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saúde mental

Saúde

Estudo aponta modelo para prever risco de depressão em adolescentes antes dos sintomas

Por Jonathan da Silva 02/06/2026
Por Jonathan da Silva

Um estudo liderado pelo professor e doutor em psiquiatria Christian Kieling, head da Unidade de Pesquisa em Saúde Mental do Hospital Moinhos de Vento, identificou um modelo capaz de prever o risco de depressão em adolescentes antes do surgimento dos primeiros sintomas. A pesquisa, realizada em parceria com pesquisadores do Reino Unido e publicada na revista Molecular Psychiatry, acompanhou estudantes da rede pública de Porto Alegre durante três anos. O trabalho combina dados sociodemográficos, exames de sangue e neuroimagem para ampliar a capacidade de identificar jovens mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença, com o objetivo de fortalecer estratégias de prevenção em saúde mental.

Os resultados mostraram que 44% dos adolescentes classificados como de alto risco pelos dois modelos avaliados desenvolveram depressão ao longo de três anos. Entre aqueles considerados de baixo risco em ambos os critérios, não houve registros da doença no mesmo período.

A pesquisa integra o consórcio internacional IDEA (Identifying Depression Early in Adolescence) e propõe uma abordagem diferente da tradicional, que normalmente identifica a depressão apenas quando os sintomas já estão presentes. “A depressão não surge de forma repentina. O que mostramos é que existem indicadores psicossociais e biológicos que permitem identificar uma vulnerabilidade maior ao desenvolvimento da doença”, afirma o professor e doutor em psiquiatria Christian Kieling.

Combinação de fatores

Segundo os pesquisadores, a capacidade de previsão aumenta quando são analisados em conjunto fatores relacionados ao contexto de vida dos adolescentes, como ambiente familiar e condições sociais, além de indicadores biológicos ligados à inflamação, alterações em substâncias que protegem o cérebro e maior sensibilidade a estímulos negativos em áreas cerebrais associadas às emoções. “Quando analisados em conjunto, esses fatores permitem uma compreensão mais ampla da saúde mental, ao conectar o funcionamento do cérebro, o sistema imunológico e o contexto de vida”, explica Christian Kieling.

Impacto para a saúde pública

De acordo com os pesquisadores, os resultados podem contribuir para a identificação precoce de adolescentes em situação de vulnerabilidade, reduzir os impactos da depressão entre jovens, melhorar a distribuição de recursos em saúde mental e fortalecer políticas de prevenção baseadas em evidências científicas.

A proposta prevê um modelo de triagem em etapas. Inicialmente, seriam utilizadas informações sociodemográficas de fácil obtenção. Em um segundo momento, adolescentes identificados como mais vulneráveis poderiam ser submetidos a exames complementares mais específicos. “Esse modelo abre caminho para uma mudança importante no cuidado em saúde mental: sair de uma abordagem reativa, focada no tratamento, para uma atuação preventiva, identificando quem precisa de atenção antes do adoecimento”, destaca Christian Kieling.

Foto: Ryanniel Masucol/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
02/06/2026 0 Comentários 71 Visualizações
Variedades

Fórum Regional de Saúde Mental reúne mais de 700 participantes em Santa Cruz do Sul

Por Jonathan da Silva 27/05/2026
Por Jonathan da Silva

O 29º Fórum Regional de Saúde Mental do Vale do Rio Pardo foi realizado nesta terça-feira (26), em Santa Cruz do Sul, reunindo mais de 700 participantes entre trabalhadores da saúde, usuários, familiares e gestores públicos dos municípios que integram a 13ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS). O encontro ocorreu no Pavilhão Central do Parque da Oktoberfest e teve como objetivo fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) por meio da integração regional, da troca de experiências e da discussão de políticas públicas voltadas à saúde mental.

Promovido de forma itinerante desde 1997, o fórum teve como tema neste ano “Saúde Mental em Cena: a arte de ser protagonista da sua história”. A proposta da edição foi de debater o protagonismo dos usuários, a inclusão social e o uso da arte como ferramenta de cuidado e expressão.

Abertura do encontro

A cerimônia de abertura contou com a presença do prefeito Sérgio Moraes (PL), da coordenadora da 13ª CRS, Mariluci Reis, da secretária municipal de Saúde, Denise Graebner, da coordenadora de Saúde Mental do município Valquíria Toledo Souto, do vereador Edson Azeredo (PL) e da representante dos usuários da Rede de Atenção Psicossocial, Silvia Lilian Cáceres Ferroni.

