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agrotóxicos

Cidades

São José do Hortêncio realiza ação de prevenção à intoxicação por agrotóxicos

Por Jonathan da Silva 14/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de São José do Hortêncio realizaram uma ação educativa voltada à prevenção da intoxicação por agrotóxicos entre trabalhadores rurais do município. A atividade ocorreu na segunda-feira (11), durante o recebimento e a entrega das embalagens de defensivos agrícolas. A iniciativa teve como objetivo orientar agricultores sobre os riscos da exposição inadequada aos produtos químicos, além de reforçar medidas de proteção à saúde e ao meio ambiente.

Durante a ação, as equipes técnicas prestaram orientações sobre os diferentes tipos de intoxicação causados por agrotóxicos, incluindo casos agudos e crônicos. Também foram abordados sintomas frequentes relacionados à contaminação, como dores de cabeça, tontura, náuseas, irritações na pele e dificuldades respiratórias.

Orientações sobre formas de contaminação

Os trabalhadores rurais receberam informações sobre as principais formas de contaminação por agrotóxicos, que podem ocorrer pelo contato com a pele, pela respiração ou pela ingestão dos produtos.

As equipes destacaram a importância do uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), entre eles luvas, máscaras, botas, óculos de proteção e roupas impermeáveis. Segundo os organizadores, os equipamentos são fundamentais para reduzir os riscos durante o manuseio e a aplicação dos defensivos agrícolas.

Cuidados durante a aplicação

Além das orientações sobre proteção individual, os agricultores também foram instruídos sobre cuidados necessários durante a aplicação dos produtos. Entre os fatores destacados estão as condições climáticas, como temperatura, vento e umidade, que podem influenciar na segurança da aplicação.

A atividade ainda incluiu informações sobre higienização e conservação dos EPIs, armazenamento adequado dos produtos químicos e descarte correto das embalagens de agrotóxicos.

Primeiros socorros

Outro tema tratado durante a ação foi a adoção de medidas de primeiros socorros em casos de intoxicação. As equipes reforçaram a necessidade de procurar atendimento médico imediatamente diante de qualquer suspeita de contaminação.

Preservação ambiental

A ação também destacou a importância da preservação ambiental por meio do descarte correto das embalagens e do uso consciente de defensivos agrícolas. De acordo com a administração municipal, o município seguirá promovendo atividades voltadas à saúde, segurança e qualidade de vida da população rural de São José do Hortêncio.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/05/2026 0 Comentários 95 Visualizações
Projetos especiais

Coleta de embalagens de agrotóxicos começa nos Vales do Rio Pardo e Taquari

Por Jonathan da Silva 11/08/2025
Por Jonathan da Silva

Entre 11 de agosto e 23 de setembro, produtores de tabaco de 19 municípios dos Vales do Rio Pardo e Taquari poderão destinar corretamente embalagens vazias de agrotóxicos, desde que tríplice lavadas, perfuradas e secas. A ação integra o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, realizado pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

O roteiro passará por quase 200 pontos de coleta nos municípios de Bom Retiro do Sul, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Candelária, Cerro Branco, Cruzeiro do Sul, General Câmara, Mato Leitão, Novo Cabrais, Pantano Grande, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Clara do Sul, Santa Cruz do Sul, Taquari, Vale do Sol, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz. O cronograma detalhado foi informado diretamente aos produtores participantes.

Procedimento e destino final

Segundo a coordenadora do programa, Fernanda Viana Bender, ao destinar corretamente as embalagens, os produtores cumprem a legislação e recebem comprovantes válidos em caso de fiscalização. “Além disso, a destinação correta garante a reciclagem das embalagens. Para isso, elas precisam estar tríplice lavadas, perfuradas e secas”, orienta Fernanda.

Após a coleta, os recipientes seguem para centrais credenciadas, onde são separados e enviados a unidades recicladoras, sendo transformados em produtos plásticos como materiais de construção civil e novas embalagens para produtos químicos.

O que é o programa

Criado antes mesmo da legislação de 2002 sobre o tema, o programa completa 25 anos em 2025 e atualmente percorre 1,8 mil pontos de coleta em 385 municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O recolhimento contempla embalagens usadas tanto na produção de tabaco quanto em outras culturas das propriedades. No Paraná, empresas do setor apoiam iniciativas semelhantes de centrais locais de recebimento.

