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saúde mental

Projetos especiais

Grupo de apoio em Picada Café ajuda homens que buscam superar o uso de álcool e drogas

Por Jonathan da Silva 30/03/2026
Por Jonathan da Silva

A Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social de Picada Café está promovendo um grupo de apoio voltado a homens que desejam reduzir ou interromper o uso de álcool e drogas. A iniciativa proporciona encontros semanais realizados às quintas-feiras, das 17h às 18h, na Unidade Básica de Saúde do Centro. O serviço é destinado ao acolhimento, escuta e acompanhamento dos participantes, com o objetivo de apoiar o processo de recuperação e fortalecer a saúde mental.

O grupo se reúne semanalmente e propõe um espaço de escuta qualificada, onde os participantes podem compartilhar experiências relacionadas ao uso de substâncias. A atividade é acompanhada por profissionais capacitados, que conduzem as reuniões e auxiliam na construção de estratégias de enfrentamento e superação.

Como participar

Para participar do grupo, é necessário passar por uma entrevista inicial junto ao serviço Acompanha Raps, vinculado à Rede de Atenção Psicossocial. O encaminhamento pode ser realizado diretamente nas Unidades Básicas de Saúde do Centro e de Joaneta, onde as equipes fazem o acolhimento e orientam os interessados sobre o ingresso na atividade.

A ação integra as iniciativas da Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social voltadas à atenção em saúde mental. A proposta busca ampliar o acesso a serviços de cuidado e incentivar a busca por apoio especializado por parte da população masculina que enfrenta dificuldades relacionadas ao uso de álcool e drogas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/03/2026 0 Comentários 154 Visualizações
Projetos especiais

Secretaria de Educação de Novo Hamburgo oferece espaço de escuta para professores

Por Jonathan da Silva 27/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Secretaria Municipal de Educação (Smed) de Novo Hamburgo criou, em agosto de 2025, o projeto “Fala, professor! Entre Vozes – Espaço de Escuta e Acolhimento”, um canal institucional permanente voltado à saúde mental dos docentes da rede municipal. A iniciativa oferece acolhimento confidencial, com possibilidade de anonimato, e mediação de conflitos, com o objetivo de permitir que professores relatem desafios emocionais, profissionais e relacionais vividos no cotidiano escolar e subsidiar ações formativas e organizacionais da Secretaria.

Segundo a Smed, o projeto foi estruturado para funcionar como um espaço seguro e contínuo, não restrito a atendimentos pontuais. Além de acolher os profissionais, os relatos coletados auxiliam na identificação de fatores recorrentes de adoecimento e no planejamento de medidas de apoio às equipes diretivas.

A gerente de educação inclusiva e diversidade, Juliana Aparecida Bohn Bernardes, responsável pelo projeto, afirma que o espaço altera a forma como a rede enfrenta o sofrimento docente. “Quando o professor encontra um lugar protegido para falar, ele deixa de carregar tudo sozinho”, afirma Bohn Bernardes, que observa que conflitos e desgastes podem ser prevenidos com canais institucionais estruturados de escuta e mediação.

Integração ao programa NH que Cuida

O projeto integra o programa “NH que Cuida”, da própria Smed, e se baseia em cinco princípios: confidencialidade, anonimato opcional, escuta ativa, foco no bem-estar e compromisso com ação concreta. De acordo com a Secretaria, cada relato pode gerar encaminhamentos formativos, organizacionais ou de apoio individual.

A assessora pedagógica e psicóloga do projeto, Fernanda Kirsch, destaca a relação entre o cuidado com os docentes e o ambiente escolar. “Quando o docente está bem, reflete no ambiente escolar e na aprendizagem dos estudantes”, afirma Fernanda.

Atendimentos e acesso

O atendimento presencial ocorre em quatro turnos semanais, às quartas-feiras e quintas-feiras, durante todo o dia, conduzido por psicóloga e equipe preparada para escuta e mediação de situações que impactam o bem-estar profissional.

Os professores interessados podem preencher formulário disponível na sala de professores de cada escola ou acessar o site da Smed, em novohamburgo.rs.gov.br/form/fala-professor-entre-vozes-espac.

