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Business

Abicalçados lança campanha contra pirataria no setor calçadista

Por Jonathan da Silva 24/09/2024
Por Jonathan da Silva

Diante do avanço da pirataria no setor calçadista, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) criou uma campanha de combate ao problema, denominada “Pirataria no Brasil, não! Calçado só original”. O dado mais recente do prejuízo estimado para a indústria e para o erário público causados pela pirataria é de 2022, quando o mercado ilegal causou ao Brasil um ônus de mais de R$ 453 bilhões conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O valor do impacto causado pela ilegalidade supera, por exemplo, o PIB do estado de Santa Catarina. Do montante, a maior parte refere-se aos prejuízos diretos com os impostos que deixaram de ser arrecadados, cerca de R$ 136 bilhões, e com as perdas registradas considerando 15 setores econômicos, de R$ 297 bilhões.

De acordo com a Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional (GITOC), o impacto da produção e distribuição de produtos falsificados é também global, mas há destaque para alguns países, entre eles o Brasil. Em 2022, o Índice Global de Crime Organizado colocou o Brasil na 171ª posição em ranking composto por 193 países em relação ao comércio de produtos falsificados. Na América do Sul, o país só fica em posição mais positiva do que Colômbia, Paraguai e Peru.

A campanha

Entidade oficial do setor calçadista, a Abicalçados irá trabalhar na nova campanha com diversas searas. Uma delas é posicionar a entidade junto aos seus associados, órgãos públicos e sociedade no geral sobre a importância do combate à pirataria e à falsificação de calçados. No pilar da informação, a iniciativa buscará levantar dados daqueles que operam sem regulamentação e padronização dos seus produtos no mercado brasileiro. “As informações de calçados falsificados serão recebidas por meio do e-mail [email protected]. Após uma breve apuração, enviaremos essa comunicação aos órgãos de segurança competentes para que apreendam as mercadorias”, detalha a coordenadora da Assessoria Jurídica da entidade, Suély Mühl.

No pilar da integração, a Abicalçados realizará uma aproximação com os diversos atores que compõem o sistema de proteção e prevenção contra fraudes e falsificações, e deste modo servirá de interface entre órgãos fiscalizadores e empresas detentoras das marcas falsificadas.

Suély destaca que, atualmente, não é possível mensurar o impacto financeiro e social da pirataria no setor, mas que “a sensação é de um volume vultuoso”. “Não há dados disponibilizados pelo governo que possam ser compilados para uma ação concreta. As ações são esparsas, sem vínculo entre os órgãos. O Brasil precisa aperfeiçoar seus mecanismos institucionais e interinstitucionais de combate à pirataria e ao crime contra a propriedade imaterial”, comenta a advogada.

A coordenadora ressalta que os impactos não ocorrem somente para as empresas, mas também para toda a sociedade. “A pirataria gera sonegação fiscal, trabalho ilegal e riscos à saúde e segurança dos consumidores, impactando a sociedade de forma generalizada. Os produtos pirateados, na grande maioria, não costumam oferecer a mesma qualidade do produto original, sendo prejudiciais à saúde. A pirataria gera desemprego e é uma prática desleal com as empresas que pagam seus impostos”, salienta Suély.

Recentemente, a Abicalçados foi convidada para integrar o recém criado Grupo de Trabalho (GT) para o Combate ao Brasil Ilegal, uma iniciativa conjunta entre a CNI e Federações das Indústrias de todo o país. Farão parte do grupo, em que serão discutidos os problemas e soluções à pirataria, representantes do Governo Federal e do setor produtivo.

Prejuízos

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, conta que os calçados falsificados produzidos no Brasil são desenvolvidos em galpões e estruturas clandestinas, com mão de obra informal, por trabalhadores que se submetem a trabalhos fora das regras celetistas e sem a segurança necessária, com a falsa esperança de melhores ganhos, visto que desconhecem os seus direitos trabalhistas. “Por outro lado, boa parte dos produtos piratas também são importados de países que possuem baixo nível de ratificação de padrões internacionais de trabalho estabelecidos nas Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, comenta o executivo.

Segundo o dirigente, enquanto o fabricante nacional segue padrões internacionais de trabalho, se adequa a uma agenda ambiental e cumpre com todos os requisitos legais e tributários exigidos, os países, especialmente asiáticos, comercializam produtos falsificados no Brasil sem o pagamento dos impostos, com preços abaixo dos praticados no mercado e sem respeitar as convenções da OIT e os mais básicos conceitos de sustentabilidade. “Além de ser uma concorrência desleal com o calçado nacional, esses produtos trazem problemas para o meio ambiente e direitos humanos, e ainda retiram empregos do país”, conclui Ferreira.

