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Variedades

SindiTabaco projeta estabilidade na demanda global por tabaco até 2057

Por Jonathan da Silva 11/11/2025
Por Jonathan da Silva

Uma análise do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) aponta que, apesar da redução percentual de fumantes em relação à população mundial, o número absoluto de consumidores deve se manter estável nas próximas décadas. Com base em estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas (ONU), a projeção é de que em 2057 o planeta tenha cerca de 1,395 bilhão de fumantes, número semelhante ao atual.

De acordo com dados da OMS, em 2005 a população mundial era de aproximadamente 6,5 bilhões de pessoas, das quais 1,12 bilhão eram fumantes — o equivalente a 17,1%. Em 2025, a projeção é de que a população global alcance 8,2 bilhões, com 1,3 bilhão de fumantes, representando 15,9%. Apesar da queda proporcional, o total de consumidores continua praticamente estável, influenciado pelo crescimento populacional.

Com base nessa tendência, o SindiTabaco calculou cenários futuros. Se o percentual de fumantes permanecer em 15,9%, o total global poderá chegar a 1,431 bilhão em 2038, quando a população deve atingir 9 bilhões de pessoas, e a 1,59 bilhão em 2057, com 10 bilhões de habitantes. Em uma projeção mais conservadora, considerando uma queda gradual de 0,06 ponto percentual por ano, o índice de fumantes chegaria a 15,1% em 2038 e 13,95% em 2057, resultando em 1,395 bilhão de fumantes nesse último ano.

Análise do setor

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, avalia que os dados indicam a continuidade do mercado global de tabaco nas próximas décadas. “A partir dessa estimativa, podemos perceber que a demanda pelo produto seguirá por muitos anos. E enquanto houver demanda, alguém vai produzir”, afirmou Thesing.

Protagonismo brasileiro

O SindiTabaco também destaca o papel do Brasil nesse cenário. O país abriga o maior polo de beneficiamento de tabaco do mundo, ao mesmo tempo em que é reconhecido pela adoção de medidas restritivas à cadeia produtiva. Segundo o sindicato, essa dualidade evidencia a importância de equilibrar políticas públicas de saúde e a sustentabilidade econômica de regiões produtoras.

Foto: Felipe Krause/Pixel18dezoito/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/11/2025 0 Comentários 305 Visualizações
Projetos especiais

Instituto Crescer Legal reúne 250 jovens em encontros regionais de aprendizagem rural

Por Jonathan da Silva 01/10/2025
Por Jonathan da Silva

O Instituto Crescer Legal promoveu encontros regionais com cerca de 250 aprendizes e egressos do Programa de Aprendizagem Profissional Rural no dia 17 em Canoinhas-SC e no dia 30 em Santa Cruz do Sul. Com o tema “GamEduca: pertencimento, cultura e aprendizado no campo”, os eventos reuniram jovens de oito turmas em andamento e de edições anteriores do programa, promovendo vivências, jogos de integração e troca de experiências no meio rural.

Em Canoinhas, participaram aprendizes e egressos dos municípios de São João do Triunfo-PR, Canoinhas e Itaiópolis-SC. Já em Santa Cruz do Sul, estiveram presentes jovens de Arroio do Padre, Gramado Xavier, Passa Sete e Vera Cruz, além de egressos de outras localidades. As atividades ocorreram em estações temáticas, com dinâmicas que estimularam descontração, aprendizado coletivo e pertencimento.

O conselheiro e associado fundador do Instituto, Sergio Francisco Rauber, esteve presente no encontro catarinense e destacou o propósito da iniciativa. “O que nos motivou, há 10 anos, a fundarmos o instituto foi justamente proporcionar esse tipo de conhecimento e criar oportunidades para os jovens. No começo parecia um desafio distante, mas hoje é uma realidade concreta: até o final deste ano, já serão mais de 1.200 jovens que tiveram essa oportunidade”, afirmou Rauber.

Compromisso com a juventude rural

Criado pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e suas empresas associadas, o Instituto Crescer Legal busca oferecer alternativas de aprendizagem e oportunidades de geração de renda para jovens rurais, contribuindo para o enfrentamento do trabalho infantil e adolescente no campo, especialmente na cadeia produtiva do tabaco no sul do Brasil.

