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tabaco

Política

Marcha dos Prefeitos terá debate sobre cadeia produtiva do tabaco

Por Jonathan da Silva 12/05/2026
Por Jonathan da Silva

A cadeia produtiva do tabaco será tema de uma arena temática durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que será realizada pela Confederação Nacional de Municíios (CNM) entre os dias 18 e 21 de maio, em Brasília. A programação específica sobre o tabaco ocorrerá no dia 20 de maio, das 14h às 18h, na Arena 10, reunindo prefeitos, gestores públicos, especialistas e representantes de iniciativas ligadas ao setor para discutir os impactos econômicos, sociais, ambientais e educacionais da produção de tabaco nos municípios brasileiros.

A atividade integra a programação oficial do evento municipalista e busca ampliar o debate nacional sobre a relevância da cadeia produtiva do tabaco, especialmente nos municípios da região sul. Entre os temas previstos estão educação, desenvolvimento social, preservação ambiental e os impactos do mercado ilegal na arrecadação e nas economias locais.

Debate sobre desenvolvimento regional

O presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker (PSD), destaca que a presença do tema na programação da CNM representa uma oportunidade de ampliar o entendimento sobre a realidade dos municípios produtores. “Estamos falando de um espaço que reúne prefeitos, parlamentares e gestores públicos de todas as regiões do País. É uma oportunidade de furar a bolha e apresentar o tabaco dentro de uma visão ampla de desenvolvimento, mostrando como essa cadeia impacta diretamente a economia, a educação, a arrecadação, o meio ambiente e a permanência das famílias no meio rural”, afirma Becker.

Segundo o dirigente, a arena temática também pretende apresentar experiências práticas desenvolvidas em municípios produtores, especialmente nas áreas de sustentabilidade, sucessão rural e proteção social. “Existe uma visão muito limitada quando o assunto é tabaco. Precisamos mostrar que existem municípios organizados, projetos ambientais reconhecidos, programas educacionais estruturados e milhares de famílias que dependem diretamente dessa atividade. Levar esse debate para dentro da Marcha é fazer com que o Brasil conheça melhor essa realidade”, completa o presidente da Amprotabaco.

Programação temática

A programação será dividida em três painéis temáticos. O primeiro abordará educação e boas práticas nos municípios produtores, com participação da coordenadora do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf, além de secretários municipais dos três estados do sul.

Na sequência, o debate tratará de agricultura, desenvolvimento social e meio ambiente, incluindo a apresentação do projeto Protetor das Águas, desenvolvido pelo município de Vera Cruz em parceria com o Ministério Público. Também participará o influenciador digital e vereador catarinense Emerson Gabriel Woiecechovski, da página Fumicultores Unidos.

O terceiro painel discutirá o mercado ilegal e os impactos econômicos aos municípios brasileiros.

O secretário executivo da Amprotabaco, Vinícius Pegoraro, destaca que a construção da arena temática envolveu diferentes instituições ligadas ao setor e busca ampliar o diálogo com gestores públicos de todo o país. “A cadeia produtiva do tabaco possui forte impacto na arrecadação, na geração de renda e na manutenção das economias locais. Estar presente em um espaço como a Marcha dos Prefeitos significa ampliar o diálogo institucional e levar informações técnicas e experiências concretas para gestores públicos de todo o país”, pontua Pegoraro.

Serviço

  • O quê: Arena temática “Produção de Tabaco e o Desenvolvimento Econômico Social para os Municípios”, durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios
  • Quando: 20 de maio, das 14h às 18h
  • Onde: Arena 10, em Brasília
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/05/2026 0 Comentários 133 Visualizações
Variedades

Capacitações orientam produtores de tabaco sobre norma de segurança no campo

Por Jonathan da Silva 04/05/2026
Por Jonathan da Silva

Produtores de tabaco do sul do Brasil vêm sendo capacitados de forma contínua sobre a Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31), que trata da segurança e saúde no trabalho rural. As formações ocorrem ao longo de 2026, em diversos municípios, com participação de produtores integrados às empresas associadas ao SindiTabaco e com cursos realizados em parceria com o Senar. A iniciativa busca alinhar práticas agrícolas às exigências legais, reduzir riscos de acidentes e garantir condições adequadas de trabalho no campo.