Receita fechando o cerco no RS

A Receita Estadual do Rio Grande do Sul tem atuado pela mitigação da pirataria de calçados no estado. O auditor e delegado na 4ª Delegacia Regional de Novo Hamburgo, Alcides Seiji Yano, revela que o crime da pirataria é difícil de ser combatido, pois as articulações se transformam ao longo do tempo. “Antes da pandemia de Covid-19, as vendas de produtos piratas se davam, sobretudo, em feiras itinerantes. Depois, passou a ter foco em pequenos comércios”, detalha Yano. Outra mudança, segundo o auditor, é que o Brasil deixou de ser um receptador de mercadorias ilegais contrabandeadas para se tornar um fabricante e distribuidor desses produtos, exportando até mesmo para outros países.

O delegado conta que, por ano, entram somente no Rio Grande do Sul mais de 2 milhões de pares de calçados falsificados, mais de 90% deles provenientes de Minas Gerais. “São fabricantes de características diferentes, com produtos que variam em qualidade desde falsificações facilmente identificáveis até produtos muito semelhantes com o calçado original”, explica Yano.

Para facilitar a apreensão dos produtos, o auditor conta que a Receita tem trabalhado com uma maior integração com os agentes de interesse, entre eles a Polícia Civil e as empresas envolvidas. Outro ponto do modus operandi do órgão tem sido a interceptação do produto antes da sua pulverização nos pequenos comércios. “Estamos envidando esforços para integrar nossos agentes locais, Receita Estadual, Polícia Civil do Rio Grande do Sul e os representantes das marcas para que consigamos interceptar o maior volume de carga possível e quem sabe inviabilizar este comércio ilegal. No futuro, entendo que seria desejável e até possível uma integração da Polícia Civil do Rio Grande do Sul com Minas Gerais, visando coibir esta ilegalidade na sua origem”, avalia o delegado.

Quando uma marca tem seus produtos falsificados, Yano orienta que busque, em primeiro lugar, a Polícia Civil, para proceder com a apreensão dos produtos. Segundo ele, a Receita funciona mais como um serviço de inteligência, utilizando os dados provenientes de notas fiscais. “Os produtos vêm com NF, mas são notas de 10, 20 reais por tênis de marcas renomadas, por exemplo. Aí conseguimos articular com a Polícia a interceptação. Mas o caminho, no primeiro momento, deve ser a polícia”, aconselha o auditor.

Características da pirataria de calçados

  • As marcas mais falsificadas são as de calçados esportivos;
  • A distribuição se dá, sobretudo, em pequenos comércios ou mesmo via pessoas físicas, que compram volumes de produtos e vendem no chamado “porta a porta”;
  • Hoje, a maior distribuição dos produtos piratas se dá no ambiente físico, não digital;
  • Anos atrás, o Brasil era um receptador de mercadorias falsificadas via contrabando. Atualmente, distribui mercadorias ilegais fabricadas em solo nacional, inclusive para países vizinhos;
  • Identificado o produto pirata sendo comercializado, a empresa deve acionar, primeiramente, a Polícia Civil do seu estado.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/09/2024 0 Comentários 515 Visualizações
Business

Feira calçadista italiana gera mais de US$ 26 milhões para marcas brasileiras

Por Jonathan da Silva 18/09/2024
Por Jonathan da Silva

O Brasil encerrou mais uma participação na feira italiana Micam Milano com o saldo de US$ 26,2 milhões em negócios, entre os já fechados e os alinhavados conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Terceira maior delegação internacional do evento, o país esteve representado por 78 marcas, com participação promovida pelo Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados da entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Mais de 1,25 mil compradores de todo o mundo investiram nas empresas brasileiras.

Para o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, a feira superou as expectativas dos expositores. “Apesar da retração de consumo na Europa, os nossos expositores tiveram três dias de bons negócios, que irão auxiliar o crescimento da participação do Brasil no mercado internacional”, destaca Ferreira. O dirigente salienta, ainda, que os resultados confirmam as expectativas positivas para a BFSHOW, que ocorre de 11 a 13 de novembro, em São Paulo.

Em sua primeira participação pelo Brazilian Footwear, a marca Melissa teve resultados considerados positivos. “Foram três dias muito intensos, recebendo clientes e prospects qualificados. Os compradores vieram para conhecer a marca e também para relembrar, pois as pessoas nutrem uma nostalgia pela Melissa, que faz parte da história de muitas meninas”, relata a analista Comercial de Exportação da Melissa, Fernanda de Cassia Krummenauer.

