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tabaco

Variedades

Fentitabaco retoma atividades e reforça representação nacional dos trabalhadores

Por Jonathan da Silva 10/09/2025
Por Jonathan da Silva

A Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco) retomou suas atividades em nível nacional no dia 1º de setembro, em Santa Cruz do Sul, com a missão de fortalecer a organização sindical e ampliar a representatividade da categoria em todo o país. A entidade, antes denominada Fentifumo, passa por um processo de modernização que inclui a mudança de nome e a renovação da direção, sob comando do presidente Rangel Marcon.

A Fentitabaco reúne sindicatos de diferentes estados, representando mais de 44 mil trabalhadores da indústria do tabaco. Entre os filiados estão o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa), o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo da Região Sul de Santa Catarina (Sitifursc), o Sindicato do Alto Vale do Itajaí, Planalto Norte e Oeste Catarinense (Sintifavi), o Sindicato de Uberlândia (Sintraf) e o Sindicato de Rio Negro, no Paraná (Sitifumo).

O setor do tabaco é responsável por 95% da produção concentrada no Sul do Brasil, envolvendo mais de 600 municípios. Em 2023, as exportações brasileiras do segmento somaram US$ 2,7 bilhões, mantendo o país como líder mundial desde 1993. “Estamos diante de uma cadeia produtiva organizada e legal, que precisa de defesa firme e de valorização dos seus trabalhadores”, destacou o presidente Rangel Marcon.

Defesa de direitos e conquistas

A federação reafirma como prioridades a preservação de conquistas históricas, como reajustes salariais acima da inflação, benefícios de alimentação, transporte e saúde, além de investimentos em segurança e qualificação. “Nosso compromisso é ser um espaço de união e compartilhamento, fortalecendo a ação sindical e ampliando a representatividade dos trabalhadores em todo o país”, afirmou Marcon.

A entidade também participa do Grupo de Trabalho em Defesa do Tabaco, ao lado de municípios e organizações do setor, para enfrentar desafios como políticas internacionais restritivas, elevação de carga tributária e riscos de perda de empregos. “Estamos empenhados em manter o equilíbrio entre a geração de empregos, o desenvolvimento econômico e a valorização dos direitos dos trabalhadores”, acrescentou o presidente da entidade.

Nova identidade

A alteração de Fentifumo para Fentitabaco marca a transição para um novo tempo da Federação. Segundo Marcon, a mudança de nome “traduz a necessidade de modernização e fortalece a identidade da federação, que segue comprometida com os trabalhadores e atenta às transformações da sociedade e do mercado”.

O presidente do Stifa, Éder Rodrigues, destacou a importância da parceria com a nova Federação. “Estamos muito felizes em poder compartilhar este momento e atuar de forma participativa junto à Fentitabaco, agregando ainda mais força e representatividade dos nossos trabalhadores deste setor”, afirmou Rodrigues.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/09/2025 0 Comentários 355 Visualizações
Política

Amprotabaco defende cadeia produtiva do tabaco em reunião da Conicq

Por Jonathan da Silva 03/09/2025
Por Jonathan da Silva

A Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) defendeu a importância socioeconômica da produção legal de tabaco durante a Reunião Aberta da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq) realizada nesta terça-feira (2), em Brasília. O encontro, realizado na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), integra as etapas preparatórias para a 11ª Conferência das Partes (COP-11), que ocorrerá em novembro, em Genebra, na Suíça.

A entidade foi representada pelo presidente Gilson Becker, pelo vice-presidente em Santa Catarina, Emerson Maas, e pelo secretário executivo, Vinícius Pegoraro. Em sua fala, o presidente destacou que a Amprotabaco cumpre o papel de dar visibilidade à cadeia produtiva. “Não defendemos o consumo de cigarros, mas sim a produção agrícola legal, a economia que dela resulta e a dignidade dos produtores rurais que têm no tabaco sua principal fonte de renda. Essa atividade representa oportunidades no campo, empregos nas indústrias, arrecadação nos municípios e desenvolvimento em diferentes níveis da sociedade”, afirmou Becker.

Segundo o líder da entidade, a cultura do tabaco sustenta mais de 500 municípios brasileiros e envolve diretamente mais de 130 mil famílias agricultoras.