O diretor presidente do instituto, Valmor Thesing, acompanhou o encontro gaúcho e ressaltou os resultados alcançados. “O Instituto Crescer Legal é um orgulho para o nosso setor. Hoje, são mais de mil jovens formados, que tiveram suas vidas transformadas pelos aprendizados sobre gestão rural e empreendedorismo. O Instituto tem esse poder transformador e tenho certeza de que daqui sairão futuros líderes em suas comunidades rurais”, destacou Thesing.

Desafio do mascote

Durante os encontros também foi lançado o desafio para a criação de um mascote do Instituto Crescer Legal. A iniciativa está aberta a aprendizes de 2025 e egressos de edições anteriores. Os esboços, que devem ser feitos à mão, podem ser enviados até 14 de novembro e serão avaliados pela equipe do Instituto. O resultado será divulgado nas redes sociais da entidade.

Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/10/2025 0 Comentários 262 Visualizações
Política

Assembleia Legislativa debate combate ao contrabando de cigarros e DEFs

Por Jonathan da Silva 30/09/2025
Por Jonathan da Silva

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul realizou uma reunião de trabalho da Subcomissão de Defesa do Setor do Tabaco e Acompanhamento da COP 11 nesta segunda-feira (29), em Porto Alegre, para discutir o agravamento do mercado ilegal de cigarros e a ausência de regulamentação dos dispositivos eletrônicos para fumar. O encontro reuniu representantes de órgãos de segurança, fiscalização, lideranças políticas, entidades de classe e produtores para avaliar medidas de enfrentamento ao problema.

Participaram do debate representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Brigada Militar, Ministério Público Estadual e Receita Estadual. As instituições apresentaram ações voltadas ao combate ao contrabando, falsificação, descaminho, roubo de cargas, comércio ilegal e fabricação clandestina de cigarros.

O deputado estadual Marcus Vinicius (PP), proponente da reunião, afirmou que o mercado ilegal tem crescido e atinge diretamente os produtores. “Defendemos o setor econômico que tem presença muito forte no Rio Grande do Sul, um setor lícito, pagador de impostos e que envolve famílias produtoras. O contrabandista é concorrente também dos produtores. Opera nas sombras, sem normas trabalhistas, sem cuidados ambientais e, por isso, oferecendo produto a baixo custo”, declarou o parlamentar.

Impacto na economia e no setor produtivo

O secretário estadual da Agricultura, Edivilson Brum, participou da atividade e destacou a relevância do tabaco para a geração de emprego e renda. “Não se termina com o tabagismo terminando com o produtor de tabaco”, afirmou o titular da pasta. Brum ainda apontou a preocupação com a facilidade de acesso a produtos ilegais e lembrou que a cultura do tabaco tem garantido renda em regiões afetadas por problemas climáticos.

Por sua vez, o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, ressaltou os prejuízos ao estado. “O contrabando é um problema de muitos anos que compromete empregos e renda para o setor, mas também provoca perdas bilionárias ao Estado brasileiro, tanto em termos de arrecadação tributária quanto em impacto direto na economia formal”, enfatizou o dirigente.

Alta carga tributária como desafio

Dados apresentados pela Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) apontaram que o mercado ilegal já responde por 32% dos cigarros vendidos no Brasil, movimentando cerca de R$ 34 bilhões ao ano. As perdas fiscais acumuladas em 12 anos chegaram a R$ 105 bilhões, sendo R$ 9 bilhões apenas em 2024.

A diferença de carga tributária foi destacada como fator central: enquanto os cigarros brasileiros pagam entre 70% e 90% em impostos, no Paraguai a tributação é de 13%. O país vizinho produz 50 bilhões de cigarros por ano, dos quais 96% têm destino ao contrabando, principalmente para o Brasil.

Dispositivos eletrônicos de fumar

O debate também abordou os dispositivos eletrônicos de fumar, mercado dominado pelo contrabando em razão da falta de regulamentação. Segundo o Ipec (2024), o Brasil tem cerca de 4 milhões de usuários desses produtos. Estimativas da USP (2024) indicam que a ausência de marco regulatório deve gerar perda de R$ 10,5 bilhões em arrecadação somente em 2025.

De acordo com estudo da FIEMG (2024), a regulamentação poderia criar até 124,5 mil empregos no país, abrangendo áreas produtivas, logísticas e comerciais.

