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Reforma Tributária

Business

Reforma tributária pode ajudar a criar ambiente de negócios mais favorável

Por Marina Klein Telles 08/02/2024
Por Marina Klein Telles

A reforma tributária não vem para resolver problemas históricos e estruturais brasileiros, mas pode ajudar a criar um ambiente de negócios mais favorável, especialmente para o setor produtivo, em face da redução da complexidade (e de seus custos respectivos) e a tentativa de, finalmente, implementar no Brasil a não cumulatividade plena (tributo da espécie IVA).

A afirmação é do advogado tributarista Marciano Buffon, consultor da ACI, professor da Unisinos e membro do Conselho Tributário da Fiergs. Em webinar para associados da ACI na quarta-feira, 7, Buffon enfatizou que as empresas não devem ficar preocupadas com as mudanças que entrarão em vigor a partir de 2026 e se estenderão até 2033.

Conforme o palestrante, a proposta aprovada pelo Congresso (PEC 45-F/2019) tem como impactos gerais redução de custos, nova regulamentação, mudança de planejamento e simplificação na tributação para às empresas. Já para a população, pretende desonerar a cesta básica (via mecanismo de restituição de tributos pagos por pessoas de baixa renda) e possível redução dos preços de produtos e serviços.

Os atuais tributos federais PIS, Cofins e IPI deixarão de existir e serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto Seletivo. O ICMS, estadual, e o ISS, municipal, serão substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). “O setor de serviços sofrerá forte impacto negativo no recolhimento de seus tributos”, disse o palestrante. Mas, conforme ele, o cenário não é de ‘terra arrasada’, pois há previsão de redução de 30% da alíquota de CBS e IBS para a prestação de serviços de profissão intelectual, natureza científica, literária ou artística, desde que submetidos à fiscalização por conselho profissional. Além disso, a maior parte das empresas não será afetada pelas mudanças por pertencer ao Super Simples, no qual não foram feitas alterações.

Unificação de tributos

Marciano Buffon destacou que a unificação dos impostos simplifica e reduz custos. O contribuinte não estará mais submetido a 27 diferentes legislações de ICMS e milhares de leis de ISS e dezenas de regras diferenciadas para PIS/Cofins, mas a uma legislação única para o IBS ou IVA dual. Além disso, a base ampla de incidência (bens e serviços) permite eliminar a cumulatividade cruzada. Com isso, serviços tributados pelo ISS que servem de insumo para indústria não geram crédito pela eliminação da ‘zona cinzenta’ entre bens e serviços e redução de contencioso; alocação mais eficiente de capital com fim da guerra fiscal e redução dos custos de logística.

Regras de transição

– Em 2026, o IBS terá alíquota estadual de 0,1% e a CBS, de 0,9%
– Em 2027, o IBS terá alíquota estadual de 0,1% e a CBS substituirá as contribuições para PIS e Cofins e o IPI
– Em 2028, o IBS continuará com alíquota de 0,1%
– De 2029 a 2032, alíquotas do ICMS e do ISS serão fixadas nas seguintes proporções em comparação às ora vigentes: 9/10 em 2029; 8/10 em 2030; 7/10 em 2031 e 6/10 em 2032
– Ficarão extintos, a partir de 2033, o IPI, o ICMS e o ISS

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/02/2024 0 Comentários 523 Visualizações
Política

Abicalçados participará de grupos para discutir reforma tributária

Por Marina Klein Telles 31/01/2024
Por Marina Klein Telles

O Instituto Unidos Brasil (IUB), em parceria com as Frentes Parlamentares Produtivas, anunciou, hoje (30), a criação de 20 grupos de trabalho para fomentar a discussão da regulamentação da Reforma Tributária na sociedade civil A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), no evento representada pelo seu presidente-executivo, Haroldo Ferreira, fará parte das discussões.

A criação dos grupos é uma reação à publicação no Diário Oficial da União de uma lista elaborada pelo Governo Federal para discutir a regulamentação da Reforma Tributária. No entanto, segundo o IUB, a maioria dos membros que compõem os grupos fazem parte da Receita Federal, ou seja, não há representatividade daqueles que são mais impactados com o novo regime tributário, que estão na iniciativa privada.

