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violência

Cidades

Esteio receberá Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher

Por Jonathan da Silva 07/02/2025
Por Jonathan da Silva

Esteio passará a contar, nas próximas semanas, com uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A unidade será instalada na Avenida Presidente Vargas, 1.142, no Centro da cidade, e terá um investimento mensal de R$ 8,5 mil da Prefeitura para o pagamento do aluguel do espaço. O objetivo é aprimorar o atendimento a vítimas de violência de gênero e facilitar o registro de ocorrências.

Na terça-feira (4), os últimos detalhes para a implantação da delegacia foram discutidos em reunião na sede da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM), em Canoas. O encontro contou com a participação da primeira-dama de Esteio, Gabriela Fidellis, da procuradora-geral do município, Camila Buralde, e do secretário municipal de Segurança Pública, Fernando Nunes, que foram recebidos pelo diretor da DPRM, delegado Cristiano Reschke.

A entrega da chave do espaço que abrigará a delegacia deve ocorrer nos próximos dias. Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública do Estado finaliza o decreto que oficializa a criação da unidade. A previsão é que a inauguração ocorra em março.

Objetivo das delegacias especializadas

As Deams são unidades da Polícia Civil voltadas ao atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e outros crimes de gênero. Elas buscam agilizar procedimentos e garantir suporte adequado às denunciantes. A expectativa com a implantação da delegacia em Esteio é ampliar o acesso das vítimas a um atendimento especializado.

Integração com a Rede Lilás de Esteio

A criação da delegacia faz parte das ações da Rede Lilás de Esteio, iniciativa coordenada pelo Gabinete da Primeira-Dama e lançada em março de 2024. O programa promove a articulação entre diferentes órgãos municipais e estaduais para prevenção, atendimento, assistência e enfrentamento da violência contra a mulher.

A Rede Lilás conta com a participação de instituições como a Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos, a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Municipal de Educação, a Secretaria Municipal de Segurança Pública, a Procuradoria-Geral do Município, a Fundação de Saúde Pública São Camilo de Esteio, o Conselho Municipal de Direitos Humanos, a Polícia Civil, a Brigada Militar, o Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública e o Poder Judiciário. Outras entidades públicas e privadas que atuam na defesa dos direitos das mulheres também podem integrar a rede mediante convite.

Foto: Alessandro Arnold/Prefeitura de Esteio/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/02/2025 0 Comentários 381 Visualizações
Variedades

Maus-tratos aos animais denunciam outras formas de violências

Por Marina Klein Telles 03/04/2024
Por Marina Klein Telles

Os maus-tratos aos animais podem ser um indicativo de outras violências. A afirmação foi da psicóloga Grazielle Tassinari durante a primeira palestra do Abril Laranja para conscientização contra crueldade aos animais, promovido pela Secretaria Municipal de Proteção Animal de São Leopoldo (Sempa) e Conselho Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (COMBEM). O ciclo de encontros iniciou na terça-feira, 2 de abril, no auditório Escola de Gestão Pública (EGP).

O primeiro tema abordado foi “Maus-tratos aos animais: A conduta de intervenção primária pelo meio jurídico, psicológico e médico-veterinário e o sintoma como uma possibilidade de restauração”, palestrado pela psicóloga na Área Clínica, graduada em Perícia Criminal e Ciências Forenses e graduanda em Medicina Veterinária. Abordando a Teoria do Elo, Tassinari destacou os maus-tratos aos animais como sintoma e a possibilidade de usar esse dado de alerta (as denúncias de maus-tratos) para conseguir entender o que acontece dentro das famílias. “Há situações que ao olhar o contexto familiar de uma denúncia de maus-tratos, tem violência doméstica e maus-tratos às crianças. A teoria afirma que sempre existe essa tríade da violência doméstica, maus-tratos contra as crianças e maus-tratos aos animais”, frisou a psicóloga.

“Se o Ministério Público entendesse que esse dado de alerta tem uma importância maior, se conseguiria fazer uma espécie de intervenção primária multidisciplinar”, disse a palestrante, trazendo a perspectiva psiquiátrica e psicológica ao abordar o Transtorno de Conduta como prognóstico de psicopatia.