Próximos encontros da Subcomissão

  • 2 de outubro, às 14h – Canguçu, Câmara Municipal de Vereadores
    Tema: Agricultura familiar e diversificação de renda

  • 3 de outubro, às 9h – São Lourenço do Sul, Restaurante do Sindicato Rural
    Tema: Estratégias de valorização da produção e comércio internacional

  • 8 de outubro, às 14h – Porto Alegre, Assembleia Legislativa do RS
    Tema: Apresentação e aprovação do relatório

Foto: Eliana Stülp Kroth/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/09/2025 0 Comentários 317 Visualizações
Variedades

Tabaco apresenta índices elevados de sucessão rural e renda, aponta estudo

Por Jonathan da Silva 26/09/2025
Por Jonathan da Silva

A reunião da Subcomissão de Defesa do Setor do Tabaco e Acompanhamento da COP 11 da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), realizada nesta sexta-feira (26) em Candelária, destacou que a cadeia produtiva do tabaco apresenta um dos melhores índices de sucessão no campo e renda superior à média nacional. O encontro ocorreu na Câmara de Vereadores do município e contou com lideranças políticas, representantes de entidades, sindicatos e produtores.

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, foi painelista no evento e apresentou a pesquisa Perfil Socioeconômico dos Produtores de Tabaco da Região Sul do Brasil, conduzida pelo Cepa/UFRGS em 2023. Segundo o levantamento, 68,2% dos produtores afirmam ter sucessor na família, índice bem acima da média nacional.

Thesing comparou o resultado com dados do Censo Agropecuário 2017 do IBGE, segundo os quais apenas 30% das propriedades rurais chegam à segunda geração e 5% ultrapassam a terceira. “Enquanto os dados nacionais do IBGE apontam para uma crise de sucessão na agricultura familiar brasileira, a cultura do tabaco se destaca, com níveis superiores de sucessão”, afirmou o presidente da entidade.

Permanência no setor

O estudo revelou ainda que, entre os jovens que pretendem permanecer nas propriedades, 41,8% continuarão cultivando tabaco. Outros 24,2% afirmaram que os filhos não seguirão na atividade, e 34,1% ainda não têm definição. Para Thesing, esses números demonstram que “apesar das dificuldades similares às demais cadeias produtivas, a cultura do tabaco possui maior capacidade de retenção de sucessores e isso se deve muito à alta rentabilidade e qualidade de vida proporcionada pelo tabaco a essas famílias produtoras”.

Renda acima da média

A pesquisa do Cepa/UFRGS apontou também que os produtores de tabaco estão entre os de maior rendimento do meio rural. De acordo com os dados, quase 80% pertencem aos estratos sociais A e B. Entre os fatores que favorecem esse desempenho, destacam-se a rentabilidade por hectare, o modelo de produção integrada — que garante assistência técnica, fornecimento de insumos e compra da produção — e a viabilidade econômica em pequenas propriedades.

Desafios e riscos

Durante o encontro, Thesing alertou para riscos relacionados a medidas da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT). Segundo ele, países concorrentes têm ampliado seus volumes de produção com apoio de subsídios, em contraste com o cenário nacional. “Temos acompanhado um aumento substancial nos volumes de países produtores concorrentes que acendem o alerta para o avanço de medidas que possam prejudicar a cadeia produtiva instalada no Brasil. Alguns desses países sequer ratificaram a Convenção-Quadro e possuem subsídios diretos de seus respectivos governos, em um tratamento bem diferente ao que temos visto para os produtores brasileiros”, destacou o presidente da entidade.

Próximos encontros

A Subcomissão já realizou reuniões em Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Rio Pardo, Barão do Triunfo e Camaquã. Os encaminhamentos serão reunidos em relatório que servirá de base para a atuação institucional junto a governos e negociações internacionais da COP 11.

  • 29 de setembro, 13h, Porto Alegre (Espaço de Convergência da ALRS): atuação de órgãos de controle e combate ao contrabando.

  • 2 de outubro, 14h, Canguçu (Câmara Municipal): agricultura familiar e diversificação de renda.

  • 3 de outubro, 9h, São Lourenço do Sul (Restaurante do Sindicato Rural): estratégias de valorização da produção e comércio internacional.

  • 8 de outubro, 14h, Porto Alegre (ALRS): apresentação e aprovação do relatório final.

