Mais vistas
Após empatar série, União Corinthians encara o Flamengo de novo...
Cidades atendidas pelo Sebrae RS são destaque em ranking nacional...
Canoas Shopping completa 28 anos com R$ 15 milhões em...
Fashion Experience, a passarela onde tudo começa: Calçados Beira Rio...
Campo Bom testa materiais para pavimentação de ruas
Bolinho de aipim gigante é preparado em festa municipal de...
Encontro em Porto Alegre reúne lideranças em formação sobre tomada...
Parque do Caracol anuncia parceria com Laura Bier
Escola de Morro Reuter é premiada no Alfabetiza Tchê
Abandono de cães mobiliza resgate em Lomba Grande
Expansão
Banner
  • INÍCIO
  • NOIVAS
  • CATEGORIAS
    • Business
    • Cidades
    • Cultura
    • Ensino
    • Gastronomia
    • Moda e beleza
    • Projetos especiais
    • Saúde
    • Variedades
  • EDIÇÕES ONLINE
  • Bicentenário
  • SOBRE
  • ASSINE
  • FALE CONOSCO
Tag:

calçados

Business

Marcas brasileiras calçando o mundo

Por Caren Souza 15/04/2021
Por Caren Souza

A diversidade de materiais e modelos, a sustentabilidade, o conforto, o design e a qualidade são algumas das características dos calçados brasileiros que alinhadas à tradição da indústria nacional conquistam cada vez mais mercados mundo afora. Com um grande potencial de crescimento na exportação, as marcas brasileiras apostam no processo de internacionalização como um diferencial que agrega valor não só para a empresa como também ao produto. E para fortalecer a presença das calçadistas nacionais no mercado externo, o setor conta há mais de 20 anos com o programa Brazilian Footwear, realizado pela Abicalçados em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil).

Presentes em mais de 150 países, os sapatos “made in Brazil”, calçam consumidores de todos os continentes. Quarta maior produtora mundial do segmento, a maior fora da Ásia, a indústria nacional é vista como uma importante parceira de marcas internacionais que optam por produzir no Brasil no modelo private label. Ao mesmo tempo, estratégias de diferenciação e posicionamento internacional são adotadas pelas empresas para que as suas marcas, já conhecidas no mercado doméstico, também ganhem o mundo.

Somente no ano passado, cerca de 93 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 658 milhões, o equivalente a R$ 3 bilhões, saíram das esteiras de produção das fábricas verde-amarelas com destino a mercados como Estados Unidos, China, Chile, Argentina, Itália, Emirados Árabes Unidos, entre outros. Confira alguns exemplos de marcas calçadistas que conquistam seus espaços além-fronteiras e têm a internacionalização como estratégia de negócio.

Exportação como estratégia

A coordenadora de Promoção Comercial da Abicalçados, Letícia Sperb Masselli, explica que o trabalho de inserção no mercado externo é muito desafiador. “Quando a empresa opta por exportar a sua marca, a exportação vai muito além de uma compra e venda. É preciso criar um desejo, desenvolver um parceiro que acredite no propósito da sua marca, e tudo isso exige uma estratégia mais consistente”, pontua. Essa inserção de marca própria em outro país/continente representa um planejamento de longo prazo voltado à internacionalização.

Neste contexto, entender o público consumidor de cada mercado, a concorrência nesses lugares e a cultura local são questões fundamentais para que a marca consiga de fato se inserir no exterior. “Ações do Brazilian Footwear como o Edital de Marketing Digital, em que conseguimos subsidiar investimentos das marcas junto ao cliente final dos varejistas, e o Brasil Fashion Now, que tem foco na inserção de marcas com prospecção ativa de clientes que fazem sentido para o posicionamento destas nos mercados, são importantes aliados das empresas nesse processo”, exemplifica Letícia, ao contar que, ao longo das mais de duas décadas de atuação do programa, é visível a evolução obtida pelas empresas brasileiras. Atualmente, 75% das exportações de calçados brasileiros são realizadas por empresas associadas ao Brazilian Footwear.

Apex-Brasil
A gestora do Brazilian Footwear na Apex-Brasil, Mariele Christ, destaca que a Agência, ligada ao Governo Federal, tem o objetivo de levar os diferenciais do Brasil para o mundo e chamar a atenção internacional para o potencial do País, contando não só com o apoio dos Escritórios da Apex-Brasil no Brasil e no exterior, mas também dos Setores de Promoção Comercial no Itamaraty, que conta com mais de 120 postos em diversos países.

Segundo Mariele, mesmo diante de um ano desafiador como o de 2020, a Apex-Brasil apoiou um total de 14,5 mil empresas brasileiras por meio de seus diversos serviços ofertados, número 1,4% superior a 2019. “Do total de empresas apoiadas, mais de seis mil foram novas entrantes, ou seja, não participaram de nenhuma ação da Apex-Brasil nos últimos dois anos, um valor 5,7% superior ao registrado no ciclo anterior”, comemora, ao dizer que o Brazilian Footwear é um dos mais prósperos e antigos projetos setoriais vigentes entre os apoiados pela Agência.

Conheça alguns cases de sucesso no mercado internacional

Schutz nos Emirados Árabes Unidos

Com ações intensivas de marketing na web e nas lojas, a Schutz consegue não só posicionar bem a marca em diversos mercados como também obter excelentes resultados de sell-out por meio de plataformas locais de e-commerce de calçados. Um exemplo concreto é o desempenho que a marca do grupo Arezzo&Co vem tendo nos Emirados Árabes Unidos, que é um mercado de alto poder aquisitivo. O gerente de exportação do grupo, Luís Fernando German, salienta que os EAU apresentaram uma excelente aderência ao perfil da marca.

