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Business

Pesquisa da Fiergs aponta queda da confiança da indústria gaúcha em junho

Por Jonathan da Silva 18/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) caiu para 45,2 pontos em junho, registrando recuo de 0,7 ponto em relação a maio e ampliando a falta de confiança entre os industriais gaúchos. Divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Sistema Fiergs, o levantamento indica que a piora das expectativas para os próximos seis meses foi o principal fator para a queda do indicador. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 12 de junho com 139 empresas do estado, incluindo 29 pequenas, 45 médias e 65 grandes.

Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, fatores internos e externos têm dificultado a recuperação da confiança do setor industrial. “A inflação e a manutenção de juros em patamares elevados limitam os investimentos. Além disso, o conflito no Oriente Médio e as taxações americanas continuam afetando os negócios e, consequentemente, a confiança dos industriais“, afirma Bier.

O Icei-RS utiliza como referência a linha dos 50 pontos. Resultados abaixo desse patamar indicam falta de confiança, sendo que quanto maior o distanciamento, mais intensa e disseminada é a percepção negativa entre os empresários.

Condições atuais apresentam melhora

Apesar da queda do índice geral, os industriais demonstraram avaliação menos negativa sobre as condições atuais. O Índice de Condições Atuais passou de 40,6 pontos em maio para 41,9 pontos em junho, registrando alta de 1,3 ponto e o segundo avanço consecutivo.

No caso da economia brasileira, o indicador subiu de 33,3 para 35 pontos. Ainda assim, prevalece a percepção de deterioração do cenário nacional: 56,1% dos entrevistados afirmaram que as condições da economia brasileira pioraram ou pioraram muito.

O Índice de Condições da Empresa também avançou, atingindo 45,4 pontos após alta de 1,1 ponto em relação ao mês anterior, alcançando o maior nível dos últimos 12 meses.

Os dados mostram redução na intensidade das avaliações negativas. A parcela de industriais que relatou piora nas condições de suas empresas caiu de 32,6% para 27,3%, enquanto o percentual daqueles que apontaram estabilidade aumentou de 55,8% para 59,7%.

Expectativas voltam a piorar

A melhora observada em maio não se repetiu em junho. O Índice de Expectativas recuou 1,7 ponto, passando de 48,5 para 46,8 pontos, o que indica aumento do pessimismo em relação aos próximos seis meses.

Mesmo com a retração, o Índice de Expectativas para a Própria Empresa permaneceu acima da linha dos 50 pontos pelo segundo mês consecutivo, atingindo 51,3 pontos. O resultado aponta para um otimismo menos disseminado do que no levantamento anterior.

Nesse cenário, 60,4% dos empresários projetam estabilidade para suas empresas nos próximos seis meses, enquanto 23% esperam melhora nas condições dos negócios.

Já o Índice de Expectativas da Economia Brasileira registrou queda de 1,9 ponto em relação a maio, atingindo 37,9 pontos. O resultado reforça o pessimismo em relação ao desempenho da economia nacional. Entre os entrevistados, 45,3% projetam deterioração da economia brasileira no próximo semestre.

Metodologia do levantamento

A pesquisa do Sistema Fiergs foi realizada entre os dias 1º e 12 de junho de 2026, com a participação de 139 empresas industriais do Rio Grande do Sul, sendo 29 de pequeno porte, 45 de médio porte e 65 de grande porte.

A íntegra do levantamento está disponível no Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Felipe Silva/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
18/06/2026 0 Comentários 28 Visualizações
Projetos especiais

Projeto Fachwerk pesquisa preservação da técnica enxaimel no Rio Grande do Sul

Por Jonathan da Silva 22/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Projeto Fachwerk – Desafios da Conservação e Restauro da Técnica Enxaimel no Rio Grande do Sul está realizando um levantamento sobre adaptações da técnica construtiva enxaimel no estado e formas de preservação desse patrimônio arquitetônico. A iniciativa, selecionada pelo Edital 31/2024 da Política Nacional Aldir Blanc, prevê estudos em edificações históricas de municípios com influência da imigração alemã e resultará em uma Apostila Digital Acessível no formato ePUB, reunindo análises técnicas, registros arquitetônicos e possibilidades de restauro. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre a técnica e auxiliar na conservação dos imóveis históricos.