Mais que um transtorno

Representando os usuários da rede, Silvia Lilian Cáceres Ferroni compartilhou sua trajetória relacionada aos transtornos mentais e à adesão ao tratamento nos serviços públicos de saúde. “Somos pessoas, somos muito mais que um transtorno”, afirmou Silvia.

Programação

A programação do fórum seguiu ao longo do dia com oficinas, rodas de conversa, atividades de integração, apresentações artísticas e baile. As ações foram voltadas à valorização da diversidade, ao combate aos estigmas relacionados à saúde mental e ao fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial nos municípios da região.

Fotos: Claudine Friedrich/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2026 0 Comentários 81 Visualizações
Variedades

Nova fase da NR-1 amplia exigências sobre riscos psicossociais nas empresas

Por Jonathan da Silva 26/05/2026
Por Jonathan da Silva

Empresas brasileiras passam a ter de incluir fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) a partir desta terça-feira, 26 de maio, com a entrada em vigor da nova fase da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A atualização amplia as exigências relacionadas à saúde mental e às condições de trabalho, prevendo que as organizações demonstrem medidas concretas de prevenção e gestão de riscos ligados a sobrecarga, assédio, conflitos e adoecimento no ambiente profissional. A fiscalização poderá exigir evidências práticas da implementação das ações previstas nos programas internos das empresas.

Segundo a psicóloga Andréa Fidelis, diretora da Capital Care Assessoria Organizacional, coordenadora do curso de Psicologia do Instituto Brasileiro de Gestão de Negócios e docente do Mestrado Profissional em Psicologia Organizacional e do Trabalho da Universidade Potiguar, o principal risco para as empresas é tratar a norma apenas como uma exigência burocrática. “A empresa precisa demonstrar que olhou para a forma como o trabalho está organizado. Não basta ter um documento pronto se a rotina continua produzindo sobrecarga, medo, conflito ou adoecimento”, avalia Andréa.

Orientações do Ministério do Trabalho

No início de maio, o Ministério do Trabalho e Emprego publicou um guia de perguntas e respostas voltado à aplicação prática da norma. O documento orienta empresas, trabalhadores e profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho sobre as exigências relacionadas ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

De acordo com as orientações do ministério, a adequação não se limita à elaboração formal do programa, mas envolve critérios técnicos, participação dos trabalhadores e comprovação de implementação das medidas previstas.

Na prática, a fiscalização deverá considerar entrevistas com empregados, observação das condições de trabalho, registros de participação das equipes e medidas efetivamente adotadas para redução dos riscos identificados.

Erros mais comuns

Entre os principais erros apontados pela especialista está a elaboração de um “documento de gaveta”, sem conexão com a rotina real de trabalho. Segundo Andréa Fidelis, a existência de um PGR estruturado não será suficiente caso o inventário de riscos não dialogue com as condições enfrentadas pelos trabalhadores.

Outro ponto destacado é a ausência de participação dos empregados na elaboração do inventário de riscos. A psicóloga afirma que a escuta das equipes é necessária para identificar fatores como sobrecarga, metas incompatíveis, conflitos, assédio, baixa autonomia e falhas de comunicação.

A especialista também alerta para empresas que realizam pesquisas internas sem transformar os dados coletados em ações práticas. “O ponto central é demonstrar o ciclo completo: identificar, avaliar, priorizar, agir e monitorar. Se o levantamento aponta sobrecarga ou violência psicológica, por exemplo, a empresa precisa mostrar quais medidas foram adotadas, quem ficou responsável, em que prazo e com qual acompanhamento”, afirma Andréa.

Canais de denúncia

Segundo Andréa Fidelis, outro erro é separar a adequação à NR-1 dos canais de denúncia previstos na Lei 14.457/22. De acordo com ela, empresas precisam demonstrar que possuem mecanismos seguros e conhecidos pelos trabalhadores para denúncias relacionadas a assédio, violência e medo de retaliação.

A especialista também destaca o papel das lideranças no processo de prevenção dos riscos psicossociais. “A empresa precisa sair da lógica do documento pronto e entrar na lógica da responsabilidade contínua. Risco psicossocial não se resolve com uma ação isolada. Ele precisa ser identificado na forma como o trabalho acontece todos os dias”, conclui a especialista.

