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Business

Levantamento da Fiergs aponta queda na produção industrial do RS em abril

Por Jonathan da Silva 29/05/2026
Por Jonathan da Silva

A produção industrial do Rio Grande do Sul apresentou retração em abril na comparação com março, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (28) pela pesquisa Sondagem Industrial do RS, realizada pelo Sistema Fiergs. O índice de produção ficou em 46,3 pontos, abaixo da linha de 50 pontos, indicando queda na atividade industrial. Apesar disso, o resultado permaneceu acima da média histórica para o mês, de 45,4 pontos, o que sinaliza uma retração menos intensa do que a normalmente registrada em abril. Ao mesmo tempo, o levantamento apontou aumento na disposição dos empresários industriais para investir nos próximos seis meses.

Segundo a pesquisa, o índice do número de empregados ficou em 49 pontos em abril, repetindo o desempenho registrado em março e indicando nova retração no emprego industrial. A utilização da capacidade instalada alcançou 69%, patamar considerado abaixo do usual para o período.

Estoques sobem

Os estoques de produtos finais armazenados pelas indústrias cresceram entre março e abril. O indicador de evolução atingiu 51,5 pontos, enquanto o índice em relação ao planejado marcou 52,4 pontos, demonstrando que os estoques ficaram acima do desejado pelas empresas.

Expectativas caem

A sondagem também mostrou retração nas expectativas da indústria para maio nos indicadores de demanda e exportações. O índice de demanda caiu 1,6 ponto, chegando a 49 pontos, enquanto o indicador de exportações recuou 2,8 pontos, alcançando 46,8 pontos.

Por outro lado, houve avanço nas expectativas relacionadas ao emprego e às compras de matérias-primas. O índice de emprego subiu 1,2 ponto, atingindo 49 pontos, e o indicador de compras de matérias-primas avançou 0,3 ponto, chegando a 49,6 pontos. Mesmo com a alta, todos os índices permaneceram abaixo da linha de 50 pontos, indicando perspectivas pessimistas para os próximos meses.

Intenção de investir cresce

Apesar do cenário de retração na produção e das expectativas negativas, a intenção de investir da indústria gaúcha apresentou crescimento entre abril e maio. O índice avançou 3,5 pontos, passando de 51,8 para 55,3 pontos, superando a média histórica de 52,1 pontos.

De acordo com a pesquisa, 59,7% das empresas consultadas demonstraram intenção de realizar investimentos nos próximos seis meses.

O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 13 de maio com 129 empresas industriais do Rio Grande do Sul, sendo 30 pequenas, 43 médias e 56 grandes.

Foto: Hoang NC/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
29/05/2026 0 Comentários 68 Visualizações
Business

São Leopoldo recebe palestra sobre o cenário econômico de 2026 na segunda-feira

Por Jonathan da Silva 08/05/2026
Por Jonathan da Silva

Empresários, gestores e representantes de empresas associadas ao Sindimetal RS, Sinborsul e Sindivest participarão de uma palestra econômica com o economista-chefe do Sistema Fiergs, Giovani Baggio, na próxima segunda-feira, dia 11 de maio, em São Leopoldo. O encontro ocorrerá na sede do Sindimetal RS, junto ao Centro das Indústrias, com início às 16h30min, e abordará os impactos dos riscos globais e dos desafios econômicos brasileiros sobre o Rio Grande do Sul. A atividade busca discutir os efeitos das tensões internacionais, da política econômica e dos eventos climáticos no desempenho da indústria e da economia gaúcha.

A programação começará com recepção e coffee break às 16h30min. A palestra terá início às 17h, com encerramento previsto para as 18h30min.

Debate sobre economia global e indústria

Com o tema “Riscos globais, desafios do Brasil e impactos no Rio Grande do Sul”, a palestra irá tratar do cenário econômico projetado para 2026 em um contexto de incertezas internacionais. Entre os assuntos previstos estão os reflexos das tensões geopolíticas, como o conflito no Oriente Médio e o avanço de medidas protecionistas, sobre os preços da energia, a inflação e o comércio internacional.