As palestras do Abril Laranja fazem parte de uma campanha para conscientizar e sensibilizar a sociedade no mês de prevenção contra os maus-tratos aos animais, alertando para a importância da proteção e incentivando denúncias em casos de qualquer crueldade. As palestras serão realizadas no auditório da EGP, a partir das 18h30, no 2° andar da Prefeitura – avenida Dom João Becker, 754, no Centro. A entrada para o evento será pelo estacionamento do Centro Administrativo, com acesso pela Rua Brasil.

Foto: Monique Marcolin/divulgação | Fonte: Assessoria
03/04/2024 0 Comentários 473 Visualizações
Variedades

Egressa da Feevale lança tese de doutorado em formato de podcast narrativo

Por Jonathan da Silva 14/03/2024
Por Jonathan da Silva

A egressa do curso de Jornalismo da Universidade Feevale, Marina Mentz, lançou o podcast Violo, silencio, mas escandalizo: um podcast sobre jornalismo, infâncias e os desafios para a garantia dos direitos das crianças no Brasil. O projeto narrativo é uma versão em áudio da tese de doutorado de Marina no Programa de Pós-Graduação (PPG) em Processos e Manifestações Culturais, também na Feevale.

No estudo, Marina analisou mais de 1200 reportagens sobre infâncias e a forma como os conteúdos abordam violência, educação, saúde, nutrição, pobreza e democracia, que são considerados os principais desafios para a garantia dos direitos das crianças no Brasil. O projeto está disponível gratuitamente nas principais plataformas de áudio como um guia para a autocrítica e melhoria nas coberturas jornalísticas sobre violências e infâncias.

Segundo Marina, a adaptação da tese para o formato de podcast narrativo aconteceu para que mais pessoas tenham contato com o tema. “É importante, também, que profissionais da comunicação possam ter acesso, já que dificilmente as teses escritas chegam até o seu cotidiano. Os questionamentos da tese são os mesmos de muitos outros jornalistas que produzem notícias todos os dias”, explica. Marina pesquisa as violências contra crianças desde o ano de 2010, tendo iniciado seus estudos junto ao grupo de pesquisa Criança na Mídia da Feevale, coordenado por Saraí Schmidt, professora de Jornalismo da Instituição.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/03/2024 0 Comentários 480 Visualizações
Cidades

Novo Hamburgo apresenta Balanço de Segurança Pública de 2023

Por Marina Klein Telles 31/01/2024
Por Marina Klein Telles

Os indicadores de criminalidade em Novo Hamburgo tiveram uma diminuição significativa desde 2017, caindo de 26,36% para 10,98% em 2023. Essa foi uma das pautas abordadas no Balanço de 2023, apresentado pelo secretário de segurança do município, General Roberto Jungthon. O balanço inclui indicadores de criminalidade, de trânsito e de resultados a partir de ações realizadas pela área de segurança da cidade, que demonstram uma tendência de queda. Os dados foram divulgados em coletiva realizada em 31 de janeiro no auditório do Centro Administrativo Leopoldo Petry.

Comparando aos contextos vivenciados em outras cidades com mais de 100 mil habitantes, Novo Hamburgo desponta na 6ª posição, entre os municípios gaúchos com menores taxas de homicídio. “A taxa estadual chega a 15%, isso significa que estamos abaixo da média estadual”, trouxe Jungthon. Outro destaque abordado pelo secretário foi em relação a crimes contra o patrimônio. “Tivemos uma linha em queda bem acentuada nos roubos de veículos, cerca de 26% de 2017 para 2023”, apontou.

Os indicadores de criminalidade nas redes de ensino também chamam a atenção, visto que de 2022 para 2023 tiveram uma queda expressiva de 86%. “Isso se deu devido a uma tragédia de âmbito nacional que fez com que Novo Hamburgo, e diversas cidades no País olhassem para a segurança das escolas. Aí está um indicativo de como reduzir os focos criminais: olhar mais atentamente para as áreas vulneráveis”, explicou o general, referindo-se ao massacre que ocorreu em uma creche em Blumenau/SC em abril de 2023.

