A terceira edição da Geronto Fair será realizada entre os dias 9 e 11 de setembro, em Gramado, reunindo especialistas, empresas e investidores para discutir oportunidades da chamada economia prateada, segmento voltado à população com mais de 50 anos. O evento ocorrerá no Centro de Eventos do Serra Park e tem como objetivo fomentar negócios, apresentar tendências e promover conexões em um setor que movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano no Brasil.
Promovida pela Merkator Feiras e Eventos, a feira contará com área de exposições, espaços de networking e palcos dedicados à apresentação de conteúdos técnicos. A programação inclui seis eventos simultâneos: Fórum Nacional das ILPIs, Meeting da Economia Prateada, Conacare Internacional, Rodada de Negócios, Senior Living Meeting e a programação geral da feira.
A diretora da Merkator Feiras e Eventos, Roberta Pletsch, destacou a proposta do encontro. “Nosso compromisso é trazer o novo, o contemporâneo para a economia prateada a fim de agilizar negócios neste segmento e também proporcionar conhecimento e relacionamentos”, afirmou Roberta.
Debates sobre envelhecimento e mercado
Entre os destaques da programação está o Senior Living Meeting, que abordará o crescimento de residenciais voltados à população idosa, segmento que integra moradia, saúde e serviços.
O sócio fundador do Grupo São Pietro Hospitais e Clínicas e da São Pietro Sênior, Luciano Zuffo, comentou o cenário desse mercado. “Estes novos residenciais trata-se de um modelo que acompanha a principal transformação demográfica do nosso tempo — o envelhecimento populacional — e, por isso, tende a se consolidar como uma das principais verticais de investimento nos próximos anos. Em mercados mais maduros, como Estados Unidos e Europa, o Sênior Living já é um ativo institucional relevante. No Brasil, ainda estamos no início desse ciclo, o que cria uma oportunidade única: alta demanda, baixa oferta qualificada e grande potencial de escala”, afirmou Zuffo.
Impactos na qualidade de vida
O sócio fundador do Grupo São Pietro, Daniel Giaccheri, destacou aspectos relacionados à qualidade de vida da população idosa. “A principal dor que estes residenciais resolvem é a combinação entre solidão e perda de autonomia — dois dos maiores desafios do envelhecimento moderno. O modelo tradicional de moradia não foi desenhado para essa fase da vida. Ele tende a isolar, fragilizar e transferir a responsabilidade do cuidado para a família. O sênior living muda essa lógica ao oferecer um ambiente onde o idoso mantém sua independência, mas com suporte disponível, segurança e convivência”, ressaltou Giaccheri.
Mais do que moradia, trata-se de qualidade de vida. O maior risco do envelhecimento hoje não é a doença — é a solidão”, enfatizou Daniel Giaccheri.
Credenciamento aberto
O credenciamento para participação na Geronto Fair está disponível no site oficial do evento.