Segundo Ferreira, o objetivo do grupo é participar ativamente das discussões acerca da Reforma Tributária. “O Governo criou o seu instrumento de discussão sem levar em consideração representantes das empresas e da sociedade civil. O nosso objetivo é participar do debate e defender as empresas para que a Reforma, de fato, diminua a carga tributária e a burocracia das obrigações acessórias que tanto atrasam o desenvolvimento do nosso País. Não podemos deixar que uma medida histórica como a aprovação da Reforma perca o seu objetivo principal, que é tornar o Brasil um país mais moderno e justo”, comenta o executivo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/01/2024 0 Comentários 545 Visualizações
Business

Momento do Empreendedor: O choque de realidade da Reforma Tributária

Por Marina Klein Telles 08/12/2023
Por Marina Klein Telles

A simplificação do processo tributário, que viria por um único imposto – o IVA – caiu por terra, pois os cinco impostos atuais darão lugar a outros cinco. Se hoje as empresas têm que contribuir com PIS, Cofins e IPI (competência federal) e ICMS e ISS, de competências estadual e municipal, com a nova proposta passariam a pagar o Novo IBS – imposto a ser cobrado no local de consumo dos bens e serviços, com desconto do tributo pago em fases anteriores da produção; o Imposto dual – o IBS terá uma parcela gerida pela União e outra por estados e municípios; o Imposto seletivo – que será uma espécie de sobretaxa sobre produtos e serviços que prejudiquem a saúde ou o meio ambiente; a Alíquotas do IBS – haverá uma alíquota padrão e outra diferenciada para atender setores como o da saúde. Isso porque esses setores não têm muitas etapas, como a indústria.

“Minha mensagem é realista e por isso, tende a ser negativa para o futuro”. A frase é do vice-presidente Jurídico da Federasul, Milton Terra Machado, palestrante do Momento do Empreendedor promovido pela Acist-SL na quinta-feira, 7 de dezembro. Ele refere-se às mudanças propostas pela Reforma Tributária. “As promessas contidas no projeto inicial tendem a não se concretizar”, lamentou, explicando que os pilares que sustentam o projeto não acompanham as diretrizes para um modelo realmente eficiente.

Haverá também o regime de Exceções, pelo qual a Zona Franca de Manaus e o Simples manteriam as regras atuais. E alguns setores teriam regimes fiscais específicos: operações com bens imóveis, serviços financeiros, seguros, cooperativas, combustíveis e lubrificantes. Também haverá a Alíquota zero de CBS (Cesta básica nacional, medicamentos para doenças graves, serviços de ensino superior (Prouni) e a Alíquota zero de IBS e CBS, para pessoas físicas que desempenhem atividades agropecuárias, pesqueiras, florestais e extrativistas vegetais in natura. Já no caso de produtor rural pessoa física, a isenção de IBS e CBS vale para quem tem receita anual de até R$ 2 milhões.

A não cumulatividade plena – prevista na Reforma, pela qual seria garantido ao contribuinte o creditamento do tributo sobre todas as aquisições de bens, materiais ou imateriais, inclusive direitos, e serviços – não está garantida porque depende de leis complementares que ainda estão em discussão.

“Infelizmente, uma das grandes expectativas da Reforma Tributária, que seria acabar com a guerra fiscal entre Estados e Municípios, tende a piorar”, observa Machado, que também é especialista em Direito Tributário. A arrecadação do ICMS é uma das mais importantes para os Estados e, com a implementação da RT, a alíquota do imposto estará contida no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) , que também conterá as arrecadações do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Diante desse cenário, ele explica que na intenção de manter suas arrecadações, alguns Estados, como o Rio Grande do Sul, buscam elevar suas alíquotas, o que vai gerar um grande impacto nas relações de consumo, pois eleva o valor das mercadorias e gera competição nos Estados. O Estado gaúcho, por exemplo, quer elevar para 19% a alíquota do ICMS. Atualmente, é de 17%. Os municípios, por sua vez, também poderão definir os seus próprios impostos. “São as alíquotas subnacionais, que podem acelerar as diferenças dos impostos que já existem entre as cidades”.

Machado sintetiza que o importante agora é a sociedade acompanhar as leis complementares. São elas quem vão definir as alíquotas. “Muitos estragos já estão feitos, como o aumento dos impostos para o amplo setor de serviços, que terá uma elevação brutal na sua estrutura de custos”, lamentou.