Relevância econômica e social

Becker ressaltou que o tabaco brasileiro é produzido de forma regulada e ambientalmente controlada, assegurando renda estável e qualidade de vida. “Não se trata de apologia, mas de realidade: onde há produção de tabaco, há crescimento econômico e inclusão social. O Brasil precisa compreender a dimensão desse setor, que lidera mundialmente em exportações e mantém vivas regiões inteiras”, pontuou o dirigente.

O presidente também destacou que a atividade contribui para fixar jovens no campo e ampliar o acesso a serviços como educação e saúde em áreas rurais.

Compromisso da Amprotabaco

Ao final da reunião, Becker reiterou o compromisso da entidade em defender o setor nas discussões internacionais. “Seguiremos unidos para mostrar a verdade, valorizar o desenvolvimento regional e defender as pessoas que vivem da terra. É por elas que continuaremos lutando, com coragem e presença, para que essa cadeia seja respeitada e mantida viva para as próximas gerações. Onde há tabaco, há dignidade, há trabalho, há futuro”, destacou o líder da Amprotabaco.

A reunião contou com a presença da presidente da Conicq, doutora Vera Lúcia da Costa e Silva, além de outros membros da comissão.

O que é a COP-11

A Conferência das Partes (COP) é o órgão deliberativo máximo da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), tratado internacional de saúde pública da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil, como signatário, participa do encontro para definir estratégias de implementação da convenção. A 11ª edição será realizada entre 17 e 22 de novembro de 2025, em Genebra, reunindo representantes de diversos países para debater medidas de controle e regulação do tabaco.

Foto: Amprotabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2025 0 Comentários 274 Visualizações
Variedades

SindiTabaco participa de reunião da Conicq em Brasília nesta terça

Por Jonathan da Silva 02/09/2025
Por Jonathan da Silva

A Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco e de seus Protocolos (Conicq) realiza nesta terça-feira, 2 de setembro, em Brasília, uma reunião aberta para debater os documentos que serão discutidos na 11ª Sessão da Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco (COP11) e na 4ª Reunião das Partes do Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito dos Produtos de Tabaco (MOP4), programadas para novembro, na Suíça. O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) confirmou presença no encontro, que acontece a partir das 14h na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, destacou a importância de levar à Conicq os impactos sociais e econômicos da cadeia produtiva do tabaco. “Esperamos que o diálogo prevaleça e que a Conicq, que abrange representantes de 11 ministérios, da Casa Civil, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Fundação Oswaldo Cruz, considere não somente as questões de saúde, mas também a importância econômica e social do setor do tabaco para mais de 525 municípios e 138 mil produtores brasileiros, cumprindo com a declaração interpretativa assinada quando da ratificação da Convenção-Quadro”, afirmou o dirigente.

Produção e exportação

Dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apontam que a safra 2024/2025 atingiu 720 mil toneladas, gerando cerca de R$ 14,58 bilhões aos produtores integrados. O Brasil ocupa a posição de segundo maior produtor mundial e lidera as exportações há mais de 30 anos, com 90% da produção destinada a mais de 100 países. A expectativa é encerrar 2025 com US$ 3 bilhões em divisas. Entre janeiro e julho, os embarques já somaram 270 mil toneladas, com divisas 20,8% superiores ao mesmo período do ano passado, alcançando US$ 1,74 bilhão. Na indústria, o setor gera mais de 44 mil empregos diretos no país e recolhe R$ 17 bilhões em impostos.

Temas em debate

Embora a pauta da COP11 ainda não esteja oficializada, alguns assuntos devem integrar as discussões em Genebra. Entre eles está a diversificação das atividades agrícolas. Segundo a Afubra, para obter a mesma renda de um hectare de tabaco, um produtor precisaria de 7,85 hectares de soja. Na safra 2024/2025, os produtores ligados ao setor alcançaram R$ 24,7 bilhões em produtos agropecuários, sendo 59% dessa renda proveniente do tabaco e 41% de outras culturas e pecuária.

Outro ponto é a regulamentação dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs). Para o SindiTabaco, a medida poderia atender à demanda da saúde pública, incentivar a inovação e criar novas oportunidades econômicas. Atualmente, o consumo desses produtos ilegais no Brasil cresceu de 500 mil consumidores, em 2018, para 3 milhões em 2023, segundo pesquisa do Ipec.

Também deve estar em pauta o combate ao mercado ilegal. A carga tributária dos cigarros no Brasil varia de 70% a 90%, enquanto no Paraguai é de 13%, fator que favorece o contrabando e a concorrência desleal.