Foto: Banco de imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/08/2025 0 Comentários 359 Visualizações
Projetos especiais

Produtores de tabaco de SC podem devolver embalagens de agrotóxicos em programa

Por Jonathan da Silva 26/02/2025
Por Jonathan da Silva

Produtores de tabaco das regiões do litoral e do centro norte de Santa Catarina podem realizar a devolução de embalagens vazias de agrotóxicos durante o mês de março. O Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, conduzido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), percorrerá 41 municípios litorâneos até o dia 12 de março. Entre os dias 17 de março e 8 de abril, serão atendidos 14 municípios da região centro norte do estado.

De acordo com a assessora técnica do SindiTabaco, Fernanda Viana, os produtores que participam da iniciativa recebem comprovantes válidos para os órgãos de fiscalização ambiental, em conformidade com o Decreto 4.074/2002, que regulamenta a devolução de embalagens de agrotóxicos aos estabelecimentos de origem. “Orientamos os produtores para que façam a tríplice lavagem dos recipientes, que estejam perfurados e com as tampas removidas para devolução, com o objetivo de garantir a possibilidade de reciclagem e transformação em outros insumos plásticos”, afirmou Fernanda.

Após a coleta, as embalagens são encaminhadas para centrais credenciadas, onde são separadas e enviadas a unidades recicladoras. Segundo o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inPEV), 93% do material coletado no Brasil é reciclado. A região Sul é responsável por 84% das mais de 4 mil operações itinerantes de recebimento realizadas anualmente no país.

História do programa e impacto ambiental

Criado no ano 2000 pelo SindiTabaco e suas empresas associadas, em parceria com a Afubra, o programa antecedeu a legislação sobre logística reversa, estabelecida pelo Decreto 4.074/2002 e pelo Sistema Campo Limpo. Atualmente, percorre 1,8 mil pontos de coleta em 385 municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. No Paraná, iniciativas semelhantes contam com o apoio de empresas do setor.

Com um índice de reciclagem de 93%, o Brasil lidera mundialmente a destinação ambientalmente correta de embalagens plásticas de defensivos agrícolas. O país supera outros locais que possuem programas semelhantes, como França (77%), Canadá (73%) e Estados Unidos (33%). O alto índice é possível devido às práticas adotadas pelos produtores, como a tríplice lavagem e perfuração dos recipientes, exigidas pelas centrais do inPEV.

Os produtores de tabaco, que costumam diversificar sua produção com outras culturas, podem utilizar o programa para a devolução de embalagens utilizadas em qualquer cultivo. Estudos indicam que o tabaco está entre as culturas que menos demandam o uso de agrotóxicos.

O SindiTabaco

Fundado em 1947, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) tem sede em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, principal polo de produção e beneficiamento de tabaco do mundo. A entidade, que inicialmente era o Sindicato da Indústria do Fumo, ampliou sua atuação ao longo dos anos e, desde 2010, passou a abranger todo o território nacional, exceto Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Com 14 empresas associadas, o SindiTabaco concentra suas atividades na Região Sul, onde 94% do tabaco brasileiro é produzido, envolvendo cerca de 626 mil pessoas no meio rural em 509 municípios. Mais detalhes podem ser acessados em sinditabaco.com.br.

Foto: SindiTabaco/Banco de Imagens/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/02/2025 0 Comentários 426 Visualizações
Business

Iniciativa recolhe embalagens vazias de agrotóxicos há 22 anos

Por Amanda Krohn 24/10/2022
Por Amanda Krohn

A primeira coleta do Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos foi realizada em 23 de outubro de 2000, dois anos antes da legislação sobre logística reversa ser instituída. A ação faz parte de uma iniciativa pioneira do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), e beneficia atualmente 106 mil produtores de 381 municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. No Paraná, iniciativas semelhantes são apoiadas pelas empresas associadas ao SindiTabaco.

Até setembro de 2022, o programa já havia possibilitado o destino correto para 18,8 milhões de embalagens. Neste volume estão incluídas também os recipientes dos produtos usados pelos produtores de tabaco nas demais culturas que desenvolvem em suas propriedades, já que em sua grande maioria são agricultores que diversificam suas atividades. Após coletados pelas equipes de recebimento, as embalagens vão para centrais credenciadas pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), onde há separação seletiva e encaminhamento para empresas recicladoras.