Foto: Ramon Belmonte/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/02/2026 0 Comentários 193 Visualizações
Variedades

Caminhada Janeiro Branco mobiliza São Leopoldo pela saúde mental neste sábado

Por Jonathan da Silva 28/01/2026
Por Jonathan da Silva

São Leopoldo será palco para a Caminhada Janeiro Branco neste sábado, 31 de janeiro, a partir das 9h. A ação, vinculada à campanha nacional de conscientização sobre saúde mental e bem-estar emocional, terá concentração em frente à clínica Dedicar-se Saúde Emocional e Bem-Estar, na Rua Primeiro de Março, 1144, e trajeto até a Rua Independência, na esquina com a Rua Lindolfo Collor. O objetivo é estimular o diálogo sobre prevenção ao adoecimento emocional e promoção de qualidade de vida.

A atividade integra o movimento promovido pelo Instituto Janeiro Branco e conta com a mobilização dos psicólogos Rodrigo Carvalho, Ana Cristina Cavalcante Koch, Simone Rohr, Daniela Dexheimer e Josivani Mendes. Durante o evento, haverá participação do músico Volnei Cavalheiro.

A proposta da campanha é incentivar reflexões sobre saúde mental no início do ano, período associado a planejamento e mudanças de hábitos.

Programação complementar

A agenda do movimento em São Leopoldo inclui também a ação “Post-it na mão, palavra em ação”, realizada no sábado, 24 de janeiro, na Rua Independência, esquina com a Rua Lindolfo Collor, das 9h às 10h30min. A atividade propõe abordagens breves com foco em reflexões sobre cuidados com a saúde mental ao longo do ano.

Orientações aos participantes

Segundo a psicóloga e mobilizadora da campanha Josivani Mendes, não é obrigatório o uso da camiseta oficial do Janeiro Branco, mas há orientação para que os participantes utilizem camiseta branca, símbolo da campanha. Interessados na camiseta oficial devem realizar inscrição prévia, onde constam mais informações.

As inscrições para a caminhada são gratuitas e podem ser feitas por formulário on-line. Em caso de chuva, novas datas serão divulgadas pelo perfil @dedicarsesaude.

Serviço

  • O quê: Caminhada Janeiro Branco – mobilização sobre saúde mental
  • Quando: Sábado, 31 de janeiro, às 9h
  • Onde: Concentração na Rua Primeiro de Março, 1144, Centro de São Leopoldo, com trajeto até a Rua Independência esquina com a Rua Lindolfo Collor
  • Quanto: Inscrições gratuitas
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/01/2026 0 Comentários 169 Visualizações
Variedades

Feevale recebe selo nacional por práticas em saúde mental no trabalho

Por Jonathan da Silva 22/01/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale foi reconhecida entre as 30 melhores organizações do Brasil em saúde mental no ambiente de trabalho e receberá o selo Workplace Mental Health no dia 29 de janeiro, em São Paulo. A honraria é concedida pela Great People Mental Health, parceira da Great Place to Work (GPTW), que avalia a experiência emocional dos colaboradores, como forma de reconhecer práticas institucionais voltadas ao bem-estar no trabalho.

A premiação será entregue durante cerimônia na capital paulista, com representação da Universidade Feevale pela coordenadora de Desenvolvimento Humano Organizacional do setor de Gestão de Pessoas, Fabrícia Boll. O reconhecimento ocorre em meio ao Janeiro Branco, movimento nacional de conscientização sobre a importância da saúde mental e emocional, e destaca organizações que adotam práticas voltadas à promoção de ambientes de trabalho saudáveis.

O gerente de Gestão de Pessoas da Universidade Feevale, Everton Zambon, afirmou que o reconhecimento valoriza as ações desenvolvidas pela instituição na área. “Realizamos várias ações preventivas em todas as áreas, viabilizando essa percepção positiva da nossa atuação junto aos colegas. Essas melhorias geram maior engajamento e melhores resultados para nossa instituição. Estamos muto felizes e orgulhosos com mais esta conquista”, destacou Zambon.