O presidente da Acist-SL, Felipe Feldmann, avaliou que este tema precisa ser amplamente debatido pela sociedade e convoca o setor produtivo a participar da manifestação em frente a Assembleia Legislativa no próximo dia 19, data da votação do Projeto de Lei em que o Governo Estadual propõe um o aumento do ICMS. “Este impacto será uma pá de cal no crescimento econômico do Estado”, disse.

Esta foi a última edição de 2023 do Momento do Empreendedor, que contou com o patrocínio da Sicredi Pioneira, Stihl, SKA, Unimed, Datwyler Brasil, Frontec e Sinodal. O apoio foi do Sebrae.

Foto: Diego da Rosa/divulgação | Fonte: Assessoria
08/12/2023 0 Comentários 589 Visualizações
Política

Issur integra comitiva em audiência com relator na Assembleia Legislativa

Por Marina Klein Telles 06/12/2023
Por Marina Klein Telles

O deputado Issur Koch integra a comitiva de parlamentares da Assembleia Legislativa que reúne-se nesta quarta-feira (6) com o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator do projeto da reforma tributária, na Câmara dos Deputados.

Os parlamentares discutirão mudanças no artigo 131 da PEC que regulamenta a nova lei tributária do país. O artigo trata da média de arrecadação dos estados de 2024 a 2028 para o novo Imposto Sobre Bens e Serviços (IBS), que é justificativa para o projeto de aumento de ICMS apresentado pelo governo gaúcho para majoração das alíquotas de 17% para 19.5%.

“Historicamente a Bancada Progressista se posiciona pela diminuição da carga tributária e a valorização dos impostos gerados pela sociedade. Deixamos isso claro ao governo desde o mandato anterior, mesmo integrando sua base”, define Issur.

Foto: Rodrigo Rodrigues/divulgação | Fonte: Assessoria
06/12/2023 0 Comentários 515 Visualizações
Business

Reforma tributária onera setor de serviços e causa perda de autonomia a municípios

Por Marina Klein Telles 05/09/2023
Por Marina Klein Telles

Aumento de impostos, oneração do setor de serviços, perda de autonomia dos municípios e manutenção da complexidade do sistema. Estes são alguns dos impactos que a reforma aprovada pela Câmara dos Deputados e em análise no Senado Federal terá sobre empresas e contribuintes, segundo a avaliação dos participantes de um evento promovido pela ACI, nesta segunda-feira, 4, sob o comando do presidente Diogo Leuck, para debater o assunto.

Os participantes foram Rafael Korff Wagner, advogado sócio da Lippert Advogados e presidente da Comissão Especial de Direito Tributário da OAB/RS, Alessandra Ramos, advogada na Souza Ramos Advogados, contabilista na Audicon Assessoria Contábil e Fiscal e presidente da Junta Fiscal de Novo Hamburgo, Any Ortiz, deputada federal, Fátima Daudt, prefeita de Novo Hamburgo, Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre, e Luciano Orsi, presidente da Famurs e prefeito de Campo Bom.

Alessandra Ramos disse que o Brasil possui 4,6 mil normas tributárias e mais de 51 mil artigos em vigor, o que impõe a necessidade da reforma tributária. Mas destacou que alguns desafios precisam ser vencidos, como a incerteza sobre as alíquotas a serem adotadas, a excessiva delegação para lei complementar e a onerosidade do setor de serviços. “Diversas exceções permitem que alguns produtos e serviços sejam menos taxados, levando a uma alíquota geral maior”, explicou.

Wagner também destacou a possibilidade de aumento de até 200% para alguns prestadores de serviços e a perda de autonomia dos municípios, que estarão sujeitos a sujeitos a um órgão central responsável por arrecadar e distribuir o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que é uma das propostas de reforma tributária e incide sobre o valor agregado de cada etapa da produção de um bem ou serviço.

O advogado também enfatizou que a guerra fiscal entre estados e municípios não deixará de existir. Parte do valor arrecadado com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) será direcionada a estados e municípios e poderá ser usada pelos administradores com base em critérios próprios, incentivando o populismo.