Foto: Magnific/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/05/2026 0 Comentários 98 Visualizações
Variedades

Novo Hamburgo recebe encontro do Sindaergs sobre a NR-1 nesta terça

Por Jonathan da Silva 25/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato dos Administradores no Estado do Rio Grande do Sul (Sindaergs) realiza a 41ª edição do Encontro com o Conhecimento (ECC) nesta terça-feira, dia 26 de maio, em Novo Hamburgo. O evento será realizado às 19h30min, no Auditório do Prédio Azul, no Câmpus II da Universidade Feevale, reunindo profissionais, estudantes e integrantes da comunidade acadêmica para debater felicidade no ambiente de trabalho, desempenho organizacional e adequação às exigências da NR-1, norma voltada à segurança e saúde no trabalho. A iniciativa busca discutir os impactos das novas demandas corporativas ligadas à saúde mental, qualidade das relações profissionais e modelos de gestão.

A programação contará com a palestra “Felicidade como Estratégia de Gestão: resultados, carreira e adequação à NR-1”, ministrada pela administradora Ana Bellissimo. Durante a apresentação, serão abordadas questões relacionadas ao bem-estar no ambiente corporativo, produtividade, retenção de talentos e clima organizacional.

Debate sobre gestão e saúde mental

Segundo a entidade, o encontro pretende ampliar as discussões sobre os desafios enfrentados pelas empresas diante das atualizações da NR-1 e da necessidade de construção de ambientes de trabalho considerados mais equilibrados e alinhados às transformações do mercado.

O evento também busca estimular a troca de experiências entre profissionais e estudantes da área da administração. A proposta do ECC é promover debates sobre gestão, desenvolvimento humano e desempenho organizacional, além de incentivar networking entre os participantes.

Inscrições gratuitas

As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Os participantes receberão certificado de participação, enquanto estudantes poderão validar três horas de atividade complementar.

Serviço

  • O quê: 41º Encontro com o Conhecimento –  Sindaergs
  • Quando: Terça-feira, 26 de maio, às 19h30min
  • Onde: Auditório do Prédio Azul, Câmpus II da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo
  • Quanto: Gratuito, mediante inscrição prévia em doity.com.br/41-encontro-com-o-conhecimento-felicidade-como-estrategia-de-gestao
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/05/2026 1 Comentário 97 Visualizações
Projetos especiais

Caxias do Sul recebe semana de debates sobre saúde mental e luta antimanicomial

Por Jonathan da Silva 14/05/2026
Por Jonathan da Silva

Caxias do Sul sediará, entre os dias 16 e 23 de maio, a 5ª edição do Nós Louc@s e a 3ª edição do SUSpira, eventos voltados à promoção da saúde mental e ao debate sobre a luta antimanicomial. A programação ocorrerá em diferentes espaços da cidade, com atividades presenciais e virtuais organizadas pelo Fórum Gaúcho de Saúde Mental (FGSM) Núcleo Serra Gaúcha e pela Frente em Defesa da Saúde Mental da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. O objetivo é promover reflexões sobre cuidado em liberdade, fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), além de ampliar o debate público sobre políticas de saúde mental e combate ao estigma relacionado à loucura.

As atividades incluem palestras, mesas de debate, aulas abertas, manifestações artísticas e bate-papos, reunindo usuários da saúde mental, familiares, trabalhadores, estudantes, pesquisadores, coletivos culturais e integrantes da comunidade.

Debates sobre saúde mental e reforma psiquiátrica

A edição deste ano propõe discussões sobre os 25 anos da Lei 10.216, considerada marco da Reforma Psiquiátrica Brasileira, e os 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde, apontada como fundamental para a construção do SUS.

De acordo com a organização, as ações buscam reafirmar a saúde mental como um direito construído a partir do cuidado comunitário, do vínculo social e da liberdade.

A programação terá início no dia 16 de maio, com o Seminário de Apresentação de Pesquisas em Saúde Mental Coletiva, promovido pelo Curso de Especialização em Saúde Mental Coletiva da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O encontro acontecerá às 8h30min, na Sala 404 do Bloco F da instituição.

O seminário reunirá pesquisas sobre temas como apoio matricial no SUS, luta antimanicomial, desigualdades sociais, saúde mental na infância, adolescência e velhice, práticas integrativas, institucionalização da pessoa idosa e prevenção ao suicídio.

Programação da semana

Na segunda-feira, 18 de maio, será exibido o programa Café com Letras, às 11h, pela TV Câmara e YouTube. No mesmo dia, às 18h30min, ocorrerá a abertura oficial do evento no Plenarinho da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, com contextualização histórica da luta antimanicomial.