“Posicionamos a Schutz nas melhores lojas de e-commerce locais, assim como nas melhores vitrines da região. Seja no app do celular, no site ou no varejo físico, o importante é estarmos sempre presente na vida dos clientes”, comenta, ao citar parceiros como Levelshoes.com; Tryano.com; Ounass.com, entre outros. A presença internacional e a construção de marcas voltadas para o público externo estão no DNA do grupo que participa com o apoio do Brazilian Footwear de feiras internacionais, rodadas de negócios e outras ações de prospecção. Além dos resultados no Oriente Médio, as vendas para a Europa e América Latina também se destacam.

Bibi na China

A Bibi tem como destaque positivo a sua atuação no mercado chinês, na qual teve auxílio do Brazilian Footwear. A presidente da empresa, Andrea Kohlrausch, conta que os investimentos naquele mercado iniciaram em 2013, durante missão comercial organizada pelo Programa. “Desde que a marca iniciou os investimentos na China o crescimento tem sido constante. A marca está presente em cidades estratégicas, como Xangai, na loja de departamentos Isetan, localizada na Nanjing Road – um dos destinos comerciais mais disputados da China -, e na capital chinesa, na prestigiosa loja de departamentos SKP Beijing”, lista a empresária. Além das lojas físicas, a Bibi também vende seus produtos on-line em plataformas como Tmall, Taobao e Mei.com. Andrea ressalta que a exportação é, hoje, parte fundamental da estratégia comercial da empresa pois diminui a dependência do mercado interno, aumenta a produtividade e qualifica o produto.

Anatomic Shoes no Reino Unido

Porta de entrada para a internacionalização da AnatomicShoes, o Reino Unido representa 50% do faturamento da marca no exterior. O trabalho neste mercado começou há quase 20 anos e é o mais consolidado dentre os mais de 65 países em que a empresa está presente. A sócia fundadora da marca, Moema Pimentel, conta que eles criaram uma comunidade no país, não só um escritório e um centro de distribuição.

“Estamos em mais de 60 lojas, entre as independentes, múltiplas, grandes redes e de departamento. Também em lojas de vestuário que complementam suas operações com nossos calçados e em alguns consultórios de podologia, onde profissionais oferecem produtos especializados.” A AnatomicShoes conta, ainda, com um e-commerce e marketplace próprio, além de lojas próprias dentro de outros marketplaces. “Queremos maximizar as oportunidades de um estoque e por isso também vendemos pelo social media. Fazemos promoções de publicidades on-line e já fizemos ações com influencers.” A relação já conquistada pela marca com produtoras de conteúdo também ajuda no posicionamento estratégico de inserção em campanhas e na mídia.

Usaflex no Chile

Presente em mais de 50 países, a Usaflex conta com 15 lojas licenciadas no exterior. O gerente de exportações da empresa, Jefferson Berz, frisa que o mercado externo é de grande importância, representando 8% do faturamento. “A Usaflex vê com bons olhos a expansão internacional e concentra grande percentual de seus negócios nos países latino-americanos, com destaque para o Chile”, conta.

Neste país, por exemplo, a empresa conseguiu inserir a marca em uma das principais cadeias varejistas da América Latina. Parceria que, inclusive, foi alcançada por meio de um trabalho que começou em 2019, com a participação no edital de Marketing Digital Internacional do Brazilian Footwear. “O projeto foi fundamental, pois contemplou a criação de anúncios da Usaflex nas plataformas Facebook, Instagram e no site do parceiro local. A marca também trabalhou com e-mail marketing para os consumidores finais. Os resultados foram excelentes, crescimento de 15% nas exportações para esse mercado”, informa o gerente.

Democrata no Paraguai

A presença da Democrata no Paraguai é tão forte que a marca brasileira de calçados masculino já foi reconhecida pelos consumidores locais como uma das marcas mais lembradas no país. E esse reconhecimento é fruto de uma parceria de aproximadamente 18 anos. O gerente de exportação, Anderson Melo, conta ainda que é no mercado paraguaio que está localizada, há cerca de oito anos, uma das lojas licenciadas que a marca tem no exterior.

“Nossa atuação internacional é pulverizada. Estamos presentes em 62 países, em todos os continentes”, frisa, ao dizer que 20% do faturamento da empresa vem da exportação. A estratégia internacional da marca passa pela ativação de lojas licenciadas, multimarcas e e-commerce. “Buscamos uma construção de comunicação e posicionamento junto com o parceiro local que seja alinhada com a cultura de cada mercado”, comenta. Nas próximas semanas, a marca vai lançar um e-commerce próprio na Holanda. “Nosso objetivo é, além de atender os Países Baixos, expandir para outros mercados europeus” , projeta Melo.

Vicenza na Itália

No exterior, o mercado europeu é um dos principais parceiros da Vicenza, que, inclusive, conta com um escritório e showroom na Itália, com parceiro local. O gerente de exportação da empresa, Geison Ferreira, explica que o trabalho de inserção e internacionalização da Vicenza já tem 15 anos e garantiu à empresa solidez nas suas operações, reconhecimento de marca e grande presença em todos os países da Europa.

“Hoje, além de termos showroom na Itália com equipe de vendas nativa e centro de distribuição local, lançamos também nosso (https://www.vicenzaeurope.com/), que nos permitiu um relacionamento mais próximo com os clientes e possibilitou entender melhor o perfil de compra das consumidoras europeias”, destaca o gerente, ressaltando que tais informações têm sido extremamente relevantes para aprimorar a oferta de produtos. Atualmente, 25% da produção da empresa tem como destino o mercado europeu, sendo que a meta é ampliar ainda mais essa presença, especialmente por meio de ações digitais.

Piccadilly no Kuwait

Tratando a exportação como estratégia na empresa, a Piccadilly tem no exterior uma parte importante do seu planejamento, já que 35% do total da receita do grupo provém do mercado internacional. “E hoje, praticamente 100% da nossa exportação é com marca própria”, comemora a gerente de exportação, Bruna Kremer. A Piccadilly está presente em mais de 14 mil pontos de venda em aproximadamente 100 países e conta, ainda, com 25 lojas exclusivas, a maioria em shoppings e centros comerciais, espalhadas pelo mundo.