Avaliação e critérios

Nesta primeira edição do selo, apenas 30 organizações foram reconhecidas como Top 30 Workplace Mental Health 2025. O processo de avaliação contou com a atuação de um comitê técnico formado por especialistas em saúde mental, medicina do trabalho, psicologia organizacional, ética e direito, responsável por validar critérios, analisar situações sensíveis e assegurar a integridade do processo.

Outros reconhecimentos

Em junho de 2025, a Universidade Feevale recebeu da Great People Mental Health a certificação em saúde mental. No mês anterior, foi contemplada com a certificação Great Place to Work (GPTW), concedida com base em pesquisa realizada com colaboradores, que avaliou aspectos como confiança na liderança, respeito, imparcialidade, orgulho e espírito de equipe. Nos últimos dois anos, a instituição também recebeu o prêmio Top Ser Humano, da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Seccional Rio Grande do Sul (ABRH-RS).

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/01/2026 0 Comentários 204 Visualizações
Cidades

Novo Hamburgo sedia imersão do programa VER-SUS com foco em saúde mental

Por Jonathan da Silva 22/01/2026
Por Jonathan da Silva

Novo Hamburgo será sede, a partir deste domingo, 25 de janeiro, de uma imersão do programa Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS), iniciativa do Ministério da Saúde voltada ao debate e à produção de cuidado em saúde mental. A ação reunirá 35 estudantes e residentes da área da saúde, previamente selecionados por edital, em atividades formativas realizadas em diferentes espaços do município até o sábado seguinte, dia 31.

A programação do VER-SUS inicia no domingo, com a chegada dos participantes e a abertura oficial do encontro, que contará com ato solene e uma mesa com aula aberta sobre a Reforma Sanitária e Psiquiátrica na perspectiva da Atenção Primária, na Casa das Artes. Ao longo da semana, os participantes, entre facilitadores e viventes, participarão de formações teóricas, visitas a serviços de saúde, atividades em territórios e momentos de troca de experiências na rede de atenção psicossocial do município.

Participação da gestão municipal

Na segunda-feira, dia 26, a secretária municipal de Saúde de Novo Hamburgo, Betina Espindula, participa de uma formação sobre a história do Sistema Único de Saúde (SUS), seus princípios e diretrizes, além da organização da Rede de Atenção à Saúde do município. “O VER-SUS é uma iniciativa essencial para a formação crítica e humanizada na saúde, fortalecendo o SUS ao integrar teoria e prática, qualificar o cuidado e valorizar a saúde pública como direito”, ressaltou a secretária Betina.

Vivências na rede de atenção psicossocial

Ao longo da semana, além de painéis temáticos, a programação inclui visitas a unidades que integram a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e a comunidades de Novo Hamburgo, possibilitando aos participantes o contato direto com os serviços e com as práticas desenvolvidas no âmbito do SUS no território.

Encerramento do encontro

O encerramento do VER-SUS ocorre no sábado, 31 de janeiro, na sede da Associação Cultural Casa da Praça, com a realização de uma roda de conversa e um sarau sobre o cuidado em saúde mental, em alusão ao Janeiro Branco, campanha dedicada à promoção da saúde mental. A atividade reunirá reflexões, manifestações artísticas e rodas de conversa, marcando o fechamento da imersão.

O que é o programa VER-SUS

Criado em 2003/2004, no âmbito da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, o VER-SUS integra atualmente o Programa Nacional de Vivências no Sistema Único de Saúde, instituído pela Portaria nº 6.098, de 16 de dezembro de 2024. O programa tem como objetivo fortalecer a integração entre ensino, serviço e comunidade, além de contribuir para a formação de trabalhadores comprometidos com as necessidades biopsicossociais da população e com os princípios do SUS.

Por trás do evento

O evento é realizado pela Associação da Rede Unida, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde, da Prefeitura de Novo Hamburgo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Núcleo Municipal de Educação em Saúde Coletiva, com apoio do PET-Saúde, da Universidade Feevale e da Associação Cultural Casa da Praça.