General Roberto Jungthon

Trecho da morte

Uma das temáticas mais polêmicas abordadas foi o aumento no número de vítimas fatais no trânsito. “Não temos ainda dados quanto a erros de engenharia ou falha mecânica que expliquem o aumento de mortes nas rodovias. O que sabemos é que, se as mortes estão sendo causadas por falha humana, ou em decorrência do excesso de velocidade, esses acidentes poderiam ter sido evitados. Nosso trabalho, em relação à segurança no trânsito, acaba sendo de prevenção, mas falta consciência dos motoristas”, colocou.

Ao longo do ano passado, foram registradas 23 mortes no trânsito, sendo que 13 dessas aconteceram na BR-116 no trecho da morte, como ficou conhecida a estrada entre Ivoti e Novo Hamburgo. Jungthon acrescentou ainda que “é difícil não termos vítimas fatais no trânsito quando em um trecho que se deveria dirigir a 60km/h, as velocidades medidas chegam a 123km/h”.

Estavam presentes para acompanhar o balanço o vice-prefeito Márcio Lüders, o delegado Eduardo Hartz, titular da 3ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM); os delegados Alexandre Quintão, Marina Goltz e Lucas de Britto; a capitã da Brigada Militar Francine Terres; o diretor da Guarda Municipal de Novo Hamburgo, Ricardo Carvalho; o capitão Luciano Franco, comandante do Corpo de Bombeiros em Novo Hamburgo; representantes de secretarias e departamentos da Prefeitura e a imprensa.

Texto e foto: Marina Klein Telles/Expansão
31/01/2024 0 Comentários 1,4K Visualizações
Ensino

Encontro discute prevenção à violência nas escolas

Por Marcel Vogt 19/04/2023
Por Marcel Vogt

Santa Cruz do Sul está mobilizada para prevenir e combater a violência no ambiente escolar. O tema foi debatido em reunião na manhã desta terça-feira (18), no Auditório da Procuradoria-Geral do Município.

É importante que as famílias estejam atentas ao comportamento dos filhos.

O encontro, convocado pelo Ministério Público (MP/RS), teve como foco discutir a segurança nas instituições de ensino do município, após os episódios de violência registrados em São Paulo e Santa Catarina.

Foi o segundo encontro para tratar do tema realizado no município. Na semana passada, representantes das forças de segurança (Brigada Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal), Conselho Municipal de Educação, 6ª Coordenadoria Regional de Educação, representantes do Governo Municipal e o próprio MP/RS deram início às discussões.

Responsável pela convocação da reunião, a promotora Vanessa Saldanha de Vargas, da Promotoria Regional de Educação, destacou que a intenção é promover um trabalho permanente. “É importante demonstrar a união de todos estes setores com as escolas, para buscarmos orientar e trabalhar muito na prevenção”, afirmou.

Vanessa destacou que não há nenhum caso de ameaças na região identificado pelo trabalho de inteligência do MP/RS neste momento. Entretanto, pede atenção da sociedade à questão. Ela salienta a importância da participação dos pais no cuidado com as crianças e adolescentes. “As crianças refletem na escola aquilo que trazem de casa. É importante que as famílias estejam atentas ao comportamento dos filhos”, alertou.

Conforme a promotora de justiça, a ideia é manter um grupo sistemático, com debates permanentes. “A segurança pública precisa da colaboração de todos”, concluiu.

A prefeita Helena Hermany salientou a importância do acompanhamento familiar para um bom desenvolvimento dos jovens. “Muitas famílias não sabem o que os filhos estão fazendo, olhando nas redes sociais, não conhecem as companhias dos filhos”, frisou.

Helena enfatizou a importância do programa Pacto Santa Cruz pela Paz, iniciativa de seu governo iniciada há pouco mais de um ano, para a recuperação de valores necessários à formação das crianças e jovens e para a prevenção de episódios de violência.

Além disso, a prefeita destacou a importância de atividades em turno inverso para ocuparem a juventude. “Eu sempre digo: uma criança que vai a uma creche, à escola e tem acompanhamento no turno inverso, tem como aprender coisas positivas”, afirmou.

Helena parabenizou a iniciativa da promotora de justiça Vanessa de Vargas, com a convocação de todos os segmentos da sociedade para o debate. “Isso exigirá uma transformação profunda, não é um clique que vai mudar a realidade. É uma mudança de conceito, de jeito de viver, de como enxergar a vida”, avaliou.