Destas, 14 estão localizadas no Kuwait. “A presença da Piccadilly no Kuwait começou como distribuição e o parceiro identificou a oportunidade de abrir lojas exclusivas da marca. Nós orientamos com relação ao layout e apoiamos com materiais exclusivos de comunicação”, fala Bruna. No final de 2020, a marca deu início ao projeto de franquias no exterior. E a primeira já está em operação no Equador. Bruna explica que, embora mais de 65% das exportações da empresa tenham como destino os mercados da América Latina e Central, existe um esforço para expansão na Europa e Oriente Médio, com o apoio fundamental do Brazilian Footwear, especialmente em ações digitais no Velho Continente.

Klin nos Estados Unidos

Intensificando a presença da marca no mercado externo nos últimos anos, a Klin está presente em mais de 60 países. E dentre esses mercados, os Estados Unidos é o que mais se destaca. Expostos nas prateleiras de redes segmentadas e em lojas especializadas do mercado estadunidense, os produtos da marca infantil têm resultados cada vez melhores entre os consumidores locais.

“Tivemos um incremento de mais de 100%”, ressalta o CEO da empresa, Rodrigo Righi. O executivo frisa que o trabalho neste país é fruto dos contatos com os compradores internacionais obtidos pelas participações nas feiras presenciais e, agora, digitais, que contam com o apoio do programa Brazilian Footwear. A fabricante aposta na internacionalização da marca como uma oportunidade de expansão. “Além de trazer valor, traz a oportunidade de aparar as arestas com experiências que adquirimos comercializando com mercados distintos”, conclui Righi.

 

Fonte: Assessoria
15/04/2021 0 Comentários 744 Visualizações
Business

Rodadas digitais com compradores russos inscrevem até 15 de abril

Por Caren Souza 13/04/2021
Por Caren Souza

Faltam poucos dias e poucas vagas para findar o prazo de inscrições para as rodadas digitais com compradores da Rússia. A ação, promovida no âmbito do Brazilian Footwear, programa desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ocorrerá entre os dias 21 de junho e 8 de julho.

A analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Ruisa Scheffel, explica que a ação consiste em reuniões virtuais entre empresas calçadistas brasileiras e compradores russos selecionados, sendo que todos os agendamentos são personalizados para cada uma das marcas participantes, de acordo com o tipo de clientes que buscam no mercado em questão.

“As ações digitais ganharam muito impulso em função da pandemia do novo coronavírus e estão sendo buscadas com cada vez mais frequência pelas empresas do setor calçadista. Para essa, já estamos com quase todas as vagas esgotadas”, ressalta a analista, acrescentando que, até mesmo pelos custos mais baixos, as marcas chegam a gerar retornos (ROI) de até 20.000% nesses eventos.

Todas as reuniões são acompanhadas por especialista da Abicalçados e por um consultor especializado naquele mercado como forma de facilitar as negociações. Os investimentos subsidiados são de EUR 750,00 para associados do Brazilian Footwear e de EUR 500,00 para associados ao Programa e também à Abicalçados.

Mais informações pelo e-mail [email protected].

Sobre o Brazilian Footwear

Brazilian Footwear é um programa de incentivo às exportações desenvolvido pela Abicalçados em parceria com a Apex-Brasil. Este programa tem por objetivo aumentar as exportações de marcas brasileiras de calçados através de ações de desenvolvimento, promoção comercial e de imagem voltadas ao mercado internacional. Conheça.  www.brazilianfootwear.com.br /www.abicalcados.com.br/brazilianfootwear.

Sobre a Apex-Brasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a Apex-Brasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. Conheça: https://portal.apexbrasil.com.br/

Fonte: Assessoria
13/04/2021 0 Comentários 508 Visualizações
Business

Evento avalia comportamento do setor calçadista

Por Caren Souza 06/04/2021
Por Caren Souza

Depois de um segundo semestre de breve recuperação no ano passado, o setor calçadista brasileiro voltou a sofrer os impactos do recrudescimento da Covid-19 na atividade. A avaliação setorial, recheada de dados e comparativos com anos anteriores à pandemia, além de projeções para o curto prazo, serão realizadas na primeira edição do Análise de Cenários do ano, no dia 15 de abril. As explanações serão realizadas pela coordenadora de Inteligência de Mercado da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Priscila Linck, e pelo doutor em Economia e consultor setorial, Marcos Lélis.

Priscila adianta que, além das apresentações e avaliações, será lançado o aguardado Relatório Setorial da Indústria de Calçados, publicação que, pelo quinto ano consecutivo, é a fonte oficial de dados e projeções do setor calçadista nacional. “Em 2020, fortemente impactado pela pandemia, tivemos o pior resultado em termos de produção em 16 anos, alcançando 763,7 milhões de pares produzidos, quase 200 milhões a menos do que em 2019. Foi como se tivéssemos ficado dois meses com fábricas inativas”, comenta Priscila, acrescentando que, neste ambiente, a informação de qualidade, com as projeções setoriais, se tornam ainda mais relevantes para a adoção de estratégias assertivas a curto e médio prazos. “O Análise de Cenários, mais uma vez, irá jogar luz nesse quadro ainda muito nebuloso”, projeta a economista.

Assim como no ano passado, o Análise de Cenários será on-line e gratuito mediante inscrições prévias pelo link https://lp.abicalcados.com.br/analisedecenarios. A realização é da Abicalçados com o apoio de sindicatos industriais parceiros.

