O Boticário acaba de lançar o movimento “Code Her”, iniciativa voltada à conscientização de mulheres sobre crimes envolvendo manipulação de imagens digitais por inteligência artificial. A ação conta com o desenvolvimento de um bot que alerta sobre tentativas de alteração de fotos e a disponibilização de conteúdos educativos sobre medidas legais para denúncia.
A iniciativa surge em meio ao aumento de denúncias de crimes cibernéticos contra mulheres. Segundo dados da SaferNet Brasil, os registros de misoginia, violência ou discriminação cresceram 224,9% em relação ao ano anterior. O movimento busca orientar vítimas e ampliar o debate sobre o uso indevido da inteligência artificial.
É importante destacar que a inteligência artificial trouxe inúmeras possibilidades positivas e que é a intenção humana por trás do prompt que pode torná-la uma ferramenta de exposição e vulnerabilização públicas. A nossa iniciativa é para nos posicionarmos cada vez mais como aliados da mulher, avançando na construção de projetos que extrapolam o universo da beleza, promover discussões relevantes e propor soluções conectadas e construtivas”, afirma Carolina Carrasco, diretora de Branding e Comunicação de O Boticário e Quem Disse, Berenice?.
Campanha multiplataforma
Desenvolvido pela AlmapBBDO, o projeto inclui uma campanha multiplataforma com filme digital protagonizado pela cantora Marina Sena e conteúdo com a jornalista Rose Leonel. A proposta é informar sobre os riscos da manipulação digital e incentivar o conhecimento sobre os mecanismos legais de proteção.
Entre as legislações destacadas pela ação estão a Lei Maria da Penha, a Lei Carolina Dieckmann, o Marco Civil da Internet e a chamada “Lei Rose Leonel”, relacionadas à proteção contra crimes digitais e violência contra a mulher.
Como ativar o bot
O bot Code Her funciona na rede social X e pode ser ativado pelas usuárias por meio do site do projeto. Após a ativação, ao publicar imagens e marcar o perfil do bot, o sistema monitora possíveis tentativas de manipulação por inteligência artificial. Caso identifique alterações, a ferramenta impede a exibição da imagem e envia um alerta com orientações sobre denúncia e direitos legais.
Esse comportamento nas redes sociais é um sintoma sério da nossa sociedade. Mas a internet não é uma terra sem lei. Com o Code Her, estamos usando IA com IA, para que as mulheres possam compartilhar as fotos dos seus corpos como quiserem e eles continuem sendo só delas”, afirmam Ana Novis e Paula Keller Perego, diretoras de Criação da AlmapBBDO.
Outras iniciativas
Além do Code Her, o grupo também desenvolveu outras ações voltadas ao tema, como o canal “Precisamos Falar”, criado em parceria com a plataforma Bloom Care. A iniciativa reuniu especialistas para orientar a população sobre como identificar e enfrentar situações de violência contra a mulher, alcançando mais de 15 mil participantes ao longo do mês de março.


