A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) e a Fundação O Pão dos Pobres lançarão a Central Escola de Práticas Restaurativas – Central do Pão no próximo dia 3 de julho, às 9h, no Tribunal de Justiça do RS. A iniciativa, voltada à prevenção da violência e à reconstrução de vínculos com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, funcionará na sede da Fundação O Pão dos Pobres, em Porto Alegre.
A Central do Pão é resultado de uma cooperação entre a Ajuris e a Fundação, com objetivo de institucionalizar práticas restaurativas no cotidiano de uma organização que atende mais de 1.400 jovens. O protocolo de parceria será formalizado durante reunião do Comitê Estadual da Justiça Restaurativa, no prédio do Tribunal de Justiça, em Porto Alegre.
De acordo com o coordenador do projeto na Ajuris, desembargador Leoberto Brancher, o projeto representa uma nova fase no trabalho de difusão da Justiça Restaurativa no estado. “Estamos diante de um marco simbólico e transformador. Após 25 anos de construção da Justiça Restaurativa no Rio Grande do Sul, duas décadas de atuação multiplicadora da Escola da Ajuris, damos agora um passo inédito: materializamos nesse projeto nossa política de entrega à sociedade dessa tecnologia social como domínio público”, afirma Brancher. “Funcionará também como uma antena de irradiação metodológica e cultural, com potencial de replicação em escolas, serviços e comunidades, tendo Porto Alegre como ponto de partida para o RS e para o país”, completa o desembargador.
Atividades com adolescentes já começaram
A implementação da Central já teve início com ações voltadas a lideranças, gerentes e equipes da instituição. A próxima fase envolverá diretamente os adolescentes atendidos, com rodas de conversa, círculos restaurativos e formações voltadas à convivência e resolução de conflitos.
O gerente da Fundação O Pão dos Pobres, João Rocha, destaca o impacto institucional da iniciativa. “Inserir as práticas restaurativas em nossa rotina significa criar uma nova cultura institucional, baseada no diálogo, na escuta e na responsabilização de forma mais humanizada e, portanto, sustentável. É uma mudança profunda e necessária”, salienta Rocha.
Entre os objetivos estratégicos da Central estão o fortalecimento da rede de proteção à infância e juventude, a articulação com instituições públicas e a criação de um modelo replicável em outros territórios. A proposta também integra a agenda do programa “Escola que Protege”, do Ministério da Educação (MEC), cuja equipe estará presente no evento de lançamento.
Sustentabilidade e apoio institucional
A sustentabilidade do projeto será garantida por meio de uma campanha de doações liderada pela Ajuris entre seus associados, com incentivo fiscal, além do aporte de recursos próprios pela Fundação O Pão dos Pobres.
Para o presidente da Ajuris, Cristiano Vilhalba Flores, a iniciativa reafirma o papel da associação na promoção da cultura de paz. “A Ajuris completa 81 anos reafirmando seu compromisso com a inovação e os direitos humanos. Seguimos levando a experiência formadora da nossa Escola da Magistratura para além do Judiciário, contribuindo com a construção de uma cultura de paz desde a base social”, pontua Vilhalba Flores.
Serviço
- O quê: Lançamento da Central Escola de Práticas Restaurativas – Projeto Central do Pão
- Quando: 3 de julho (quinta-feira), às 9h
- Onde: Tribunal de Justiça do RS (Av. Borges de Medeiros, 1565, Auditório do 13º andar, Porto Alegre)
- Quanto: Entrada gratuita




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