Fonte: Assessoria
06/04/2021 0 Comentários 611 Visualizações
Business

Calçadistas brasileiros e argentinos unidos contra redução da TEC

Por Caren Souza 26/03/2021
Por Caren Souza

Diante da reunião do Mercosul marcada para ocorrer hoje (26), em Buenos Aires, os calçadistas brasileiros e argentinos deixaram os interesses individuais de lado para combater um inimigo em comum: uma possível redução da Tarifa Externa Comum (TEC). Conforme manifesto assinado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e pela Cámara de la Industria del Calzado da Argentina (CIC), o bloco deve quantificar benefícios incertos antes de avançar na discussão da redução unilateral e gratuita da estrutura tarifária.

Hoje, em virtude do elevado Custo Brasil, não teríamos as mínimas condições de competir em par de igualdade com os produtores asiáticos.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que a entidade é favorável ao livre mercado, mas que qualquer redução tarifária deve ocorrer em concomitância com a redução dos custos produtivos nos países signatários do Mercosul, muito mais elevados do que os praticados nos países asiáticos, por exemplo.

“Hoje, em virtude do elevado Custo Brasil, não teríamos as mínimas condições de competir em par de igualdade com os produtores asiáticos. A redução da TEC provocaria uma invasão de produtos daquele continente a preços muito inferiores aos praticados no mercado interno. Seria um desastre para a indústria calçadista brasileira, que colocaria em risco milhares de empregos e minaria a retomada depois de um ano muito difícil”, alerta Ferreira.

Ele ressalta que, indiretamente, a redução unilateral afetaria ainda as exportações, diante da perda de competitividade das exportadoras brasileiras e argentinas. Atualmente, a TEC é, em média, 35% para entrada de calçados de fora do Mercosul.

Mercado

Com grande parcela brasileira, a indústria calçadista do Mercosul produz mais de 1 bilhão de pares de calçados por ano e gera mais de 300 mil postos de trabalhos diretos em 6,2 mil fábricas. “É uma indústria altamente geradora de empregos, intensiva em mão de obra e que passa por elos com as indústrias do couro, têxtil, plástico, borracha, metalurgia, bens de capital, embalagens, entre outras cadeias produtivas importantes. Enfraquecer essa cadeia traria graves consequências econômicas e sociais para os países signatários do Mercosul”, conclui o dirigente da Abicalçados.

Fonte: Assessoria
26/03/2021 0 Comentários 534 Visualizações
Produção
Business

Produção de calçados soma 763,7 milhões de pares

Por Gabrielle Pacheco 23/03/2021
Por Gabrielle Pacheco

Afetada pela pandemia da Covid-19, a produção de calçados despencou 18,4% em 2020, somando 763,7 milhões de pares, pior número registrado em 16 anos. A exportação de calçados seguiu o ritmo e caiu 18,6%, chegando a 93 milhões de pares embarcados, pior resultado em 30 anos. O reflexo dos registros foi uma queda significativa no emprego gerado pela atividade, que encerrou o ano passado 7,9% menor do que em 2019, somando 247,4 mil postos diretos no Brasil.

Também teremos projeções, por mais difíceis que elas sejam nesse cenário ainda muito incerto.

Esses e muitos outros números e análises micro e macroeconômicas estão disponíveis no Relatório Setorial Indústria de Calçados, que será lançado no próximo dia 15 de abril no evento Análise de Cenários (inscrições no link), realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

A coordenadora de Inteligência de Mercado da associação, Priscila Linck, destaca que a publicação traz dados detalhados do setor, desde produção até exportações por destino, empregos por região brasileira, utilização da capacidade instalada, entre outros. “Também teremos projeções, por mais difíceis que elas sejam nesse cenário ainda muito incerto”, destaca Priscila. O objetivo, segundo Priscila, é auxiliar empresas na adoção de estratégias para o longo do ano, de acordo com o comportamento do mercado no curto e médio prazos.

O Relatório Setorial cruza dados oficiais com ampla pesquisa realizada pela Abicalçados com empresas que respondem por 80% da produção do setor calçadista.

As inscrições são gratuitas por meio de preenchimento do formulário.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
23/03/2021 0 Comentários 704 Visualizações
Business

Setor calçadista gera 10,4 mil postos de trabalho em janeiro

Por Caren Souza 18/03/2021
Por Caren Souza

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos registros do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que o setor calçadista brasileiro gerou 10,4 mil postos de trabalho em janeiro. O registro corresponde a 12% do saldo total gerado pela Indústria da Transformação no período (87 mil postos). Com o resultado, o setor calçadista recupera parte dos 21 mil postos de trabalho perdidos ao longo de 2020, somando um total de 257,87 mil empregos diretos na atividade.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o saldo positivo é reflexo da recuperação experimentada nos últimos meses do ano passado, que refletiram no incremento de 7% na produção de janeiro em relação ao mesmo mês de 2020. Por outro lado, o executivo ressalta que o aumento no número de casos de Covid-19 e o fechamento do varejo físico no País devem frustrar uma recuperação mais substancial ao longo do ano. “Mais de 85% das vendas do setor calçadista são realizadas no mercado interno, sendo 40% destas em São Paulo, estado que sofre com as restrições”, avalia Ferreira.

Estados

Os estados que mais geram empregos no setor calçadista brasileiro são Rio Grande do Sul, com 89,7 mil postos (saldo de +3,66 mil em janeiro); Ceará, com 56,35 mil postos (+914 postos em janeiro); Bahia, com 28,9 mil postos (+1,89 mil postos em janeiro); São Paulo, com 27,6 mil postos (+2 mil postos em janeiro); e Minas Gerais, com 27,45 mil postos (+1,1 mil postos em janeiro).

Fonte: Assessoria
18/03/2021 0 Comentários 500 Visualizações
Business

Liderança feminina no setor calçadista está acima da média nacional

Por Caren Souza 09/03/2021
Por Caren Souza

Fortalecer a inclusão feminina em cargos de liderança é um desafio enfrentado pela sociedade. Desafio este relacionado a uma mudança de cultura que é evidenciada ao longo do mês de março, quando comemora-se o Dia Internacional da Mulher. E essas transições que estão sendo construídas nos mais diversos setores há alguns anos já trazem os primeiros resultados: um deles, dentro das fábricas de calçados do Brasil.