O representante do departamento de Vendas Internacionais da Opananken, Leandro Moscardini, mostrou-se satisfeito com a edição, que diz ter sido a melhor participação da empresa em sete anos. “A Micam Milano foi uma surpresa bastante positiva. Com uma melhor localização, com estande mais aberto, tivemos uma grande visitação e fizemos muitos negócios importantes, com abertura de sete novos mercados no Kuwait, Chipre, Jordânia, Grécia, Filipinas, Argélia e Arábia Saudita, além de outros prospects que podem surgir”, celebra Moscardini.

Para o representante do departamento de Exportação da Piccadilly, Gustavo Zinke Braun, a Micam Milano superou as expectativas iniciais. “Tivemos uma participação positiva, com vários novos contatos e mercados abertos em países como Alemanha, Indonésia, Jordânia e Síria”, pontua Zinke Braun.

Brasil na passarela

A moda brasileira também foi destaque na passarela da Micam Milano. Onze marcas nacionais foram selecionadas para o desfile, iniciativa que foi retomada nesta edição. Para a gerente de Exportação da Santa Lolla, Haide Sehen, essa foi uma oportunidade de reforçar o posicionamento da marca no exterior. “A visibilidade que tivemos no desfile foi muito boa, sentimos que as pessoas já nos reconhecem, nos procuram, param para conhecer melhor os nossos produtos”, destaca Haide, ao frisar que a empresa sai da Micam Milano com pedidos fechados e uma expectativa bastante positiva para a temporada. Além da Santa Lolla, participaram do desfile as marcas Maithë, Satryani, Piccadilly, Modare Ultraconforto, Voices Culture, Arezzo, Guilhermina, Perlatto, Ramarim e Schutz.

Participaram da Micam Milano, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas 365 SOFT, Actvitta, Adrun, Anatomic Prime, Anatomic Shoes, Andacco, Andine, Archetti, Arezzo, Beira Rio, BR Sport, ByCool, Camminare, Campesi, Capelli Rossi, Carrano, Cartago, Cecconello, Comfortflex, Cristófoli, Dakota , Degalls, Democrata, DiBorges, Divalesi, Ferracini, Ferricelli, Grendene, Grendha, Guilhermina, Ipanema, Jorge Bischoff, JotaPe, Killana, Kolosh, Kolway, Levecomfort, Leveterapia, LigthGel, Loucos & Santos, Luiza Barcelos, Luz da Lua, Madeira Brasil, Maithë, Melissa, Mississipi, Modare Ultraconforto, Moema, Moleca, Molekinha, Molekinho, Opananken Antitensor, Pegada, Perlatto, Petite Jolie, Piccadilly, Pink Cats, Ramarim, Rider, Santa Lolla, Santinelli, Satryani, Savelli, Schutz, Solis Brasil, Stéphanie Classic, Tabita, Usaflex, Valentina, Variettá, Verofatto, Vicenza, Villione, Vizzano, Voices Culture, West Coast, Wirth e Zaxy.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/09/2024 0 Comentários 411 Visualizações
Variedades

Novos laminados da Artecola ampliam sustentabilidade em calçados

Por Jonathan da Silva 18/09/2024
Por Jonathan da Silva

A campo-bonense Artecola lançou novas tecnologias em adesivos e laminados durante a 23ª edição da Semana da Indústria Calçadista Catarinense (Seincc), realizada nos dias 17 e 18 de setembro no Centro de Eventos de São João Batista-SC. Os itens lançados pela marca durante a mostra de componentes e máquinas para calçados têm o objetivo de contribuir para tornar a produção calçadista mais sustentável

Uma das novidades apresentadas pela empresa de Campo Bom é a linha ECO 7500, de couraças e contrafortes reciclados. As novas referências Artedur ECO 7500, de contrafortes, e Artefirm ECO 7500, de couraças, são sustentáveis por serem produzidas a partir da reciclagem, dentro do conceito de economia circular. Resíduos de diversos processos industriais são transformados em matéria-prima para os novos produtos.

Entre os diferenciais, as novas linhas já possuem adesivo em sua composição (aderem quando reativadas), o que elimina o processo de aplicação do adesivo. Além disso, apresentam características técnicas que atendem à maioria dos segmentos (infantil, masculino, feminino e tênis casual), proporcionando resistência e conforto. “São produtos pensados para mercados que buscam redução de custo com qualidade e resultado sustentável”, destaca o coordenador da área calçadista da Artecola, Jesus Gomes.

Menor impacto ambiental

A migração para tecnologias de menor impacto ambiental é um dos objetivos da Artecola junto aos mercados em que atua. Dentro desse objetivo, a companhia oferece a possibilidade de entregar os contrafortes e couraças já cortados e chanfrados. Se o cliente optar pela compra tradicional, em chapas, a empresa se responsabiliza pelo recolhimento sem custo de todas as aparas. “É uma sobra que iria gerar grande volume de resíduos e passivo ambiental para o cliente, mas nossa tecnologia sustentável permite a circulação dos materiais. Trabalhamos com o serviço agregado e com a visão dos 3Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar”, complementa Jesus Gomes.