Segundo o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, o programa de recebimento de embalagens surgiu antes da legislação vigente, com o propósito de preservar o meio ambiente e garantir a saúde e segurança dos produtores que optam pela correta destinação das embalagens. Os produtores são orientados a proceder a tríplice lavagem dos recipientes e a armazená-los no depósito de agrotóxicos até o momento da sua devolução, que ocorre em pontos de recebimento posicionados em locais estratégicos nas regiões produtoras de tabaco, proporcionando comodidade aos produtores, evitando grandes deslocamentos.

“Quando iniciamos o programa, no ano 2000, de forma pioneira, a sigla ESG sequer existia. Hoje, a ação é, certamente, um modelo para outros setores do agro no quesito logística reversa, mas também no zelo pelo meio ambiente e pela segurança dos produtores e das comunidades beneficiadas, além do cumprimento da legislação que trata do assunto”, avalia Schünke.

Ao todo, 10 regiões fazem parte dos roteiros itinerantes, contemplando 1,8 mil pontos de coleta. Em Santa Catarina: Alto Vale, Centro Norte, Litoral e Oeste; e no Rio Grande do Sul: Centro Serra, Centro, Noroeste, Serra Planalto, Sul e Vale do Rio Pardo e Taquari. Até o dia 23 de novembro, as equipes do Programa de Recebimento de Embalagens cumprem o itinerário previsto em 98 municípios da região Oeste de Santa Catarina. A partir de 28 de novembro, a coleta itinerante será pela região gaúcha dos Vales do Rio Pardo e Taquari, passando por 19 municípios em programação que irá até 8 de fevereiro de 2023.

Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/10/2022 0 Comentários 675 Visualizações
Business

Centro Norte catarinense tem coleta itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos

Por Milena Costa 13/06/2021
Por Milena Costa

Depois de uma pausa devido ao agravamento da pandemia de COVID-19, a coleta itinerante do Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos retoma as atividades na região Centro Norte catarinense. Seguindo todos os protocolos e recomendações sanitárias, a partir do dia 14 de junho, produtores de tabaco de 14 municípios poderão realizar a devolução das embalagens tríplice lavadas com comodidade e segurança, em pontos de coleta localizados próximos às suas propriedades.

A coleta inicia em Porto União e Irineópolis, seguindo para Bela Vista do Toldo. Ainda em junho, percorre Canoinhas, Major Vieira, Papanduva, Monte Castelo, Timbó Grande e Mafra. No mês de julho, os caminhões do programa estarão em Três Barras, Campo Alegre, São Bento do Sul, Rio Negrinho e Itaiópolis.

Confira os pontos de coleta e horários em cada município. (clique aqui)

“Além do cumprimento da legislação, o programa é um investimento das empresas associadas ao SindiTabaco em direção à preservação da saúde e segurança dos produtores e à proteção ambiental, objetivos prioritários do programa”

No momento da entrega, os produtores recebem comprovantes para apresentação aos órgãos ambientais, atendendo aos preceitos estabelecidos decreto 4.074/2002. “Além do cumprimento da legislação, o programa é um investimento das empresas associadas ao SindiTabaco em direção à preservação da saúde e segurança dos produtores e à proteção ambiental, objetivos prioritários do programa”, afirma o coordenador Carlos Sehn.

Foto: Divulgação/Junio Nunes | Fonte: Assessoria
13/06/2021 0 Comentários 568 Visualizações
audiência
Variedades

Audiência pública debate o impacto de agrotóxicos na água potável

Por Gabrielle Pacheco 27/11/2020
Por Gabrielle Pacheco

Uma audiência pública debate o impacto do uso de agrotóxicos nos mananciais de água potável nesta sexta-feira (27), a partir das 14h. Assim, especialistas e entidades fazem exposições sobre o tema, onde terá também a participação do público em geral. A iniciativa é uma promoção conjunta do Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FGCIA) e do Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT), e é intitulada “A Potabilidade da Água para Consumo Humano e Comunicação de Riscos por Conta do Uso de Agrotóxicos”.

