaca Martins.

Segundo a entidade, compradores internacionais têm valorizado sistemas que permitem acompanhar a origem e o histórico dos animais, direcionando a demanda para produtores que adotam esse padrão.

Como funciona o sistema

A rastreabilidade bovina consiste na identificação individual dos animais e no registro de informações ao longo de toda a cadeia produtiva, desde o nascimento até o abate. Entre os dados monitorados estão origem, vacinação, alimentação e movimentações. O sistema é apontado pelo setor como ferramenta para controle sanitário e segurança alimentar, além de permitir respostas mais rápidas em situações de surtos sanitários.

Desafios para adoção

Apesar do avanço, a implementação ainda enfrenta dificuldades, principalmente entre pequenos e médios produtores. Entre os principais entraves estão os custos de adaptação e o uso de tecnologias necessárias para o controle dos dados.

Mesmo assim, a Febrac avalia que a rastreabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência do mercado. “A rastreabilidade está diretamente relacionada hoje não só com a biosseguridade, mas também com a garantia da segurança alimentar e sanitária da proteína animal que chega ao consumidor”, pontua o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins.

Projeto no Rio Grande do Sul

A entidade acompanha a execução de um projeto piloto no estado, desenvolvido pela Seapi em alguns rebanhos. A iniciativa busca ampliar o alcance da rastreabilidade e preparar os produtores para atender às exigências internacionais. “Inclusive apoiamos de maneira bastante importante um projeto piloto que já está em desenvolvimento por parte da Secretaria em alguns rebanhos no Rio Grande do Sul”, conclui Martins.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/03/2026 0 Comentários 178 Visualizações
Variedades

Principal demanda dos setores de trigo e soja é a recuperação do solo

Por Marina Klein Telles 28/05/2024
Por Marina Klein Telles

Perdas pontuais de safra, degradação do solo e bloqueios das rodovias são os principais impactos causados pelas fortes chuvas de maio às cadeias produtivas de trigo e soja do Rio Grande do Sul. Essa é a avaliação de entidades representativas dos dois setores apresentada durante reunião conjunta das câmaras setoriais, promovida na segunda-feira (27), de forma remota, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

A colheita da soja já estava se aproximando da conclusão, quando ocorreram as enchentes, que provocaram perdas no fim da safra. “No total do Estado, a perda não vai parecer significativa. Mas estamos falando de vários produtores que perderam tudo, 100% da safra. Então, é preciso cuidado ao observar esses dados. Não dá para tratar de forma igual os diferentes”, pontuou o assistente técnico em culturas da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), Alencar Rugeri.

Mesmo com a safra colhida e armazenada, outro problema trazido pelas enchentes preocupa o setor: o escoamento da produção, já que a malha rodoviária precisa ser recuperada em vários pontos do Estado. “O desafio atual será tirar o grão dos armazéns e fazê-lo chegar ao Porto do Rio Grande”, avaliou o coordenador da Câmara Setorial da Soja, Nereo Starlick.

Para o trigo, que está em período de semeadura, as chuvas trouxeram como consequência a degradação do solo cultivável. “Desde as chuvas de setembro e de novembro do ano passado que estamos com uma erosão absurda no sol. Já plantamos soja com dificuldade extrema. Agora, então, piorou. O produtor ainda terá que lidar com a recuperação da fertilidade do solo”, explicou o diretor e coordenador da Comissão do Trigo e Culturas de Inverno da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Hamilton Jardim.

As estimativas da produção de trigo para a próxima safra, por causa da escassez de sementes, já registravam uma queda, em comparação com a área cultivada no ano passado, que chegou a 1,5 milhão de hectares.

Entre os encaminhamentos das câmaras setoriais para as reuniões das Câmaras Nacionais do Trigo e da Soja estão: requisição de linhas de crédito específicas para reconstrução a produtores rurais que perderam tudo; linhas de crédito para recuperação de áreas degradadas; prorrogação da Resolução 5.123 do Conselho Monetário Nacional, que renegocia parcelas de operações de crédito rural de investimento, além da inclusão de outras culturas, como as de frutas, de arroz e de trigo; recuperação das rodovias federais no RS, para não haver problemas no escoamento da produção agrícola.

Participaram da reunião representantes dos seguintes órgãos e entidades: secretarias da Fazenda e de Desenvolvimento Econômico, Badesul, Banrisul, BRDE, Banco do Brasil, Companhia Nacional de Abastecimento, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Emater/RS-Ascar, Associação das Empresas Cerealistas do Estado do Rio Grande do Sul, Sindicato da Indústria do Trigo, Bolsa Brasileira de Mercadorias, Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul e Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2024 0 Comentários 375 Visualizações
Cidades

Estado disponibiliza R$ 40 milhões em horas-máquina para municípios

Por Marina Klein Telles 23/05/2024
Por Marina Klein Telles

Para ajudar na desobstrução e reconstrução de estradas e áreas rurais mais afetadas pelas chuvas, o governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), está destinando R$ 40 milhões em horas-máquinas para os 78 municípios em situação de calamidade pública. Cada cidade receberá R$ 500 mil em horas-máquinas para a utilização de equipamentos – como caminhões, escavadeiras, motoniveladoras e rolo compactador.

Os recursos auxiliam na limpeza de estradas vicinais; no desassoreamento de rios, arroios e riachos; e na reconstrução de cabeceiras de pontes. A liberação do recurso por meio da Seapi é possível porque o Estado possui contrato vigente para horas-máquinas, que acompanham operador e combustível. Além disso, o governo auxiliará as municipalidades com a elaboração do plano de trabalho.

“Esses recursos são extremamente necessários para a reestruturação dos municípios, principalmente para a liberação de acessos a zonas rurais. A Secretaria da Agricultura vai auxiliar com a documentação para dar mais celeridade ao processo”, afirmou o titular da Seapi, Giovani Feltes.

Os municípios que precisam, por exemplo, de um kit com um caminhão caçamba, uma escavadeira, uma motoniveladora, uma retroescavadeira e um rolo compactador conseguem manter as máquinas por 40 dias no município com o valor de R$ 500 mil. Já um kit com dois caminhões caçambas, uma retroescavadeira e uma motoniveladora atua por quase 56 dias no município com o mesmo valor. O kit de máquinas é montado de acordo com a necessidade de cada local.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/05/2024 0 Comentários 391 Visualizações

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