Foto: Claudine Friedrich/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/04/2023 0 Comentários 590 Visualizações
Variedades

RS inicia 2022 com redução em todos os indicadores criminais

Por Ester Ellwanger 11/02/2022
Por Ester Ellwanger

No primeiro mês de 2022, a queda da criminalidade no Rio Grande do Sul verificada ao longo dos últimos três anos se expressou de ponta a ponta nos indicadores monitorados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Todos os 22 índices divulgados mensalmente pela pasta – de homicídios e latrocínios aos crimes patrimoniais, além dos feminicídios e demais delitos de violência contra a mulher – encerraram janeiro em queda na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados, que consolidam no quarto ano da atual gestão a virada de página na Segurança Pública, foram apresentados nesta sexta-feira, 11 de fevereiro, pelo governador Eduardo Leite e pelo vice-governador e secretário da SSP, delegado Ranolfo Vieira Júnior, em ato público na Rua Garibaldi, conhecida como Rua Coberta, no centro de Esteio. Autoridades locais também participaram. A cidade da Região Metropolitana, tradicional sede da Expointer, foi palco da divulgação por ter zerado em janeiro, pelo segundo ano seguido, os homicídios. Além disso, o município está desde setembro de 2017 sem latrocínios.


A baixa nos crimes contra a vida é o impacto mais relevante da ação das forças policiais a partir do planejamento do programa RS Seguro. A soma de homicídios, latrocínios e feminicídios, principais indicadores que compõem o conjunto tecnicamente conhecimento como crimes violentos letais intencionais (CVLI), bateu novo recorde de redução. Caiu 13,6%, de 169 em janeiro do ano passado para 146 no primeiro mês de 2022 – o menor total desde 2012, quando os três crimes passaram a ser contabilizados de forma individual. Em relação a 2018, o último ano antes da implantação do RS Seguro, quando houve 249 vítimas, a queda chega 41,4%.

Homicídios

Crime considerado em todo mundo como principal métrica da violência, os homicídios no Rio Grande do Sul mantiveram em janeiro a tendência de queda dos últimos anos. O número de vítimas passou de 152, no primeiro mês de 2021, para 135, uma retração de 11,2% e o menor total de 2006. Comparado ao pico da série histórica, em 2017, quando 348 pessoas foram assassinadas em janeiro no RS, a retração chega a 61,2%.

Em Esteio, que já havia zerado o indicador em dezembro do ano passado, completou-se o segundo mês seguido sem assassinatos. É também o segundo janeiro em sequência sem mortes. Na apresentação dos indicadores nesta sexta-feira, autoridades locais destacaram uma série de operações preventivas e repressivas, a integração entre as forças de segurança e o reforço de efetivo e viaturas, a partir da priorização pelo RS Seguro, como principais fatores para a obtenção do resultado positivo.


Entre os 23 municípios priorizados pelo RS Seguro, além de Esteio, duas cidades do Litoral Norte acumulam períodos sem assassinatos. Janeiro é o terceiro mês consecutivo com o indicador de homicídios zerado em Capão da Canoa, o que também ocorre em Tramandaí desde dezembro.

Das 10 maiores quedas na comparação do primeiro mês deste ano e do anterior, metade ocorreu em municípios do bloco de foco territorial adotado pelo programa – 20 dos 23 encerraram janeiro com queda ou estabilidade nos homicídios.
A maior baixa no RS ocorreu em Bento Gonçalves, na Serra, que em janeiro de 2021 havia registrado sete vítimas de assassinato e encerrou o primeiro mês deste ano com somente um caso. Logo atrás, a Capital teve cinco óbitos a menos, passando de 25 para 20 vítimas (-20%), o menor total para o período desde 2010. Frente a 2018, último ano antes da implantação do RS Seguro, a queda nos assassinatos em Porto Alegre chega a 60%.

 

Latrocínios

A redução mais expressiva entre os crimes contra a vida no Estado ocorreu nos latrocínios. Enquanto o primeiro mês do ano passado havia registrado seis casos, houve apenas um em janeiro de 2022, uma queda de 83,3% e a menor marca desde que teve início a contabilização deste tipo de delito no Rio Grande do Sul, em 2002.