Até o momento, a equipe já realizou visitas técnicas ao Antigo Salão Vier – Museu Laurindo Vier, em Santa Maria do Herval; à Antiga Casa Ries – Casa dos Escoteiros Grupo Baumschneis, em Dois Irmãos; à Casa Koch, em Estância Velha; e à Antiga Venda Kuhn – Parque Histórico Jorge Kuhn, em Picada Café. Os estudos incluem análises estruturais, identificação de encaixes utilizados nas construções, avaliação de argamassas e vedações, além do levantamento dos danos mais recorrentes causados pela ação do tempo.

Pesquisa técnica

Segundo a arquiteta Ingrid Arandt, a pesquisa busca aprofundar o entendimento sobre a técnica enxaimel aplicada no Rio Grande do Sul. “Nosso trabalho contextualiza a história e representatividade de cada um desses patrimônios para a comunidade onde estão localizados, mas vai além. Os estudos de caso avaliam os encaixes mais comuns da estrutura Enxaimel, argamassas e vedações, permitindo conhecer essa técnica construtiva de maneira mais aprofundada para, consequentemente, aprimorar as técnicas de restauro”, afirma Ingrid.

Em Santa Maria do Herval, um scanner 3D foi utilizado para mapear integralmente a estrutura do prédio analisado. Além disso, a pesquisa inclui testes laboratoriais para identificar as espécies vegetais empregadas na madeira utilizada nas construções históricas.

O arquiteto Jorge Luís Stocker Jr. destaca a importância histórica da técnica construtiva. “Esse tipo de técnica construtiva evidencia a experiência e habilidade de carpinteiros há mais de 1.000 anos, um conhecimento que foi trazido pelos imigrantes alemães que se instalaram no sul do Brasil”, ressalta Stocker.

Próximas etapas

No próximo mês, o projeto prevê visitas à Casa Schmidt, em Novo Hamburgo, e à Igreja Enxaimel, localizada em Morro dos Bugres, em Santa Maria do Herval. A proposta é ampliar o levantamento arquitetônico e aprofundar a análise sobre patologias estruturais e métodos de conservação.

Apostila e ações educativas

O principal produto do projeto será uma Apostila Digital Acessível em formato ePUB, com conteúdos voltados à técnica enxaimel, danos estruturais, métodos de conservação e alternativas de restauro. O material será desenvolvido para permitir acesso por pessoas cegas ou com deficiência visual.

Além da publicação, o projeto prevê a realização de palestras e visitas guiadas a imóveis históricos construídos em enxaimel. As atividades buscam promover ações de educação patrimonial e conscientização sobre a preservação desse patrimônio cultural. “É um trabalho de educação patrimonial para valorizar a importância do patrimônio cultural de arquitetura Enxaimel na formação da sociedade rio-grandense”, afirma o historiador Cristiano Enrique De Brum.

Mais detalhes sobre o projeto podem ser acompanhadas pelo perfil oficial no Instagram, @enxaimel.fachwerk.

Foto: Adriane Costa/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/05/2026 0 Comentários 93 Visualizações
Ensino

Pesquisadores da Feevale participam de missão acadêmica na Finlândia e em Portugal

Por Jonathan da Silva 20/05/2026
Por Jonathan da Silva

Uma comitiva da Universidade Feevale participa de uma missão internacional na Finlândia e em Portugal entre os dias 19 e 28 de maio, com o objetivo de fortalecer parcerias acadêmicas e científicas e ampliar possibilidades de cooperação entre programas de pós-graduação da instituição e universidades europeias. A programação conta com reuniões institucionais, visitas técnicas, participação em evento internacional e discussões sobre projetos conjuntos, cotutelas e doutorado sanduíche.

Integram a comitiva o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Universidade Feevale, Fernando Spilki; a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental, Daniela Quevedo; a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Processos e Manifestações Culturais, Rosemari Lorenz Martins; o coordenador do mestrado em Psicologia, Marcus Levi Lopes Barbosa; e a professora e pesquisadora Vanusca Dalosto Jahno, vinculada aos Programas de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental e em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais.

Agenda na Finlândia

Na Finlândia, as atividades acontecem na Häme University of Applied Sciences (Hamk). A programação prevê encontros com lideranças acadêmicas e pesquisadores da instituição, além de debates sobre inovação, educação virtual, sustentabilidade, economia circular, pesquisa em materiais e biotecnologia.

Também estão previstas visitas técnicas a laboratórios e ambientes de inovação, como Hamk Design Factory e Hamk Tech.