A partir desse cenário, também serão discutidos os efeitos sobre a economia brasileira, especialmente em relação às taxas de juros, ao câmbio e à trajetória fiscal. Segundo a organização, a proposta é analisar como esses fatores influenciam o crédito, os investimentos e a competitividade da indústria nacional.

O economista-chefe do Sistema Fiergs, Giovani Baggio, afirmou que o Rio Grande do Sul também estará no centro da análise. “Teremos destaque também sobre o Rio Grande do Sul, onde a recorrência de eventos climáticos extremos, somada a desafios estruturais e recentes barreiras comerciais, reforça um ambiente mais complexo para o crescimento econômico e a atividade industrial”, comentou Baggio.

Participação mediante doação

O acesso ao evento será mediante a doação de um quilo de alimento não perecível. Os itens arrecadados serão destinados ao Banco de Alimentos – Vale do Sinos.

Mais detalhes podem ser obtidos pelo telefone (51) 3590-7708.

Serviço

  • O quê: Palestra econômica com o economista-chefe do Sistema Fiergs, Giovani Baggio
  • Quando: Segunda-feira, 11 de maio, das 16h30min às 18h30min
  • Onde: Sede do Sindimetal RS, junto ao Centro das Indústrias, em São Leopoldo
  • Quanto: 1 kg de alimento não perecível para doação ao Banco de Alimentos – Vale do Sinos
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/05/2026 0 Comentários 150 Visualizações
Variedades

Fiergs apresenta estande interativo inspirado no cérebro humano no Gramado Summit

Por Jonathan da Silva 06/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs participa do Gramado Summit 2026, de quarta-feira a sexta-feira, 6 a 8 de maio, no Serra Park, em Gramado, com um estande inspirado no cérebro humano e baseado no conceito “Indústria das Ideias”. A iniciativa reúne experiências interativas, exposição de produtos e debates para apresentar ao público a transformação da indústria, com foco em inovação, talentos e novos modelos de negócio, buscando aproximar especialmente os jovens do setor industrial.

O espaço desenvolvido pelo Sistema Fiergs utiliza a lógica do cérebro humano como referência para apresentar atividades que conectam o público à realidade industrial. Entre as ações, visitantes podem participar de uma dinâmica interativa que relaciona esforço, resultado e inovação. Outra atração é a Vitrine Indústria RS, que expõe produtos da indústria gaúcha e demonstra a presença da produção local e do desenvolvimento tecnológico no cotidiano.

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, destacou o objetivo da participação no evento. “A indústria vive um momento de transformação, cada vez mais baseada em pessoas, conhecimento e inovação. Neste evento, queremos mostrar, especialmente aos jovens, que a indústria é um ambiente dinâmico, tecnológico e cheio de oportunidades, onde ideias se transformam em soluções concretas para a sociedade”, afirmou Bier.

Programação

Além das atividades no estande, a entidade participa da programação do evento com painéis voltados ao desenvolvimento industrial. Os debates abordam temas como formação e valorização de talentos, liderança feminina, educação e desafios para atrair jovens à indústria. Um dos painéis conta com a participação do presidente Claudio Bier.

No palco principal, o diretor de Marketing e Administrativo da Poker, Rogério Cauduro, participa como convidado do Sistema Fiergs para apresentar experiências relacionadas a posicionamento, diferenciação e atuação em nichos de mercado, com foco em competitividade.

Tecnologia

A agenda inclui discussões sobre o impacto de novas tecnologias na indústria, com temas como deep techs, saúde e bem-estar e soluções aplicadas ao agronegócio. Também são abordadas iniciativas de integração com startups e exemplos práticos de uso de tecnologia, como o reaproveitamento de resíduos no setor têxtil.