A audiência será online e poderá ser acessada através do link: https://www.youtube.com/watch?v=PPde3kfk8aQ&feature=youtu.be. Assim, o objetivo é fazer um balanço das questões mais importantes sobre o tema, coletar informações, receber denúncias e propor encaminhamentos. Além disso, embora não seja o modelo ideal para uma atividade dessa natureza, a videoconferência é o método adequado no momento devido à pandemia da covid-19.

O evento terá a participação de coordenadores das entidades, bem como do público externo. Além disso, representantes de entidades públicas e privadas, organizações e movimentos sociais também participam da audiência. Estão na pauta manifestações e apresentações de engenheiros, químicos e pesquisadores que investigam os efeitos do uso de agrotóxicos em cursos de água potável. Por fim, a situação das normas a respeito do tema também estará em pauta.

“Quando se trata da água que bebemos todos os dias, qualquer possibilidade de contaminação por agentes tóxicos ou maliciosos deve ser analisada com nossa máxima atenção. Assim, no FGCIA, elegemos para atuação prioritária em 2020 essa questão do impacto dos agrotóxicos na água potável”, conta o procurador do MPT-RS Noedi Rodrigues da Silva, coordenador do FGCIA.

Programação da audiência

14h – Abertura do evento.

14h10 – Atuações do Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e do Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos.

14h30 – Palestra de Sílvia Thaler – Coordenadora do GT Agrotóxicos do CEVS/SES, e Camila Azambuja, Engenheira Química e Coordenadora do VIGIÁGUA, “Avaliação da qualidade da água para consumo humano no município de Vacaria no ano de 2019 – estudo de caso”.

15h10 – Palestra da Dra. Sônia Corina Hess, Engenheira Química da UFSC, “A presença de agrotóxicos em águas de abastecimento de Santa Catarina”.

15h50 – Palestra do Dr. Rafael Kopschitz Xavier Bastos, Professor Titular da Universidade Federal de Viçosa, “Regulamentação de agrotóxicos em normas de qualidade da água para consumo humano”.

16h30 – Participação do público externo através de inscrições prévias.

17h20 – Entidades públicas ou privadas, bem como movimentos sociais organizados participantes da audiência, no limite de 12 (doze) inscrições de cinco minutos para cada intervenção.

18h20 – Encaminhamentos e encerramento do evento

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/11/2020 0 Comentários 682 Visualizações
logística reversa
Business

Duas décadas de referência em logística reversa

Por Gabrielle Pacheco 22/10/2020
Por Gabrielle Pacheco

O tabaco está entre as culturas agrícolas que menos utiliza agrotóxicos, de acordo com diversas pesquisas realizadas nos últimos anos. Ainda assim, ao longo das últimas décadas, ele foi precursor na logística reversa das embalagens vazias de agrotóxicos. Assim, nesta sexta-feira (23) o setor do tabaco chega à marca de 20 anos de sucesso em termos de logística reversa de resíduos sólidos. Até o momento foram mais de 17 milhões de embalagens recolhidas.

“Os números podem levar à falsa interpretação de que a cadeia produtiva do tabaco utiliza uma carga elevada de agrotóxicos. Entretanto, os estudos têm demonstrado exatamente o oposto. Isso porque o tabaco está entre as culturas que menos utiliza agrotóxicos e, ao mesmo tempo, é um dos setores mais comprometidos na correta destinação dos recipientes tríplice lavados”, avalia o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.

Pioneirismo na causa

O primeiro recolhimento aconteceu no ano 2000, na localidade de Rio Pardinho, interior de Santa Cruz do Sul (RS). De lá para cá, 411 municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina são atendidos pela coleta itinerante que percorre cerca de 1,8 mil pontos de recebimento no meio rural nos dois estados. Assim, o programa beneficia mais de 117 mil produtores de tabaco gaúchos e catarinenses, com comodidade e segurança na devolução dos recipientes em pontos de coleta localizados próximos de suas propriedades.

Além disso, desde 2015 o programa de logística reversa apresentou uma novidade que está facilitando a coleta de dados e tornando mais fácil a gestão dos roteiros percorridos. Os registros que antes eram feitos de forma manual, passaram a ser feitos por um aplicativo. Com isso, o novo formato de gestão dos dados do programa contempla o uso de dispositivos móveis (tablets) para o lançamento da quantidade de embalagens entregues por produtor. No momento da entrega, o cadastro do produtor é atualizado e este recebe o comprovante de entrega das embalagens, com o registro da data e da quantidade de recipientes entregues.

