A Polícia Civil colocou em funcionamento um núcleo especializado para investigação de crimes cibernéticos em Rio Grande. Vinculada à Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), a nova estrutura realizou sua primeira operação nesta terça-feira (2) e passa a concentrar apurações relacionadas a golpes virtuais, extorsões pela internet e outros delitos praticados no ambiente digital. A iniciativa foi criada para ampliar a especialização das investigações e padronizar os procedimentos adotados pela corporação diante do aumento desse tipo de crime.
A estreia operacional da unidade teve como foco a investigação de extorsões praticadas por meio de aplicativos de mensagens. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca em Rio Grande e também na Penitenciária Estadual do município.
Crescimento dos crimes digitais
De acordo com a Polícia Civil, a criação do núcleo ocorre em um contexto de crescimento dos crimes praticados pela internet, especialmente os casos de estelionato digital registrados nos últimos anos.
Entre as fraudes mais frequentes identificadas na região está o golpe do falso advogado, modalidade em que criminosos se passam por profissionais da área jurídica para solicitar pagamentos indevidos às vítimas.
Outro crime recorrente é a extorsão por mensagens, situação em que suspeitos fingem integrar facções criminosas para intimidar comerciantes e exigir transferências de dinheiro.
Investigações especializadas
Conforme a Polícia Civil, o novo núcleo tem investido na capacitação de agentes, no aprimoramento de técnicas investigativas e na utilização de ferramentas tecnológicas específicas para a apuração de delitos cibernéticos.
A expectativa é de que a centralização das investigações permita maior eficiência na identificação dos autores e no enfrentamento de crimes praticados em ambientes digitais, que frequentemente envolvem atuação remota e uso de tecnologias para ocultação de identidade.
Orientação à população
A Polícia Civil orienta moradores e comerciantes que recebam mensagens suspeitas, pedidos de dinheiro ou tentativas de extorsão a interromper imediatamente qualquer contato com os suspeitos.
A recomendação também é preservar provas, como conversas, áudios, imagens e comprovantes de transferências bancárias, materiais que podem auxiliar nas investigações.
O registro de ocorrência pode ser realizado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) ou diretamente na Draco. Após a comunicação do caso, as vítimas poderão contar com o apoio da equipe especializada para auxiliar na apuração dos fatos.