A redução do impacto ambiental passa também pelos processos de colagem. Por isso, outro destaque da Artecola na Seincc são os adesivos aquosos e hot melt. “Trabalhamos para reduzir a presença de compostos orgânicos voláteis (VOCs) na produção, o que é melhor para as pessoas e para o meio ambiente”, ressalta o coordenador.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/09/2024 0 Comentários 370 Visualizações
Business

Assintecal colhe insights em missão realizada na China

Por Jonathan da Silva 17/09/2024
Por Jonathan da Silva

A Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) realizou uma missão na China entre os dias 3 e 12 de setembro. A iniciativa foi promovida pelo Brazilian Materials, programa realizado pela entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Durante a viagem, a comitiva colheu insights durante visita a uma das maiores feiras internacionais de couros e componentes, a All China Leather Exhibition (Acle), que aconteceu em Xangai de 3 a 5 de setembro.

A ACLE é um evento anual para marcas do setor calçadista e compradores de materiais para calçados, que oferece produtos como couro, cabedais, solas, malhas, flyknit, suprimentos, químicos e máquinas para couro e calçados. Nesta edição, o evento contou com mais de 1,2 mil expositores de 28 países, entre eles seis participantes brasileiros apoiados pelo programa Brazilian Materials: Tanac, Noko, Química Carioca, Seta, SystemHaus e Corium. “Na feira, percebemos grandes avanços dos fornecedores de insumos e calçadistas locais, especialmente no que diz respeito à oferta de insumos sustentáveis”, conta gestor de Mercado Internacional da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Luiz Ribas Júnior.

Avanços

Ribas Júnior afirma que o país asiático chamou a atenção da comitiva pelos avanços tecnológicos, pela inovação em produtos com design diferenciado e pelo foco em qualidade e conforto. “Aquela China dos anos 90 não existe mais. Claro que existem exceções, mas o que vimos foi uma indústria atenta às mudanças no comportamento do mercado, com estratégia planejada e que aprendeu a contar seu storytelling para o mundo com uma estrutura qualificada para exportar”, avalia o gestor.

Precisamos mudar o olhar sobre a China. Claro que existe concorrência desleal praticada por algumas empresas, mas não é a regra dos principais players do mercado. Hoje, a indústria local, fornecedora para marcas internacionais, produz calçados de qualidade, com design e inovação. É preciso parar de enxergar a China como um fantasma para passar a ver uma possibilidade de parceria estratégica”, comenta Ribas Júnior.

Sustentabilidade como diferencial brasileiro

Como oportunidades e diferenciais brasileiros, Ribas Júnior destaca a vantagem na prática ESG. O mercado chinês está focado em calçados esportivos e para atender a demanda de marcas internacionais. “Não se visualizou, pelo menos no geral, um trabalho para avançar neste tema. Assim, a indústria brasileira de componentes deve aproveitar esta brecha para fortalecer sua participação no mercado internacional”, explica o gestor.

Ao todo, a Missão China realizou mais de 20 visitas na ACLE ,em indústrias, centros de pesquisa e tecnologia, varejos de rua e shoppings nas cidades de Xangai, Quanzhou, Jinjiang, Guangzhon, Foshan, Shenzhen e Dongguan. Participaram da iniciativa diretores de Bertex, Chronos, Cofrag, Cofratec, Cotton Shoes, Crespi do Brasil, FCC, Killing, Martêxtil, Metalização Igrejinha, Sugar Shoes e Assintecal.

Foto: Assintecal/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/09/2024 0 Comentários 365 Visualizações
Variedades

ESG será tema de novo evento anual do setor calçadista

Por Jonathan da Silva 17/09/2024
Por Jonathan da Silva

A primeira edição do evento Conexão Origem Sustentável terá como temática o avanço e os desafios das práticas ESG na cadeia calçadista brasileira. A atividade acontece no próximo dia 15 de outubro, no Centro de Eventos da Faccat, em Taquara, e é uma realização conjunta da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal). A iniciativa tem o propósito de ser o ponto de encontro de lideranças e profissionais do setor para debater práticas sustentáveis na atividade.

Os ingressos para o evento são gratuitos para empresas já certificadas ou em processo de certificação no programa Origem Sustentável. As outras empresas associadas às entidades têm ingresso de R$ 75, enquanto para o público geral o valor é R$ 150.

