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tabaco

Variedades

Rio Pardo receberá Abertura Oficial da Colheita do Tabaco do RS

Por Jonathan da Silva 29/10/2024
Por Jonathan da Silva

A cidade de Rio Pardo sediará, no dia 8 de novembro, a 6ª Abertura Oficial da Colheita do Tabaco do Rio Grande do Sul. O evento ocorrerá às 14h no Parque da Expoagro Afubra, localizado na comunidade de Rincão Del Rey. Organizado pelas Secretarias de Desenvolvimento Rural e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, com o apoio do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o encontro faz parte da agenda oficial do governo gaúcho.

O evento contará com a presença de produtores rurais, autoridades estaduais e regionais, além de representantes de órgãos governamentais e entidades ligadas à cadeia produtiva do tabaco. O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, destacou a importância do evento para o setor. “Este é um momento simbólico para a cadeia produtiva do tabaco, momento em que fica evidenciada a relevância econômica e social desta cultura para milhares de produtores e centenas de municípios. É um momento para celebrarmos a renda e a qualidade de vida que o tabaco proporciona aos produtores e para fortalecer ainda mais a integração existente”, afirmou Thesing.

O Rio Grande do Sul, principal produtor de tabaco do Brasil, responde por 43% da produção de tabaco da região sul, que na safra 2023/2024 alcançou 508 mil toneladas. Somente no estado, foram cultivados 126 mil hectares em 201 municípios, envolvendo 68 mil produtores e gerando uma produção de 220 mil toneladas, que resultou em uma receita de cerca de R$ 5,3 bilhões.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/10/2024 0 Comentários 425 Visualizações
Variedades

Dia do Produtor de Tabaco celebra integração e destaca importância econômica do setor

Por Jonathan da Silva 28/10/2024
Por Jonathan da Silva

O Dia do Produtor de Tabaco é celebrado nesta segunda-feira, 28 de outubro, data reconhecida oficialmente pelas Assembleias Legislativas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, que homenageia o papel de mais de 130 mil famílias produtoras nos três estados. A data foi instituída em 2012 pela Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA) e remete ao início da história do tabaco, associada à chegada da frota de Cristóvão Colombo à ilha de Cuba em 1492.

Segundo o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), a celebração deste ano ocorre em um momento de desafios para produtores que enfrentaram enchentes em regiões do Rio Grande do Sul. O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, ressaltou o apoio aos produtores. “Queremos deixar nosso abraço fraterno a todos os produtores que sofreram com as enchentes no Rio Grande do Sul. Reforço a mensagem de que, assim como aconteceu em maio, por ocasião das intempéries, estaremos sempre lado a lado em busca de soluções”, afirmou Thesing.

O Brasil é o segundo maior produtor mundial e o maior exportador global de tabaco desde 1993, com produção voltada para o mercado externo em um modelo integrado entre produtores e indústrias, conhecido como Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT). Esse sistema garante uma produção economicamente viável, além de promover o desenvolvimento sustentável, e é um dos pilares do agronegócio do tabaco. Segundo Thesing, o sistema não apenas proporciona vantagens comerciais, mas também aborda temas como preservação ambiental e segurança no trabalho. “Seguiremos escrevendo uma história que preconiza não apenas vantagens comerciais para todos os envolvidos, mas que tem importantes parágrafos em torno da preservação ambiental, do combate ao trabalho infantil, saúde e segurança no trabalho, além da diversificação das propriedades”, destacou o presidente da entidade.

Apesar das críticas ao produto final, a opção pelo cultivo do tabaco é mantida por produtores, atraídos pela renda acima da média nacional. Um estudo do Centro de Pesquisas em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul mostrou que a renda dos produtores de tabaco é 140% maior que a média brasileira.

Em 2023, as exportações brasileiras de tabaco alcançaram 512 mil toneladas, gerando US$ 2,7 bilhões em receita, com destinos em 107 países. A União Europeia foi o maior importador, representando 42% do volume exportado, seguida de países do Extremo Oriente (31%) e América do Norte (8%). O tabaco representou 11,19% das exportações totais do Rio Grande do Sul, estado líder na produção nacional.