O Gramado Summit reúne representantes do ecossistema de inovação e dos setores público, privado e acadêmico, promovendo debates e atividades voltadas ao desenvolvimento tecnológico e industrial.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/05/2026 0 Comentários 92 Visualizações
Política

Fiergs defende fundo constitucional para o sul em seminário da Câmara

Por Jonathan da Silva 06/05/2026
Por Jonathan da Silva

A criação de fundos constitucionais para as regiões sul e sudeste foi debatida nesta segunda-feira (4), em seminário promovido pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados na sede do Sistema Fiergs, em Porto Alegre. O encontro reuniu lideranças políticas e representantes do setor produtivo, que discutiram propostas em tramitação no Congresso Nacional para alterar a distribuição de recursos federais, com previsão de gerar cerca de R$ 35 bilhões anuais em novos repasses para regiões, segurança pública e municípios. A iniciativa busca corrigir desigualdades na divisão dos recursos da União entre as regiões do país.

Atualmente, as regiões sul e sudeste concentram cerca de 71% da arrecadação federal e mais da metade da população brasileira, mas recebem proporcionalmente menos recursos da União. O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, destacou a diferença entre arrecadação e retorno. “Quando olhamos para os recursos que retornam, a realidade é bem diferente”, afirmou Bier.

Segundo o dirigente, as regiões sustentam parte relevante do financiamento público nacional, mas não possuem instrumentos equivalentes de apoio ao desenvolvimento. “É justamente esse o ponto do debate. Criar mais equilíbrio e dar melhores condições para que as empresas possam investir, crescer e continuar gerando empregos. Esse é um pedido legítimo por mais oportunidades para quem produz”, acrescentou Bier.

Propostas em tramitação

As propostas de emenda à Constituição 231/2019, 27/2023 e 25/2022 tramitam de forma conjunta no Congresso e tratam da redistribuição de impostos federais, como Imposto de Renda, Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto Seletivo. O texto prevê elevar os repasses totais de 50% para 53,5%. Desse percentual adicional, 1% seria destinado ao fundo do Sul, 1% ao Sudeste, 1% ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e 0,5% à segurança pública nacional.

Impacto financeiro e regional

De acordo com simulação apresentada pelo vice-presidente da Comissão Especial sobre o FPM e Fundos Constitucionais Sul/Sudeste, deputado federal Pompeo de Mattos (PDT), o impacto pode chegar a R$ 35 bilhões anuais em novos repasses. O parlamentar também mencionou desigualdades dentro do próprio estado. “No Rio Grande do Sul, a metade norte é bem desenvolvida, mas a metade sul tem níveis de desenvolvimento mais baixos, similares aos de estados do norte e nordeste”, destacou o parlamentar.

O deputado estadual Gustavo Victorino (Republicanos), que representou a Assembleia Legislativa no evento, afirmou que a proposta tem efeitos que vão além da economia. Para ele, trata-se do “primeiro passo para restabelecer a dignidade tributária do RS. Hoje, há uma distribuição desigual no país. É uma questão que transcende a economia e vira social”.

Articulação política

O coordenador do Conselho de Articulação Política do Sistema Fiergs, Diogo Paz Bier, destacou a necessidade de mobilização regional em torno do tema. “Os fundos vão trazer competitividade, por isso a PEC deve ser abraçada por toda a região Sul e Sudeste. Precisamos fazer mais política regional. Estamos fazendo nosso dever de casa. O Sistema Fiergs conseguiu manter a pauta na agenda legislativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI)”, afirmou Bier, que também ressaltou que a proposta não reduz recursos de outros fundos e amplia repasses para municípios e segurança pública.

Efeitos para o desenvolvimento

Representando o governo do estado, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Rio Grande do Sul, Davi Severgnini, apontou impactos práticos da proposta. “Os fundos são instrumentos que podem gerar emprego, ampliar arrecadação e impulsionar o desenvolvimento do estado”, comentou o titular da pasta. Segundo Severgnini, o desequilíbrio atual contribui para diferenças de preços de produtos entre regiões.

Dados econômicos

O economista-chefe do Sistema Fiergs, Giovani Baggio, apresentou dados sobre a relação entre arrecadação e retorno de recursos. A cada R$ 100 arrecadados em tributos federais no Rio Grande do Sul, cerca de R$ 30 retornam ao estado, enquanto unidades da federação como o Pará recebem até R$ 273. Em 2025, o estado contribuiu com R$ 77,7 bilhões para a União, o equivalente a 10,7% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período, a produção industrial gaúcha cresceu 3,3%, abaixo dos 15,8% registrados no país desde 2002, enquanto o PIB industrial estadual recuou 1,2%, frente a alta de 28,2% na média nacional.