O que é a Conicq

Criada em 1999, a Conicq tem como objetivo subsidiar a participação do Brasil em negociações internacionais de controle do uso de tabaco. Reestruturada em 2023, a comissão reúne representantes de diversos ministérios, da Casa Civil, da Anvisa e da Fiocruz.

Foto: Banco de imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/09/2025 0 Comentários 314 Visualizações
Variedades

Safra de tabaco cresce 41,7% no sul do Brasil em 2024/2025

Por Jonathan da Silva 22/08/2025
Por Jonathan da Silva

A safra de tabaco 2024/2025 no sul do Brasil fechou em 719.891 toneladas, um aumento de 41,7% em relação à temporada anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22), pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), que realiza levantamentos junto aos produtores. Do total, 648.189 toneladas correspondem à variedade Virgínia, 59.629 ao Burley e 12.073 ao Comum. A estimativa inicial divulgada em novembro de 2024 previa 696.435 toneladas, o que indica um acréscimo de 3,4% no fechamento.

De acordo com o presidente da Afubra, Marcilio Drescher, a diferença em relação à safra anterior se deve a três fatores principais. Segundo ele, a safra 2023/2024 sofreu perdas de produtividade devido à instabilidade climática, o que elevou o preço pago ao produtor. Paralelamente, a redução nos preços de grãos favoreceu a migração de áreas para o tabaco, ampliando a produção. Além disso, a produtividade em 2024/2025 foi considerada normal, sem perdas generalizadas.
“Esses fatores explicam o aumento significativo no volume total da produção, considerando ainda que vem ocorrendo aumento na área plantada nas últimas três safras. E, nesta safra que finda, com a volta da produtividade normal, o volume de produção se evidencia com mais força”, afirmou Drescher.

Produção nos estados

O Rio Grande do Sul registrou crescimento de 37,9%, alcançando 303.393 toneladas e representando 42,2% da produção sul-brasileira. Foram 131.789 hectares cultivados por 69.238 famílias, com produtividade média de 2.313 kg/ha. Apesar da alta, o preço por quilo caiu 14,5%, fechando em R$ 20,45.

Em Santa Catarina, a produção atingiu 226.233 toneladas, aumento de 50,5%, com área plantada de 94.212 hectares e 41.720 famílias envolvidas. A produtividade média foi de 2.401 kg/ha, mas o preço também caiu, encerrando em R$ 20,32, queda de 11,6%.

No Paraná, o crescimento foi de 38,1%, totalizando 190.264 toneladas, produzidas em 83.981 hectares por 27.062 famílias. A produtividade ficou em 2.266 kg/ha e o preço médio por quilo caiu 10,8%, fechando em R$ 19,83.

Receita bruta

A receita bruta da produção no sul do Brasil chegou a R$ 14,57 bilhões, alta de 23,7% em relação à safra anterior. O Rio Grande do Sul participou com R$ 6,2 bilhões (+17,9%), Santa Catarina com R$ 4,59 bilhões (+33%) e o Paraná com R$ 3,77 bilhões (+23,2%).

Estimativas futuras

A Afubra informou que a estimativa inicial para a safra 2025/2026 será divulgada já em novembro. Drescher adiantou que já há indícios de aumento da área plantada. “Além da importância de conseguirmos um equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos ciclos para garantir uma rentabilidade justa ao produtor, a este fator soma-se os impactos que podemos sofrer com a continuidade do ‘tarifaço’ ao que o Brasil vem sendo submetido pelos Estados Unidos”, destacou o presidente.

Foto: Arquivo/Afubra/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/08/2025 0 Comentários 655 Visualizações
Variedades

Setor do tabaco debate sustentabilidade no evento ESG Experience

Por Jonathan da Silva 22/08/2025
Por Jonathan da Silva

Empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) apresentaram experiências voltadas à sustentabilidade durante a 3ª edição do ESG Experience, realizada nesta quinta-feira (21), em Santa Cruz do Sul. O evento, realizado no Memorial da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e promovido pela Associação Comercial e Industrial (ACI) em parceria com a instituição de ensino, reuniu palestras e painéis temáticos sobre práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.

Na programação, foram expostos cases de empresas do setor como BAT Brasil, China Brasil Tabacos, JTI e Philip Morris. A Alliance One Brasil também participou como apoiadora. O objetivo da ação foi compartilhar exemplos de práticas de sustentabilidade desenvolvidas na cadeia do tabaco, que já conta com um histórico de integração entre produtores e indústrias, consolidado pelo Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT).