Entre os compromissos da delegação estão reuniões com a diretora de Pesquisa e Inovação da Hamk, Annukka Pakarinen; com a diretora da Unidade de Pesquisa em Bioeconomia, Ulla Moilanen; e com a diretora de Pesquisa e Desenvolvimento em Pedagogia do Ensino Superior, Liisa Postareff.

A agenda inclui ainda encontro com a chefe da unidade de educação da Tampere University, Minna Mäkihonko.

Compromissos em Portugal

Em Portugal, a missão terá atividades em Leiria, Peniche e Coimbra, com visitas ao Instituto Politécnico de Leiria e à Universidade de Coimbra.

No dia 25, a comitiva participará de reuniões na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (Esecs) e na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), com foco em temas relacionados à acessibilidade, inclusão, sustentabilidade urbana e industrial, empreendedorismo e inovação.

Também estão previstas visitas ao Centro de Recursos para a Inclusão Digital (Crid) e encontros com pesquisadores e coordenadores de programas de pós-graduação portugueses.

Participação em evento internacional

No dia 26, os representantes da Universidade Feevale participarão da cerimônia de abertura do evento RUN-EU Innovation Meets Regions, iniciativa voltada à inovação, desenvolvimento regional e colaboração internacional.

Na etapa em Coimbra, a delegação terá reunião com o professor Antônio Gomes Ferreira para tratar de cooperação em pesquisa e mobilidade acadêmica entre programas de pós-graduação das instituições.

A programação será encerrada em Peniche, com encontros na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) e no centro de pesquisa Mare-IPLeiria. Segundo a universidade, o objetivo é identificar oportunidades de trabalho conjunto nas áreas de mobilidade acadêmica, projetos e internacionalização da pesquisa.

Foto: Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
20/05/2026 0 Comentários 112 Visualizações
Ensino

Acadêmicos dos EUA realizam pesquisas e ações de extensão na Feevale

Por Jonathan da Silva 19/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale recebeu nesta segunda-feira (18) dois estudantes de Medicina da University of South Florida para a realização da Atividade Eletiva de Verão em Pesquisa, Inovação e Produção Acadêmica. Pranshu Khanna e Ryan Anthony George permanecerão em Novo Hamburgo até o dia 30 de junho desenvolvendo projetos de pesquisa e participando de atividades de observação no Hospital Unimed. A recepção oficial ocorreu na instituição e reuniu representantes da instituição, professores e estudantes.

Participaram da acolhida o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, Fernando Spilki, a diretora de Relações Internacionais e Institucionais, Paula Casari Cundari, e a diretora do Instituto de Ciências da Saúde, Caren Mello Guimarães.

Projetos de pesquisa

Durante o período na instituição, Pranshu Khanna atuará sob supervisão da professora Gilmara Coelho Meine na pesquisa “Tendência temporal da mortalidade por neoplasias malignas do trato digestivo no Brasil entre 2012 e 2021”. Já Ryan Anthony George desenvolverá estudos orientados pelo professor Eduardo Costa Barbosa na pesquisa “Obesidade e função cognitiva entre os participantes do Projeto Times no Sul do Brasil”. Além das pesquisas, os estudantes participarão de observações no Hospital Unimed com os professores Leandro Orlandini e Mariana Orlandini.

Parceria entre instituições

A diretora de Relações Internacionais e Institucionais da Universidade Feevale, Paula Casari Cundari, conduziu as boas-vindas e apresentou a universidade e os representantes presentes no encontro.

Em sua apresentação, o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da instituição, Fernando Spilki, destacou os 11 anos de colaboração entre a Feevale e a University of South Florida. Segundo ele, a parceria teve início na área de qualidade da água e foi ampliada durante a pandemia de Covid-19, especialmente em atividades ligadas ao sequenciamento genômico.

O acordo de cooperação entre as duas instituições, prevendo mobilidade de estudantes e professores, foi oficializado em 2021.

Ao final da recepção, o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, desejou uma boa estadia aos estudantes e entregou um presente para cada um deles.

Expectativas dos estudantes

O estudante Pranshu Khanna afirmou estar motivado para desenvolver as atividades acadêmicas na instituição gaúcha. “Estou muito interessado em gastroenterologia, e será muito bom conduzir pesquisas em um local diferente e aprender sobre os diferentes fatores que afetam a saúde. Penso que essa é uma significativa experiência de aprendizado, com a qual vou me enriquecer culturalmente”, comentou Khanna.