Sabemos que o caminho para essa presença está sendo pavimentado com uma mudança gradual de cultura.

Com mais de 33% dos cargos de liderança ocupados por mulheres, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) a partir da RAIS/MTE, o setor calçadista brasileiro se destaca nacionalmente quanto à participação feminina nas empresas. Afinal, essa presença está acima da média nacional, que é de 25%, segundo a consultoria internacional Grant Thornton.

Ao celebrar essa participação acima da média nas fábricas de sapatos, o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, lembra que existe muito a ser feito no sentido de fortalecer a inclusão feminina, especialmente em cargos de liderança. “Também sabemos que o caminho para essa presença está sendo pavimentado com uma mudança gradual de cultura.”

A seguir, confira como algumas destas lideranças femininas estão ajudando a fortalecer esses passos já dados no setor calçadista para a sequência desta “nova cultura”. Elas estão à frente e fazem parte da diretoria de indústrias de calçados localizadas nas diferentes regiões do País.

Depoimentos de algumas das lideranças femininas do setor

Irá Salles, estilista na Irá Salles

“O Brasil é uma referência na indústria calçadista e me sinto feliz em fazer parte desse setor, no qual sinto que posso ter liberdade de criação.”

Cristine Camila Grings Nogueira, presidente da Piccadilly Company

“É liderar com amor, inspirando, cuidando e extraindo o melhor as pessoas. É acreditar que a combinação dos gêneros e as suas diferenças de visões e atitudes leva a um resultado muito superior.”

Natália Miti, designer na Miti Shoes

“É poder investir no desenvolvimento de outras mulheres. Ainda vivemos um cenário onde a falta de assistência básica à primeira infância (creches e jardins de infância) muitas vezes retira a mulher do mercado de trabalho. Poder assegurar emprego e renda a estas mulheres é humano e tem reflexos na próxima geração.”

Andrea Kohlrausch, presidente da Calçados Bibi

“Aqui na cultura da Bibi, sempre aprendemos que “o seu melhor exemplo é a melhor forma de irradiação”. Não importa o título ou o gênero, diante dos diferentes papéis que tenho, busco desenvolver ações com muita responsabilidade e ética, sejam elas pequenas ou grandes, pois de alguma maneira isso pode influenciar ou impactar diferentes públicos ou stakeholders que nos relacionamos. Desde quando assumi a presidência, continuo engajando a equipe por meio da cultura, seguindo os mesmos valores que permeiam nossa história por mais de 70 anos.”

Ana Fassoni, diretora proprietária da Ana Fassoni

“Felizmente, cada vez mais lideranças femininas despontam e possibilitam uma maior igualdade de gênero em diferentes segmentos. Apesar das dificuldades, as mulheres são capazes de obter resultados brilhantes à frente das empresas no setor calçadista brasileiro.”

Priscila Callegari, designer/ CEO da Ciao Mao

“Sendo mulher, me sinto na obrigação de criar e desenvolver calçados que nos valorizem como mulheres e nos respeitem como indivíduos. Que proporcionem um caminhar firme e confortável em busca de um mundo mais sustentável e igualitário.”

Natália Bischoff, diretora de Branding, Negócios e Operações do Bischoff Group

“É um privilégio, mas, ao mesmo, uma grande responsabilidade! As mulheres já conquistaram muito, mas ainda precisam provar, dia a dia, o quanto são fundamentais para inovar e fortalecer o setor calçadista. Com a nossa sensibilidade, empatia, nosso olhar diferenciado sobre o mundo e, principalmente, com a nossa intensidade para a renovação constante, podemos elevar o sapato do Brasil a novos estágios, de ainda maior relevância para os negócios do País e para a vida das pessoas. E tenho certeza de que faço parte do time feminino que vai fazer isso acontecer!”

Sara Nelice Raymundo Lanzini, co-fundadora, diretora de Estilo e P&D da Vinci Shoes

“Acredito que ser uma liderança no mercado calçadista é um enorme privilégio, pois com meu trabalho posso encantar pessoas, trazer beleza e conforto pro dia a dia de milhares de mulheres e ainda fazer o que amo: flats!
Acredito muito na cooperação e na importância de me cercar de pessoas que dividam o meu sonho e que queiram escrever a história da Vinci ao meu lado. Eu tenho muito orgulho de trabalhar no setor calçadista, seguindo os passos da minha família, mas construindo novas histórias e abrindo novos caminhos.”

Giuliane Roberta Enzweiler, executiva de marketing do Grupo Minuano

“Sempre me inspirei em mulheres fortes que fazem a diferença em suas áreas de atuação. Ser uma dessas lideranças hoje me motiva a continuar incentivando outras mulheres. Fico feliz de poder representar muitas delas no papel que tenho hoje. Que possamos seguir apoiando umas as outras a conquistar cada vez mais.”

Rodaika Diel, diretora da Neorubber

“É desafiador, não há como negar, mas não há motivos para nos sentirmos inferiorizadas. Pelo contrário, vejo no meu papel a responsabilidade de buscar a coragem e o destaque para encorajar outras mulheres a conquistarem seus espaços na sociedade e no nosso mercado calçadista. Se conseguir fazer isso, terei atingido meu propósito e terei ajudado a tornar o nosso setor ainda melhor.”

Luiza Márcia Aleixo Barcelos, diretora Criativa na Luiza Barcelos

“Na Luiza Barcelos, carrego junto aos meus irmãos o legado de Dona Dorinha – uma mulher que teve a coragem de empreender aos 50! A maior das lições que ela deixou foi a de cuidar da empresa como se cuida da família. Levamos no nosso dia a dia, a força, o poder e a sensibilidade feminina. A habilidade de lidar com várias coisas ao mesmo tempo e mesmo assim entregar um resultado impecável.”