Foto: Dudu Leal/Sistema Fiergs/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/05/2026 0 Comentários 102 Visualizações
Business

Acordo Mercosul-UE zera tarifas para parte das exportações do RS

Por Jonathan da Silva 04/05/2026
Por Jonathan da Silva

O acordo entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor na sexta-feira (1º), após duas décadas de negociações, com impacto imediato nas exportações do Rio Grande do Sul. A medida, que os envolve governos dos países integrantes dos blocos e o setor industrial, passou a vigorar com a redução de tarifas sobre produtos comercializados. A implementação ocorre por etapas e busca ampliar o comércio exterior, aumentar a competitividade e estimular geração de empregos.

Na fase inicial, cerca de 43% das exportações gaúchas para a União Europeia passaram a ter tarifa zero, o equivalente a aproximadamente US$ 1,2 bilhão de um total de US$ 2,8 bilhões vendidos ao bloco. Ao todo, 500 itens foram incluídos de imediato, somando-se a outros 400 que já eram comercializados sem imposto.

Desgravação tarifária

O cronograma do acordo prevê que, em quatro anos, 93% das exportações do Rio Grande do Sul para a União Europeia estarão isentas de tarifas, alcançando cerca de US$ 2,5 bilhões. A retirada completa de impostos para os cerca de 1,5 mil produtos exportados será feita de forma gradual ao longo de 15 anos.

Entre os principais itens beneficiados na fase inicial estão partes de calçados, componentes para motores, derivados de petróleo, couros e peles, peças automotivas e pneus.

Impactos para a indústria

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, afirmou que o início do tratado exige preparação do setor produtivo. “É fundamental saber aproveitar este momento. É um acordo celebrado, muito bem construído, que cria oportunidades importantes, mas que também exige a construção de um ecossistema de competitividade para a indústria, com avanços em produtividade, inovação e redução do custo Brasil”, ressaltou o dirigente.

Bier também destacou efeitos além do comércio exterior. “Não se trata apenas de ampliar exportações. O acordo também facilita o acesso a tecnologias, processos e insumos mais avançados, o que pode contribuir para elevar a eficiência e a competitividade da indústria brasileira”, afirmou o presidente da entidade.

A Fiergs aponta que o acordo inclui mecanismos de proteção para setores considerados mais sensíveis, com prazos graduais para adaptação e dispositivos de salvaguarda.

Projeções econômicas

Estimativas indicam que, ao longo de 15 anos, o acordo pode gerar crescimento de 4,6% no Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 31 bilhões. As exportações industriais do Rio Grande do Sul para o bloco europeu podem aumentar em aproximadamente US$ 801,3 milhões no período.

Entre os setores com potencial de maior impacto estão tabaco, químicos, couro e calçados, alimentos, celulose e papel. O avanço das exportações também pode refletir no mercado de trabalho, com projeção de criação de 31 mil empregos formais na indústria de transformação.

Comércio com a União Europeia

Em 2025, a União Europeia foi o segundo principal destino das exportações gaúchas entre blocos econômicos, com US$ 2,8 bilhões, o que representou 13% do total exportado pelo estado. O bloco também foi a quarta principal origem das importações, com US$ 1,4 bilhão, equivalente a 11,1% do total.

No cenário nacional, o Rio Grande do Sul ocupou a sexta posição entre os estados que mais exportaram para a União Europeia e a oitava entre os que mais importaram.

