Unimed VTRP destaca prevenção e inovação no Tá na Hora da ACI

Por Jonathan da Silva

Com o tema “A saúde que sustenta o negócio: 55 anos de estratégia, inovação e transformação da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo”,  mais uma edição da reunião-almoço “Tá na Hora” foi realizada nesta quinta-feira (28) pela Associação Comercial e Industrial de Santa Cruz do Sul (ACI). Realizado no Hotel Águas Claras, em Santa Cruz do Sul, o evento reuniu autoridades, gestores e lideranças regionais para discutir os desafios do setor da saúde diante do envelhecimento populacional e do avanço tecnológico.

Participaram como palestrantes o presidente da Unimed VTRP, Dr. Neuri José Gusson, e a superintendente executiva da cooperativa, Rosilene Knebel. A mediação foi conduzida pelo vice-presidente de Indústria da ACI, Luiz Motta.

55 anos da cooperativa

Durante a apresentação, os dirigentes destacaram a trajetória da cooperativa, fundada em 1971 por 49 médicos sob o nome Altomed. Em 1979, a instituição passou a se chamar Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo. Atualmente, a cooperativa integra o Sistema Ocergs, possui gestão independente e atende mais de 207 mil vidas no Rio Grande do Sul.

O presidente da Unimed VTRP, Dr. Neuri José Gusson, afirmou que a cooperativa passou por mudanças constantes ao longo das últimas décadas. “Podemos dizer que, a cada dois anos, somos uma nova empresa”, destacou Gusson.

Segundo os palestrantes, a estrutura inicialmente voltada ao trabalho médico passou a atuar como operadora de planos de saúde regulada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a partir dos anos 2000. Nos últimos anos, a cooperativa ampliou a virtualização de processos e consolidou serviços como plantão virtual 24 horas e telemedicina, implementados em 2020.

Transformação digital

A superintendente executiva Rosilene Knebel destacou que o comportamento dos consumidores tem exigido respostas mais rápidas por parte das operadoras de saúde. “O desafio da operadora agora é entregar respostas rápidas para consultas e exames sem comprometer a sustentabilidade financeira do negócio”, afirmou Rosilene.

Segundo a superintendente, o planejamento estratégico da cooperativa para o ciclo 2025/2027 prevê investimentos em gestão profissionalizada, simplificação de processos e centralidade no cliente. A instituição também trabalha na incorporação da inteligência artificial em seu ecossistema assistencial.

Envelhecimento populacional

Outro tema abordado durante o encontro foi o impacto do envelhecimento populacional no setor da saúde. Conforme os dirigentes, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, pela primeira vez, o Brasil possui mais idosos do que jovens, cenário percebido de forma intensa na área de atuação da cooperativa.

Como resposta a esse contexto, a Unimed VTRP aposta na medicina preventiva por meio do modelo Cuida Bem, voltado ao rastreamento de doenças crônicas e oncológicas. “O programa de rastreamento ativo de doenças crônicas e oncológicas já apresenta resultados práticos significativos”, afirmou Gusson.

Hub de inovação

Os dirigentes também apresentaram o Vibee, hub de inovação aberta e Corporate Venture Capital da cooperativa, voltado ao investimento em healthtechs. Segundo Rosilene, o portfólio inclui startups como cor.sync, especializada em diagnóstico cardiológico; Fix It, focada em imobilizações 3D; e LimbX, voltada à reabilitação motora.

A cooperativa também ampliou sua atuação empresarial com iniciativas como a corretora V3COR e o Dinda Card.

Importância da indústria

Na abertura do encontro, o vice-presidente de Indústria da ACI, Luiz Motta, relacionou o debate à passagem do Dia da Indústria, celebrado nesta semana. “Este setor, que é a espinha dorsal da nossa economia, gera milhares de empregos, impulsiona a inovação e dá a sustentação necessária para que todo o ecossistema de negócios do Vale do Rio Pardo cresça de forma sólida e competitiva”, afirmou Motta.

Luiz Motta também ressaltou a relação entre saúde e desenvolvimento econômico. “A sustentabilidade de qualquer negócio ou segmento produtivo depende, essencialmente, da saúde das pessoas que o constroem”, pontou o dirigente.

Rosilene
Gusson
Motta
Fotos: Rodrigo Assmann/Divulgação | Fonte: Assessoria
Publicidade

Você também pode gostar

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.