A gestora de Marketing e Relacionamento da Assintecal, Aline Santos, afirma que o evento será um novo ponto de encontro com conteúdo relevante sobre sustentabilidade. “Teremos palestra sobre o mercado ESG no Brasil e no mundo, cases de sucesso de marcas, indústrias e varejo, e, ainda, um painel com quatro empresas certificadas pelo Origem Sustentável no nível Diamante”, destaca Aline.

Segundo o gerente de Marketing e Estratégia da Abicalçados, Cristian Schlindwein, o Conexão Origem Sustentável é uma oportunidade que explorará, além dos conteúdos que serão apresentados no palco, momentos de conexão. “O evento tem esse propósito no nome e, por isso, teremos um coquetel de relacionamento e uma área de conexões com empresas, startups e fornecedores relacionados às práticas ESG e à sustentabilidade para se conectarem com o público participante”, pontua Schlindwin.

Os ingressos para a atividade são limitados à lotação do local e podem ser adquiridos no site conexaoorigemsustentavel.org.br.

O Origem Sustentável

Criado pela Abicalçados em parceria com a Assintecal, o Origem Sustentável é a única certificação de ESG e sustentabilidade no mundo voltada para as empresas da cadeia calçadista. Baseado nas melhores práticas internacionais de sustentabilidade, segue a diretriz de mais de 100 indicadores distribuídos em cinco dimensões: econômica, ambiental, social, cultural e gestão da sustentabilidade. As categorias são Diamante (+80% dos indicadores alcançados), Ouro (+60%), Prata (+40%) e Bronze (+20%). As auditorias são realizadas por órgãos independentes como Senai, SGS, ABNT, Intertek e Bureau Veritas. Atualmente, mais de 100 empresas do setor já são certificadas ou estão em processo de certificação. Juntas, elas respondem por mais de 50% da produção nacional de calçados. Mais detalhes estão disponíveis no site origemsustentavel.org.br.

Programação

  • 13h30min – Credenciamento
  • 14h – Abertura oficial
  • 14h10min – Palestra: Panorama do ESG para o mercado e consumo, com Mosaiclab | Ricardo Duarte Contrera
  • 14h50min – Palestra Tramontina: Sustentabilidade Transforma | Lizandra Marin
  • 15h30min – Palestra Fruki: Compromisso sustentável | Fabíola Eggers
  • 16h10min – Palestra Suzano: Sustentabilidade e cadeia de valor – desafios e oportunidades | Francisco Rollo
  • 16h50min – Palestra C&A: Agilidade, Modernização no Mercado e Monitoramento da cadeia de fornecedores | Kelly Silva
  • 17h30min – Painel Sustentabilidade como Diferencial Competitivo com empresas certificadas nível Diamante pelo Origem Sustentável: Grendene (Carlos André Carvalho), Box Print (Marco Schmitt), Cipatex (William Marcelo Nicolau), Ambiente Verde (Alberto Luiz Wanner) e S2 Holding (Thomas Simon).
  • 18h10min – Coquetel e networking
  • 20h – Encerramento do evento

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/09/2024 0 Comentários 428 Visualizações
Business

Abicalçados se posiciona contra possível elevação da taxa de juros

Por Jonathan da Silva 16/09/2024
Por Jonathan da Silva

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) comunicou ter posição contrária à possibilidade de elevação da taxa básica de juros Selic nas próximas reuniões do Banco Central, que acontecem nos dias 17 e 18 de setembro. De acordo com a entidade, a o aumento traria impactos à sustentação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), fragilizando a possibilidade de incrementos mais robustos ao desestimular investimentos e a demanda.

A nota da entidade afirma que “o Brasil detém, atualmente, uma das maiores taxas reais de juros do mundo, associada a uma política monetária contracionista iniciada há mais de dois anos, motivada por um cenário internacional adverso e inflação crescente”. Com a taxa Selic em 10,5% desde maio de 2024, a taxa real de juros situa-se em torno de 6,4%, patamar acima da taxa natural de juros, taxa de juros de equilíbrio, estimada pelo próprio Banco Central em 4,75%. “A elevação da taxa básica de juros trará impactos à sustentação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), fragilizando a possibilidade de crescimentos mais robustos ao desestimular investimentos e a demanda que, puxada pela despesa de consumo das famílias, tem contribuído positivamente para o crescimento da economia brasileira ao longo de 2024”, continua o comunicado da Abicalçados.