Comparado com o último ano antes da implantação do RS Seguro, com oito casos em 2018, o dado atual representa queda de 87,5%. No pior momento já vivenciado no Estado, em 2017, chegou a 25 o número de pessoas que perderam a vida em assaltos apenas no mês de janeiro.


Entre os fatores que contribuem para o resultado, as autoridades apontam a alta resolutividade desse tipo crime, com rápida identificação e prisão dos autores em mais de 80% dos casos, além do acompanhamento sistemático e detalhado de cada uma das ocorrências pela GESeg, que permite executar as ações de resposta dentro do Programa RS Seguro.

O caso único de janeiro foi registrado no dia 10, em Alegrete. O dono de um bar foi encontrado morto no estabelecimento, no bairro Cidade Alta. Segundo familiares, o veículo da vítima foi roubado da residência que fica ao lado do bar, o que torna o latrocínio a principal linha de investigação até o momento.

Feminicídios

Crime que contrariou a tendência generalizada de redução nos delitos contra a vida no ano passado, os feminicídios voltaram a cair no Estado no início de 2022. O indicador, que em dezembro já havia ficado em estabilidade, registrou retração de 9,1% em janeiro, com uma vítima a menos na comparação com o mesmo mês de 2021, passando de 11 para 10 vítimas. Os outros quatro indicadores de violência contra a mulher acompanhados pela SSP também tiveram redução.

Apesar da queda, o patamar ainda alto de feminicídios em janeiro mantém em alerta as forças de segurança com a intensificação de operações e cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão para recolher armas e reprimir agressores. Entre essas iniciativas, a Polícia Civil iniciou na segunda-feira (7/2) uma série de ações integradas no âmbito da segunda edição da Operação Resguardo, ofensiva nacional de combate à violência contra a mulher, coordenada pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

As autoridades reforçam a importância das denúncias, seja por parte das próprias vítimas, familiares, amigos e até mesmo desconhecidos, para possibilitar a ação policial logo aos primeiros sinais de abuso, de forma a romper o ciclo de violência antes que ele se encerre em um feminicídio. Em caso de emergências, o canal é o 190 da Brigada Militar. Suspeitas sobre agressões e abusos também podem ser comunicadas 24 horas por dia pelo Disque Denúncia 181, pelo Denúncia Digital no site da SSP e pelo WhatsApp da Polícia Civil: (51) 9.8444.0606. Em todos os casos, o anonimato é garantido.

Pelo Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, EmFrente Mulher, entre as diversas iniciativas para promover uma cultura de valorização do público feminino em todos os âmbitos da sociedade, foram abertas ainda em dezembro as inscrições para a segunda edição do “Curso Guris e Gurias: Desafios da Igualdade”. Desenvolvida em parceria com a Secretaria da Educação (Seduc), a formação de 60h em formato EAD é oferecida gratuitamente para professores de todas as redes, com o intuito de conscientizar as comunidades escolares e capacitar docentes para a abordagem sobre o tema de combate à violência contra a mulher. Além dos feminicídios, também registraram queda em janeiro os delitos de ameaça, lesão corporal, tentativa de feminicídio e estupros, com a retração mais expressiva: 35,2%.

Redução de crimes patrimoniais

Para além da queda generalizada, os indicadores de crimes patrimoniais divulgados mensalmente pela SSP alçaram outra marca em comum em janeiro: todos bateram seus recordes de redução, chegando ao menor patamar para o período desde o início de suas séries históricas de contabilização.

Nos roubos de veículos, o número de ocorrências em janeiro baixou de 549, no ano passado, para 390 neste ano, queda de 29%. Na comparação com 2018, último ano antes da implantação do RS Seguro, quando apenas no primeiro mês do ano 1.579 motoristas tiveram seus veículos levados por assaltantes no Estado, a marca atual representa retração de 75,3%.
Outro dado que ressalta o impacto do foco territorial adotado pelo RS Seguro, para combater o crime onde ele mais se faz presente, é a representatividade do grupo de 23 municípios priorizados na redução de roubos de veículos no Estado. Dos 159 casos a menos em janeiro, 144 deixaram de ser registrados nesse conjunto de cidades, o que equivale a 90,5% do total.