Ainda na segunda-feira, a Livraria e Café Arco da Velha receberá uma edição da Órbita Literária com bate-papo conduzido pelo escritor e rearticulador do FGSM Serra, Roque Júnior. O encontro abordará a relação entre corridas de rua e saúde mental.

Na terça-feira, 19 de maio, o Centro de Cultura Ordovás sediará a 3ª edição do SUSpira Caxias, das 14h às 17h, com atividades voltadas a usuários e familiares da RAPS de Caxias do Sul.

Às 19h do mesmo dia, uma mesa virtual discutirá os 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde e os 25 anos da Lei 10.216, com participação de Károl Veiga Cabral e Elizabete Bertele.

A programação continua na sexta-feira, 22 de maio, com a atividade “RESpira o Cuidado em Liberdade”, aula aberta marcada para as 14h, na sala 501 do Bloco S da UCS. O encontro contará com a participação da profissional de saúde e militante da luta antimanicomial Margarete de David, do escritor e militante Roque JR e convidados.

No sábado, 23 de maio, será realizada uma atividade voltada à saúde mental das mulheres, mediada pelo coletivo “Nós, juntas”. O encontro ocorrerá às 14h30min, na ENCA — Entidade Assistência à Criança e Adolescente, no bairro Belo Horizonte.

A programação ainda poderá receber novas atividades e confirmações. As ações são gratuitas e abertas ao público interessado.

Por trás do evento

A Semana Municipal da Luta Antimanicomial foi instituída pela Lei nº 9.134 e passou a integrar o calendário oficial de Caxias do Sul em junho de 2024.

O evento conta com apoio da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila), Associação Gaúcha de Usuários da Saúde Mental (AGUSM-RS), Câmara Municipal de Caxias do Sul, Órbita Literária, Do Arco da Velha Livraria e Café e Mental Tchê.

Criado em 2019, o Nós Louc@s foi inspirado em iniciativas históricas da luta antimanicomial no Rio Grande do Sul e propõe espaços de arte, cultura e participação social como forma de enfrentamento ao preconceito e às violências institucionais.

Já o SUSpira é promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental em parceria com a Rede de Atenção Psicossocial, com foco na valorização do SUS e da saúde mental pública e comunitária.

Serviço

  • O quê: Semana Municipal da Luta Antimanicomial – 5º Nós Louc@s e 3º SUSpira
  • Quando: De 16 a 23 de maio
  • Onde: Caxias do Sul, com atividades presenciais e virtuais
  • Quanto: Gratuito
  • Mais detalhes: Instagram @fgsmserra
Foto: FGSM Serra/Divulgação | Fonte: Assessoria
14/05/2026 0 Comentários 125 Visualizações
Política

Campo Bom recebe repasse de R$ 2,5 milhões do Governo Federal para novo Caps

Por Jonathan da Silva 28/04/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Campo Bom formalizou o repasse de R$ 2,5 milhões do Governo Federal para a construção de um novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) no município. O ato ocorreu em cerimônia nesta sexta-feira (24), com participação do Ministério da Saúde e de representantes da administração municipal. A obra já está em andamento e tem como objetivo ampliar a estrutura de atendimento em saúde mental e qualificar os serviços prestados à população.

Participaram da solenidade a secretária municipal da Saúde, Luana Schnorr, e a secretária-geral de Governo, Beatriz Fagundes.

Investimento na obra

O investimento total previsto é de R$ 2.695.990,00. Desse valor, R$ 2,593 milhões são oriundos do Governo Federal, por meio do Novo PAC, e R$ 102 mil correspondem à contrapartida do município.

Segundo a Prefeitura, a captação dos recursos federais foi conduzida pelo Departamento de Captação de Recursos da Secretaria-Geral de Governo.

A nova unidade seguirá o padrão federal para Caps I, com cerca de 900 metros quadrados, adaptada ao terreno disponível.

Atendimento em saúde mental

Atualmente, o serviço acompanha cerca de 2 mil usuários. O Caps atende pessoas de todas as idades com transtornos mentais moderados, graves e persistentes, oferecendo acolhimento e acompanhamento multiprofissional.

Entre os profissionais envolvidos estão psicólogos, psiquiatras e outros trabalhadores da área da saúde. O atendimento inclui terapias individuais e em grupo, atividades comunitárias e projetos terapêuticos como cãoterapia, arteterapia, musicoterapia e ações de ambiência.

Objetivo do serviço

De acordo com a administração campo-bonense, o Caps busca promover a reabilitação psicossocial e a reintegração dos pacientes à sociedade, evitando internações desnecessárias e priorizando atendimento comunitário e multidisciplinar.