Ryan Anthony George destacou o interesse em conhecer o modelo de atuação das universidades brasileiras junto às comunidades. “Considero incrível como as universidades daqui trabalham com o público e investem na saúde. Penso que há muitos países que fazem isso de forma diferente e às vezes melhor do que os EUA. Estou muito interessado em aprender como diferentes países e culturas lidam com a saúde”, pontuou George.

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/05/2026 0 Comentários 84 Visualizações
Ensino

Pesquisa sobre genética indígena publicada na Nature tem participação gaúcha

Por Jonathan da Silva 13/05/2026
Por Jonathan da Silva

Um estudo internacional sobre a história evolutiva e a diversidade genética dos povos indígenas da América, publicado na capa da revista científica Nature em abril, apresentou novos dados sobre a origem e a evolução dessas populações. A pesquisa contou com a participação de pesquisadores vinculados e egressos do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular (PPGBM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e analisou 128 genomas completos de alta cobertura, o maior conjunto já estudado desse tipo entre populações indígenas americanas. O trabalho identificou mais de 1,4 milhão de variantes genéticas inéditas e aponta uma complexidade maior na formação dos povos originários do continente.

O estudo, intitulado “The evolutionary history and unique genetic diversity of Indigenous Americans”, investiga processos de migração, adaptação biológica e ancestralidade genética das populações indígenas americanas. Segundo os pesquisadores, os resultados reforçam que a ocupação da América ocorreu há pelo menos 15 mil anos, a partir de populações que começaram a se diferenciar geneticamente há cerca de 25 mil anos na região da Beríngia, território que conectava Ásia e América durante a última era glacial.

Diversidade genética

De acordo com a pesquisa, os povos indígenas da América apresentam uma diversidade genética superior à anteriormente conhecida. Os dados também indicam múltiplas migrações para a América do Sul e adaptações biológicas a ambientes extremos ao longo do tempo.

Os pesquisadores identificaram marcas genéticas relacionadas à imunidade, metabolismo e reprodução, indicando a ação da seleção natural sobre essas populações. O estudo também encontrou sinais de ancestralidade arcaica, como neandertais e denisovanos, preservados ao longo das gerações e possivelmente associados a adaptações biológicas importantes.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a identificação e ampliação da compreensão do componente ancestral Ypikuéra, termo de origem Tupi. Segundo os autores, esse sinal genético permanece presente há mais de 10 mil anos em populações indígenas americanas e pode refletir processos ligados à seleção natural.

Os resultados também indicam conexões genéticas entre esse componente ancestral e populações da Australásia, sugerindo uma história compartilhada mais profunda do que a anteriormente conhecida pela ciência.

Impactos para a medicina de precisão

Os pesquisadores afirmam que o estudo tem implicações para a medicina de precisão e para políticas públicas voltadas à saúde. Isso porque as populações indígenas americanas carregam variantes genéticas pouco representadas em pesquisas baseadas predominantemente em populações europeias.

Segundo o estudo, essas variantes podem influenciar tanto fatores de risco quanto mecanismos de proteção relacionados a doenças comuns. A incorporação dessa diversidade genética em pesquisas médicas pode contribuir para o desenvolvimento de diagnósticos e tratamentos mais específicos.

Participação da UFRGS

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da UFRGS, Maria Cátira Bortolini, que também é uma das autoras do estudo, destacou o alcance científico da publicação. “A publicação na Nature representa um avanço científico extraordinário. Resultado de um trabalho construído com rigor, colaboração e respeito às populações indígenas”, afirma Maria Cátira.

Segundo a pesquisadora, a expectativa é que os resultados contribuam para ampliar a valorização da diversidade genética humana e dos povos originários da América. “Espera-se que esse estudo estimule a valorização da diversidade genética humana e da nossa história evolutiva, valorizando os povos originários da América, e contribua para descentralizar visões historicamente eurocêntricas na ciência”, conclui Maria Cátira.

Foto: Evidência Press/Comunicação/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/05/2026 0 Comentários 99 Visualizações
Variedades

Feevale participa do Gramado Summit com estande, startups e pesquisa

Por Jonathan da Silva 04/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale participará do Gramado Summit 2026, que ocorrerá de 6 a 8 de maio, no Serra Park, em Gramado, com um estande institucional, presença de startups e a realização de pesquisas com visitantes e expositores. A atuação da instituição no evento contará a divulgação de cursos, como o vestibular de inverno, além da prospecção de parcerias por meio do Feevale Techpark e coleta de dados para análise do perfil do público da feira.