Maristela Becker Hübner, CEO da Guilhermina Shoes

“Ser uma liderança feminina para mim é uma questão natural, mas que envolve muitos desafios diários. O conhecimento somado a experiência e a sensibilidade feminina são a base de tudo.”

Juliana Duarte, co-fundadora da Pesh e da Zoez

“Ser uma liderança feminina é um grande desafio, o caminho da mulher é sempre mais complexo. Enfrentamos preconceito, temos que lutar para sermos ouvidas, promovidas e acabamos carregando maiores responsabilidades em casa. O setor calçadista ainda é amplamente liderado por homens, as mulheres têm pouco espaço e acabam não conseguindo alcançar altos cargos. Ainda existe um longo caminho para mudarmos essa realidade, mas acredito que com novas gerações assumindo papéis de liderança a mentalidade também mude.”

Marina Lerbach, proprietária da NUU Shoes

“Felizmente o setor calçadista é mais receptivo às mulheres que outras profissões, o que não significa que não enfrentamos as mesmas dificuldades. Isso tem mudado com as novas gerações, porém, ainda é mais comum vermos homens exercendo trabalhos de direção e gestão, enquanto as mulheres ficam responsáveis por trabalhos rotulados como femininos – como a criação, por exemplo. Para mim, como mulher, ocupar cargos e realizar funções cuja presença maior é masculina é muito gratificante! Ao me tornar referência no mercado calçadista, espero servir de exemplo para que outras mulheres também possam alcançar esses cargos.”

Sarah Chofakian, diretora Criativa da Sarah Chofakian

“Cada vez mais percebemos o impacto das lideranças femininas nos mais diversos ambientes de trabalho. Sinto que comandar uma empresa com poesia inspira a mim e meus colaboradores. Na Sarah Chofakian, sonhamos o mesmo sonho.”

Débora Cholet Zorn, diretora da Ramony Calçados

“”Formada em moda e apaixonada pelo universo calçadista, em 2018 com apenas 25 anos me tornei a sucessão dos meus pais na empresa. Diariamente enfrento muitos desafios, as responsabilidades e tomada de decisões são constantes, porém de contrapartida por ser jovem e mulher, adquirir a confiança e o respeito da minha equipe além de gratificante me encoraja a continuar e enfrentar novos desafios.”

Fabiana Luiza Petri da Silva, sócia diretora da Calçados Satryani

“É ter a oportunidade de agregar valores através de todas decisões tomadas, pensando na valorização humana, na família e na sociedade. Cuidar de uma empresa calçadista é como cuidar de uma grande família! Temos que pensar no bem estar de todos os colaboradores e atender da melhor forma nosso cliente”.

Eduarda Moreira de Freitas, diretora na Byara Calçados

“É uma alegria para mim poder estar a frente do negócio da família e ver tudo o que conquistamos até aqui. Liderar é uma tarefa muito desafiadora, mas também muito gratificante. Tenho muito orgulho do meu trabalho, de tudo que construímos em 20 anos, e do que ainda vamos construir.”

Ana Cláudia McInerney, diretora Criativa da Tip Toey Joey

“É ser e atuar fundamentalmente como mulher a fim de equilibrar as energias masculina e feminina do ambiente empresarial – ainda muito patriarcal, buscando um modelo de gestão alinhado às tendências da sociedade atual a partir de um olhar intuitivo, sensível e empático para gerar uma cultura de força criativa e criadora, que está associada ao universo feminino.”

Rosana Maria de Oliveira Ribeiro, diretora administrativa da Via Malibu

“Acredito que a liderança feminina seja no setor calçadista ou nos mais diversos setores, a consolidação dos resultados concretos das lutas travadas por movimentos feministas que nos antecederam. Eu particularmente busco diariamente conhecimento tanto no nosso setor como em outros que também nos capacitam a sermos melhores. Acredito que posso, isso não tenho dúvidas. Além disso, acredito que fazendo com amor antes de tudo, o negócio automaticamente prospera.”

Maria Fernanda Sodré, proprietária da A Mafalda

“Espero poder ser uma referência feminina para outras mulheres que buscam encontrar o seu sonho de empreender no Brasil! Fazer sapatos é bastante desafiador dentro de um universo muito masculino, mas muito gratificante!”

Fernanda Megalli de Souza Lacerda, gerente administrativa da Zagga

“Eu amo trabalhar com calçados e poder proporcionar junto com todos da equipe Zagga, mais que calçados para nossos clientes, mas sim um meio de transporte que pode levar as pessoas para onde quiserem. Sabemos de todas as dificuldades que cada profissão tem, mas com clareza nos nossos objetivos sabemos que estamos no caminho certo, e que nos mulheres somos mais fortes do que imaginamos. Parabéns para todas as mulheres!”

Fonte: Assessoria
09/03/2021 0 Comentários 676 Visualizações
Business

Poder feminino no franchising: Andrea Kohlrausch é presidente da Calçados Bibi

Por Caren Souza 05/03/2021
Por Caren Souza

Assumir a presidência de uma empresa que é pioneira no segmento de calçados infantis e está em constante crescimento no mercado brasileiro há mais de 70 anos é um desafio e tanto. Liderar uma equipe e mantê-la engajada é fruto de líderes maduros que inspiram colaboradores. Em empresas familiares, como a Calçados Bibi, sucessões no cargo de presidência são inevitáveis com o passar dos anos.

 

um dos maiores desafios vividos profissionalmente, sem dúvida, foi enfrentar o início da pandemia.

O principal desafio é manter o legado e DNA da marca com excelência na próxima gestão. E sabemos que todo o processo é minucioso, ou seja, a passada do bastão não pode e não deve ser feita às pressas. Em abril de 2019, data em que a marca comemorou os 70 anos de atuação da Bibi no Brasil, foi finalizado o processo que contou com várias etapas e durou exatos sete anos. Dessa forma, Andrea Kohlrausch ocupou o lugar de seu pai e antecessor na presidência.