Só Porto Alegre, que integra o bloco de cidades priorizadas pelo programa, respondeu por 23% da queda de roubos de veículo verificada no RS. O número de ocorrências do tipo em janeiro na Capital baixou de 198 no ano passado para 160 neste ano, retração de 19,2% e a menor marca da série histórica. Comparado com o último ano antes da atual gestão, quando houve 796 casos no mês em 2018, a diminuição chega a 79,9%.

Nos roubos a transporte coletivo, a queda no Estado foi semelhante. O número de casos em janeiro baixou de 126 em 2021 para 79, uma retração de 37,3%.

 

Ataques a Banco

Nos ataques a banco, somadas as ocorrências de roubos e furtos, foi ainda mais expressiva. O Rio Grande do Sul teve apenas um caso no mês, o que representa retração de 75% em relação aos quatro registros no mesmo período do ano passado. Em 2016, no pico de ocorrências na série histórica, o número de estabelecimentos bancários furtados ou roubados no intervalo de 31 dias de janeiro chegou a 29.

A ocorrência única de janeiro foi um furto arrombamento de uma agência bancária no centro de Rio Grande, no Sul do Estado.

Também entre os crimes característicos do meio rural, o cenário em janeiro manteve a tendência de redução dos últimos três anos. O número de ocorrências de abigeato no RS foi o menor já registrado para o mês desde o início da contabilização, com 295 casos, 11,4% menos que as 333 ocorrências de janeiro do ano passado.

Foto: Grégori Bertó/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/02/2022 0 Comentários 773 Visualizações
Cultura

Feevale realiza aula aberta sobre violência doméstica

Por Caren Souza 13/04/2021
Por Caren Souza

O projeto social Centro de Difusão e de Defesa dos Direitos Humanos, desenvolvido pela Universidade Feevale, promove nesta quarta-feira (14), às 18 horas, a aula aberta Mulheres em debate! A atividade, realizada no formato virtual, abordará temas relacionados à violência doméstica, ao funcionamento e à aplicação da Lei Maria da Penha. A aula é gratuita e será transmitida pelo link feev.as/aulaabertacddh.

Para tratar a temática, foram convidadas Bibiana Beck Menezes, capitã da Brigada Militar, e Michele Scherer Becker, juíza da Vara de Violência Doméstica. O bate-papo será mediado pela professora Lisiana Carraro, líder do projeto social. Também participarão os estudantes Felipe Padilha de Souza, Chaiane Luchetta Hanich, Vitória Costa Hofmann e Janaína Silva Silveira, integrantes do projeto.

Fonte: Assessoria
13/04/2021 0 Comentários 695 Visualizações
Variedades

Podcasts da Feevale alertam sobre a violência

Por Gabrielle Pacheco 18/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

Com o objetivo de conscientizar e alertar a comunidade sobre o aumento da violência doméstica, a Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão (Proppex) da Universidade Feevale, divulga nesta terça-feira, 18, uma série de podcasts sobre o tema. O material, produzido pela acadêmica de Jornalismo Daiani Aguiar, contém três episódios, com pautas relacionadas a maus tratos contra a mulher, idosos e pessoas com deficiência (PCDs), principalmente crianças. Eles serão publicados na página do PodcastOn Revista Feevale, do Núcleo de Rádio da Feevale, no Facebook.

Para a construção dos programas, Daiani entrevistou três professoras e líderes de projetos sociais e de pesquisa da Feevale: Lisiana Carraro, do Núcleo de Apoio aos Direitos da Mulher (Nadim) e do Centro de difusão e de defesa dos direitos humanos; Denise Ruttke Dillenburg Osorio, do Envelhecimento saudável e redes de suporte social; e Jacinta Sidegum Renner, do projeto de pesquisa Desenvolvimento de produtos e ações educativas para usuários de cadeira de rodas: um enfoque para ergonomia, saúde e qualidade de vida.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/08/2020 0 Comentários 602 Visualizações
Variedades

Cartilha de projeto social da Feevale orienta sobre enfrentamento da violência contra a mulher

Por Gabrielle Pacheco 21/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Com o objetivo de prevenir as agressões contra as mulheres, principalmente durante a pandemia, o projeto social Laços de Vida, desenvolvido pela Universidade Feevale, por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão (Proppex), lançou a cartilha Informações para a população sobre enfrentamento à violência contra a mulher.