Foto: Eliana Stülp Kroth/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/09/2025 0 Comentários 321 Visualizações
Variedades

Capital Nacional do Tabaco, Santa Cruz do Sul celebra 147 anos

Por Jonathan da Silva 24/09/2025
Por Jonathan da Silva

Santa Cruz do Sul celebrou 147 anos neste domingo (28), reafirmando sua posição como a Capital Nacional do Tabaco. O setor é responsável por movimentar a economia local, garantir renda a milhares de famílias rurais e consolidar o município entre as maiores economias do Rio Grande do Sul. Atualmente, 2.949 produtores estão envolvidos diretamente com a atividade, que na última safra resultou em 12,6 mil toneladas colhidas em 5,3 mil hectares.

O tabaco tem reflexos em toda a cadeia produtiva e no ambiente urbano santa-cruzense. Apenas na produção primária, o retorno de ICMS ao município soma R$ 2,77 milhões. As cinco maiores empresas com sede em Santa Cruz do Sul, em valor adicionado, também pertencem ao setor.

O Produto Interno Bruto (PIB) local, segundo dados do IBGE de 2021, foi de R$ 9,8 bilhões, com PIB per capita de R$ 74,2 mil. O desempenho da cadeia produtiva contribuiu para que o município avançasse da 11ª para a 8ª posição entre as maiores economias do Estado, com crescimento de 5,25% na participação do ICMS estadual, feito registrado pelo segundo ano consecutivo.

Competitividade e qualidade de vida

Além da relevância econômica, Santa Cruz do Sul também se destaca em indicadores de desenvolvimento. No Ranking Nacional de Competitividade dos Municípios 2025, divulgado em agosto, a cidade ficou em 5º lugar no Rio Grande do Sul e na 88ª posição do Brasil, entre 418 municípios avaliados. Em relação ao ano anterior, subiu uma colocação no ranking estadual e três no nacional.

Setor mantém liderança global

Para o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, a força do setor se reflete diretamente nos indicadores locais e estaduais. “A contribuição do tabaco para Santa Cruz do Sul é visível nos indicadores econômicos e sociais do município. E essa relevância se amplia quando olhamos para o Estado, que há mais de 30 anos lidera as exportações mundiais de tabaco graças à força do nosso polo regional”, afirmou o dirigente.

O Brasil mantém a liderança mundial nas exportações do produto há 32 anos e é o segundo maior produtor global. No sul do país, 138 mil famílias em 525 municípios estão envolvidas com a atividade, que também gera mais de 44 mil empregos diretos nas indústrias.

O que é o SindiTabaco

O SindiTabaco foi fundado em 1947 e tem sede em Santa Cruz do Sul. Com 14 empresas associadas, concentra sua atuação especialmente na Região Sul, responsável por 94% da produção nacional de tabaco, envolvendo 533 mil pessoas no meio rural. Desde 2010, a entidade atua em todo o território nacional, com exceção da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

Foto: Banco de imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/09/2025 0 Comentários 376 Visualizações
Variedades

Tabaco mantém liderança na renda das famílias produtoras do sul

Por Jonathan da Silva 22/09/2025
Por Jonathan da Silva

Mesmo com o avanço da diversificação agrícola, o tabaco segue como principal fonte de renda das famílias produtoras do sul do Brasil. Um levantamento divulgado em setembro de 2025 pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) aponta que, entre as safras 2023/2024 e 2024/2025, a receita com o cultivo cresceu mais de R$ 2,3 bilhões, chegando a R$ 14,17 bilhões. O valor representa 58,3% da renda total das propriedades rurais da região.

A safra 2024/2025 gerou uma receita de R$ 24,3 bilhões, alta de 16,15% em relação ao ciclo anterior. Na safra passada, o tabaco já respondia por 56,3% da renda, com R$ 11,78 bilhões. “Com uma cadeia produtiva consolidada e demanda estável no mercado externo, a cultura segue sendo um pilar econômico para milhares de pequenos produtores”, afirmou o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing.

Diversificação das culturas

O estudo também mostra avanço das demais culturas agrícolas, que saltaram de R$ 3,83 bilhões na safra 2023/2024 para R$ 5,5 bilhões em 2024/2025, crescimento de 43,85%. Com isso, a participação dessas culturas na renda das propriedades subiu de 18,3% para 22,7%.

Queda na produção animal

Na contramão, a produção animal e os produtos granjeiros tiveram recuo. A receita caiu de R$ 5,32 bilhões para R$ 4,63 bilhões, reduzindo a participação de 25,4% para 19,1%. “O movimento pode indicar um reposicionamento dos produtores frente aos custos e à rentabilidade do setor pecuário”, avaliou Thesing.