Foto: Secult/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/01/2026 0 Comentários 203 Visualizações
Cultura

PicNic Cultural promove encontro de arte e bem-estar em Picada Café

Por Jonathan da Silva 22/10/2025
Por Jonathan da Silva

Mesmo com a chuva, o PicNic Cultural reuniu a comunidade de Picada Café no sábado (18), na Casa de Cultura Joaneta. O evento, que nesta edição teve como tema a musicoterapia, foi conduzido pela maestrina Cândida Maldaner e proporcionou um momento de integração, arte e reflexão sobre o papel da música no bem-estar coletivo.

Previsto inicialmente para ocorrer ao ar livre, o encontro foi transferido para o espaço interno da Casa de Cultura Joaneta. A maestrina Cândida Maldaner conduziu a atividade com canções selecionadas especialmente para a ocasião, acompanhadas pelo som do violão, em um momento de escuta e partilha.

A proposta desta edição destacou a função terapêutica da música e sua capacidade de promover acolhimento emocional.

Próxima edição

A próxima edição do PicNic Cultural já está marcada para o dia 8 de novembro, em Picada Holanda, no Memorial da Fé (igreja histórica), a partir das 14h. A atividade é gratuita e aberta a toda a comunidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/10/2025 0 Comentários 249 Visualizações
Projetos especiais

Sesc/RS é premiado por projeto de saúde mental voltado a jovens aprendizes

Por Jonathan da Silva 17/10/2025
Por Jonathan da Silva

O Sesc/RS foi um dos 15 vencedores do Prêmio Top Cidadania 2025, promovido pela ABRH-RS, com o programa LeveMente: Um Olhar para a Saúde Mental e a Garantia de Direitos no Programa de Aprendizagem Profissional. A cerimônia de premiação será realizada no dia 27 de novembro, no Grêmio Náutico União, em Porto Alegre. A iniciativa foi desenvolvida pela Gerência de Assistência e Saúde do Sesc/RS, em parceria com o Senac-RS, e tem como objetivo promover o bem-estar emocional e a cidadania entre jovens em formação profissional.

Criado em setembro de 2022, o programa LeveMente surgiu como resposta aos desafios enfrentados pelos aprendizes no período pós-pandemia, quando foi identificado um aumento expressivo nos casos de adoecimento emocional entre os jovens. A proposta oferece acolhimento, escuta qualificada, acesso à garantia de direitos e educação em saúde mental, buscando fortalecer a dimensão humana no processo de aprendizagem.

De acordo com o diretor regional do Sesc/RS, Marcelo de Campos Afonso, o reconhecimento reforça o compromisso da instituição com a saúde integral dos participantes. “O LeveMente é resultado de um trabalho coletivo que busca garantir não apenas o acesso ao conhecimento, mas também o cuidado com o ser humano em sua totalidade. Estar entre os finalistas do Prêmio Top Cidadania reforça nosso compromisso com a saúde integral, que valoriza a educação e uma série de outros determinantes sociais fundamentais para o desenvolvimento da população, indo além do aspecto técnico e valorizando a saúde mental como um pilar essencial no processo de aprendizagem”, afirmou Afonso.

Expansão a alcance estadual

Inicialmente voltado aos 1,9 mil alunos matriculados na Escola Senac Comunidade, em Porto Alegre, o projeto ampliou sua atuação e hoje está presente em mais oito unidades presenciais, que oferecem também atendimento remoto a outras escolas em suas regiões.

Em 2025, o LeveMente passou a ser ofertado aos mais de 13 mil alunos vinculados ao programa de aprendizagem profissional no Rio Grande do Sul. Até o momento, 11.599 aprendizes já participaram das ações do projeto, que incluem rodas de conversa e atividades voltadas à promoção da saúde mental e ao fortalecimento do exercício da cidadania.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/10/2025 0 Comentários 250 Visualizações
Projetos especiais

Projeto Oficineiros une tradição e saúde mental em São Leopoldo

Por Jonathan da Silva 26/09/2025
Por Jonathan da Silva

A Secretaria da Saúde de São Leopoldo está promovendo, ao longo do ano, atividades voltadas ao bem-estar e à saúde mental por meio do Projeto Oficineiros, que ocorre nos bairros da cidade. No mês de setembro, em referência à campanha Setembro Amarelo, o grupo de dança do bairro Vicentina reuniu cerca de 40 participantes, que se vestiram de amarelo e aliaram a tradição gaúcha ao cuidado com a vida durante encontros no salão da Associação de Moradores do Bairro Vicentina (Ambav).