A publicação da entidade calçadista avalia ainda que “o elevado patamar da taxa de juros tende a conter a demanda agregada, interrompendo o crescimento sustentado da atividade econômica no País e desestimulando os investimentos, sendo nocivo à competitividade da indústria nacional no contexto global”. Segundo a Abicalçados, no cenário internacional há um movimento de redução da taxa básica de juros em diversos países. O Banco Central Europeu, em junho, reduziu em 0,25% a taxa básica de juros, passando-a para 3,75%. Com a desaceleração da inflação acumulada em 12 meses nos Estados Unidos, há também perspectivas de que o Federal Reserve (FED) reduza a taxa de juros estadunidense na próxima semana. “Estes movimentos possibilitam cortes na Selic sem que haja redução do diferencial de juros do Brasil frente a estas economias”, diz a nota.

Ainda conforme o comunicado, há indícios de desaceleração da inflação no Brasil, visto que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou, em agosto, a primeira deflação em 14 meses, registrando queda de 0,02% no nível geral de preços. “A Abicalçados reconhece que é necessária cautela na condução da política monetária do País. Contudo, em vista do cenário atual, não vislumbra a necessidade de elevação da taxa básica de juros e manifesta sua preocupação quanto à pressão para que ocorra um aumento da Selic na próxima reunião do Banco Central”, conclui a nota.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/09/2024 0 Comentários 414 Visualizações
Business

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços atende pleito calçadista

Por Jonathan da Silva 13/09/2024
Por Jonathan da Silva

O Diário Oficial da União do dia 12 de setembro apresentou o Decreto 12.175, que regulamenta e define as 23 atividades econômicas do setor industrial que serão beneficiadas na primeira etapa do programa de depreciação acelerada do Governo Federal. Dentre elas, está o setor industrial calçadista, que teve seu pleito atendido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Conforme a coordenadora da Assessoria Jurídica da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Suély Mühl, em julho deste ano a entidade enviou pleito ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, sobre o tema. “A indústria calçadista tem como característica uma produção tradicionalmente intensiva em mão de obra, com o uso de máquinas, equipamentos e aparelhos, portanto seu fortalecimento com o auxílio da depreciação acelerada contribui para a geração de empregos e para o desenvolvimento econômico, industrial, ambiental e social do País”, comenta Suély.

Segundo a coordenadora, o mecanismo alinha-se ao disposto nos artigos 11 e 12 da Lei n.º 14.871/24, permitindo às empresas que dilatem o seu fluxo de caixa e reduzam os impactos com investimentos em equipamentos nos primeiros anos a partir de novas aquisições. Suély explica que o decreto estabelece um sistema de cotas. Para a preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados, o limite máximo de renúncia tributária anual autorizado é de R$ 18.746.605,06 por atividade econômica (CNAE 15).

Exigências

Conforme o projeto, o MDIC poderá exigir dos beneficiários obrigações relacionadas à promoção da indústria nacional, à sustentabilidade e à agregação de valor no país. “A indústria calçadista brasileira, por ser a mais sustentável do mundo e transformar materiais de base em produtos de valor agregado, está plenamente em consonância com as exigências”, destaca a advogada, ressaltando que a cadeia produtiva do calçado possui a única certificação de práticas ESG do mundo, o Origem Sustentável.

Também coube ao MDIC, em portaria conjunta com o Ministério da Fazenda, relacionar as máquinas, os equipamentos, os aparelhos e os instrumentos que podem ser objeto do benefício.

O que é

Depreciação acelerada é um mecanismo que funciona como antecipação de receita para as empresas. Toda vez que adquire um bem de capital, o empresário pode abater seu valor nas declarações futuras de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL). Em condições normais, esse desconto é feito em até 20 anos, conforme o bem vai se depreciando Com a depreciação acelerada, o abatimento poderá ser feito em duas etapas – 50% no primeiro ano e 50% no segundo.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/09/2024 0 Comentários 393 Visualizações
Business

Feira calçadista italiana terá participação de 78 marcas brasileiras

Por Jonathan da Silva 04/09/2024
Por Jonathan da Silva

Considerada uma das maiores feiras de calçados do mundo, a Micam Milano, que acontece em Milão entre os dias 15 e 17 de setembro, contará com a participação de 78 marcas brasileiras. A promoção da presença nacional é do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A coordenadora de Negócios da Abicalçados, Paola Pontin, que acompanhará a ação ao lado do presidente-executivo da entidade, Haroldo Ferreira, destaca que o grupo brasleiro, historicamente, está no top 3 das maiores delegações estrangeiras da feira. “A indústria calçadista verde-amarela enxerga, na Micam Milano, não somente uma grande mostra de negócios, mas também uma oportunidade de posicionamento de marca e de prospecção no mercado internacional, principalmente da Europa e Oriente Médio”, avalia Paola. Com mais de mil marcas expositoras, a Micam Milano recebe mais de 40 mil compradores internacionais de cerca de 100 países a cada edição.