O estande da universidade estará localizado na esquina da Avenida C com a Rua 4 e contará com uma equipe responsável por apresentar informações institucionais. Alunos, técnicos e professores do Laboratório de Rádio também participarão do espaço, realizando entrevistas com participantes do evento.

Techpark estará presente

O Feevale Techpark integra a programação no estande do Sebrae RS, voltado aos ecossistemas de inovação de Novo Hamburgo. O espaço é utilizado para apresentação de produtos e serviços e busca por novas parcerias.

Startups vinculadas ao parque tecnológico da universidade participam em diferentes áreas do evento. No espaço BRDE Labs, estão Startaideia, Floki Sys, Loftytec e Digitaliza. No estande do Sebrae RS, participa a Bevean. Já na área da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SICT), estão Insect Protein e Nun Tecnologia Sustentável. Outras empresas ligadas ao ecossistema participam como visitantes, entre elas Sculpt, Talenttare, Be Flow, Marke e Go19.

Pesquisa com participantes

O Núcleo de Parcerias e Captação de Recursos da Diretoria de Inovação da Feevale conduz pesquisas durante o evento. Nos dois primeiros dias, a coleta de dados é voltada ao perfil dos visitantes. No terceiro dia, o foco é o perfil dos expositores.

Após o encerramento da programação, a instituição prevê a realização de uma pesquisa aprofundada com expositores estratégicos para avaliar percepções sobre a participação na feira.

Programação do evento

O Gramado Summit chega à sua nona edição com programação distribuída em oito palcos simultâneos e cerca de 300 palestrantes. O evento reúne representantes das áreas de tecnologia, negócios, comunicação e comportamento.

Com o tema “Make It Human”, a edição de 2026 propõe debates sobre o papel humano no contexto da transformação digital, abordando temas como inovação, inteligência artificial, criatividade, liderança e conexões de valor.

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/05/2026 0 Comentários 129 Visualizações
Ensino

Pesquisa desenvolvida na Feevale analisa consumo de camisas de futebol no RS

Por Jonathan da Silva 06/04/2026
Por Jonathan da Silva

Um estudo desenvolvido no mestrado em Administração da Universidade Feevale investiga as motivações simbólicas por trás do consumo de camisas de futebol no Rio Grande do Sul, com base em pesquisa aplicada a torcedores da dupla Gre-Nal desde o primeiro semestre do ano passado. Conduzido pelo professor Marcelo Curth, o levantamento busca compreender como a identificação com clubes influencia decisões de compra e a percepção de valor dos produtos, incluindo itens oficiais e falsificados.

A pesquisa foi realizada de forma online e já soma cerca de 300 respondentes, alcançando torcedores de diferentes perfis sociodemográficos. O estudo analisou fatores como identificação com o time, qualidade percebida, atitudes em relação a produtos falsificados, intenção de compra, normas sociais e percepção de exclusividade.

Segundo o professor Marcelo Curth, o objetivo é compreender como elementos de branding, identidade e comportamento do consumidor se relacionam no contexto do futebol, especialmente diante da presença de produtos não oficiais no mercado.

Resultados já obtidos

Curth

De acordo com os dados obtidos, o consumo de camisas de futebol é fortemente influenciado por dimensões simbólicas. O professor Marcelo Curth afirma que a identificação com o clube tende a ser mais determinante do que a qualidade percebida dos produtos oficiais. “Quando o torcedor não percebe diferenciação clara, legitimidade ou valor adicional no produto original, a barreira simbólica contra a falsificação tende a diminuir. Nesse sentido, a decisão de consumo deixa de ser guiada pela autenticidade e passa a incorporar critérios como acessibilidade e custo-benefício”, ressalta o pesquisador.

O estudo também aponta que a identidade do torcedor está prioritariamente ligada ao clube ou seleção, enquanto a marca fornecedora do material esportivo aparece em segundo plano. Esse comportamento ajuda a explicar a continuidade do consumo de produtos falsificados, que, mesmo não sendo oficiais, mantêm a função de representar o vínculo com o time.