As oficinas acontecem às quintas-feiras e são conduzidas pela educadora física Milena Maculan, que há mais de dez anos desenvolve atividades rítmicas e de expressão corporal no local. “Estamos sempre fazendo festa e sendo feliz. A nossa atividade de educação física trabalha a saúde como um todo, principalmente a mental”, afirmou Milena.

A moradora Vitória Selau, de 75 anos, destacou a importância da proximidade do projeto. “O dia que tem atividade eu levanto cedo. Me arrumo. É tudo de bom. Tem tudo aqui perto agora”, comentou Vitória.

Enchente e saúde mental

O bairro Vicentina foi um dos mais atingidos pela enchente de maio de 2024, o que intensificou a procura por apoio psicológico. O professor da Fundação Municipal de Saúde (FMS) Jonathan Moraes relatou que a demanda se reflete nas atividades. “Ouvimos isso a todo momento e trouxemos isso para o acolhimento. Observamos frequentadores que moravam no bairro e não se conheciam e agora enxergam aqui uma oportunidade de socialização”, destacou Moraes.

A aposentada Bernardino Conceição, de 66 anos, reforçou a importância do projeto. “Passei pela enchente, perdi meu esposo. Isso aqui me ajudou muito. É muito importante esse trabalho realizado pela secretaria, eu ficava dentro de casa”, relatou Bernardino.

Estrutura de apoio

A secretária da Saúde de São Leopoldo, Kelbe Gonçalves, acompanhou uma das atividades e ressaltou a relevância do tema. “Isso mostra o quanto esse tema ganhou importância”, disse, explicando que os atendimentos em saúde mental lideram as demandas das unidades básicas de saúde. Ela destacou a proximidade do cuidado: “O cuidado com o bem-estar começa perto de casa, com a conversa com os vizinhos, com afetos e com as trocas”, pontuou a titular da pasta.

O gestor da Saúde Mental da Secretaria da Saúde, Mello Silva, explicou que o Projeto Oficineiros é vinculado à Atenção Básica. “O trabalho pode ser realizado tanto dentro das UBS como em Associações próximas delas”, detalhou Silva.

Núcleo multiprofissional

As ações são apoiadas por equipes do Núcleo de Apoio à Atenção Primária, formado por psicólogos, psiquiatras, fisioterapeutas, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, sanitaristas, fonoaudiólogos, farmacêuticos, assistentes sociais e educadores físicos, com colaboração de professores e residentes da Unisinos.

Entre as atividades promovidas estão grupos de caminhada, oficinas de saúde do idoso, programas de combate ao tabagismo e outras práticas multiprofissionais, sempre voltadas à integração comunitária e ao cuidado com a saúde mental. Quem tiver interesse em participar pode procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência.

Foto: Romeu Finato/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/09/2025 0 Comentários 293 Visualizações
Cidades

Palestra de Neury Botega encerra programação do Setembro Amarelo em Canela

Por Jonathan da Silva 22/09/2025
Por Jonathan da Silva

A programação do Setembro Amarelo em Canela será encerrada nesta sexta-feira, 26 de setembro, com uma palestra do médico psiquiatra Neury Botega, autor do livro “A tristeza transforma, a depressão paralisa”. O evento acontece às 19h, no auditório do Campus Hortênsias da Universidade de Caxias do Sul, e é aberto à comunidade. Durante a atividade, o médico abordará sintomas da depressão e sinais de alerta para riscos de suicídio, além de discutir o uso de medicações por pessoas diagnosticadas, a dependência de antidepressivos e os tratamentos disponíveis para o cuidado com a saúde mental.

Professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Botega é autor de diversos livros sobre depressão, práticas psiquiátricas e prevenção ao suicídio. Sobre a obra que dá título à palestra, publicada em 2018, o docente afirma que “é um guia completo para quem quer entender a doença que atinge mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo”.