Na segunda parte do evento, os prefeitos de Novo Hamburgo, Porto Alegre e Campo Bom apresentaram sua avaliação da reforma tributária. Fátima Daudt destacou a perda de autonomia dos municípios com a criação de um órgão central para arrecadar o IBS, que vai englobar o ICMS e o ISS. “Vamos ficar na mão do governo federal e ter de pedir recursos o tempo inteiro”, definiu. Estimativa da Secretaria Municipal da Fazenda indica perda entre 10% e 15% na arrecadação de ISS se o projeto for aprovado no Senado.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/09/2023 0 Comentários 585 Visualizações
Business

Especialistas e autoridades debatem reforma tributária na ACI

Por Marina Klein Telles 31/08/2023
Por Marina Klein Telles

Informar e desenvolver senso crítico sobre a reforma tributária, construindo um posicionamento mais abrangente e claro sobre o futuro das empresas e da carga a ser suportada pelo contribuinte, é objetivo do evento sobre reforma tributária que a ACI promove dia 4 de setembro. A programação prevê recepção aos inscritos a partir das 08h15min, início do evento às 08h30min e encerramento às 11h30min. 

Os palestrantes são Rafael Korff Wagner, advogado sócio da Lippert Advogados e presidente da Comissão Especial de Direito Tributário da OAB/RS, Alessandra Ramos, advogada na Souza Ramos Advogados, contabilista na Audicon Assessoria Contábil e Fiscal e presidente da Junta Fiscal de Novo Hamburgo, Lucas Redecker, deputado federal, Fátima Daudt, prefeita de Novo Hamburgo, Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre, e Luciano Orsi, prefeito de Campo Bom e presidente da Famurs. 

Serviço

O que: Palestra sobre Reforma Tributária
Quando: 04/09, a partir das 08h15
Onde: Na Sede da ACI em Novo Hamburgo.
Quanto: A participação é gratuita para todos os públicos.
Informações podem ser obtidas pelo fone 51 2108-2108 e pelo e-mail [email protected]
Inscrição em https://www.acinh.com.br/evento/reforma-tributaria

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/08/2023 0 Comentários 585 Visualizações
Variedades

Abertura da Expoagas 2023 destaca desafios da reforma tributária

Por Marina Klein Telles 23/08/2023
Por Marina Klein Telles

Diante de uma plateia atenta e que lotou o Teatro do Sesi, o presidente da Associação Gaúcha dos Supermercados (AGAS), Antônio Cesa Longo, abriu o evento com uma reflexão sobre os 40 anos da feira, que chega a quatro décadas pelos méritos de muitas mãos trabalhadoras. “Expoagas não é somente antecipar tendências e alavancar negócios que fazem a economia girar, é palco de questionamentos para termos um setor cada vez mais responsável e sustentável para que todos tenhamos um mundo melhor”, destacou.

Na solenidade de abertura da Expoagas 2023 – 40ª Convenção Gaúcha de Supermercados, ocorrida na terça-feira (22), no Teatro do Sesi, na Fiergs, em Porto Alegre, estiveram presentes diversas autoridades, incluindo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo e representantes de entidades estaduais e nacionais.

Em seu discurso, Antônio Cesa Longo criticou a forma como está sendo conduzida a reforma tributária. “Toda a reforma tem que ter o objetivo de simplificar. Infelizmente o que estamos vendo é que cada setor vai no seu governante e pede uma regulamentação ou um benefício diferente. Uns continuarão pagando mais do que os outros”, analisa. O presidente da AGAS ainda lembrou que “o Brasil está no ranking mundial das maiores cargas tributárias e a que menos retorna pelo valor que os brasileiros pagam”.

Nesta edição da Expoagas todos os 26 Estados e o Distrito Federal estão representados no evento. Longo saudou a participação de todos, especialmente das marcas do Rio Grande do Sul. “É imperioso que saudemos a presença maciça de empresas gaúchas entre os 488 expositores da nossa feira de negócios, todas companhias dignas de nossa admiração e de nossa atenção, já que o setor do varejo tem o dever social de fomentar o crescimento dos demais segmentos da cadeia. Somente no Estado do RS são gerados 132 mil empregos diretos e recebidas quase 4 milhões de pessoas diariamente em suas lojas”, celebrou.

O governador Eduardo Leite ressaltou a importância da realização da Expoagas para a economia gaúcha, pois há a previsão de que sejam firmados mais de R$ 640 milhões em negócios. Sobre a reforma tributária, Leite ressaltou que é muito importante, mas que deve ser simples. “A insegurança e a incerteza são o grande problema. Somos empreendedores e uma reforma tributária é fundamental, mas é preciso que seja simples”.