As ações fazem parte de um programa permanente conduzido pelas empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco, com foco na conscientização e qualificação técnica. Os treinamentos incluem atividades teóricas e práticas voltadas ao uso seguro de insumos agrícolas e à organização do ambiente de trabalho rural.

Capacitações no estado

Neste ano, já foram realizadas capacitações nos municípios gaúchos de Agudo, Caiçara, Camaquã, Candelária, Chuvisca, Jaguari, Santa Cruz do Sul, Sinimbu e Vale do Sol. Os cursos são organizados em turmas com capacidade entre 10 e 15 participantes.

De acordo com a assessora técnica do SindiTabaco, Fernanda Viana Bender, além dos produtores, os treinamentos também são oferecidos a novos orientadores agrícolas das empresas integradoras. “Temos atualmente 178 treinamentos mapeados só no Rio Grande do Sul. E também há cronogramas nas regiões produtoras de tabaco do Paraná e de Santa Catarina”, afirmou Fernanda.

A expectativa é de que mais de 2 mil produtores sejam capacitados ao longo do ano apenas no Rio Grande do Sul.

Conteúdo dos cursos

O treinamento “Aplicação Correta e Segura de Defensivos Agrícolas – NR-31” aborda temas como rotulagem de produtos, primeiros socorros, operação e manutenção de equipamentos de aplicação, uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), transporte e armazenamento de agrotóxicos, além da destinação correta de embalagens e procedimentos como a tríplice lavagem.

As atividades buscam garantir que os participantes adotem práticas seguras no manejo de insumos e na condução das atividades agrícolas.

O que é a NR-31

A Norma Regulamentadora nº 31 estabelece diretrizes para segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. Criada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a norma define responsabilidades de empregadores e trabalhadores na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.

Entre os pontos abordados estão o uso adequado de EPIs, a segurança no manuseio de equipamentos e agrotóxicos, a obrigatoriedade de capacitações e a organização do ambiente de trabalho.

A norma também prevê penalidades em casos de descumprimento, como a ausência ou uso inadequado de equipamentos de proteção, aplicação de agrotóxicos sem treinamento e armazenamento irregular de produtos.

O que é o SindiTabaco

Fundado em 1947, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) tem sede em Santa Cruz do Sul e atua nacionalmente, com exceção dos estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. A entidade reúne 14 empresas associadas e concentra suas ações na Região Sul, responsável por 96% da produção de tabaco no Brasil.

Segundo o sindicato, cerca de 533 mil pessoas estão envolvidas na cadeia produtiva em 525 municípios, o que reforça a necessidade de ações voltadas à qualificação e segurança no trabalho rural.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/05/2026 0 Comentários 100 Visualizações
Variedades

Fentifumo e Stifa convidam prefeito de Santa Cruz para seminário da cadeia do tabaco

Por Jonathan da Silva 14/04/2026
Por Jonathan da Silva

O prefeito de Santa Cruz do Sul, Sérgio Ivan Moraes (PL), recebeu representantes da Federação Interestadual dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco (Fentifumo) e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação (Stifa) na tarde desta segunda-feira (13), que formalizaram convite para sua participação no Seminário Regional da Cadeia Produtiva do Tabaco, marcado para o dia 23 de abril na Câmara de Vereadores.

Participaram do encontro o presidente da Fentifumo, Rangel Marcon, acompanhado do presidente e do diretor do Stifa, Éder Rodrigues e Alessandre Pontel, além do secretário municipal de Agricultura, Zeno Assmann.