Fatores econômicos

Outro aspecto identificado é a influência do preço na decisão de compra. O alto custo das camisas oficiais aparece como fator relevante, especialmente entre torcedores de renda intermediária, funcionando como barreira de acesso e ampliando a procura por alternativas não oficiais.

Por outro lado, o professor Marcelo Curth destaca que a valorização da exclusividade e da autenticidade pode reduzir a adesão a produtos falsificados. “Quando a identidade e a percepção de exclusividade se tornam mais salientes, a tendência de recorrer a produtos falsificados diminui”, pontua o pesquisador. “Isso reforça o papel estratégico da exclusividade e da construção simbólica das marcas como mecanismos de proteção contra a falsificação”, salienta Curth.

Desdobramentos da pesquisa

Como continuidade, o estudo está sendo replicado em Portugal, com o objetivo de permitir comparações internacionais sobre o comportamento de consumo de produtos esportivos. Além disso, a pesquisa conta com dados em nível nacional que ainda estão em fase de análise e deverão ser divulgados posteriormente.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/04/2026 0 Comentários 191 Visualizações
Variedades

Feevale recebe pesquisadora espanhola e promove atividades acadêmicas e culturais

Por Jonathan da Silva 19/03/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale recebeu, nesta semana, a pesquisadora Aurora Alcaide Ramírez, da Universidade de Múrcia, na Espanha, em visita institucional realizada em Novo Hamburgo e Porto Alegre. A agenda inclui reuniões para discutir a ampliação de parcerias acadêmicas, atividades com estudantes e a abertura de uma exposição no sábado, 21 de março, na Casa de Cultura Mario Quintana, na capital gaúcha. A iniciativa ocorre no âmbito da cooperação entre as instituições, firmada em 2018, com foco no intercâmbio de alunos e professores.

A professora foi recepcionada nesta terça-feira (17), no Câmpus II da Feevale, em Novo Hamburgo, pelo pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, Fernando Spilki, pela diretora de Relações Internacionais e Institucionais, Paula Casari Cundari, e pela professora do Programa de Pós-Graduação em Processos e Manifestações Culturais, Laura Ribero Rueda. Durante o encontro, foram discutidas possibilidades de ampliação da parceria entre as universidades, com o objetivo de fortalecer ações de cooperação acadêmica.

Semana de atividades

Ao longo da semana, Aurora Alcaide Ramírez participou de uma oficina de criação voltada a acadêmicos do curso de Artes Visuais e do Programa de Pós-Graduação em Processos e Manifestações Culturais. A programação também contou com uma atividade com participantes do projeto social Centro de Educação em Direitos Humanos (Ceduca DH).

Encerramento no sábado

A programação será encerrada com a abertura da mostra Guardados: para o horizonte eu miro, no sábado, dia 21, às 10h, no Espaço Maria Lídia Magliani, localizado no 5º andar da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre. A exposição reúne obras de Aurora Alcaide Ramírez e da professora Laura Ribero Rueda, com curadoria do artista e professor da Feevale, Júlio César Herbstrith, e está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Processos e Manifestações Culturais.

Serviço

A visitação ocorre de terça a domingo, das 10h às 20h, até o dia 3 de maio, com entrada gratuita. A realização é da Universidade Feevale, Universidade de Múrcia, Casa de Cultura Mario Quintana, RS Criativo e Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul, com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/03/2026 0 Comentários 193 Visualizações
Saúde

Instituto Ceos recruta voluntários para estudo sobre Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Por Jonathan da Silva 06/03/2026
Por Jonathan da Silva

O Instituto Ceos está recrutando voluntários entre 40 e 80 anos para participar do estudo clínico Persephone, voltado à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). A pesquisa ocorre no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, e tem como objetivo avaliar a eficácia e a segurança de novas terapias para a doença, além de contribuir para o diagnóstico precoce e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Os participantes recebem acompanhamento médico integral e gratuito durante todo o período do estudo.

O estudo seleciona pessoas com diagnóstico confirmado de DPOC há mais de um ano. Outro critério é que os voluntários sejam fumantes ou ex-fumantes com histórico superior a 10 maços por ano. O tabagismo é considerado o principal fator de risco para a doença, estando associado a cerca de 90% dos casos, segundo dados divulgados em 2024 pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a médica Juliana Cardozo Fernandes, pesquisadora responsável pelo estudo, a participação de pacientes é essencial para o avanço das pesquisas na área. “A participação de pacientes que atendam aos critérios é fundamental para o avanço de novas alternativas de tratamento para uma das enfermidades que mais causa mortes no mundo. O acompanhamento oferecido é completo e totalmente gratuito”, afirma Juliana.