Histórico de integração e sustentabilidade

O SIPT, estabelecido há mais de cem anos, promove a relação direta entre produtores e empresas e é considerado referência para outras cadeias produtivas. Segundo a assessora técnica do SindiTabaco, Fernanda Viana Bender, o sistema é fundamental para incentivar boas práticas agrícolas. “Engajar e conscientizar os produtores integrados sobre boas práticas agrícolas é uma das missões da assistência técnica gratuita oferecida pelo SIPT. Mesmo antes do termo ESG ser cunhado, a cadeia produtiva do tabaco já atuava em programas de combate ao trabalho infantil, além de iniciativas voltadas à logística reversa, ao reflorestamento e o correto manejo do solo”, afirmou Fernanda.

Sustentabilidade como prioridade

Para a assessora técnica do sindicato, a presença expressiva das empresas do setor no evento reflete o compromisso contínuo com as pautas socioambientais. “A sustentabilidade deixou de ser um diferencial: é uma prioridade estratégica para este setor que está historicamente ligado ao desenvolvimento regional”, concluiu Fernanda.

Foto: Rodrigo Assmann/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/08/2025 0 Comentários 355 Visualizações
Política

Amprotabaco reforça defesa do setor do tabaco em audiência pública

Por Jonathan da Silva 08/08/2025
Por Jonathan da Silva

O presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker, participou nesta quarta-feira (7) de uma audiência pública virtual promovida pela Câmara Setorial do Tabaco da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina. O encontro teve como foco a discussão de estratégias para a 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP-11), que será realizada em novembro, na Suíça, e o Projeto de Lei 10/2023, que tramita na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Durante a audiência, foram debatidos os impactos que a COP-11 pode trazer para os territórios produtores. Segundo Becker, as decisões tomadas no evento extrapolam o campo sanitário e atingem diretamente o sustento de milhares de famílias rurais do Sul do país. “Não é apenas um debate técnico, é um movimento com impactos sociais profundos. Nosso papel é dar voz aos produtores e mostrar que essa cadeia é feita por gente que trabalha e precisa de respeito”, afirmou o presidente da Amprotabaco.

Becker também enfatizou a necessidade de que o Brasil atue com responsabilidade e soberania nas discussões internacionais. “A representação brasileira na COP precisa estar alinhada com a nossa realidade. É inadmissível que se ignore a força econômica, social e ambiental do tabaco para as regiões produtoras”, ressaltou o dirigente.

Atuação institucional e articulação política

Além da participação na audiência, Becker esteve em Curitiba, onde se reuniu com parlamentares na Assembleia Legislativa do Paraná como parte da mobilização da entidade para a COP-11. A ação integra a estratégia da Amprotabaco de fortalecer a representação dos municípios produtores em nível nacional e articular apoio político à defesa da cadeia produtiva.

Segundo o presidente, a intenção é garantir que os municípios produtores sejam ouvidos nos espaços de decisão e que a atuação da entidade continue sendo firme em defesa dos interesses do setor. “É necessário que se demonstre a unidade e a coesão do setor, para que o governo federal entenda a importância da cadeia produtiva do tabaco para o desenvolvimento dos mais de 500 municípios produtores no Sul do Brasil”, concluiu Becker.

Foto: Bruno Pedry/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/08/2025 0 Comentários 296 Visualizações
Projetos especiais

Ciclo de Conscientização completa 15 anos com 38 mil produtores do sul impactados

Por Jonathan da Silva 05/08/2025
Por Jonathan da Silva

O Ciclo de Conscientização sobre saúde, segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente, promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, com apoio da Afubra, encerrou sua 15ª edição na semana passada, alcançando um total de 38 mil pessoas impactadas desde sua criação, em 2009. A iniciativa já passou por mais de 70 municípios produtores de tabaco do sul do Brasil.

Em 2025, os seminários foram realizados em seis cidades dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, reunindo 2.150 participantes, incluindo produtores de tabaco, agentes de saúde, educadores, conselheiros tutelares e lideranças locais. A programação começou nos dias 22 e 23 de julho, em Gramado Xavier e Vale do Sol, em solo gaúcho, e seguiu para Ipiranga e Imbituva, cidades do Paraná, e Irineópolis e Mafra, em Santa Catarina.