O que é o seminário

Promovido pela Fentifumo em parceria com a Amprotabaco, o seminário integra o ciclo regional de 2026 e propõe o debate de temas como saúde dos trabalhadores, emprego, renda, desenvolvimento regional e transição econômica. O encontro reunirá lideranças, trabalhadores, produtores, especialistas e entidades do setor, com o objetivo de contribuir para a elaboração de um documento regional que servirá de base para discussões em nível nacional.

Relatório Executivo da Cadeia do Tabaco

Durante as conversas, a comitiva também entregou ao prefeito um exemplar do Relatório Executivo da Cadeia do Tabaco no Brasil – Análise Técnica, Econômica e Institucional, que reúne dados do setor entre 2019 e 2025. O documento consolida indicadores, analisa tendências e busca fundamentar posicionamentos institucionais com base técnica.

Foto: Évelin Nyland/Divulgação | Fonte: Assessoria
14/04/2026 0 Comentários 130 Visualizações
Variedades

Setor do tabaco é destacado como base econômica em painel da ACI na Expoagro Afubra

Por Jonathan da Silva 27/03/2026
Por Jonathan da Silva

Lideranças do setor fumageiro destacaram o papel do tabaco na sustentação econômica do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (26), durante painel realizado na Expoagro Afubra, em Rio Pardo. O debate ocorreu como uma edição especial do evento Tá na Hora, promovido pela Associação Comercial e Industrial de Santa Cruz do Sul (ACI), e reuniu representantes de entidades e gestores para discutir a integração entre campo, comércio e indústria, além da resiliência da cultura diante de crises climáticas.

O painel foi mediado pela vice-presidente regional da Federasul, Nicéia Wünsch, e contou com a participação de dirigentes do setor. O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcílio Laurindo Drescher, abriu o encontro destacando a complexidade da cadeia produtiva e a diversidade de temas abordados durante a feira.

Acima de milho e soja

Dados apresentados pela Afubra indicam que, na safra 2024/2025, o tabaco registra receita média de R$ 47 mil por hectare, superando culturas como milho e soja. Para atingir o mesmo faturamento bruto de 1 hectare de tabaco, seria necessário cultivar 6,58 hectares de milho ou 7,53 hectares de soja. “Esses números explicam por que o tabaco permanece como a base da viabilidade econômica para as pequenas propriedades de agricultura familiar na região Sul”, ressalta Drescher.

Protagonismo econômico

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, afirmou que a cultura representa cerca de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios produtores. “Santa Cruz do Sul consolidou-se como o 2º maior exportador do Rio Grande do Sul e o 3º maior arrecadador de impostos”, destacou Thesing.

Segundo o dirigente, 80,4% dos produtores estão nas classes A e B, com renda per capita média de R$ 3.540,75. “Não por acaso, 87,4% dos agricultores afirmam que continuam na atividade por ser a opção mais lucrativa”, ponderou Thesing. Em 2025, o setor exportou 561.052 toneladas no Brasil, gerando US$ 3,389 bilhões, crescimento de 13,84% em relação ao ano anterior. Thesing também apontou o contrabando como desafio, com índice de 32% no país, acima da média mundial de 11%.

Impacto social e ambiental

O presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker (PSB), destacou a estabilidade da cultura frente a variações climáticas. “O tabaco tem se mostrado uma cultura muito resiliente pela época do plantio e pela estabilização dos valores. É uma das culturas de faturamento mais estável em pequenas propriedades, com rentabilidade por hectare muito superior a outras commodities”, pontuou Becker.

De acordo com o dirigente, o tabaco ocupa 21,4% da área das propriedades, mas responde por 52% da renda familiar, além de gerar retorno financeiro de R$ 14,6 bilhões. O setor também mantém 24,4% de áreas preservadas nas propriedades rurais.