Estrutura atual

O Caps – Fips (Fórum Integrado Psicossocial) de Campo Bom foi implantado em gestão anterior do prefeito Giovani Feltes (MDB). Segundo o município, a estrutura atual segue como referência local, abrigando também outros serviços e mantendo funcionamento regular.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/04/2026 0 Comentários 127 Visualizações
Cidades

Picada Café terá novo centro de atendimento em saúde mental na antiga Escola Amiguinho

Por Jonathan da Silva 15/04/2026
Por Jonathan da Silva

Está em andamento a reforma do prédio que abrigava a Escola Amiguinho, no bairro Bela Vista, em Picada Café, para transformação em um Centro de Atendimento em Saúde Mental. O investimento é de R$ 108.260,45, com previsão de conclusão no primeiro semestre deste ano.

O novo espaço integrará a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), política pública do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao cuidado integral em saúde mental. A Raps atende pessoas com transtornos mentais graves e persistentes — como esquizofrenia e transtornos de humor severos —, usuários de álcool e outras drogas, indivíduos em situação de crise psíquica e outros públicos que necessitam de acompanhamento especializado.

A obra está sendo executada pela empresa Patrícia Braga Barcelos.

Foto: Marco Dieter/Comunicação/Prefeitura de Picada Café/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/04/2026 0 Comentários 126 Visualizações
Cidades

Campo Bom inicia obra de novo Caps com investimento de R$ 2,6 milhões

Por Jonathan da Silva 09/04/2026
Por Jonathan da Silva

A implantação de um novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) foi iniciada pela Prefeitura de Campo Bom, com investimento de R$ 2,6 milhões, em obra que será executada na Rua Araújo Lima, no bairro Bela Vista. A unidade ficará próxima ao atual serviço e tem como objetivo ampliar e qualificar o atendimento em saúde mental no município.

Do total investido, cerca de R$ 2,59 milhões são provenientes do Governo Federal, por meio do Novo PAC, e R$ 102 mil correspondem à contrapartida municipal. A nova estrutura seguirá o padrão de Caps I, com aproximadamente 900 metros quadrados.

Cerca de 2 mil usuários

Atualmente, o serviço acompanha cerca de 2 mil usuários e atende pessoas de todas as idades com transtornos mentais moderados, graves e persistentes. Entre as atividades ofertadas estão atendimentos individuais e em grupo, além de projetos terapêuticos como arteterapia, musicoterapia e ações comunitárias. “A nova unidade vem para fortalecer ainda mais esse trabalho, ampliando as possibilidades de cuidado, com uma equipe preparada e um olhar humanizado para cada paciente”, afirma a secretária municipal de Educação e Cultura campo-bonense, Mara Daubermann.

Nos fundos do hospital

A nova unidade será construída em área localizada nos fundos do Hospital de Campo Bom, o que deve facilitar o acesso e a organização dos atendimentos. O Caps atua com equipe multiprofissional e tem como foco a reabilitação psicossocial e a reintegração dos pacientes, buscando evitar internações desnecessárias.

Obra em andamento

Segundo a administração municipal, a obra já teve início e está na fase de mobilização da empresa responsável. “A saúde mental precisa ser tratada com prioridade. Esse novo CAPS representa mais um avanço importante, garantindo estrutura adequada e continuidade no atendimento para quem precisa”, reforça o prefeito de Campo Bom, Giovani Feltes (MDB). O repasse dos recursos federais ocorrerá conforme o cronograma estabelecido pelo Governo Federal.

Foto: Shamchai Oliveira/PMCB/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/04/2026 0 Comentários 139 Visualizações
Projetos especiais

Projeto oferece apoio em saúde mental a vítimas das enchentes no RS

Por Jonathan da Silva 02/04/2026
Por Jonathan da Silva

Estão abertas as inscrições para o projeto Recomeçar, iniciativa do Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde, voltada ao atendimento em saúde mental de pessoas afetadas pelas enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. O programa, lançado por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), oferece suporte gratuito por meio de um processo estruturado que inclui triagem e acompanhamento psicológico. A iniciativa busca atender pessoas que sofreram impactos diretos das cheias, como deslocamento forçado e perdas materiais e emocionais, com expectativa de alcançar cerca de 10 mil participantes na primeira fase.

Podem se inscrever pessoas com 16 anos ou mais que tenham sido diretamente atingidas pelas enchentes. O processo começa com uma pré-triagem online, seguida de avaliação de sintomas como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. Aqueles que atenderem aos critérios participarão de um programa de apoio psicológico, enquanto os demais receberão orientações e materiais de suporte.