O SindiTabaco, fundado em 1947 e com sede em Santa Cruz do Sul, representa 14 empresas do setor e concentra suas atividades na Região Sul, onde se encontra 98% da produção de tabaco brasileira. A entidade tem como foco apoiar o desenvolvimento da cadeia produtiva do tabaco e promover o bem-estar das comunidades rurais envolvidas.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
28/10/2024 0 Comentários 494 Visualizações
Business

Novo Stifa inicia assembleias das categorias tabaco e alimentação

Por Jonathan da Silva 27/09/2024
Por Jonathan da Silva

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Novo Stifa) deu início às assembleias com trabalhadores das categorias de tabaco e alimentação, com o objetivo de compor as pautas de reivindicações que serão apresentadas às empresas nas negociações coletivas. Até o momento, 11 encontros já foram realizados, antecipando o processo, uma vez que as primeiras datas-base ocorrem em novembro.

De acordo com o presidente do Novo Stifa, Gualter Baptista Junior, o período de negociações gera grande expectativa tanto para os trabalhadores quanto para o sindicato. “A proximidade com a data base é sempre um momento de atenção, tanto por parte do trabalhador, quanto para nós, do Novo Stifa. Pois é sempre um período de preparação, de muita negociação e um trabalho de alta performance do Sindicato”, explicou Baptista Junior.

O processo de negociação começa com assembleias em cada empresa para definir as pautas de reivindicações. Segundo Baptista Junior, até o momento foram realizadas 11 assembleias das 17 previstas. “Sempre ouvindo e compilando as expectativas dos benefícios e reajustes que o trabalhador anseia. Este momento é muito importante, porque a partir deste encontro será possível realizar o processo de negociação com as indústrias, para que se chegue, de forma efetiva, ao resultado que nós esperamos”, destacou o presidente da entidade.

Assembleias já foram realizadas com trabalhadores da BAT, JTI, Universal Leaf, UTC, Premium, ATC, Excelsior Alimentos e Frigorífico Schendler, cujas datas-base ocorrem entre novembro e dezembro. A próxima assembleia será na Philip Morris Brasil, cuja data-base é em janeiro de 2025, no dia 1º de outubro. “Como é de praxe, este processo está sendo muito tranquilo e, principalmente, com a participação efetiva dos trabalhadores. Estamos otimistas com a condução do trabalho realizado pelo Novo Stifa, assegurando a transparência e o diálogo do início ao fim das negociações”, afirmou o presidente Baptista Junior. O dirigente também ressaltou a importância das negociações coletivas para fortalecer a relação entre sindicato, empresas e trabalhadores, além de impulsionar a economia local.

Foto: Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/09/2024 0 Comentários 475 Visualizações
Business

Com produção de tabaco 13,7% menor na lavoura, contratação de safreiros cai 8%

Por Jonathan da Silva 11/04/2024
Por Jonathan da Silva

Com as perdas na lavoura, que representaram mais de 83 mil toneladas de tabaco a menos para o processamento, uma queda de 13,7% na comparação com a produção de 2023, o volume de contratações de safreiros também sofreu redução. Conforme levantamento do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Novo Stifa), o total de postos de trabalhos gerados até o momento somam 11 mil trabalhadores nas indústrias, queda de 8,3%, mil postos de trabalho a menos, na comparação com ano passado.

De acordo com o presidente do Novo Stifa, Gualter Baptista Júnior, o revés do clima, com as cheias nos meses de setembro, novembro e as tempestades seguidas durante o período, acabaram reduzindo a colheita do tabaco em todo o sul do Brasil. “O reflexo desta redução foi sentido com força pela indústria, que recebeu menos 83 mil toneladas de tabaco. A consequência direta foi no número de trabalhadores temporários que acabou caindo também. Nós tínhamos uma expectativa de repetir o total de empregos do ano passado – 12 mil trabalhadores na safra – mas, no entanto, não conseguimos alcançar este índice”, comenta Baptista Júnior.

Presidente Gualter Baptista Júnior

Ainda assim, a avaliação do Novo Stifa é positiva. Mesmo com uma redução significativa de tabaco, na casa dos 13,7%, o volume de trabalhadores contratados recuou apenas 8,3%, o que representa mil safreiros a menos neste ano. “É preciso olhar para este desempenho e entender que o mercado do tabaco é dinâmico, e mesmo com uma retração da produção, a indústria conseguiu manter um bom ritmo, empregando agora, no auge do processamento, 11 mil trabalhadores, entre sazonais e efetivos. Isso é um dado muito importante, que representa sim uma queda, mas que ainda é menor do que o reflexo na lavoura”, avalia o presidente.