“Com o software, temos um programa ainda mais eficaz em termos de gestão, uma vez que o processo de geração de relatórios ficou facilitado, mais ágil e ainda permite o acompanhamento da coleta em tempo real. Além do cumprimento da legislação, foi mais um investimento e um avanço em direção à preservação da saúde e segurança dos produtores e à proteção ambiental, objetivos prioritários do programa”, afirma o coordenador Carlos Sehn.

O programa, criado em 2000, é desenvolvido de forma itinerante pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, com o apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). Assim, ele tem como objetivo preservar o meio ambiente e evitar o descarte inadequado de embalagens vazias de agrotóxicos, protegendo assim a saúde e a segurança dos produtores de tabaco e de suas famílias.

Atualmente, o programa percorre dez roteiros distintos que abrangem todas as regiões produtoras de tabaco gaúchas e catarinenses. No Paraná, iniciativas semelhantes realizadas pelas centrais locais são apoiadas pelas empresas associadas ao SindiTabaco.

Legislação

Desde 2002, o programa também tem como objetivo atender aos preceitos estabelecidos pela legislação vigente. O Artigo 53, do Decreto 4.074/2002, determinou que “usuários de agrotóxicos e afins devem efetuar a devolução das embalagens vazias e respectivas tampas aos estabelecimentos comerciais em que foram adquiridos”. A legislação também prevê responsabilidades por parte dos canais de distribuição, dos produtores, das indústrias fabricantes e do poder público.

Brasil é referência na logística reversa

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), no Brasil 94% das embalagens são recicladas, transformadas novamente em embalagem do mesmo produto ou incineradas em local apropriado. Na França, esse índice de reaproveitamento é de 75%; no Canadá e na Alemanha, de 70%, no Japão, de 50%, e nos EUA de apenas 30%.

Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/10/2020 0 Comentários 714 Visualizações
Variedades

Embalagens vazias de agrotóxicos serão recolhidas em 65 municípios gaúchos

Por Gabrielle Pacheco 24/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A partir da próxima segunda-feira, o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos percorre duas regiões gaúchas: de 27 de julho a 10 de agosto estará na região Serra Planalto e de 12 de agosto a 28 de outubro no Sul do Rio Grande do Sul. No período serão atendidos 65 municípios pela ação desenvolvida pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

Prestes a completar 20 anos em outubro, o programa já destinou corretamente mais de 16,5 milhões de embalagens e contribui para a preservação do meio ambiente e da saúde e segurança do produtor e sua família. Cerca de 2 mil pontos de coleta em localidades rurais dos municípios produtores de tabaco do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina são visitados anualmente, beneficiando quase 120 mil produtores. No Paraná, iniciativas semelhantes realizadas pelas centrais locais são apoiadas pelas empresas associadas ao SindiTabaco.

A coleta segue as novas regras de distanciamento social e os produtores são orientados a comparecer aos pontos fazendo uso de máscara facial. “Temos adotado todos os procedimentos de segurança definidos pelas autoridades de saúde, como a sinalização de distanciamento, utilização da máscara e disponibilização de álcool em gel para a higienização das mãos dos produtores”, destaca Carlos Sehn, coordenador do programa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/07/2020 0 Comentários 682 Visualizações
Variedades

Programa retoma atividades de logística reversa no Centro Serra gaúcho

Por Gabrielle Pacheco 26/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Depois de ser temporariamente suspenso por conta da Pandemia de Covid-19, o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos retoma as atividades no dia 1° de junho. Com o retorno das ações, serão atendidos 23 municípios da Região Centro Serra do Rio Grande do Sul que constavam no roteiro cancelado em função da pandemia.

Na próxima segunda-feira, 1º, o recebimento acontece em sete localidades de Passa Sete. Na terça-feira, 2, as equipes percorrem outras quatro comunidades do município e circulam ainda em quatro localidades de Sobradinho. Para o dia 3, a coleta continua em quatro pontos de Sobradinho e em três locais no município de Segredo. Já de 8 a 10 de junho, o recebimento percorre outras dez localidades de Segredo e os pontos de coleta em Ibarama e Lagoa Bonita do Sul.