A edição 98 da Micam Milano marca o retorno dos desfiles de marcas expositoras no evento, ação de grande sucesso que teve um hiato em função da reorganização da feira após a pandemia de Covid-19. Com uma curadoria de moda, os desfiles acontecem diariamente com algumas das principais marcas expositoras da Micam Milano, entre elas 11 brasileiras: Maithë, Satryani, Piccadilly, Modare Ultraconforto, Voices Culture, Arezzo, Guilhermina, Santa Lolla, Perlatto, Ramarim e Schutz.

Moda e sustentabilidade

A Micam Milano é um grande ponto de encontro do setor calçadista mundial. Aproveitando a estada em Milão, no dia 18 de setembro, Ferreira e Paola participam da ação Moda Sustentável, realizada pela ApexBrasil para destacar a sustentabilidade na indústria da moda verde-amarela.

Participam da Micam Milano, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas 365 SOFT, Actvitta, Adrun, Anatomic Prime, Anatomic Shoes, Andacco, Andine, Archetti, Arezzo, Beira Rio, BR Sport, ByCool, Camminare, Campesi, Capelli Rossi, Carrano, Cartago, Cecconello, Comfortflex, Cristófoli, Dakota , Degalls, Democrata, DiBorges, Divalesi, Ferracini, Ferricelli, Grendene, Grendha, Guilhermina, Ipanema, Jorge Bischoff, JotaPe, Killana, Kolosh, Kolway, Levecomfort, Leveterapia, LigthGel, Loucos & Santos, Luiza Barcelos, Luz da Lua, Madeira Brasil, Maithë, Melissa, Mississipi, Modare Ultraconforto, Moema, Moleca, Molekinha, Molekinho, Opananken Antitensor, Pegada, Perlatto, Petite Jolie, Piccadilly, Pink Cats, Ramarim, Rider, Santa Lolla, Santinelli, Satryani, Savelli, Schutz, Solis Brasil, Stéphanie Classic, Tabita, Usaflex, Valentina, Variettá, Verofatto, Vicenza, Villione, Vizzano, Voices Culture, West Coast, Wirth, Zaxy.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/09/2024 0 Comentários 532 Visualizações
Business

Sondagem da Fiergs prevê recuperação da indústria gaúcha no segundo semestre

Por Jonathan da Silva 03/09/2024
Por Jonathan da Silva

Um cenário de recuperação para a indústria gaúcha no segundo semestre é apontado pela pesquisa Sondagem Industrial do RS, divulgada nesta terça-feira (3) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Em julho, aumentaram a produção e o emprego no setor, ao mesmo tempo que ocorreu maior utilização da capacidade instalada e uma baixa nos níveis de estoques de produtos finais pelo terceiro mês consecutivo.

O índice de evolução da produção atingiu 53,5 pontos, valor que, acima de 50, indica crescimento na comparação a junho. O resultado revela ainda um avanço mais intenso e disseminado do que o observado historicamente para o mês de julho, cuja média é de 51,1 pontos. Já o índice do número de empregados foi de 50,5. Apesar de pouco acima de 50, o aumento do emprego ocorreu em um mês cuja sazonalidade é negativa, ou seja, tende a cair. A média dos meses de julho é de 48,1 pontos.

Foi uma mudança após dois meses seguidos de quedas na produção. O emprego apresentou a primeira alta depois de três meses de queda, uma situação atípica, pois historicamente julho é um mês com redução nas vagas da indústria”, destaca o presidente da Fiergs, Claudio Bier.

Em julho, a indústria gaúcha utilizou 70% da sua capacidade instalada (UCI), aumento em relação aos 65% de junho, e o mesmo patamar da média histórica do mês (70,1%). Segundo a avaliação dos empresários, contudo, a UCI foi inferior ao normal para o período. O índice de UCI em relação à usual atingiu 43,3 pontos, 3,3 acima de junho. O índice varia de zero a cem. Quanto mais próximo de 50, mais perto do nível de UCI normal.

Apesar da alta na produção, os estoques de produtos finais caíram pela terceira vez seguida na passagem de junho para julho. O índice de evolução foi de 48,5 pontos. Neste caso, valores menores do que 50 indicam queda dos estoques ante o mês anterior. Os estoques efetivos também ficaram abaixo dos patamares desejados pelas empresas para seus produtos em julho, repetindo o comportamento dos dois meses anteriores. O índice registrou 48,5 pontos, revelando níveis abaixo do planejado no mês.