Integração econômica

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Santa Cruz do Sul, Marco Antônio Borba, destacou o impacto da cadeia produtiva na economia regional. “A relevância do tabaco é medida pelo seu efeito multiplicador. Esse capital, ao ingressar na nossa região, sustenta o varejo, impulsiona o setor imobiliário e demanda uma rede complexa de serviços e logística que fortalece centenas de empresas locais. A força de nossa economia está fortemente ligada aos resultados da cadeia do tabaco”, afirmou Borba.

Foto: Rodrigo Assmann/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/03/2026 0 Comentários 167 Visualizações
Política

Trabalhadores aprovam nova diretoria do Stifa com 98,2% dos votos

Por Jonathan da Silva 01/12/2025
Por Jonathan da Silva

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa) confirmou a eleição da nova diretoria para o mandato de 2026 a 2031, após votação realizada com urnas itinerantes e urna fixa na sede da entidade, em Santa Cruz do Sul. A chapa única a disputar o pleito recebeu a aprovação de 98,2% dos votantes.

O presidente reeleito, Éder Rodrigues, afirmou que a aprovação expressiva está relacionada a um projeto de gestão que colocou o trabalhador no centro das decisões. “Esta eleição demonstra que a categoria quer um Sindicato presente, atuante e comprometido com quem está na linha de produção”, afirmou Rodrigues. O mandatário destacou que a prioridade continuará sendo o cuidado com as pessoas. “Não existe representação sindical sem olhar humano. Cada trabalhador precisa sentir que o Stifa está ao seu lado”, enfatizou.

Serviços oferecidos pelo sindicato

O Stifa mantém serviços nas áreas da saúde e assistência, incluindo consultas médicas em clínica geral, pediatria, ginecologia e pneumologia, além de atendimento psicológico, nutricional e de enfermagem. A entidade também possui convênios com laboratórios e clínicas especializadas, atendimento odontológico em todas as especialidades, atendimento com neuropsicopedagoga e assessoria jurídica para associados e dependentes.

Atuação internacional do sindicato

A participação do Stifa em debates internacionais também marcou o período mais recente. Em novembro, a entidade integrou a comitiva brasileira na COP-11, realizada na Suíça, representando trabalhadores do setor nas discussões sobre o futuro do tabaco no mundo. “Estar em Genebra e representar os trabalhadores foi um marco. Levamos a realidade de quem está na fábrica e mostramos que a nossa voz precisa ser ouvida”, afirmou Rodrigues.

Seguiremos com o mesmo compromisso nos próximos cinco anos. O trabalhador seguirá como protagonista desse projeto”, ressaltou o presidente Éder Rodrigues.

Nova diretoria (2026-2031)

  • Presidente: Éder Roberto Figueira Rodrigues
  • Secretário Geral e de Organização: Leonel Goulart Almeida
  • Secretário de Finanças: Carlos Alberto Grade
  • Secretário de Política e Formação Sindical: Rangel Marcon
  • Secretário de Políticas Públicas e Sociais: Alessandre Pontel Alves
  • Secretário de Imprensa e Divulgação: Pedro Jercei Marques Correa
  • Secretária de Assuntos Jurídicos: Fernanda Regina Wagner
  • Suplentes: Tiago Nunes Ferreira, Maria Margarete Nunes, Josiane Fischer, Junior Lotário Kessler, Cássio Fernando Dorfey, Newton Bastos Martins e Edson Schonarth
  • Conselho fiscal efetivo: Ubiratã Melchior, Cristofer Jocelito D’Avila Schmachtemberg e Paulo Liandris Alves da Rosa (Suplentes: Telmo Waldy Zanette, Silvane Heck e Leci da Silva)
  • Conselho de representantes efetivo: Lúcio Cesar Ribeiro e Elói Alceu Iser (Suplentes: Valdemar Rodrigues dos Santos e Laurinda Maria Stuelp)
Foto: Stifa/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/12/2025 0 Comentários 240 Visualizações
Variedades

