Morro Reuter realiza o 8º Café na Colônia dias 4 e 5 de julho

Por Marina Klein Telles

Morro Reuter se prepara para o 8º Café na Colônia que ocorre nos dias 4 e 5 de julho. O evento com gostinho da colônia celebra a produção do interior e resgata a tradição do Café com Mistura, precursor do que veio a se tornar o café colonial e que nasceu em Morro Reuter. Serão dois dias de café no Salão Paroquial Imaculada Conceição (Rua João XXIII) e de atividades nos arredores da Praça Municipal José Paulo Sabá Meyrer como Arte na Praça (arte, artesanato e produtos à base de lavanda), 4º Encontro de Carros Antigos, rústica com a corredora Marlei Willers, jogos germânicos, feira colonial, desfile rural temático, e shows musicais. “O evento comemora a produção do campo que é um setor importante da nossa economia. É o sustento de muitas famílias e se reflete no comércio local. Serão todos muito bem-vindos para celebrar a produção do campo e se deliciar com um café servido à mesa”, destaca o prefeito Airton Bohn. A expectativa é de reunir cerca de 20 mil pessoas que, além de se deliciar com o café, ainda poderão conferir diversas atrações culturais.

A realização é da Prefeitura de Morro Reuter e da Associação Cultural de Morro Reuter com patrocínio de Sicredi Pioneira, Secretaria de Desenvolvimento Rural e Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Dois Irmãos e Morro Reuter.

Compra antecipada

O café será servido das 10h às 18h, no Salão Paroquial Imaculada Conceição (Rua João XXIII, Centro). O cartão tem o valor de R$ 55 e dá direito a pão caseiro, cuca, rosca, linguiça, nata, mel, schmier, pepino, queijo, ovo de codorna, torta, bolacha de canela, bolacha de natal, risóles, enroladinho, café preto, café com leite e chá. A compra antecipada pode ser feita pelo WhatsApp (51) 3569-1266, mas também haverá possibilidade de comprar na hora e de levar para consumir em casa.

Crochetaço solidário

Para a oitava edição do Café, um crochetaço solidário vai unir gerações. Junto ao salão em que será servido o café, haverá um local próprio com disponibilização de lãs e linhas para a confecção de quadradinhos de crochê. Quem já sabe crochetar é convidado a integrar o espaço e quem não sabe poderá aprender em oficinas gratuitas que ocorrem no sábado e no domingo, às 10h30 e às 15h30. Ao final do evento, os quadradinhos confeccionados serão unidos formando mantas que serão doadas a quem mais precisa.

A prática do crochê é comum na região em um saber transmitido por avós e mães que continua vivo. É uma herança afetiva onde cada ponto, agulha e peça feita à mão conta uma história única. Atualmente, adolescentes e jovens adultos abraçaram o crochê como forma de criar peças únicas, alinhar-se ao consumo consciente e um hobby longe das telas.

Tudo começou às margens da rodovia

Foi em Morro Reuter, às margens da BR-116, que nasceu o chamado “café com mistura”, origem do café colonial. Ainda nos anos 1950, restaurantes junto à rodoviária existente na época junto à rodovia, começaram a servir café reforçado por muitos produtos típicos da colônia alemã, o mesmo servido nas casas de moradores desta época.

Junto com o café passado na hora, serviam o que produziam em casa, como pães, roscas de polvilho, cucas, queijo, linguiça, nata, requeijão, mel, salsicha bock, rocambole, rabanete e pepino. Era a origem do café colonial conhecido nos dias de hoje e que atrai milhares de turistas a Morro Reuter a cada fim de semana.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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