Foto: Mrsiraphol/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/05/2026 0 Comentários 94 Visualizações
Variedades

Rota Fiergs define novas prioridades industriais no Vale do Sinos

Por Jonathan da Silva 17/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs retomou o projeto Rota Fiergs, em encontro realizado na quarta-feira (15) em São Leopoldo, com a participação de lideranças industriais, autoridades e representantes de entidades de classe, como o presidente do Sinborsul, Sérgio Ferandin. A iniciativa reúne o setor produtivo para apresentar resultados das demandas definidas em 2025 e estabelecer novas prioridades para 2026. A ação ocorre por meio da interiorização da entidade, com o objetivo de ouvir as necessidades regionais e alinhar estratégias para o desenvolvimento da indústria gaúcha.

O evento contou com a presença do presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier; do vice-presidente regional do Vale do Sinos, Hernane Cauduro; além de dirigentes de sindicatos e representantes de indústrias. Também participaram o presidente do Sinborsul, Sérgio Ferandin, e a assessora técnica da entidade, Viviane Lovison.

Entre as cinco demandas prioritárias definidas para 2026, duas contemplam diretamente o setor da borracha: suporte técnico e financeiro para pesquisa e desenvolvimento de compostos livres de substâncias restritas e acesso a crédito para atender às exigências de segurança da NR 12.

Demandas e posicionamentos

O presidente do Sinborsul, Sérgio Ferandin, destacou a relevância das pautas para o segmento. “O setor da borracha impacta em diferentes frentes e estar focado a essa realidade, somando iniciativas e prospectando realizações, fortalece as empresas, que atuam neste universo tão vasto”, afirmou Ferandin.

A assessora técnica do Sinborsul, Viviane Lovison, ressaltou a representatividade das demandas do setor. “A participação do Sinborsul foi muito positiva e coloca não só a entidade em destaque, por sua representação junto à Fiergs, mas também marca uma conquista para as empresas do setor”, destacou Viviane.

Continuidade do projeto

Durante a abertura, o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, reforçou o objetivo da iniciativa. “O Rota Fiergs nasceu com o propósito de ouvir. O Rota é presença, diálogo e entrega. É também um processo contínuo. Hoje, vamos apresentar os retornos sobre as prioridades estabelecidas em 2025 e, ao mesmo tempo, colher novas demandas que orientarão a nossa atuação daqui para frente”, afirmou Bier.

Entre as ações realizadas no último ano, foram citadas a inauguração do Espaço Saúde do Sesi-RS, em São Leopoldo, e da Escola Sesi-RS de Ensino Médio no campus da Feevale. Bier também destacou a importância regional, que reúne cerca de 6 mil indústrias e emprega 103 mil trabalhadores.

Prioridades para 2026

As novas demandas eleitas incluem atração e retenção de talentos, incentivo à inovação e digitalização industrial, automação com uso de inteligência artificial, apoio ao desenvolvimento de compostos de borracha e acesso a crédito para adequação às normas de segurança.

Além disso, o encontro reforçou ações já existentes, como a ampliação de consultorias do Senai-RS, a divulgação de iniciativas do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, e a articulação institucional em defesa de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da indústria.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/04/2026 0 Comentários 114 Visualizações
Variedades

Fiergs e Finep apresentam R$ 3,3 bilhões em linhas de inovação na quarta-feira

Por Jonathan da Silva 06/04/2026
Por Jonathan da Silva

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e o Sistema Fiergs realizam um evento em Sapiranga nesta quarta-feira, 8 de abril, para apresentar 13 novas linhas de apoio à inovação industrial, que somam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis. O encontro será realizado às 14h no Fly.Hub, localizado na Avenida 20 de Setembro, 4733, bairro São Jacó. A iniciativa faz parte de uma agenda que percorrerá 10 cidades do Rio Grande do Sul a partir de abril, com o objetivo de reduzir a falta de informação sobre fomento à inovação, apontada como um dos principais gargalos para indústrias no 11º Congresso de Inovação da Indústria em São Paulo.

No estado, a iniciativa conta com a parceria do Sistema Fiergs na organização e articulação dos eventos. A participação da Federação também busca aproximar as indústrias dos serviços oferecidos pela entidade, como o Balcão da Inovação e o Núcleo de Acesso ao Crédito, além de iniciativas do Senai-RS e do IEL-RS.