Afubra aponta que safra de tabaco 2025/2026 deve encolher no sul

Por Jonathan da Silva 24/11/2025
Por Jonathan da Silva

A safra 2025/2026 de tabaco deve ser menor do que a anterior, segundo estimativa inicial divulgada na semana passada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). O levantamento, realizado nos três estados do sul, indica que o clima mais úmido e as noites mais frias têm afetado o desenvolvimento das lavouras, resultando em previsão de queda na produção de todos os tipos de tabaco cultivados na região. A entidade aponta uma estimativa inicial de 685.274 toneladas produzidas no sul do Brasil, somando os tipos Virgínia, Burley e Comum.

O presidente da Afubra, Marcilio Drescher, afirma que os números consideram produtividade histórica e podem ser alterados ao longo da safra. “Quando falamos em números, é preciso ter em mente que são estimativas iniciais, números que levam em conta a média e, principalmente, o que vai determinar a safra, é o clima. Também precisamos sempre levar em conta que são mais de 500 municípios produtores no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná”, destaca Drescher.

O dirigente reforça que as condições climáticas distintas entre regiões podem equilibrar ou acentuar variações na produtividade. “Muitas vezes, quando em uma ou outra região o clima castiga e dá uma certa quebra de produção, em outras, ele é favorável, o que faz com que a produtividade e a produção sejam equilibradas”, afirma Drescher.

Produção por tipo de tabaco

O tabaco do tipo Virgínia, responsável por 90,47% da produção sul-brasileira, tem estimativa de 619.969 toneladas, uma redução de 4,35% em relação à safra anterior. No Rio Grande do Sul, a previsão é de 248.103 toneladas (-7,67%); em Santa Catarina, 202.002 toneladas (-2,50%); e no Paraná, 169.864 toneladas (-1,40%).

Para o tipo Burley, a estimativa inicial é de 54.979 toneladas (-7,80%). A produção prevista é de 30.919 toneladas no Rio Grande do Sul (-7,75%), 15.741 em Santa Catarina (-8,55%) e 8.320 no Paraná (-6,52%).

O tipo Comum tem estimativa de 10.326 toneladas (-14,47%), com 820 toneladas no Rio Grande do Sul (-28,66%), 1.089 em Santa Catarina (-40,64%) e 8.417 no Paraná (-7,39%).

Área plantada nos estados

A área total plantada com tabaco no Sul teve uma redução de 0,34%, resultando em 308.943 hectares. No Paraná, foram cultivados 83.834 hectares (-0,18%). O Burley e o Comum tiveram redução, com 4.162 hectares (-6,28%) e 3.840 hectares (-0,21%) respectivamente, enquanto o Virgínia registrou leve aumento, com 75.832 hectares (+0,18%).

Santa Catarina apresentou a maior redução na área plantada: 93.033 hectares (-1,25%). A maior queda ocorreu no tipo Comum, com 630 hectares (-40,06%). O Burley soma 7.564 hectares (-5,91%) e o Virgínia ocupa 84.839 hectares (-0,33%).

No Rio Grande do Sul, houve aumento de 0,22% na área plantada, totalizando 132.076 hectares. O Virgínia teve redução de 0,49% (115.612 hectares) e o Comum caiu 22,49% (510 hectares), enquanto o Burley aumentou 6,72%, alcançando 15.954 hectares.

Número de famílias produtoras

A estimativa aponta redução de 1,47% no número de famílias produtoras de tabaco nos três estados, totalizando 135.985. Santa Catarina registra 40.668 famílias (-2,52%), o Rio Grande do Sul tem 67.815 (-2,06%) e o Paraná apresenta aumento de 1,63%, com 27.502 famílias produtoras.

Produtividade prevista

A produtividade também deve diminuir na safra 2025/2026. No Rio Grande do Sul, a previsão é de 2.146 kg/ha no Virgínia (-7,22%), 1.938 kg/ha no Burley (-13,56%) e 1.607 kg/ha no Comum (-7,96%).