A metodologia do evento manteve o formato das últimas edições, com apresentações teatrais da Companhia de Teatro Espaço Camarim, que transforma conteúdo técnico em informações acessíveis para o público.

Sistema Integrado de Produção de Tabaco

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, destacou o papel das iniciativas integradas na conscientização. “A assistência técnica gratuita, uma das garantias do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), é uma grande aliada na conscientização. Ela é complementada com a distribuição de materiais impressos, veiculação de campanhas de mídia e a realização de seminários como estes que realizamos anualmente. É um longo trabalho, que tem surtido efeito”, afirmou.

Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco

Saúde e segurança no campo

A programação também abordou práticas para o manejo seguro de agrotóxicos e orientações para evitar riscos durante a colheita do tabaco, incluindo o uso de luvas impermeáveis, a preferência por horários menos quentes do dia e cuidados com folhas molhadas por chuva ou orvalho. Entre as recomendações, também estão a sinalização de áreas recém-tratadas, o armazenamento seguro de produtos químicos e a tríplice lavagem das embalagens durante o preparo da calda, utilizando equipamentos de proteção individual (EPIs).

Pesquisa realizada em 2023 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por meio do Centro de Estudos e Pesquisas em Administração (Cepa/UFRGS), apontou que 95% dos produtores já fizeram cursos sobre manuseio seguro de agrotóxicos e 98% afirmam ter conhecimento sobre técnicas de colheita segura.

Combate ao trabalho infantil

Outro tema tratado nos seminários foi a erradicação do trabalho infantil no setor. Desde a regulamentação do decreto 6481/2008, que inclui o tabaco na lista de atividades proibidas para menores de 18 anos, as empresas associadas ao SindiTabaco solicitam, a cada safra, comprovantes de matrícula e frequência escolar dos filhos dos produtores durante a assinatura dos contratos de comercialização.

O que é o Ciclo de Conscientização

O Ciclo de Conscientização é realizado anualmente desde 2009, com o objetivo de disseminar informações sobre práticas seguras e promover a proteção de crianças e adolescentes nas propriedades produtoras de tabaco. Até hoje, a ação alcançou diretamente 38 mil produtores no sul do país.

Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
05/08/2025 0 Comentários 383 Visualizações
Variedades

Instituto Crescer Legal realiza segunda etapa de formação para suas equipes

Por Jonathan da Silva 01/08/2025
Por Jonathan da Silva

As equipes pedagógica e administrativa do Instituto Crescer Legal participaram, entre os dias 29 e 31 de julho, da segunda formação do ano, realizada em Santa Cruz do Sul. A programação teve como objetivo promover troca de experiências, discutir o projeto político-pedagógico da instituição e definir encaminhamentos para o encontro anual dos aprendizes e egressos, previsto para setembro.

O primeiro dia da formação ocorreu no Sítio Pedagógico Paraíso, no distrito de Rio Pardinho, com atividades de integração. A programação incluiu uma sensibilização com o tema “O futuro que você sonha começa com as escolhas que você faz hoje”, tour guiado e oficina de dança.

No segundo dia, no Gauten Parque de Inovação e Tecnologia, as discussões abordaram o tema “Narrar, refletir e (re)criar experiências formativas: por um Projeto Político-Pedagógico vivo”, com foco na atualização do Projeto Político-Pedagógico (PPP) do Instituto. Também foram apresentados os perfis de cada turma do Programa de Aprendizagem Profissional Rural.

O último dia da formação aconteceu na sede do Instituto Crescer Legal, onde os participantes realizaram dinâmicas de interação, elaboraram o formato do Encontro Anual de Aprendizes Rurais e construíram coletivamente ideias para o evento de 2025.

Importância da troca de experiências

De acordo com a gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf, as formações são oportunidades para integrar as equipes e alinhar a atuação nos diferentes municípios onde a instituição está presente. “Nesses encontros de construção coletiva, conseguimos compartilhar ideias e debater temas que impactam as atividades com os adolescentes”, afirmou Nádia. “Também buscamos assegurar que o fazer pedagógico nos nossos diferentes programas e operações esteja alinhado ao propósito do Instituto, cultivando a unidade da nossa atuação e dos resultados nos diferentes territórios em que estamos presentes, nos três estados do Sul do país”, completou a gerente.