Falta de informação limita acesso a recursos

O diretor do Sistema Fiergs e coordenador do Conselho de Tecnologia e Inovação (Citec), Marcus Coester, afirmou que muitas empresas deixam de inovar por desconhecerem os instrumentos de fomento disponíveis. “Hoje muitas empresas não inovam por desconhecerem os instrumentos de fomento disponíveis. Queremos reduzir essa distância e fazer com que esses recursos cheguem, de fato, a quem precisa e quer investir em inovação”, ponderou Coester.

Linhas de fomento contempladas

As novas linhas de fomento à inovação industrial abrangem as seguintes áreas: Base Industrial de Defesa, Cadeias Agroindustriais, Conhecimento Brasil, Desafio Tecnológico Eletrolisador, Desafio Tecnológico Trator, Economia Circular, Mobilidade Sustentável, Regional, Saúde, Semicondutores, Tecnologias Digitais, Transformação Mineral e Transição Energética. Os recursos são destinados a empresas, cooperativas e instituições de ciência e tecnologia (ICTs).

Inscrições

As inscrições para participar dos eventos podem ser realizadas por meio do link forms.office.com/r/d2dJpMJ78H.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/04/2026 0 Comentários 187 Visualizações
Variedades

Arrozeiros gaúchos pedem prorrogação de incentivo fiscal

Por Jonathan da Silva 17/03/2026
Por Jonathan da Silva

Arrozeiros do Rio Grande do Sul solicitaram, nesta segunda-feira (16), a prorrogação do crédito presumido de ICMS nas vendas de arroz para São Paulo e Minas Gerais, durante reunião realizada na Assembleia Legislativa (ALRS), em Porto Alegre. O encontro reuniu representantes do setor, parlamentares e integrantes do governo estadual para discutir a manutenção do benefício previsto no Decreto Estadual nº 58.296/2025. A medida, segundo o setor, é considerada necessária para manter a competitividade do produto gaúcho diante da redução de área plantada e do aumento dos custos de produção.

A reunião foi promovida pela Frente Parlamentar em Defesa do Arroz, presidida pelo deputado estadual Marcus Vinícius (PP), com o objetivo de debater a renovação do incentivo fiscal e evitar distorções tributárias. O crédito presumido de ICMS permite às indústrias deduzirem parte do imposto devido, reduzindo a carga tributária nas operações interestaduais e ampliando a competitividade do arroz beneficiado.

Participaram representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), do Sindicato da Indústria do Arroz (Sindarroz), da Federação das Associações de Rizicultores do Estado do RS (Fearroz), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), além de parlamentares e representantes do governo estadual.

Impacto no setor

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou a relevância do setor para a metade sul do estado, que concentra cerca de 4 milhões de hectares de terras baixas aptas ao cultivo de arroz irrigado e um dos maiores parques industriais de beneficiamento fora da Ásia. Dias Nunes afirmou que há redução na área plantada como estratégia para enfrentar custos elevados e queda nos preços. “Quando o Estado investe em programas de irrigação para ampliar a produção e garantir mais segurança à agricultura, o setor já tem 100% da área irrigada. No entanto, viemos fazendo um movimento contrário no sentido de diminuir a área plantada numa tentativa de reduzir os efeitos do alto custo de produção e queda nos preços de venda. Além disso, a indústria está localizada justamente na metade sul, que é a região que mais precisa de geração de emprego e renda”, destacou o dirigente.

Dias Nunes também relacionou a manutenção do incentivo a aspectos sociais. “Não estamos falando de mais geração de emprego em regiões já desenvolvidas, mas em uma área que precisa dessa atividade econômica. É uma questão estratégica para o Rio Grande do Sul”, afirmou o presidente da entidade.

Empregos e produção

O vice-presidente da Federarroz, Roberto Fagundes Ghigino, questionou os cálculos do governo sobre o impacto fiscal da medida e defendeu a análise das perdas já registradas pelo setor. Segundo ele, cerca de 90 mil hectares deixaram de ser cultivados, o que impacta diretamente a cadeia produtiva. “Estamos falando de uma cadeia que gera cerca de 24 mil empregos. Se apenas 10% das indústrias fecharem, seriam 2,4 mil postos de trabalho perdidos. E quando uma indústria fecha ou vai para outro estado, dificilmente volta a produzir aqui”, ressaltou Ghigino.