Em Santa Catarina, a estimativa é de 2.381 kg/ha no Virgínia (-2,18%), 2.081 kg/ha no Burley (-2,80%) e 1.729 kg/ha no Comum (-0,97%).

No Paraná, a produtividade prevista é de 2.240 kg/ha no Virgínia (-1,58%), 1.999 kg/ha no Burley (-0,25%) e 2.192 kg/ha no Comum (-7,20%).

Foto: Luciana Jost Radtke/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/11/2025 0 Comentários 516 Visualizações
Política

Presidente da Fentitabaco critica exclusão de trabalhadores da COP-11 em artigo

Por Jonathan da Silva 19/11/2025
Por Jonathan da Silva

O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco), Rangel Marcon, publicou nesta semana um artigo em que afirma que trabalhadores continuam sem espaço nas discussões oficiais da 11ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco (COP-11), realizada em Genebra. No texto, divulgado durante o encontro, Marcon relata que a entidade, que representa mais de 44 mil trabalhadores no país, ficou de fora das reuniões oficiais e por isso articulou agendas na Embaixada do Brasil nos dias 19 e 20 de novembro.

No artigo, Marcon afirma que a COP-11 ainda apresenta resistência em ouvir representantes do setor produtivo. Ele declara que “ainda há resistência quando o assunto é ouvir quem vive a realidade do chão de fábrica e da pequena propriedade” e que trabalhadores precisaram insistir para serem reconhecidos como parte legítima do debate. Segundo o dirigente, apesar de excluída das sessões oficiais, a federação buscou diálogo para apresentar informações e impactos das decisões sobre a cadeia do tabaco.

Reuniões na Embaixada do Brasil

Marcon relata que a abertura para diálogo ocorreu na Embaixada do Brasil em Genebra, onde o grupo conseguiu marcar encontros para os dias 19 e 20. Ele afirma que o embaixador Tovar da Silva Nunes demonstrou disposição em ouvir entidades ligadas à indústria, à lavoura e ao emprego. “Esse gesto é significativo”, escreveu, ao defender que a pauta envolve não apenas economia, mas também famílias e renda em centenas de municípios brasileiros.

Defesa da dimensão social

O presidente reforça no artigo que a cadeia do tabaco é formada por pessoas com história e vínculo cultural com a produção, e não apenas por dados econômicos. Ele afirma que “não existe transição justa quando apenas um lado fala” e critica a falta de atenção dada a representantes de trabalhadores e parte da indústria em comparação a outras entidades com maior presença política.

Compromisso de seguir atuando

Ao final, Marcon afirma que a presença da federação na COP-11 ocorre para defender a participação dos trabalhadores nas discussões que impactam seu futuro. O dirigente escreve que “a voz do trabalhador não será calada” e que a entidade continuará buscando diálogo, apresentando argumentos e representando as milhares de famílias ligadas à cadeia produtiva do tabaco.

Foto: Bruno Pedry/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/11/2025 0 Comentários 198 Visualizações
Política

Sindicato busca diálogo na COP-11 por meio da Embaixada do Brasil

Por Jonathan da Silva 19/11/2025
Por Jonathan da Silva

Representantes dos trabalhadores da indústria do tabaco conseguiram, nesta terça-feira (18), abrir um canal de diálogo com a delegação brasileira na 11ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco (COP-11), em Genebra, ao recorrerem à Embaixada do Brasil para solicitar acesso às informações e aos debates dos quais estavam excluídos. A embaixada agendou reuniões para quarta e quinta-feira, dias 19 e 20, das 9h às 11h, no consulado, como forma de permitir que a comitiva apresente seus posicionamentos e receba os encaminhamentos discutidos nas sessões oficiais.