Leite fez algumas críticas ao governo federal, em que classificou como “inadmissível a volta do imposto sindical”. Ele ainda abordou a importância das privatizações no Estado. “Realizamos um amplo programa de privatizações de cinco empresas, onde o RS arrecadou mais de R$ 8 bilhões que já estão retornando em serviços para a população”, enfatizou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/08/2023 0 Comentários 656 Visualizações
Política

Prefeito Orsi fala sobre reforma tributária com representantes gaúchos

Por Marina Klein Telles 22/08/2023
Por Marina Klein Telles

O prefeito Luciano Orsi, agora prefeito dos prefeitos gaúchos na Presidência da Famurs, está entre os grandes nomes da política estadual. Justamente por isso, ele foi convidado a falar sobre reforma tributária ao lado de outros importantes políticos, como o deputado federal Lucas Redecker e os prefeitos Fátima Daudt e Sebastião Melo. O evento será no auditório da ACI, em Novo Hamburgo, no dia 4 de setembro, das 8h15 às 11h30, com participação gratuita.

Inscreva-se no site da ACI: https://www.acinh.com.br/evento/reforma-tributaria

Para o prefeito Orsi, é fundamental que os municípios participem ativamente dos debates sobre a reforma tributária. “Neste mês de agosto, estive em Brasília, na companhia de outros mil prefeitos mobilizados em defesa dos interesses dos municípios. Estamos trabalhando para que a capacidade financeira das nossas cidades seja adequada às demandas, cobrando mais equilíbrio na relação com o Governo Federal”, pontua.

Foto: Lucas Unser/divulgação | Fonte: Assessoria
22/08/2023 0 Comentários 531 Visualizações
Política

Rio Grande do Sul recebe encontro inédito da Frente Parlamentar do Comércio

Por Marina Klein Telles 21/08/2023
Por Marina Klein Telles

Pela primeira vez, uma cidade do interior brasileiro sediará um encontro da Frente Parlamentar do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (FCS). Em uma ação articulada pela Federação Varejista do Rio Grande do Sul, deputados e senadores integrantes do grupo participam de uma audiência em Bento Gonçalves, no próximo dia 24, durante a realização da 1ª Convenção Estadual Lojista, no Dall’Onder Grande Hotel.

Os parlamentares foram convocados para abordar a reforma tributária, um tema caro não apenas ao varejo e aos setores produtivos, como para toda sociedade. Aprovado na Câmara dos Deputados, o texto tramita agora no Senado, onde também passará por dois turnos de votação. “A sociedade como um todo quer entender um pouco melhor o que vem da reforma tributária. Queremos trazer para ela, de forma aberta, o que temos no momento e o que vem pela frente, ao mesmo tempo que desejamos que ela entenda a importância da ação de entidades como a nossa, negociando com as autoridades, para que tudo ocorra da melhor forma”, diz o presidente da Federação Varejista do Rio Grande do Sul, Ivonei Pioner.

Na semana passada, ele esteve em Brasília participando de um evento sobre o tema e aproveitou para propor o encontro. Recebeu, do presidente da Frente Parlamentar no Senado, senador Efraim Filho, a aprovação para realizar a reunião na Serra gaúcha – mesmo que ele não possa participar, em virtude de outros compromissos assumidos. “Esperamos reunir um grupo considerável de deputados e senadores”, projeta.

Além de ocorrer de modo inédito numa cidade do interior, uma outra particularidade faz parte do encontro. A organização do evento espera a participação das três esferas do Legislativo, reunindo membros da Câmara dos Deputados, da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores. “Vai ser um fato único, agregando às circunstâncias de o evento ser realizado numa cidade do interior”, diz Pioner, lembrando que encontros assim fora das esferas do poder de Brasília só ocorreram em duas ocasiões, uma em Belo Horizonte e outra em Salvador.

Além de Efraim Filho, a FCS tem como presidente na Câmara dos Deputados o deputado federal Domingos Sávio. Ao todo, 207 parlamentares, sendo 183 deputados e 24 senadores, fazem parte da coalização suprapartidária. O grupo foi criado para apoiar o comércio com políticas públicas que atendam a demandas como a simplificação da carga tributária e a desburocratização do ambiente de negócios.