Encaminhamentos

Ao final da reunião, o presidente da Frente Parlamentar, deputado estadual Marcus Vinícius, informou que os relatos apresentados serão levados à sessão deliberativa do plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 17 de março. A proposta é coletar assinaturas de deputados em apoio à prorrogação do benefício e encaminhar o documento ao governador Eduardo Leite (PSD).

Foto: Érika Ferraz/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/03/2026 0 Comentários 164 Visualizações
Business

Industriais gaúchos iniciam 2026 menos pessimistas segundo o Icei-RS

Por Jonathan da Silva 22/01/2026
Por Jonathan da Silva

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) apresentou leve recuperação em janeiro de 2026, ao atingir 46,3 pontos. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (22), em Porto Alegre, pelo Sistema Fiergs. De acordo com a entidade, o resultado indica redução do pessimismo entre os industriais, embora o indicador permaneça abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança.

Apesar da melhora, o Icei-RS segue sinalizando ausência de confiança no ambiente econômico. De acordo com o levantamento, a recuperação está associada principalmente ao aumento da confiança dos empresários em relação ao desempenho de suas próprias empresas nos próximos seis meses.

Avaliação da entidade

Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o cenário ainda exige cautela por parte do setor industrial. “Os nossos empresários continuam apostando em seus negócios, o que é uma ótima notícia. Mas, sem a recuperação plena da confiança no cenário econômico e com a alta taxa de juros, a tendência é de cautela em relação a novos investimentos e à expansão da produção e do emprego”, afirmou Bier.

Expectativas das empresas

O Índice de Expectativas da Própria Empresa avançou 2,5 pontos em janeiro, alcançando 53,4 pontos, sendo o único indicador em nível considerado otimista. Já o Índice de Expectativas, de forma geral, subiu para 48,5 pontos, mas completou o sétimo mês consecutivo abaixo dos 50 pontos.

Economia brasileira

A pesquisa aponta diferença entre a percepção sobre os próprios negócios e a avaliação do cenário nacional. Enquanto o Índice de Expectativas da Própria Empresa cresceu, o Índice de Expectativas da Economia Brasileira recuou 1,4 ponto, ficando em 38,8 pontos. Em relação à economia do país, 39,5% dos empresários industriais projetam deterioração no próximo semestre, 54,5% acreditam na manutenção do cenário atual e 6,0% esperam melhora.

Condições atuais

O Índice de Condições Atuais manteve estabilidade na passagem de 2025 para 2026, repetindo em janeiro o mesmo resultado de dezembro, com 41,7 pontos. O Índice de Condições da Economia Brasileira recuou de 36,5 para 36,3 pontos, enquanto o Índice de Condições da Empresa teve leve alta, passando para 44,4 pontos. Ainda segundo o levantamento, 51,5% dos empresários consultados apontaram deterioração do ambiente econômico nacional em janeiro, e 3,7% identificaram melhora.

A pesquisa completa está disponível no site do Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Senivpetro/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
22/01/2026 0 Comentários 232 Visualizações
Projetos especiais

Orla Viva oferece atividades esportivas no litoral norte gaúcho até 7 de fevereiro

Por Jonathan da Silva 21/01/2026
Por Jonathan da Silva

O projeto Orla Viva, promovido pelo Sistema Fiergs, oferece até o dia 7 de fevereiro uma programação gratuita de atividades esportivas, serviços de saúde e atrações culturais nas praias de Cidreira, Tramandaí, Xangri-lá e Torres, no litoral gaúcho. O objetivo é incentivar a prática de atividades físicas, hábitos saudáveis e a convivência social durante o verão.

A programação esportiva inclui aulas coletivas de ritmos, alongamento e pilates solo, além de quadras disponíveis para a prática de vôlei de praia, futevôlei e beach tennis. As atividades ocorrem de terça a domingo, com horários que variam conforme a cidade, e são orientadas por profissionais do Serviço Social da Indústria (Sesi-RS). As ações buscam estimular o movimento corporal e a interação entre os participantes ao longo do período de férias.