A expectativa agora é para uma continuidade no período de processamento. Historicamente, safras que empregam menos trabalhadores têm uma característica especial: a longa duração dos contratos. Para o presidente do Novo Stifa, a tendência é que os empregados sazonais sejam mantidos por um período maior, avançando sobre o segundo semestre do ano. “Isso é positivo, pois representa mais renda circulando na cidade. Um maior tempo de safra permite ao trabalhador que ele realize investimentos e amplie sua perspectiva de compras. Quando a safra é mais longa, Santa Cruz do Sul e a economia regional saem ganhando”, analisa Baptista Júnior.

Projeção positiva

Visto que o Brasil é o maior exportador de tabaco do mundo, a projeção para a safra de 2025 é considerada animadora pela entidade. Isto porque haverá uma demanda reprimida da safra atual que acabou sendo menor do que a indústria esperava. “Este olhar que pode ser considerado otimista é real. O consumo do tabaco no mundo não reduziu, mesmo com todos os problemas de contrabando e descaminho, ele segue como um produto muito procurado. E se neste ano, o mercado nacional entregou menos, haverá uma tendência de crescimento na procura, para o ano que vem”, projeta o presidente do Novo Stifa.

Novo Stifa faz projeções positivas para 2025

Fotos: Jcomp/Freepik/Divulgação e Nascimento MKT/Divulgação
11/04/2024 0 Comentários 416 Visualizações
Business

Federação denuncia a invisibilidade do trabalhador da indústria do tabaco

Por Jonathan da Silva 08/02/2024
Por Jonathan da Silva

A Federação Nacional dos Trabalhadores das Indústrias do Fumo e Afins (Fentifumo) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Novo Stifa) apresentaram no encontro promovido pelo embaixador do Brasil no Panamá, Carlos Henrique Moojen de Abreu e Silva, a realidade do trabalhador que atua na indústria do tabaco. A apresentação foi realizada pelo presidente da Fentifumo e Novo Stifa, Gualter Baptista Júnior.

Na busca por respostas sobre o posicionamento do Brasil diante da 10ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco (COP-10), a representação dos trabalhadores compartilhou a angústia de quem acompanha, de longe, as discussões que têm impacto no cotidiano da atividade. O presidente da Fentifumo e Novo Stifa, Gualter Baptista Júnior, que acompanha o evento mesmo sem ter acesso à plenária e às discussões, usou a palavra para exibir a invisibilidade do trabalhador na conferência. “Hoje aqui eu represento mais de 40 mil trabalhadores, que na maioria das vezes, sequer são citados nestas discussões. Estou falando de 40 mil rostos, 40 mil vidas e 40 mil sonhos, pois nenhum deles prefere receber ajuda do governo do que trabalhar. São pessoas que estão, assim como nós, apreensivas diante do que pode ocorrer nesta conferência”, alerta.

Baptista Júnior criticou também a falta de acesso ao posicionamento do Brasil. Como signatário da COP, o país precisa formalizar uma posição ao evento, que só avança no que se refere a medidas de controle do plantio e consumo do tabaco com o consenso dos 183 países participantes. “Estamos aqui em busca de respostas, para que quando retornarmos ao Brasil possamos olhar na cara dos nossos representados para dizer a verdade”, pontua.

Batista ressaltou ainda o respeito que se dá, por parte da indústria aos trabalhadores, tanto na cidade quanto no meio rural. “Estamos falando de uma cadeia produtiva que não coleciona maus exemplos como trabalhadores vivendo em condições análogas à escravidão. Isso não ocorre no tabaco porque há seriedade e tradição nesta atividade secular”, defende.