As reuniões envolverão integrantes do consulado que acompanham a COP-11 e que, ao retornarem das sessões, irão relatar os pontos debatidos no dia anterior. Para o grupo de trabalhadores, a interlocução representa um primeiro passo para estabelecer transparência e garantir espaço mínimo de escuta. “Não estamos aqui para obstruir o debate. Estamos aqui para defender o direito de participar das discussões que afetam diretamente o sustento de trabalhadores e milhares de famílias brasileiras, que trabalham incansavelmente, muitas vezes começando de madrugada”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa), Éder Rodrigues.

Agradecimento ao embaixador

A comitiva agradeceu ao embaixador Tovar da Silva Nunes por receber os representantes da delegação brasileira e por conduzir a abertura do espaço de diálogo para os próximos dois dias. Rodrigues avaliou o gesto como relevante para ampliar a transparência e permitir que a categoria apresente sua visão sobre temas que podem impactar trabalhadores. “Nossa base representa trabalhadores presentes em toda a cadeia produtiva. O diálogo com o consulado é um caminho para explicar a realidade dos municípios e mostrar os impactos sociais e econômicos que a conferência precisa considerar com responsabilidade”, expressou o presidente do Stifa.

Compromisso da categoria

Segundo o sindicato, a presença dos trabalhadores em Genebra reforça o compromisso do setor em contribuir com os debates internacionais a partir de uma perspectiva social. “Seguiremos firmes para apresentar dados reais e defender a dignidade dos trabalhadores. Não queremos ser espectadores de decisões que definem o nosso futuro. Viemos representar o trabalhador brasileiro e mostrar que ele precisa ser ouvido”, concluiu Rodrigues.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/11/2025 0 Comentários 194 Visualizações
Variedades

Delegação da Fentitabaco busca diálogo na COP-11

Por Jonathan da Silva 19/11/2025
Por Jonathan da Silva

A Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo (Fentitabaco) iniciou, nesta quarta-feira (19), primeiro dia de agendas da COP-11 em Genebra, reuniões com o embaixador do Brasil e com o chefe da Divisão de Saúde Global do Ministério das Relações Exteriores, Igor Barbosa, para discutir o andamento da conferência e reforçar a necessidade de participação dos trabalhadores nos debates oficiais. As conversas ocorreram diante das incertezas do evento e tiveram como objetivo garantir abertura para diálogo.

Segundo o presidente da federação, Rangel Marcon, os encontros serviram para apresentar demandas e reforçar o papel dos trabalhadores na cadeia produtiva. Marcon afirmou que, nas discussões, o grupo destacou que o setor depende não apenas de fatores econômicos, mas também sociais e humanos. “A avaliação é de que a COP-11 precisa olhar para a base da cadeia com responsabilidade e coerência, reconhecendo que é nos municípios e nas fábricas que a produção realmente acontece”, comentou o dirigente.

Marcon afirmou que o diálogo deve se tornar um compromisso efetivo. “Nós queremos um diálogo responsável e transparente. Não viemos buscar palco, viemos cobrar respeito à categoria que movimenta essa cadeia todos os dias”, destacou o presidente da entidade, que ressaltou que ouvir os trabalhadores significa compreender impactos diretos das decisões na vida de milhares de famílias que dependem da atividade.

Próximos passos internacionais

A federação projeta participar, em 2026, da conferência voltada ao trabalho da Organização Internacional do Trabalho, também em Genebra, para discutir o impacto de futuras regulamentações no emprego no Brasil. O objetivo é assegurar presença institucional dos trabalhadores e defender espaço de debate sobre efeitos das políticas na atividade. “A Federação já iniciou articulações para viabilizar a participação nesse fórum, com foco em uma pauta central: voz ativa nas decisões que podem comprometer postos de trabalho em todo o país”, afirmou Marcon.