O Laços de Vida desenvolve, através dos grupos de apoio e de oficinas de arteterapia, a melhora da condição psíquica, da construção da autonomia e do protagonismo social de mulheres em situação de vulnerabilidade psíquica e socioeconômica. O trabalho é realizado nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), de Novo Hamburgo.

Disponibilizado no formato digital, o material elaborado pela equipe do projeto, liderado pela professora Ronalisa Torman, traz informações para a identificação e o enfrentamento à violência, os riscos do isolamento social e como as vítimas podem obter ajuda. A cartilha pode ser acessada gratuitamente no site.

Conforme Ronalisa, a cartilha visa auxiliar as mulheres a entenderem o que é violência doméstica e a expandir a interferência do projeto social na comunidade. “Verificamos, com base nos dados oficiais, a diminuição nos casos de feminicídio, mas, ao mesmo tempo, constatamos que a violência doméstica tem aumentado durante esse período de isolamento”, destaca.

“Queremos que as vítimas entendam e saibam identificar os tipos de violência e possam se ver dentro do ciclo e se encorajar a denunciar.”

Tipos e padrão cíclico

A cartilha informa os cinco tipos de violências sofridas pelas mulheres: física, moral, patrimonial, psicológica e sexual, que apresentam um padrão cíclico, divido em três fases.

Aumento da tensão: o agressor tenso e irritado por coisas insignificantes, chegando a ter acessos de raiva. Humilha a vítima, faz ameaças e destrói objetos. A mulher tenta acalmar o agressor, fica aflita e evita qualquer conduta que possa “provocá-lo”.

Ataque violento: é a explosão do agressor, ou seja, toda a tensão acumulada na fase 1 se materializa em violência verbal, física, psicológica, moral ou patrimonial.

Lua de mel: caracteriza-se pelo arrependimento do agressor, que se torna amável para conseguir a reconciliação. A mulher se sente confusa e pressionada a manter o seu relacionamento diante da sociedade, sobretudo quando o casal tem filhos. Há um período relativamente calmo, mas a tensão volta e, com ela, as agressões da fase 1.

Onde buscar ajuda

Brigada Militar: Disque 190

Disque Direitos Humanos – Secretaria Nacional de Direitos Humanos: Disque 100

Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres: Disque 180

Polícia Civil para denúncias via WhatsApp: (51) 98444-0606

CREAS Viva Mulher (Av. Pedro Adams Filho, 5848, Novo Hamburgo): (51) 3097-9482

Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (R. Júlio de Castilhos, 806, Novo Hamburgo): (51) 3584-5801

Procuradoria Especial da Mulher (R. Almirante Barroso, 261, Novo Hamburgo): (51) 3594-0560 ou acessando o portal

Núcleo de Apoio aos Direitos da Mulher (Nadim) da Universidade Feevale (ERS-239, 2755, Novo Hamburgo): (51) 3586-9215

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2020 0 Comentários 724 Visualizações
feevale
Variedades

Próxima edição do Feevale Live abordará temas como mídia, infância e violência

Por Gabrielle Pacheco 30/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

A fim de oferecer conhecimento a acadêmicos e pessoas da comunidade que estão em isolamento social, devido à pandemia do coronavírus, o Feevale Live desta semana abordará temas como infância e rede urbanismo. O bate-papo on-line é apresentado por professores da Universidade Feevale e convidados.

A programação acontece duas vezes por semana, no canal do YouTube da Feevale, com duração máxima de uma hora. Interessados em acompanhar devem acessar o site.

Confira a programação

– 2 de julho, às 17h | Mídia, infâncias e violências, com a professora Saraí Schmidt, do curso de Jornalismo; Marina Mentz, jornalista e doutoranda do Programa de Pós-graduação em Processos e Manifestações Culturais; e Vitória Santos, pedagoga e doutoranda do Programa de Pós-graduação em Diversidade Cultural e Inclusão Social

– 3 de julho, às 14h |  Rede Urbanismo Contra o Corona, com a docente Juliana Tassinari Cruz, do curso de Engenharia Civil, e convidados

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/06/2020 0 Comentários 584 Visualizações
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