Todos os índices de expectativas avançaram na pesquisa realizada entre 1º e 9 de agosto com 152 empresas, sendo 35 pequenas, 53 médias e 64 grandes. Com exceção da quantidade exportada, revelam otimismo, com índices acima de 50 pontos. Para os próximos seis meses, os empresários gaúchos projetam aumento da demanda, 56,1 pontos (1,6 a mais em relação ao mês anterior), do emprego, 51,5 (1,8 a mais) e das compras de matérias-primas, 54,3 (1,8 a mais). Ao mesmo tempo, a Sondagem mostrou uma leve redução, quase uma estabilidade, na quantidade exportada, com o resultado de 49,7 pontos.

Investimentos

Com o maior otimismo, os empresários demonstram propensão para realizar investimentos nos próximos seis meses. O índice de intenção de investir recuperou a queda do mês anterior e atingiu 54,8 em agosto, 1,7 e 3,4 pontos, respectivamente, acima de julho e da média histórica. Em agosto, 57,9% das empresas (56,2% em julho) revelaram disposição de investir em máquinas e equipamentos, pesquisa e desenvolvimento e inovação de produto ou processo nos próximos seis meses.

A pesquisa completa pode ser acessada em observatoriodaindustriars.org.br/inteligencia-areas/sondagem-industrial/.

Foto: Senivpetro/Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2024 0 Comentários 529 Visualizações
Business

Assintecal realiza missão e mapeia oportunidades na China

Por Jonathan da Silva 03/09/2024
Por Jonathan da Silva

Uma missão à China será realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) entre os dias 3 e 12 de setembro. Organizada por meio do Brazilian Materials, programa de apoio à internacionalização do setor mantido pela entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a iniciativa tem, segundo a Assintecal, o objetivo de “transformar uma dor de cabeça” em insights pela maior competitividade da indústria nacional.

O gestor de Mercado Internacional da entidade, Luiz Ribas Júnior, avalia que a China, apesar de, em muitos casos, ser vista como uma concorrente desleal, tem muito a ensinar para a cadeia produtiva do calçado brasileiro. “Evidentemente, não são todas as empresas chinesas que praticam concorrência predatória. Pelo contrário, é um mercado que vem se desenvolvendo muito em termos de tecnologia e respeito às melhores práticas de ESG. Temos muito a aprender com a maior produtora de calçados do mundo, que somente no ano passado produziu mais de 13 bilhões de pares, dos quais exportou mais de 9 bilhões”, afirma Júnior, ressaltando que as produtoras locais, antes conhecidas apenas por produtos de menor valor agregado, tem produzido cada vez mais calçados com diferenciais de qualidade, inovação e sustentabilidade para abastecimento de mercados mais sofisticados.

Feira

Durante a missão, os empresários visitarão uma das maiores feiras internacionais de couros e componentes, a All China Leather Exhibition (ACLE), que acontece em Xangai entre os dias 3 e 5 de setembro. Organizada pela China Leather Industry Association (CLIA) e pela APLF Limited, a ACLE é conhecida como o evento de destaque para empresas internacionais que buscam oportunidades no vasto mercado chinês.

Desde sua criação, em 1998, a ACLE já recebeu centenas de milhares de compradores das principais províncias de curtumes e manufatura de artigos de couro/calçados da China continental. “A ACLE é um evento anual de sourcing para marcas de calçados e compradores de materiais para calçados esportivos, oferecendo materiais como cabedais, solas, malhas, flyknit, suprimentos e máquinas para calçados”, destaca Júnior.

A mostra, que conta com 1,2 mil expositores de 28 países, tem seis participantes brasileiras apoiadas pelo Brazilian Materials: Tanac, Noko, Química Carioca, Seta, SystemHaus e Corium. Na visita, o consultor da Assintecal, Marnei Carminatti, estará à disposição para auxiliar empresários da missão na orientação de tendências, moda e mercado.

Imersão no mercado

Estão previstas também visitas à Nike House Innovation, Peak, Anta, entes públicos, Xin Hao Pan Shoe Materials Market, XDD Footwear Co, Xinruizhou Tecnologias de Corte, New Belle Group, Emma Technology Group, Qi Sheng Shoe, Consulado Geral do Brasil em Xangai, Huafon Microfiber, entre outros grupos. O ambiente de negócios na China, a relação comercial bilateral, formas de garantir uma maior integração, expansão global das marcas, oportunidades de negócios, tendências de mercado e moda, novas tecnologias, sustentabilidade em materiais, automação e outros temas estarão em pauta.

Participam da Missão à China, com o apoio do Brazilian Materials, diretores da Bertex, Chronos, Cofrag, Cofratec, Cotton Shoes, Crespi do Brasil, FCC, Killing, Martêxtil, Metalização Igrejinha e Sugar Shoes.

Foto: Assintecal/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2024 0 Comentários 414 Visualizações
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