O que é o Instituto Crescer Legal

O Instituto Crescer Legal é uma iniciativa do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, com sede em Santa Cruz do Sul (RS). A instituição atua em 23 municípios dos três estados do Sul do Brasil e desenvolve programas como o de Aprendizagem Profissional Rural, Acompanhamento dos Egressos, Nós por Elas – A Voz Feminina do Campo, e Boas Práticas de Empreendedorismo para a Educação. Mais detalhes estão disponíveis em crescerlegal.com.br.

Foto: Banco de imagens/ICL/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/08/2025 0 Comentários 319 Visualizações
Política

Setor do tabaco repercute impactos do tarifaço dos EUA ao Brasil

Por Jonathan da Silva 31/07/2025
Por Jonathan da Silva

O setor do tabaco manifestou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de aplicar, a partir de 6 de agosto, uma tarifa de 50% sobre as importações do produto brasileiro. O país é atualmente o terceiro maior comprador de tabaco do Brasil, respondendo por cerca de 9% das exportações do setor, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC/ComexStat).

Entre janeiro e junho de 2025, foram enviadas 19 mil toneladas de tabaco aos Estados Unidos, gerando US$ 129 milhões em receita. Em 2024, as vendas externas somaram 39,8 mil toneladas e US$ 255 milhões. A medida, considerada inesperada pelo setor, pode comprometer a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano.

Situação do mercado

De acordo com o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, havia expectativa de negociação ou prorrogação da medida, o que não ocorreu. “A manutenção da tarifa cria uma situação bastante complexa e a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano fica ameaçada. Podemos esperar, como consequência, uma redução drástica nos volumes exportados aos clientes americanos”, afirmou Thesing.

Mesmo diante da medida, o dirigente garantiu que não há previsão de demissões no setor e que a compra do tabaco contratado junto aos produtores está assegurada pelo Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT). “Como as empresas associadas ao SindiTabaco trabalham com o Sistema Integrado, oferecemos essa garantia e segurança para o produtor quanto à aquisição do volume já contratado”, destacou Thesing.

Redirecionamento de produção

Para a safra 2025/2026, cerca de 40 mil toneladas do tabaco já contratado tinham como destino os Estados Unidos. Segundo Thesing, o volume pode permanecer estocado caso não haja realocação imediata. “No entanto, temos a expectativa de, nos próximos meses, redirecionar o montante que seria exportado aos Estados Unidos para outros destinos, pois exportamos para mais de 100 países”, concluiu o presidente do SindiTabaco.

Foto: Felipe Krause/Pixel18dezoito/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/07/2025 0 Comentários 405 Visualizações
Variedades

Afubra mantém taxas do Sistema Mutualista para safra 2025/2026

Por Jonathan da Silva 29/07/2025
Por Jonathan da Silva

A Assembleia Geral Ordinária da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) aprovou, nesta sexta-feira (26), a manutenção das taxas de contribuição do Sistema Mutualista para a safra 2025/2026. A reunião ocorreu no auditório do Teatro do Colégio Mauá, em Santa Cruz do Sul, e definiu ainda o reajuste do valor da Unidade Referencial Mutual (URM) e os descontos para pagamentos antecipados.

Conforme a decisão dos associados, a taxa para cobertura contra granizo será mantida em 6% para os produtores sem bônus. Os participantes com direito às bonificações de 10%, 20%, 30% e 40% terão taxas de 5,4%, 4,8%, 4,2% e 3,6%, respectivamente. A medida visa fortalecer o fundo de reserva da Afubra, que foi afetado por prejuízos climáticos nas últimas safras.

O que é a Unidade Referencial Mutual

A URM, criada pela Afubra para padronizar cálculos de benefícios e auxílios, terá valor de R$ 25,26 para a próxima safra, um aumento de 8,88% em relação ao ciclo anterior, quando o valor era de R$ 23,20. A URM é usada como base para pagamentos aos associados em caso de perdas.

Descontos e prazos

Os produtores que anteciparem o pagamento até 31 de agosto terão desconto de 8%. Para quitação até 30 de setembro, o abatimento será de 5%, e até 31 de outubro, prazo final para inscrições, o desconto é de 3%. O prazo de carência para novas inscrições continua sendo de sete dias após a entrega do pedido ou a data do pagamento, para casos de débitos anteriores.

A assembleia também apresentou dados do último período e reforçou as regras do Sistema Mutualista, que garante apoio financeiro aos fumicultores em casos de danos causados por granizo.

Foto: Luciana Jost Radtke/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/07/2025 0 Comentários 504 Visualizações
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