Mais famílias produtoras

Outro dado destacado pela Afubra é o aumento no número de famílias envolvidas no setor, que passou de 133 mil para 138 mil, uma alta de 3,76%. O crescimento pode estar ligado à atratividade econômica do cultivo de tabaco conforme a entidade.

Foto: Banco de imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/09/2025 0 Comentários 332 Visualizações
Política

SindiTabaco cobra aplicação de lei anti-contrabando

Por Jonathan da Silva 19/09/2025
Por Jonathan da Silva

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, participou de uma reunião para tratar da aplicação da Lei nº 16.326/2025 nesta quinta-feira (18), no Palácio Piratini, em Porto Alegre. A legislação, de autoria do deputado estadual Elton Weber (PSB) e aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), estabelece sanções administrativas e restrições a empresas envolvidas com produtos ilícitos, com foco nos setores do tabaco e do vinho, que sofrem prejuízos com o mercado ilegal.

O encontro contou com a presença do secretário da Casa Civil estadual, Artur Lemos, de representantes das Secretarias da Fazenda e da Segurança Pública, da Procuradoria-Geral do Estado, além de entidades como a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o Instituto Consevitis-RS e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (Fetag-RS).

Para o SindiTabaco, a regulamentação e a efetiva implementação da nova lei são fundamentais no enfrentamento à concorrência desleal. “Temos sido, há anos, duramente impactados pelo contrabando, que compromete empregos, renda e a sustentabilidade da cadeia produtiva formal. Por isso, consideramos fundamental a união de esforços para assegurar a efetividade dessa nova legislação”, afirmou o presidente Thesing.

Impacto do contrabando no Brasil

Dados do Ipec (2024) apresentados na reunião mostram que o mercado ilegal representa 32% do total de cigarros comercializados no país, movimentando cerca de R$ 34 bilhões ao ano. A evasão fiscal resultante alcançou R$ 105 bilhões nos últimos 12 anos, sendo R$ 9 bilhões somente em 2024. A diferença de tributação entre Brasil e Paraguai é apontada como um dos fatores que alimentam o problema: enquanto os produtos paraguaios têm carga tributária de 13%, no Brasil ela varia entre 70% e 90%. Na avaliação da entidade, essa disparidade gera uma diferença de preços significativa, estimulando o consumo de produtos ilícitos.

Produção no Paraguai

O Paraguai produz 50 bilhões de cigarros por ano, dos quais apenas 2 bilhões são consumidos internamente. O restante é destinado principalmente ao contrabando, com o Brasil absorvendo mais de 30 bilhões de unidades. O preço médio do cigarro legal no Brasil em 2024 foi de R$ 8,13, contra R$ 5,21 no mercado ilegal — diferença de 56%. No segmento de baixo preço, a diferença chegou a R$ 1,56 em 2025, favorecendo o acesso aos produtos contrabandeados pelas camadas mais vulneráveis da população.

Novos desafios

O combate ao contrabando enfrenta limitações adicionais, como o corte de R$ 708 milhões no orçamento federal destinado ao combate ao crime organizado em 2024, o que enfraquece a fiscalização em fronteiras e cidades. O país perde anualmente mais de R$ 500 bilhões com contrabando de diversos produtos. Thesing destacou ainda o avanço de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), cujo mercado é 100% dominado pelo contrabando. “Soma-se a isso o crescimento de novos desafios, como o mercado de dispositivos eletrônicos para fumar, que hoje é 100% dominado pelo contrabando, já que esses produtos não são regulamentados nem tributados no Brasil, ao passo que seu consumo aumenta anualmente”, pontuou o presidente do SindiTabaco.

Potenciais da regulamentação dos DEFs

Segundo dados do Ipec (2024), mais de 3 milhões de brasileiros já utilizam os DEFs. A ausência de regulamentação traz perdas econômicas e de arrecadação. Estudo da FIEMG (2024) estima que a regularização do setor poderia gerar 124,5 mil novos empregos em todo o país, abrangendo desde a produção até logística, comércio e fiscalização. Já dados da USP (2024) apontam que o Brasil deve deixar de arrecadar R$ 10,5 bilhões em 2025 pela falta de um marco regulatório.