Sem a devida resposta por parte da representação brasileira na COP-10, Baptista Júnior confirmou que irá continuar até o fim da conferência, no próximo sábado (10), acompanhando mesmo que de maneira remota os desdobramentos do evento. “É por todos estes trabalhadores, que não querem perder seus empregos e ir para as filas do auxílio que estamos aqui. E para eles temos a obrigação de dar respostas precisas acerca de tudo que pode, de certa forma, interferir em seus empregos”, complementa.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/02/2024 0 Comentários 730 Visualizações
Business

Para presidente do Novo Stifa, Brasil perde ao participar da Convenção-Quadro

Por Jonathan da Silva 06/02/2024
Por Jonathan da Silva

A abertura da 10ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco (COP-10) ocorreu sem a participação de parte da delegação brasileira no evento. A comitiva que representa os trabalhadores, produtores, indústria e os deputados estaduais e federais que defendem a cadeia produtiva ficaram de fora do Centro de Convenções do Panamá. A situação desagrada a representação que tentará a via diplomática para mudar o tratamento à delegação nacional.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Novo Stifa), Gualter Baptista Júnior, na última COP presencial, ocorrida em 2018, em Genebra, na Suíça, a representação dos trabalhadores teve acesso ao plenário. “Eu estive dentro do plenário, acompanhando e me manifestando por escrito. Tivemos este privilégio, diferentemente dos políticos e da própria imprensa. O governo brasileiro traz, como signatário da Convenção-Quadro, um posicionamento de cada vez mais cercear a produção do tabaco. Nós, mesmo com credenciais negadas, não podemos sair da defesa deste setor. Se não estivéssemos aqui, muito mais restrições poderiam ser aprovadas”, justifica o dirigente que é também presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Afins (Fentifumo).

Baptista Júnior pontua que, ao ser signatário da Convenção-Quadro, desde 2005, o Brasil retrocede, especialmente por ter uma vocação na produção do tabaco, que uma atividade centenária responsável pelo desenvolvimento de toda a região, que faz parte da cultura e da organização econômica dos municípios. “O Brasil perde participando desta convenção. Nosso país é um grande player mundial de tabaco, no qual toda a região Sul é envolvida nesta atividade. Por isso que o Brasil só perde ao ter, politicamente, assinado esta convenção ou estando presente a esta discussão. Meia dúzia de pessoas querem inviabilizar esta produção em detrimento de milhares”, complementa.

No fim da tarde desta segunda-feira (5), a comitiva de lideranças brasileiras reúne-se para alinhar uma visita diplomática ao embaixador do Brasil no Panamá, Carlos Henrique Moojen de Abreu e Silva. A ideia é utilizar a embaixada e a relação diplomática do Brasil com o Panamá para tentar chancelar a participação da comitiva que representa a produção e industrialização do tabaco no país.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/02/2024 0 Comentários 561 Visualizações
Política

Trabalhadores criticam dificuldade de acesso à Conferência das Partes

Por Jonathan da Silva 05/02/2024
Por Jonathan da Silva

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Novo Stifa) e a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Fumo e Afins (Fentifumo), que representam mais de 40 mil trabalhadores na indústria do tabaco, acompanha com preocupação o início da 10ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco (COP-10). A falta de acesso, tanto às lideranças brasileiras quanto aos veículos de comunicação nacionais, desagrada a direção das entidades que espera um posicionamento favorável por parte do governo do Brasil no caso.

Participando do evento, o presidente do Novo Stifa e Fentifumo, Gualter Baptista Júnior destaca que a conferência inicia com o cerceamento à cadeia produtiva do tabaco. “Marcamos uma presença firme e com nosso posicionamento neste evento. Por mais que sejamos cerceados como entidades e até mesmo a imprensa que enfrenta dificuldade em fazer seu trabalho, nós estamos aqui para mostrar para as autoridades que somos sim uma das partes desta conferência e deveríamos estar sendo ouvidos”, critica.

Baptista Júnior relata que a preocupação do setor, que participa do evento seja por meio das entidades ou por meio dos parlamentares gaúchos, tanto na Assembleia Legislativa, quanto na Câmara dos Deputados, diz respeito às decisões que podem ser tomadas durante a COP-10 que inicia nesta segunda-feira (5). “Qualquer alteração que se faça no que diz respeito à produção do tabaco, certamente atinge manutenção e geração de novos postos de trabalho. O Brasil é reconhecido pela qualidade e experiência na produção. Se esta atividade legalizada não ocorrer no país, vai ser em qualquer outro lugar do mundo, prejudicando a cadeia produtiva nacional”, destaca, ao reafirmar que o posicionamento das entidades que juntas representam mais de 40 mil trabalhadores nas indústrias seguirá de forma firme no Panamá.