A partir de 15 de junho, a coleta de recipientes vazios continuará em mais três localidades de Lagoa Bonita do Sul e atenderá também os produtores de Arroio do Tigre, Estrela Velha e Salto do Jacuí, Tunas, Lagoão, Jacuizinho, Campos Borges, Herveiras e Sinimbu. De 2 a 7 de julho será a vez de Gramado Xavier, Canudos do Vale e Forquetinha. Em Barros Cassal a coleta vai de 8 a 14 de julho; na sequência, as equipes abrangerão os produtores de Marques de Souza, Progresso, Travesseiro e Boqueirão do Leão, encerrando o roteiro no município de Sério, no dia 22 de julho.

Segundo o coordenador do programa, Carlos Sehn, a pausa foi necessária para adequação das equipes de trabalho às novas regras de distanciamento social, bem como para a comunicação aos produtores que devem comparecer aos pontos de coleta fazendo uso de máscara facial. “As equipes da Agrovete, empresa terceirizada que realiza a coleta das embalagens, adotarão todos os procedimentos de segurança definidos pelas autoridades de saúde, como a sinalização de distanciamento e disponibilização de álcool em gel para a higienização das mãos dos produtores. Os técnicos das empresas de tabaco estarão nos pontos de coleta para auxiliar e orientar os produtores em relação aos cuidados a serem observados”, destaca Sehn.

O roteiro completo está disponível no site do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) que promove a ação em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). Prestes a completar 20 anos, em outubro, o programa contribui para a preservação do meio ambiente e da saúde e segurança do produtor e sua família. Acesse o roteiro completo

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/05/2020 0 Comentários 651 Visualizações
Variedades

Estudo compara o uso de defensivos no agronegócio

Por Gabrielle Pacheco 03/03/2020
Por Gabrielle Pacheco

Dois professores da USP analisaram a demanda de agrotóxicos em diversas culturas de alimentos no Brasil. O apontamento, que analisou constatou que o tomate apresenta a maior demanda por defensivos agrícolas, com 46,87 quilos de ingrediente ativo por hectare, seguida pelas culturas da maçã e batata inglesa. No outro ponto do espectro, as culturas com menor demanda são as culturas da banana, tabaco e feijão, com respectivamente 0,48, 1,01 e 1,22 kg IA/ha, bem abaixo da média dos 19 produtos analisados (4,90 kg IA/ha).

O estudo tomou como ponto de partida os dados mais recentes do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDVEG), de 2016, e contou ainda com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDAG) e do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE).

Segundo os pesquisadores, José Otávio Machado Menten e Lourival Carmo Monaco Neto, a utilização de defensivos varia muito entra as culturas por diversas questões. “Algumas culturas, como maçã e batata inglesa, que apresentaram maior suscetibilidade às doenças, demandam maiores níveis de proteção. Por outro lado, culturas como a cana-de-açúcar apresentam menor demanda, pois são acometidas por menos doenças. No caso dessa cultura especificamente, o uso de defensivos é majoritariamente composto por herbicidas”, avaliam.

Segundo os pesquisadores, José Otávio Machado Menten e Lourival Carmo Monaco Neto, a utilização de defensivos varia muito entra as culturas por diversas questões. “Algumas culturas, como maçã e batata inglesa, que apresentaram maior suscetibilidade às doenças, demandam maiores níveis de proteção. Por outro lado, culturas como a cana-de-açúcar apresentam menor demanda, pois são acometidas por menos doenças. No caso dessa cultura especificamente, o uso de defensivos é majoritariamente composto por herbicidas”, avaliam.

As três culturas com maior demanda relativa (tomate, maçã e batata inglesa), por exemplo, requerem um uso bastante intensivo de fungicidas. Essa é uma característica agronômica dessas culturas, que são suscetíveis a uma variedade maior de doenças fúngicas. Para a cultura do tabaco foi encontrado um valor de 1,01g IA/ha da demanda relativa de defensivos agrícolas por hectare, apresentando-se como a segunda menor demanda relativa entre as 19 culturas analisadas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/03/2020 0 Comentários 774 Visualizações
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