O que é a DPOC

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é a quarta principal causa de morte no mundo, responsável por cerca de 3,5 milhões de óbitos, o equivalente a aproximadamente 5% de todas as mortes globais.

A doença compromete as vias aéreas e destrói parte do tecido pulmonar, dificultando a entrada e a saída de ar e prejudicando a respiração. A condição é caracterizada pela inflamação e pelo espessamento dos brônquios, estruturas responsáveis por conduzir o ar aos pulmões.

Entre as manifestações mais comuns da DPOC estão o enfisema e a bronquite crônica. Os principais sintomas incluem falta de ar, produção de secreção, tosse persistente e chiado no peito.

Como participar

Interessados em participar do estudo podem entrar em contato com o Instituto Ceos pelo telefone (51) 99267-3211.

O que é o Instituto Ceos

O Instituto Ceos atua na condução de pesquisas clínicas em diferentes áreas da medicina e mantém parceria com o Hospital Ernesto Dornelles. A instituição foi fundada pelos médicos Paulo Pitrez e Willian Adami e pelo administrador Ricardo Melo Bastos.

Em operação desde 2023, o instituto já iniciou mais de 60 protocolos de pesquisa. A instituição também possui sede no hub de saúde do Tecnopuc, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/03/2026 0 Comentários 154 Visualizações
Variedades

Pesquisa aponta maior percepção de prosperidade entre associados de cooperativas de crédito

Por Jonathan da Silva 18/02/2026
Por Jonathan da Silva

O levantamento “O que é prosperidade para o brasileiro”, realizado pelo Sicredi em parceria com o instituto Datafolha e divulgado em janeiro, indica que associados de cooperativas de crédito apresentam maior percepção de prosperidade. De acordo com o estudo, embora a dimensão econômica tenha maior peso na construção do conceito de prosperidade, o dinheiro é percebido principalmente como meio para garantir estabilidade, bem-estar e autonomia. Aspectos psicológicos, espirituais e sociais também influenciam essa percepção, relacionando prosperidade ao acesso a oportunidades, orientação financeira e qualidade das relações sociais e comunitárias.

Entre os entrevistados que se relacionam com cooperativas de crédito, 86% se consideram prósperos. O índice chega a 92% entre os associados do Sicredi.

Atuação regional

Em 2025, a Sicredi Pioneira alcançou 300 mil associados, tornando-se a primeira cooperativa do Sistema Sicredi no Rio Grande do Sul a atingir esse número. Segundo o diretor executivo Solon Stapassola Stahl, o crescimento amplia a capacidade de investimento na região. “Quanto mais associados, mais negócios, mais resultado e mais recursos para investir em programas sociais e educacionais”, afirma Stahl.

O diretor também relaciona os dados da pesquisa ao modelo cooperativo. “Para nós, prosperidade só faz sentido se for para todos. Todas as decisões e estratégias de uma cooperativa estão voltadas para melhorar a vida das pessoas e das comunidades. Traduzindo, isso é prosperidade”, pontua o executivo.

Crédito e desenvolvimento

O levantamento aponta ainda que 47% dos brasileiros afirmam prosperar “com dificuldade”, citando insegurança financeira, dificuldade de planejamento e pouco acesso à orientação sobre o uso do dinheiro.

Na região, a Sicredi Pioneira oferece linhas de crédito direcionadas a pessoas físicas, empresas e ao agronegócio. Segundo Solon Stapassola Stahl, o acesso ao crédito possibilita investimentos e geração de renda. “Quando um empresário prospera, a tendência é que toda a comunidade prospere junto”, observa o diretor.

Educação financeira

Além das soluções de crédito, a cooperativa mantém programas de educação financeira há mais de uma década, voltados a associados, empresas e colaboradores, com atividades em agências, eventos e ambientes corporativos, além de conteúdos em redes sociais e blog.

No ambiente escolar, o programa Finanças na Mochila leva educação financeira a crianças e jovens, com foco na formação para o uso consciente do dinheiro.

A Sicredi Pioneira também destina parte dos resultados a iniciativas locais por meio de programas como o Fundo Social, além de ações voltadas à educação financeira, ao empreendedorismo e à cidadania nos municípios onde atua.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/02/2026 0 Comentários 169 Visualizações
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