No dia 25 de abril de 2019, o empresário Marlin Kohlrausch, que atuava na empresa há 45 anos, sendo mais de 40 como presidente, terminou seu mandato. Para sucedê-lo, sua filha Andrea foi indicada pelos diretores e pelo Conselho Consultivo para ocupar o cargo de presidente. Na ocasião, a então diretora era responsável pela área de varejo e expansão de franquias da rede. Após o anúncio, a atual presidente contou com todo apoio da diretoria, já que a nomeação para o cargo está em linha com as diretrizes estratégicas do Conselho Consultivo.

Quando o processo começou, os herdeiros da terceira geração começaram a ser desenvolvidos e capacitados para a sucessão. Timing certo para promover tais mudanças. “A minha escolha teve como base o desafio dos próximos anos para perpetuação da marca. Indicar uma diretora que atua na empresa há mais de 20 anos, conhece a operação completa e tem grande conhecimento de varejo e mercado, buscando a evolução da marca para os próximos 70 anos foi a decisão final do conselho. Vale ressaltar que todos os envolvidos que participaram deste processo estavam aptos para atuar como líderes e, após o anúncio, se colocaram à disposição para auxiliar de forma efetiva a nova gestão. Isso é trabalhar em equipe”, revela a presidente da Bibi.

É importante destacar que para que essa movimentação dê certo em toda e qualquer empresa, é preciso que a sucessão seja bem organizada e feita de forma saudável. É possível tornar o negócio ainda mais competitivo, seguindo sempre as diretrizes e os valores da empresa, ou seja, isso nunca pode ser deixado de lado. Na Bibi, o principal norteador é o propósito, que é pra criança ser criança. Assim, Andrea assumiu a 3ª geração recebendo uma empresa saudável em todas as frentes de negócios e com a missão de tornar a Bibi uma marca global de desejo. O foco é evoluir o legado deixado sem mudar a essência da marca, que se manteve viva e sadia por anos.

“Um dos maiores desafios vividos profissionalmente, sem dúvida, foi enfrentar o início da pandemia, em março de 2020. Foi um teste de fogo. No presente, de forma muito intensa, tínhamos que tomar decisões. Estava recém completando 11 meses na posição de presidência. De uma hora para outra, vimos a nossa rede de franquias seguindo decretos, tendo que fechar as portas, bem como as multimarcas do Brasil e parceiros também no exterior. Tudo fechou, tivemos que, de uma hora para outra, conceder férias coletivas nas unidades industriais, home office com times reduzidos e, posteriormente, começamos a administrar reduções de jornada. O início e durante os diversos meses foi como dirigir um carro durante uma tempestade, não tínhamos visibilidade futura sobre quando as lojas físicas poderiam reabrir. Nosso guia, além do foco no caixa, foi resgatar os valores, seguir nosso propósito, acelerar os projetos de transformação digital, direcionar os times para a integração e foco na solução, e buscar em todas as ações a preservação da saúde das pessoas e o equilíbrio na relação com todos os stakeholders. Não vencemos o coronavírus, mas o pior já passou”, finaliza a presidente.

Fonte: Assessoria
05/03/2021 0 Comentários 1,2K Visualizações
calçados
Business

Exportações de calçados brasileiros crescem 13,8%

Por Gabrielle Pacheco 08/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

As exportações de calçados no mês de novembro confirmaram as perspectivas da recuperação gradual no comércio internacional. Assim, dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em novembro, foram embarcados 9,55 milhões de pares brasileiros, 13,8% mais do que no mesmo mês do ano passado. Além disso, o mês somou US$ 53,4 milhões em receita gerada, uma queda de 23,8% em relação a novembro de 2019. Conforme a Abicalçados, o incremento das exportações de chinelos (52% em volume), com valor médio menor, foi fundamental para o resultado. Dessa forma, no acumulado dos 11 meses do ano, foram embarcados 84,48 milhões de pares por US$ 598,73 milhões, quedas tanto em volume (-19,4%) quanto em dólares (-32,8%) em relação ao mesmo ínterim de 2019.

Assim, o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca dois fatores para a recuperação em novembro: o dólar mais valorizado sobre o real, que permitiu preços mais competitivos sem perda de rentabilidade para a indústria; e o desempenho do segmento de chinelos. “Além disso, existe uma tendência de recuperação no mercado internacional, que deve ser confirmada pela vacinação contra a Covid-19 e a liberação dos comércios físicos”, avalia o dirigente. Entretanto, mesmo com a recuperação, para o ano de 2020, Ferreira projeta uma queda na casa de 27%.

Destinos

Entre janeiro e novembro, o principal destino do calçado brasileiro no exterior foi os Estados Unidos. Assim, foram embarcados 8,5 milhões de pares para os EUA, que geraram US$ 126,7 milhões, com quedas de 22% em volume e de 30,9% em receita na relação com o mesmo período do ano passado. Além disso, o segundo destino foi a Argentina, que receberam 7 milhões de pares por US$ 66,32 milhões, quedas tanto em volume (-25%) quanto em receita (-32,3%). Dessa forma, além da queda natural das importações totais dos “hermanos”, o Brasil ainda enfrenta o problema dos atrasos nas licenças para entrada no país vizinho. Por fim, o terceiro destino do período foi a França, para onde foram embarcados 6,46 milhões de pares, que geraram US$ 52 milhões, quedas tanto em volume (-8,4%) quanto em receita (-0,7%) ante igual período do ano passado.

Estados

Nos 11 meses do ano, o principal exportador de calçados do Brasil foi o Rio Grande do Sul, de onde foram embarcados 19,9 milhões de pares por US$ 266,9 milhões. Assim, o estado registrou quedas de 29,2% e 35%, respectivamente, ante período correspondente de 2019. O segundo exportador brasileiro do setor foi o Ceará, de onde partiram 29,27 milhões de pares, que geraram US$ 151 milhões, quedas tanto em volume (-15,6%) quanto em receita (-28,3%) na relação com o mesmo intervalo do ano passado. Assim, o terceiro maior exportador do período foi São Paulo, com o embarque de 5,8 milhões de pares por US$ 60 milhões, quedas de 19,3% e 37,7%, respectivamente, ante 2019.