Programação em Canela

O encontro encerra o ciclo de atividades promovidas ao longo do mês no município. A campanha incluiu ações em serviços de saúde, caminhada de conscientização e a publicação de matérias jornalísticas na imprensa local e regional, todas com foco na valorização da vida e na saúde mental.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/09/2025 0 Comentários 300 Visualizações
Saúde

Redes sociais e banalização de diagnósticos preocupam especialistas da psicologia

Por Jonathan da Silva 19/09/2025
Por Jonathan da Silva

Cerca de meio milhão de brasileiros se afastaram do trabalho em 2024 por questões relacionadas à saúde mental, um aumento de 68% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social. Diante desse cenário, a professora de Psicologia da UniRitter, Susani Oliveira, está alertando para os riscos da banalização de diagnósticos de transtornos psicológicos e de desenvolvimento, fenômeno que tem se intensificado com a exposição do tema nas redes sociais.

De acordo com a docente, trivializar diagnósticos pode reforçar preconceitos, ampliar discriminações e dificultar a adesão a tratamentos. “Quando um transtorno é banalizado, perde-se a dimensão do seu impacto real na vida das pessoas e na sociedade, o que pode prejudicar a busca por tratamento adequado”, afirma Susani.

Redes sociais como gatilho

O aumento do debate sobre psicologia nas redes é visto como positivo pela especialista, mas exige cuidado. A professora explica que informações sem responsabilidade podem gerar distorções. “Hoje já não é mais pejorativo dizer que faz terapia ou que possui um transtorno psicológico. Essa mudança é um ganho. Porém, quando a informação circula sem responsabilidade, abre espaço para distorções”, destaca Susani, citando o exemplo de uma música que tratava do Transtorno de Personalidade Borderline e poderia levar a interpretações equivocadas.

Segundo a professora, a popularização de vídeos curtos levou muitas pessoas ao autodiagnóstico. “As redes sociais podem funcionar como um alerta, incentivando alguém a procurar ajuda. O problema é quando a pessoa se rotula a partir de um conteúdo superficial. Ser muito organizado, por exemplo, não significa ter Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). O que diferencia uma característica pessoal de um transtorno clínico é a intensidade, a duração e a frequência com que os sintomas aparecem”, pontua Susani.

Experiências compartilhadas

Para a professora, os relatos podem ser positivos quando acompanhados de orientações médicas ou de experiências pessoais comunicadas com responsabilidade. “É preciso estar ciente das consequências que acompanham as postagens. Quando o discurso é sensacionalista ou pejorativo, o impacto pode ser ainda mais estigmatizante, levando até mesmo pessoas diagnosticadas a resistirem ao tratamento”, ressalta a especialista.

Susani acrescenta que quando figuras públicas compartilham diagnósticos de forma consciente, isso pode inspirar acolhimento. “Quando alguém que admiramos compartilha seu diagnóstico, isso pode servir de inspiração e mostrar que é possível conviver com o transtorno e alcançar conquistas”, detalha a docente.

Informação com responsabilidade

Susani defende que informação sobre saúde mental deve ser acompanhada de práticas éticas e legais, tanto por parte dos usuários quanto das plataformas digitais. Na última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) redefiniu a responsabilidade dessas empresas, exigindo a remoção de conteúdos ilícitos e ações proativas contra desinformação e discurso de ódio.

Autodiagnóstico e automedicação

Um levantamento do Datafolha em 2024 revelou que nove em cada dez brasileiros tomam medicamentos por conta própria. A especialista alerta para os riscos desse comportamento. “O impacto pode surgir de várias formas: automedicação, adoção de tratamentos inadequados ou até a piora do quadro clínico. Além disso, a pessoa pode começar a construir sua identidade com base em um rótulo equivocado, o que afeta diretamente sua autoestima e suas relações”, explica Susani.

O papel dos profissionais

Nesse contexto, a produção de conteúdo de qualidade por psicólogos e psiquiatras nas redes sociais é considerada fundamental. “É preciso equilíbrio. Falar sobre transtornos, sim, mas de forma responsável, sem banalizar e estigmatizar. Só assim conseguiremos transformar informação em acolhimento e, principalmente, em acesso a tratamentos adequados”, conclui a professora Susani.

Foto: Yanalya/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
19/09/2025 0 Comentários 444 Visualizações
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