Participação do público

A advogada Joseli Troian, 58 anos, participou de aulas de pilates em Xangri-lá durante o período em que esteve no litoral. Moradora de São Leopoldo, ela relatou como tomou conhecimento da iniciativa. “Entrei no Instagram da Fiergs e vi que tem programação em várias cidades. Achei muito legal. As aulas são muito boas, trabalham todas as áreas do corpo e os exercícios não se repetem. É bem interessante e tem a integração. Vim sozinha, mas conheci um grupo de mulheres. Achei bacana essa questão de conhecer pessoas”, afirmou Joseli.

Atividades durante as férias

A enfermeira Estelamaris Librelotto Colombo, 54 anos, também participou das ações em Xangri-lá durante as férias. “A experiência está sendo maravilhosa. Adoro jogar e já faço aulas de beach tennis, mas aqui joguei até futevôlei. Venho todos os dias, tenho amigos que também estão vindo e já fiz várias amizades novas. Estou muito contente, vamos vir até dia 7 de fevereiro”, contou Estelamaris.

Serviços de saúde

Além das atividades esportivas, o Orla Viva oferece serviços de saúde, como verificação da pressão arterial, teste de glicemia, teste de visão, análise de composição corporal, orientações sobre hábitos saudáveis e segurança alimentar no verão. Estelamaris e a mãe, Lucília Librelotto, 90 anos, utilizaram alguns desses serviços. “Estamos aproveitando todos os serviços oferecidos e tem dado tudo certo. Os professores são superqualificados e a equipe de atendimento é excelente”, comentou a enfermeira.

Programação cultural

O projeto também conta com programação cultural, disponível de terça a domingo, das 8h às 18h, com apresentações musicais em diferentes cidades. Já passaram pelos palcos do Orla Viva artistas e bandas como Vera Loca, Braza, Acústicos e Valvulados, Nando Reis e Atitude 67. Neste sábado, 24 de janeiro, a Concha Acústica de Cidreira recebe DJ Sassá, às 21h, seguido de show de Glê Duran, às 22h.

Tramandaí

Em Tramandaí, as atividades esportivas ocorrem na orla, junto ao letreiro “Eu Amo Tramandaí”, com aulas de alongamento, pilates, vôlei de praia e futevôlei, além de quadras disponíveis das 8h às 18h. No mesmo local, são oferecidos serviços de saúde de terça a domingo, das 8h às 18h.

Xangri-lá

Em Xangri-lá, as ações acontecem no Parque Uirá, na Avenida Beira Mar, com aulas de alongamento, pilates, beach tennis, vôlei de praia e futevôlei, além de quadras para as modalidades. Os serviços de saúde funcionam no mesmo espaço e horário. A programação cultural inclui shows no dia 7 de fevereiro, na Avenida Central, com DJ Cabeção, às 19h, e Bambas da Orgia, às 20h.

Torres

Em Torres, a programação esportiva ocorre na orla da praia da Cal, com aulas de alongamento, pilates, ritmos e modalidades de areia, além de quadras abertas ao público. Os serviços de saúde estão disponíveis no mesmo local, de terça a domingo. A cidade também recebe apresentações musicais nos dias 30 e 31 de janeiro e 7 de fevereiro, com atrações como Renato Borghetti, Luiz Marenco, Papas da Língua, TNT e Bloco da Mini.

Cidreira

Em Cidreira, as atividades esportivas são realizadas no palco Aulão, no Calçadão Kanitã, com aulas de ritmos e alongamento. Os serviços de saúde ocorrem no mesmo local, de terça a domingo. A programação cultural acontece na Concha Acústica, com shows nos dias 24 e 31 de janeiro e 7 de fevereiro, incluindo apresentações de DJ Sassá, Glê Duran, Sem ReZnha e Acadêmicos de Gravataí.

Foto: Fiergs/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/01/2026 0 Comentários 200 Visualizações
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