Como funciona

O projeto utiliza o protocolo Enfrentando Problemas+ (EP+), desenvolvido pela Organização Pan-Americana da Saúde, com base em técnicas validadas internacionalmente para atendimento de pessoas expostas a situações adversas. A abordagem prevê até sete encontros, com foco no manejo do estresse, na resolução de problemas cotidianos e na melhoria do bem-estar.

O médico intensivista e chefe do Serviço de Medicina Interna do Hospital Moinhos de Vento, Regis Goulart Rosa, destacou o objetivo da iniciativa. “Trata-se de um cuidado que vai além da perda material. Nosso objetivo é reduzir os impactos na saúde mental associados a essa experiência, que podem persistir por anos”, afirmou.

Equipe envolvida

Segundo a líder operacional do projeto, Geraldine Trott, o atendimento será realizado por uma equipe multidisciplinar. “A equipe do projeto é multidisciplinar, composta por profissionais qualificados e capacitados em saúde mental, com supervisão de psicólogos e psiquiatras”, destacou Geraldine.

O psiquiatra do Hospital Moinhos de Vento, Christian Kieling, explicou a proposta do método utilizado. “O protocolo consiste em uma intervenção psicológica de baixa intensidade que oferece ferramentas práticas que empoderam o indivíduo para lidar com o estresse e o sofrimento emocional de maneira mais saudável. Trata-se de uma oportunidade única para desenvolver e adaptar estratégias eficazes de cuidado em saúde mental no Brasil”, ressaltou Kieling.

O superintendente de Responsabilidade e Gestão de Riscos do Hospital Moinhos de Vento, Admilson Reis, ressaltou os efeitos prolongados de eventos extremos. “Catástrofes naturais podem gerar impactos psicológicos que perduram por até uma década, afetando significativamente a qualidade de vida das pessoas”, ponderou Reis.

Objetivo da ação

De acordo com o CEO do hospital, Mohamed Parrini, a proposta do projeto vai além do atendimento imediato. “Mais que uma resposta emergencial, o Recomeçar oferece um modelo estruturado de enfrentamento psicológico para situações de desastres climáticos que pode até apoiar futuras políticas públicas na saúde pública”, enfatizou Parrini.

Até dezembro

Com duração prevista até dezembro de 2026, o projeto também incluirá um estudo sobre os resultados do programa, com o objetivo de produzir dados para o sistema de saúde brasileiro em contextos de eventos climáticos extremos.

As inscrições são realizadas por meio de formulário online. Após o preenchimento, um profissional da equipe entra em contato para dar continuidade ao processo de triagem. Podem participar pessoas a partir de 16 anos, sendo necessária autorização de responsável legal para menores de 18 anos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/04/2026 0 Comentários 165 Visualizações
Cidades

Consepro promove palestra sobre saúde mental para agentes da Fase em Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 31/03/2026
Por Jonathan da Silva

O Conselho Pró-Segurança Pública (Consepro) de Novo Hamburgo realizou uma palestra voltada à saúde mental de agentes de segurança pública da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) na tarde desta segunda-feira (30), em Novo Hamburgo. A atividade integrou o encerramento das ações do Mês da Mulher e teve como objetivo promover acolhimento e reflexão sobre os desafios enfrentados por profissionais que atuam na linha de frente da segurança.

A atividade foi conduzida pela psicóloga e diretora social voluntária do Consepro, Aline De Negri, que abordou a importância do cuidado com a saúde mental no cotidiano das agentes.

Durante a palestra, a profissional destacou a necessidade de fortalecer redes de apoio entre as trabalhadoras. “Promover saúde mental é, acima de tudo, fomentar uma rede de apoio sólida para aquelas que cuidam tão bem da nossa sociedade”, afirmou Aline.

Objetivo da iniciativa

Segundo a organização, a proposta foi oferecer um espaço de escuta e troca de experiências, considerando as demandas emocionais relacionadas à atuação na área de segurança pública.

A ação também buscou reconhecer o papel das profissionais no atendimento socioeducativo e ampliar o debate sobre saúde mental no ambiente de trabalho.

O que é o Consepro

O Consepro de Novo Hamburgo atua no apoio às forças de segurança do município. De acordo com a entidade, a realização de atividades voltadas ao bem-estar dos profissionais faz parte das iniciativas que complementam o suporte à estrutura da segurança pública local.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/03/2026 2 Comentários 262 Visualizações
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