A Prefeitura de Montenegro anunciou a retomada do setor de obstetrícia do Hospital Montenegro (HM), que havia sido fechado nos últimos três meses em meio à crise financeira da instituição. Desde a última sexta-feira (24), uma articulação entre o município, o hospital e prefeituras da região garantiu a volta dos partos por pelo menos três meses. O funcionamento será mantido por meio do rateio de um custo mensal de R$ 250 mil entre as cidades participantes.
Os detalhes da medida foram apresentados em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, com a presença do prefeito Gustavo Zanatta (Republicanas), da secretária municipal da Saúde, Andreia Coitinho, e do diretor executivo do HM, Jeferson Alonso.
Crise e atendimento fora da cidade
Com o fechamento do setor, a Secretaria Municipal da Saúde passou a encaminhar gestantes para outras casas de saúde. Segundo a Prefeitura, o investimento nesse período superou R$ 130 mil para garantir os nascimentos em hospitais da região.
A retomada do serviço busca restabelecer o atendimento local e reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para outros municípios.
Divisão de custos
Montenegro ficará responsável pela maior parcela do custeio, no valor de R$ 124 mil mensais. As demais cotas foram definidas conforme o tamanho populacional de cada município participante.
Já confirmaram aporte financeiro as prefeituras de Salvador do Sul, Harmonia, Tupandi, Brochier, Tabaí, Pareci Novo, Maratá e São José do Sul. Conforme a administração municipal montenegrina, novas adesões ainda podem ocorrer nos próximos dias.
Busca por apoio estadual
Para viabilizar a continuidade do serviço após o período inicial de três meses, o prefeito Gustavo Zanatta informou que teria reunião com o Governo do Estado ainda nesta segunda-feira. “Estamos mobilizados para garantir a retomada definitiva da obstetrícia no HM. A Prefeitura está fazendo sua parte, e muitos municípios da região também. Precisamos do apoio do Governo Estadual com verbas que financiem estes serviços”, afirmou o chefe do executivo montenegrino.