Com o tema O Varejo que Conecta, a 1ª Convenção Estadual Lojista vai apresentar novas ferramentas para o varejo e debater os desafios do comércio. Para isso, conta com os painelistas Alexandre Pellaes, professor e colunista do UOL Economia, que abordará a temática “O varejo que conecta no trabalho”;. O CEO da Samba Tech, Gustavo Caetano, com o assunto “O varejo que conecta no digital”; a vencedora do Prêmio Mulher de Negócios Sebrae em 2011, Mazé Lima, com a pauta “O varejo que conecta no propósito”; e o professor, palestrante e filósofo Clóvis de Barros Filho, falando sobre “O varejo que conecta na vida”. A 1ª Convenção Estadual Lojista é realizada pela Federação Varejista do Rio Grande do Sul, com apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Bento Gonçalves.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/08/2023 0 Comentários 483 Visualizações
Política

Reforma e minirreforma tributárias e seus impactos para o Brasil

Por Marcel Vogt 07/07/2023
Por Marcel Vogt

A aprovação da Reforma Tributária na Câmara Federal divide opiniões do setor empresarial brasileiro, especialmente o de consumo. Considerado um momento histórico, a última mudança no sistema tributário tem mais de 75 anos e o debate acerca da necessidade de reforma vem há mais de três décadas, a aprovação do projeto da Reforma Tributária vem repercutindo também no setor contábil.

O CEO da Tax Strategy, startup que criou uma plataforma digital para apuração de tributos e vem ganhando destaque no mercado nacional, Hélder Santos, comenta que a medida, que ainda vai passar pelo Senado Federal e sanção presidencial, deve auxiliar as empresas. “Não enxergamos uma redução de carga tributária nesse primeiro momento, mas somente a desburocratização do sistema já é uma vitória para o setor empresarial. Hoje, empresas chegam a gastar 5% do faturamento somente para apuração de tributos”, avalia. Segundo ele, ao reduzir a quantidade de tributos, a reforma pode simplificar o sistema tributário, tornando-o mais fácil de entender e administrar tanto para as empresas como para os indivíduos. “Menos tributos significam menos regras e regulamentações complexas, resultando em um ambiente mais propício para a atividade econômica”.

Para o consultor tributário, o resultado da Reforma pode passar pelo aumento da competitividade do ambiente de negócios brasileiro, atraindo investimentos estrangeiros, criando empregos e impulsionando o crescimento econômico de longo prazo. “Um sistema tributário complexo e oneroso muitas vezes cria incentivos para a informalidade econômica. No entanto, é importante ressaltar que uma reforma tributária deve ser cuidadosamente planejada e considerar os impactos sobre a distribuição de renda e a justiça fiscal. É fundamental equilibrar a redução dos tributos e do custo de conformidade com a necessidade de financiamento do Estado para prover serviços públicos essenciais, como saúde, educação e infraestrutura”, comenta Hélder, ressaltando que a medida deve vir acompanhada por mecanismos eficientes de fiscalização e combate à sonegação fiscal.

Minirreforma

Mais adiantada do que a Reforma Tributária está a chamada “minirreforma” tributária, referente ao PLP 178/2021, que tem o objetivo específico de facilitar o cumprimento das obrigações tributárias. A proposta de autoria do senador Efraim Filho recebeu o apoio de 13 entidades ligadas ao setor produtivo e institui o Estatuto Nacional de Simplificação de Obrigações Tributárias Acessórias, a Nota Fiscal Brasil Eletrônica (NFB-e) e a Declaração Fiscal Digital (DFD). Um dos principais objetivos do projeto é unificar as regras relacionadas à emissão de notas fiscais e a criação de um cadastro nacional para que a União, os estados e os municípios compartilhem informações e documentos de arrecadação. O projeto possibilita ainda a integração dos fiscos – federal, estaduais e municipais – e contribuintes por meio da unificação do documento de declaração e criação do Registro Cadastral Unificado (RCU). “Quer dizer, em vez de emitir quase dez formulários por Nota Fiscal, a empresa poderá emitir apenas um, a NF-e”, conta Hélder. Aprovado no Senado Federal na última quarta-feira (5), o PL segue para sanção presidencial.

Competitividade

Hélder ressalta que a medida, combinada à Reforma Tributária, é um incentivo à competitividade empresarial brasileira. “Hoje não existe uma regra nacional sobre emissão de notas fiscais eletrônicas. Com a minirreforma, teremos um padrão nacional. É um passo importante para a desburocratização e também, quem sabe, no futuro possa abrir espaço para uma redução tributária”, avalia o consultor, acrescentando que dados da Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços (Afrac) apontam que os gastos com as obrigações acessórias chegam a R$ 152 bilhões por ano no Brasil.

07/07/2023 0 Comentários 613 Visualizações
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