Reflexos na economia

Para Thesing, a regulamentação pode trazer efeitos diretos para as contas públicas. “Esse montante representa uma perda expressiva para os cofres públicos, com reflexos diretos na capacidade de investimento em áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública. Portanto, a regulamentação não é apenas uma medida de controle sanitário ou legal; ela se apresenta como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico, capaz de fomentar empregos, recuperar receitas fiscais e reduzir o espaço ocupado pelo mercado ilegal no país”, concluiu o presidente do SindiTabaco.

Foto: Eliana Stülp Kroth/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/09/2025 0 Comentários 354 Visualizações
Variedades

SindiTabaco participa de reunião da Conicq em Brasília nesta terça

Por Jonathan da Silva 02/09/2025
Por Jonathan da Silva

A Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco e de seus Protocolos (Conicq) realiza nesta terça-feira, 2 de setembro, em Brasília, uma reunião aberta para debater os documentos que serão discutidos na 11ª Sessão da Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco (COP11) e na 4ª Reunião das Partes do Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito dos Produtos de Tabaco (MOP4), programadas para novembro, na Suíça. O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) confirmou presença no encontro, que acontece a partir das 14h na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, destacou a importância de levar à Conicq os impactos sociais e econômicos da cadeia produtiva do tabaco. “Esperamos que o diálogo prevaleça e que a Conicq, que abrange representantes de 11 ministérios, da Casa Civil, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Fundação Oswaldo Cruz, considere não somente as questões de saúde, mas também a importância econômica e social do setor do tabaco para mais de 525 municípios e 138 mil produtores brasileiros, cumprindo com a declaração interpretativa assinada quando da ratificação da Convenção-Quadro”, afirmou o dirigente.

Produção e exportação

Dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apontam que a safra 2024/2025 atingiu 720 mil toneladas, gerando cerca de R$ 14,58 bilhões aos produtores integrados. O Brasil ocupa a posição de segundo maior produtor mundial e lidera as exportações há mais de 30 anos, com 90% da produção destinada a mais de 100 países. A expectativa é encerrar 2025 com US$ 3 bilhões em divisas. Entre janeiro e julho, os embarques já somaram 270 mil toneladas, com divisas 20,8% superiores ao mesmo período do ano passado, alcançando US$ 1,74 bilhão. Na indústria, o setor gera mais de 44 mil empregos diretos no país e recolhe R$ 17 bilhões em impostos.

Temas em debate

Embora a pauta da COP11 ainda não esteja oficializada, alguns assuntos devem integrar as discussões em Genebra. Entre eles está a diversificação das atividades agrícolas. Segundo a Afubra, para obter a mesma renda de um hectare de tabaco, um produtor precisaria de 7,85 hectares de soja. Na safra 2024/2025, os produtores ligados ao setor alcançaram R$ 24,7 bilhões em produtos agropecuários, sendo 59% dessa renda proveniente do tabaco e 41% de outras culturas e pecuária.

Outro ponto é a regulamentação dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs). Para o SindiTabaco, a medida poderia atender à demanda da saúde pública, incentivar a inovação e criar novas oportunidades econômicas. Atualmente, o consumo desses produtos ilegais no Brasil cresceu de 500 mil consumidores, em 2018, para 3 milhões em 2023, segundo pesquisa do Ipec.

Também deve estar em pauta o combate ao mercado ilegal. A carga tributária dos cigarros no Brasil varia de 70% a 90%, enquanto no Paraguai é de 13%, fator que favorece o contrabando e a concorrência desleal.

O que é a Conicq

Criada em 1999, a Conicq tem como objetivo subsidiar a participação do Brasil em negociações internacionais de controle do uso de tabaco. Reestruturada em 2023, a comissão reúne representantes de diversos ministérios, da Casa Civil, da Anvisa e da Fiocruz.

Foto: Banco de imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/09/2025 0 Comentários 311 Visualizações
Variedades

Setor do tabaco debate sustentabilidade no evento ESG Experience

Por Jonathan da Silva 22/08/2025
Por Jonathan da Silva

Empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) apresentaram experiências voltadas à sustentabilidade durante a 3ª edição do ESG Experience, realizada nesta quinta-feira (21), em Santa Cruz do Sul. O evento, realizado no Memorial da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e promovido pela Associação Comercial e Industrial (ACI) em parceria com a instituição de ensino, reuniu palestras e painéis temáticos sobre práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.