Mesmo sem a garantia de acesso, por parte da organização da COP-10, o Presidente do Novo Stifa e Fentifumo reforça o compromisso com os trabalhadores. “Estamos aqui com muito empenho e profissionalismo para que nenhuma decisão que venha prejudicar a produção do tabaco no Brasil seja tomada. Por isso, estamos vigilantes e confiantes de participar deste fórum mundial”, complementa.

A COP-10 ocorre até o próximo sábado (10), no Centro de Convenções e Eventos do Panamá, na capital do país, Cidade do Panamá. O evento é coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), realizado a cada dois anos em um país diferente.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
05/02/2024 0 Comentários 531 Visualizações
Variedades

Santa Cruz mobiliza lideranças quanto à regulamentação de cigarros eletrônicos

Por Marina Klein Telles 05/02/2024
Por Marina Klein Telles

Foi realizada, na manhã da última sexta-feira, 2, no Salão Nobre do Palacinho da Praça da Bandeira, uma reunião entre prefeitos e representantes de entidades para debater a Consulta Pública 1.222/2023, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, que propõe manter no país a proibição dos dispositivos eletrônicos para fumar. A mobilização foi chamada pela prefeita de Santa Cruz do Sul, Helena Hermany, que defende a regulamentação da produção nacional dos cigarros eletrônicos como forma de promover a cultura do tabaco em âmbito nacional.

Participaram os prefeitos de Vera Cruz, Gilson Becker; de Rio Pardo, Rogério Monteiro; de Venâncio Aires, Izaura Landim; de Vale do Sol, Maiquel Silva; de Sinimbu, Sandra Backes; vice-prefeito de Pantano Grande, Paulo Fernando Pires Junior; e os representantes das prefeituras de Vale Verde, Claudio Froemming, e Passo do Sobrado, Claudio Hansel. Também marcaram presença, em apoio à causa, secretários municipais e lideranças de sindicatos e associações.

A abertura das manifestações foi da prefeita de Santa Cruz do Sul, que destacou que os cigarros eletrônicos, mesmo tendo sua comercialização, importação e propaganda proibidos pela Anvisa desde 2009, seguem sendo abertamente consumidos no país. “Existe uma visão distorcida de algumas pessoas e organizações, que não levam em conta a importância da produção do tabaco para a renda de trabalhadores da agricultura e das indústrias. Precisamos nos mobilizar para defender a cadeia produtiva do tabaco, pelo que ela representa para o desenvolvimento de toda a nossa região”, disse Helena Hermany.

Em consonância com a fala da prefeita foi o pronunciamento do presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schunke, que destacou a importância da força política na defesa desta pauta que, segundo ele, impacta diretamente a economia nacional. “A Anvisa, proibindo a produção e comercialização no Brasil, está fazendo com que empresas daqui deixem de produzir, o que se reflete na geração de empregos, renda e também na arrecadação de impostos para os municípios”, afirmou.

Nas manifestações, Helena Hermany e Iro Schunke pediram aos prefeitos presentes que disseminem em seus municípios a Consulta Pública, que segue aberta até o próximo dia 09 de fevereiro e possibilita que a sociedade civil opine sobre a regulamentação dos dispositivos através do preenchimento de um formulário eletrônico (https://pesquisa.anvisa.gov.br/index.php/955171). Em Santa Cruz do Sul, os cidadãos que não são familiarizados com o uso da internet poderão preencher o abaixo-assinado por escrito na recepção do Palacinho, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Convidado para se manifestar enquanto representante do Sindicato Rural, o vereador Bruno Faller mencionou que os cigarros eletrônicos estão em uso há muito tempo no país, o que incentiva o comércio ilegal. “O contrabando se fortalece com esta proibição da produção nacional”, frisou. Da mesma forma, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Santa Cruz do Sul, Cesar Cechinatto, avaliou a proibição como um ato de “desinteligência”, destacando que em cerca de 80 países, “com agências reguladoras tão – ou até mais -rigorosas quanto a Anvisa”, os dispositivos eletrônicos para fumar já são regulamentados.