O presidente acrescentou que a presença do grupo na COP-11 reforça a intenção de representar os trabalhadores com equilíbrio e responsabilidade. Ele afirmou que decisões sobre o setor devem considerar o papel de quem atua diariamente na produção e que a entidade busca manter diálogo permanente e técnico, com o objetivo de proteger postos de trabalho e valorizar a atividade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/11/2025 0 Comentários 226 Visualizações
Política

Mesmo sem acesso, comitiva do tabaco vai à COP 11 em Genebra

Por Jonathan da Silva 14/11/2025
Por Jonathan da Silva

Uma comitiva formada por parlamentares, representantes do executivo de municípios produtores de tabaco e entidades da cadeia produtiva da região sul embarca neste sábado, 15 de novembro, para Genebra, na Suíça, onde acompanhará a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, realizada de 17 a 22 de novembro. O grupo viaja mesmo sem acesso às sessões oficiais, com o objetivo de monitorar a atuação da delegação brasileira e defender a manutenção da produção nacional, conforme previsto na declaração interpretativa assinada pelo governo federal ao aderir ao tratado.

Segundo o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, a viagem busca representar os trabalhadores envolvidos no setor. “Estamos levando conosco a voz de 533 mil pessoas envolvidas com essa atividade no meio rural e outras 44 mil nas indústrias. É o meio de sustento destes cidadãos brasileiros que estaremos defendendo, mesmo que nos bastidores”, afirmou o dirigente.

Thesing lembra que, assim como em conferências anteriores, representantes eleitos, entidades e imprensa não podem participar dos debates. “A falta de transparência e diálogo são marcas de um tratado que não tem mais se preocupado apenas com a saúde pública, mas que avança para erradicar a produção de tabaco”, expressou o presidente da entidade.

Panorama da produção nacional

O Brasil ocupa a segunda posição mundial na produção de tabaco, atrás da China. A região sul concentra os principais indicadores do setor, com 525 municípios produtores, 138 mil produtores rurais e 44 mil empregos diretos nas indústrias. A safra 2024/25 registra 310 mil hectares plantados, 720 mil toneladas produzidas e R$ 14,6 bilhões em receita para os produtores. Em 2024, foram exportadas 447 mil toneladas, gerando US$ 2,89 bilhões em divisas e R$ 18,8 bilhões em impostos. Para Thesing, esses números “destacam a importância estratégica do tabaco para a economia do sul do Brasil”.

Quem integra a delegação

A comitiva inclui representantes de entidades como o presidente do Stifa, Éder Rodrigues; o diretor-executivo da Abifumo, Edimilson Alves; o presidente da Amprotabaco e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker; o secretário da Afubra, Marco Dornelles; o diretor executivo do Sinditabaco Bahia, Marcos Augusto Souza; o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon; o vice-presidente da Afubra, Romeu Schneider; e o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing.

Entre os representantes dos governos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos; o secretário estadual da Agricultura do RS, Edivilson Brum; o chefe de gabinete da pasta, Joel Maraschin; o diretor-geral da SDR, Romano Scapin; e o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti.

A delegação conta ainda com os deputados federais Afonso Hamm (PP), Dilceu Sperafico (PP), Heitor Schuch (PSB), Marcelo Moraes (PL), Rafael Pezenti (MDB), Zé Neto (PT) e Zé Rocha (UNIÃO), além dos deputados estaduais do Rio Grande do Sul Airton Artus (PDT), Dimas Costa (PSD), Marcus Vinícius (PP), Pedro Pereira (PSDB), Silvana Covatti (PP) e Zé Nunes (PT).

Também integram o grupo o prefeito de Mafra, Emerson Maas (MDB); o prefeito de Venâncio Aires, Jarbas da Rosa (PDT); e o secretário de Desenvolvimento Rural de Venâncio Aires, Ricardo Landim.

Foto: Felipe Krause/Pixel18dezoito/Divulgação | Fonte: Assessoria
14/11/2025 0 Comentários 241 Visualizações
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