Na programação, foram expostos cases de empresas do setor como BAT Brasil, China Brasil Tabacos, JTI e Philip Morris. A Alliance One Brasil também participou como apoiadora. O objetivo da ação foi compartilhar exemplos de práticas de sustentabilidade desenvolvidas na cadeia do tabaco, que já conta com um histórico de integração entre produtores e indústrias, consolidado pelo Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT).

Histórico de integração e sustentabilidade

O SIPT, estabelecido há mais de cem anos, promove a relação direta entre produtores e empresas e é considerado referência para outras cadeias produtivas. Segundo a assessora técnica do SindiTabaco, Fernanda Viana Bender, o sistema é fundamental para incentivar boas práticas agrícolas. “Engajar e conscientizar os produtores integrados sobre boas práticas agrícolas é uma das missões da assistência técnica gratuita oferecida pelo SIPT. Mesmo antes do termo ESG ser cunhado, a cadeia produtiva do tabaco já atuava em programas de combate ao trabalho infantil, além de iniciativas voltadas à logística reversa, ao reflorestamento e o correto manejo do solo”, afirmou Fernanda.

Sustentabilidade como prioridade

Para a assessora técnica do sindicato, a presença expressiva das empresas do setor no evento reflete o compromisso contínuo com as pautas socioambientais. “A sustentabilidade deixou de ser um diferencial: é uma prioridade estratégica para este setor que está historicamente ligado ao desenvolvimento regional”, concluiu Fernanda.

Foto: Rodrigo Assmann/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/08/2025 0 Comentários 352 Visualizações
Variedades

Programa de empreendedorismo do Instituto Crescer Legal reúne professores de RS e PR

Por Jonathan da Silva 21/08/2025
Por Jonathan da Silva

Professores de Vera Cruz, no Rio Grande do Sul, e de São João do Triunfo, no Paraná, participam desde junho da turma de 2025 do Programa Boas Práticas de Empreendedorismo para a Educação, do Instituto Crescer Legal. Em sua sexta edição, o programa conta com 13 docentes de escolas do meio rural e ocorre de forma híbrida, com encontros online e presenciais, a fim de compartilhar ferramentas metodológicas voltadas à educação empreendedora no campo.

No dia 13 de agosto, a equipe diretiva e pedagógica do Instituto esteve em São João do Triunfo para uma atividade com os cinco professores paranaenses participantes. A programação integrou o Eixo III do Programa, “Tecnologia e Inovação: O Novo na Educação no/do Campo”, com mediação do educador social de referência, Adriano Emmel. O encontro possibilitou trocas de experiências e reflexões sobre como a inovação pode fortalecer práticas pedagógicas contextualizadas.

Participaram também a gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf; a orientadora pedagógica, Débora Berghahnn; a coordenadora de projetos, Graziele Silveira Pinton; o coordenador financeiro, Robson Amrein; e a educadora social, Michele Dzindzny. Já os professores de Vera Cruz terão encontro presencial no dia 10 de setembro, também com foco em tecnologia e inovação.

Formato interestadual

Este é o primeiro ano em que o Programa é realizado de forma interestadual. Para a gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Solf, a iniciativa amplia o intercâmbio entre os educadores. “Compartilhar nosso fazer pedagógico inovador com educadores que buscam contribuir para o sucesso da juventude do campo é algo muito recompensador”, afirmou Nádia.

Durante a formação, os professores recebem assessoria para planejar e executar vivências de educação empreendedora em suas escolas. As melhores experiências serão apresentadas na Mostra de Boas Práticas Pedagógicas.

História do programa Boas Práticas

Criado em 2020, o Boas Práticas já certificou 82 professores de 42 escolas do meio rural em municípios como Canguçu, Rio Pardo, São Lourenço do Sul e Vera Cruz. O projeto é desenvolvido em parceria com Secretarias Municipais de Educação e busca multiplicar metodologias que abordam temas como autoconhecimento, empatia, comunicação, tecnologia, inovação, observação e organização.

O que é o Instituto Crescer Legal

O Instituto Crescer Legal foi criado pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas. Com sede em Santa Cruz do Sul, atua em 23 municípios dos três estados do Sul, com iniciativas voltadas à juventude e à educação no campo, entre elas o Programa de Aprendizagem Profissional Rural, o Programa de Acompanhamento dos Egressos e o Programa Nós por Elas – A voz feminina do campo.

Foto: Banco de imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/08/2025 0 Comentários 320 Visualizações
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