Em defesa da causa, também fez questão de se pronunciar o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher. “Com certeza, se não fizermos nada, já temos uma definição certa, mas enquanto estivermos presentes para reclamar daquilo que está injusto para os nossos produtores, podemos ter talvez uma decisão satisfatória, com a regulamentação do que hoje está ilegal no Brasil”, disse, parabenizando a mobilização dos proponentes e dos participantes do ato.

Foto: Jaime Fredrich/divulgação | Fonte: Assessoria
05/02/2024 0 Comentários 652 Visualizações
Business

Reuniões sobre preço do tabaco terminam sem acordos

Por Marina Klein Telles 26/01/2024
Por Marina Klein Telles

Mais uma rodada de reuniões de negociação de preço do tabaco para a safra 2023/2024 foi realizada na tarde da última quinta-feira, 25 de janeiro. Três empresas foram recebidas pela comissão representativa dos fumicultores. Com nenhuma delas, foi firmado protocolo, apesar das entidades terem reconsiderado a proposta inicial da variação do custo de produção de cada empresa mais 5 pontos percentuais, como reajuste dos valores das tabelas de preços mínimos.

A Comissão lamenta que, mais uma vez, as reuniões terminam com notícias negativas. “A comissão representativa dos produtores não reconhece a tabela de empresa que não concede reajuste de, no mínimo, da variação do custo de produção. As empresas, ao não repor nem a variação do custo de produção da safra, demonstram não ter comprometimento com seu produtor integrado”, enfatizam os representantes. “Para assinar protocolo somente com a reposição do custo de produção mais um percentual de lucratividade, conforme proposta realizada”.

A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Foto: Luciana Jost Radtke/divulgação | Fonte: Assessoria
26/01/2024 0 Comentários 508 Visualizações
Business

Exportações de tabaco superam US$ 2,72 bilhões em 2023

Por Jonathan da Silva 22/01/2024
Por Jonathan da Silva

Desde 1993, o Brasil ocupa o posto de maior exportador de tabaco do mundo. Números divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC/ComexStat) apontam que, apesar de o país ter exportado em menor volume que em 2022, houve incremento nas divisas. Em todo Brasil, foram embarcadas 512.064 toneladas (-12,45% que em 2022, quando foram 584.861 toneladas). Já em dólares, foram exportados US$ 2,729 bilhões (+11,32% que no ano anterior, com US$ 2,452 bilhões).

Para o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, o resultado está dentro do esperado. “De acordo com pesquisa feita em 2023, tínhamos a previsão de um embarque menor no volume e um acréscimo no montante em dólares exportados, o que se confirmou”, avalia o presidente do SindiTabaco.

No total, 107 países compraram o produto. A União Europeia teve destaque com 42% do total embarcado, seguida de Extremo Oriente (31%), África/Oriente Médio (11%), América do Norte (8%) e América Latina (8%). Bélgica, China, Estados Unidos e Indonésia seguem sendo os países que mais importam tabaco no mundo. Emirados Árabes, Vietnã e Turquia aparecem em seguida no ranking dos maiores importadores de 2023.

Principais países importadores

1º – Bélgica (US$ 605 milhões)
2º – China (US$ 428 milhões)
3º – Estados Unidos (US$ 179 milhões)
4º – Indonésia (US$ 156 milhões)
5º – Emirados Árabes (US$ 121 milhões)
6º – Vietnã (US$ 92 milhões)
7º – Turquia (US$ 91 milhões)

Destaque para o sul

A Região Sul, onde se concentra 95% da produção brasileira de tabaco, segue se destacando. Do volume embarcado em 2023, 85% saiu do Porto de Rio Grande (RS), 12,1% de Santa Catarina e 2,9% do Paraná. A participação do tabaco foi de 0,80% no Brasil, 4,51% na Região Sul e, no Rio Grande do Sul, estado que é o maior produtor, chegou a 11,19%. “Os números continuam demonstrando a grande importância do tabaco no cenário do agro sul-brasileiro, em especial para os gaúchos”, enfatiza Schünke.

Foto: Junio Nunes/divulgação | Fonte: Assessoria
22/01/2024 0 Comentários 491 Visualizações
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