Importações do Vietnã aumentam 10,3%

Mesmo com a alta valorização do dólar, o crescimento de 10,3% em receita e de 0,3% em volume das importações de calçados do Vietnã, principal origem do calçado importado pelo Brasil, foram destaque no mês de novembro (US$ 10,96 milhões e 586 mil pares). Assim, no mês 11, entraram no Brasil um total de 1,1 milhão de pares, pelos quais foram pagos US$ 19,6 milhões. Assim, com quedas de 23,8% em volume e de 4,8% em receita na relação com o mesmo mês do ano passado.

“Mesmo com as importações totais em queda, preocupa as importações de calçados do Vietnã, que chegam ao Brasil com valores abaixo dos praticados pelo mercado e que podem prejudicar a produção nacional”, explica Ferreira. Assim, ele destaca que a Abicalçados está atenta ao fato e solicitou, além da renovação do antidumping contra o calçado chinês – que vence em março do ano que vem – , a ampliação dos países alvos da ação para Vietnã e Indonésia.

Por fim, no acumulado dos 11 meses de 2020, as importações somaram 19,64 milhões de pares e US$ 281 milhões, quedas de 24,8% em volume e de 18,6% em receita na relação com igual período do ano passado. As principais origens foram Vietnã (9 milhões de pares e US$ 163 milhões, quedas de 18,5% e 5% ante 2019), Indonésia (2,75 milhões de pares e US$ 45 milhões, quedas de 39% e 38%, respectivamente) e China (5,82 milhões de pares e US$ 33,32 milhões, quedas de 24% e 25%, respectivamente).

Além disso, em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – as importações dos 11 meses somaram US$ 17,83 milhões, 37% menos do que em 2019. As principais origens foram Vietnã, China e Paraguai

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
08/12/2020 0 Comentários 727 Visualizações
Movimento
Variedades

Cadeia coureiro-calçadista promove rodadas de negócios virtuais

Por Gabrielle Pacheco 14/09/2020
Por Gabrielle Pacheco

Visando promover negócios por meio da conexão entre produtoras de calçados e fornecedores de componentes, couros, máquinas e prestadores de serviços, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Instituto Brasileiro do Couro e do Calçado (IBTeC), Instituto By Brasil (IBB), Sebrae/RS e Senai promovem as Rodadas de Negócios da Cadeia Produtiva do Calçado. Realizadas nos dias 6, 7 e 8 de outubro, as rodadas virtuais acontecem durante a Semana do Calçado 2020.

O gestor de Projetos da Abicalçados, Cristian Schlindwein, explica que o objetivo é facilitar a conexão entre fornecedores e calçadistas neste momento de restrições aos encontros físicos em função da pandemia do novo coronavírus. “Mapearemos, por meio de um breve questionário, os serviços buscados por cada um dos calçadistas e faremos o casamento com fornecedores desses serviços, organizando agendas de encontros virtuais”, ressalta o gestor. As inscrições das empresas são gratuitas e podem feitas através do questionário de interesse no link. Posteriormente, todos inscritos serão contatados para avaliarem a agenda proposta de reuniões virtuais que serão realizadas por meio da plataforma Inspiramais Digital”, ressalta o gestor.

Durante a Semana do Calçado, a Abicalçados terá, ainda, o papel de apresentar o Origem Sustentável, programa de sustentabilidade focado para as empresas de calçados e fornecedores que mantêm processos produtivos sustentáveis não somente no quesito ambiental, mas também social, cultural e econômico. A apresentação será ministrada por Schlindwein a partir das 8 horas do dia 6 de outubro, na mesma plataforma das rodadas, a Inspiramais Digital.

Semana do Calçado

Realizada pelas entidades representantes da cadeia coureiro-calçadista, institutos de tecnologia e de fomento à atividade empresarial desde 2015, a Semana do Calçado acontece pela primeira vez no formato 100% digital, com foco na promoção de negócios e capacitação por meio de informação qualificada com alguns dos profissionais mais respeitados do mercado setorial.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/09/2020 0 Comentários 569 Visualizações
Notícias mais recentes
Notícias mais antigas

Edição 305 | Abr 2026

Entrevista | Sergio Luis Patzlaff aborda o impacto da gestão incremental para gerar resultados

Especial | ACI promove exposição fotográfica histórica em comemoração aos 99 anos de NH

Business | Reunindo política e negócios, Romeu Zema visita Calçados Beira Rio S.A.

Moda | Tricofest chega a sua 5ª edição com as principais tendência outono/inverno

Acompanhe a Expansão

Facebook Twitter Instagram Linkedin Youtube

Notícias mais populares

  • 1

    Após empatar série, União Corinthians encara o Flamengo de novo nesta segunda

  • 2

    Cidades atendidas pelo Sebrae RS são destaque em ranking nacional de desburocratização

  • 3

    Canoas Shopping completa 28 anos com R$ 15 milhões em investimentos

  • 4

    Fashion Experience, a passarela onde tudo começa: Calçados Beira Rio S.A.

  • 5

    Campo Bom testa materiais para pavimentação de ruas

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Linkedin
  • Youtube
  • Email

© Editora Pacheco Ltda. 1999-2022. Todos os direitos reservados.


De volta ao topo
Expansão
  • INÍCIO
  • NOIVAS
  • CATEGORIAS
    • Business
    • Cidades
    • Cultura
    • Ensino
    • Gastronomia
    • Moda e beleza
    • Projetos especiais
    • Saúde
    • Variedades
  • EDIÇÕES ONLINE
  • Bicentenário
  • SOBRE
  • ASSINE
  • FALE CONOSCO