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indústria

Variedades

Feira calçadista Zero+ passará a ser realizada em Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 12/08/2025
Por Jonathan da Silva

A feira calçadista “Zero+”, promovida pela Merkator Feiras e Eventos, passará a ser realizada em Novo Hamburgo a partir de 2025. A primeira edição em solo hamburguense acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de novembro, nos pavilhões da Fenac. O evento, que apresenta a moda outono/inverno em calçados e acessórios para o Brasil e países da América Latina, foi realizado pela primeira vez em 2011, em Gramado, e, desde 2012, era sediado no Centro de Eventos do Serra Park, na cidade serrana.

Segundo a diretora da Merkator, Roberta Pletsch, a mudança faz parte de uma readequação dos eventos da promotora. “Esta nova mudança se deve a uma readequação dos nossos eventos para os quais estamos trabalhando desde o último ano, com reposicionamento das nossas marcas, especialmente as voltadas para o calçado e o incremento de outros produtos”, afirmou Roberta.

De acordo com a organizadora, a decisão também foi motivada por um movimento do setor identificado após a última edição do SICC – Salão de Inovação do Couro e do Calçado, realizada em maio. Sindicatos da indústria sugeriram mudanças, incluindo o local do evento, destacando a importância de valorizar a produção calçadista de Novo Hamburgo, reconhecida como Capital Nacional do Calçado e polo de fornecedores, maquinário e empresas de design demandadas por marcas nacionais e internacionais.

União de entidades

A transferência conta com o apoio de 11 sindicatos industriais dos Vales do Sinos, Paranhana e serra gaúcha. “São nos municípios desta área geográfica onde estão localizadas as empresas responsáveis pela maior parcela da produção brasileira de calçados. Nada mais legítimo do que termos um encontro nacional com os profissionais que compõem este cluster, trazendo para cá o varejo que é o elo comercial desta cadeia. É a união deste ciclo que garante o sucesso da indústria e gera um número significativo de empregos e riqueza que engrossa o PIB nacional”, destacou Roberta Pletsch.

Mobilização

O movimento, articulado nos últimos 70 dias por líderes sindicais parceiros da Merkator há quase duas décadas, resultou no aumento de sete para 11 sindicatos apoiadores. Participam o Sindicato da Indústria de Calçados Componentes para Calçados de Três Coroas; Sindicato da Indústria de Calçados do Estado do Rio Grande do Sul; Sindicato das Indústrias de Calçados de Novo Hamburgo; Sindicato da Indústria de Calçados, Vestuário e Componentes para Calçados de Igrejinha; Sindicato da Indústria de Calçados de Campo Bom; Sindicato das Indústrias de Calçados de Farroupilha; Sindicato das Indústrias de Calçados de Estância Velha; Sindicato das Indústrias do Vestuário, do Calçado e de Artefatos de Couro de São Leopoldo; Sindicato das Indústrias de Calçados de Parobé; Sindicato das Indústrias de Calçados de Dois Irmãos; e Sindicato das Indústrias de Calçados de Sapiranga. Também apoiam a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Serviço

  • O quê: Feira calçadista Zero+, com lançamentos de moda outono/inverno em calçados e acessórios para o Brasil e países da América Latina
  • Quando: 17, 18 e 19 de novembro de 2025
  • Onde: Pavilhões da Fenac (R. Araxá, 505 – Ideal, Novo Hamburgo)
Foto: Dinarci Borges/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/08/2025 0 Comentários 386 Visualizações
Variedades

Cônsul-geral dos EUA em Porto Alegre se reúne com comitiva da ACI

Por Jonathan da Silva 08/08/2025
Por Jonathan da Silva

Uma comitiva da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Dois Irmãos, Estância Velha e Ivoti (ACI) foi recebida nesta quinta-feira (7) pelo cônsul-geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, Jason Green, em reunião na sede do consulado. O encontro teve como objetivo estabelecer um canal direto de diálogo entre o consulado e entidades empresariais brasileiras, com foco na construção de uma agenda técnica voltada à segurança jurídica e ao fortalecimento das relações comerciais e diplomáticas entre os dois países.

Durante a reunião, a entidade apresentou um estudo sobre os possíveis impactos econômicos da nova taxação imposta pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, especialmente para os municípios representados pela ACI. O diretor da ACI, Fauston Saraiva, afirmou que “o encontro foi positivo, pois gerou uma aproximação maior entre a ACI e o consulado americano”.

Ao longo do encontro, também foi apresentada a iniciativa “The South Base”, projeto apoiado pela ACI que busca ampliar a presença de fábricas gaúchas de calçados no mercado norte-americano por meio da produção de itens na categoria private label. Segundo Saraiva, o cônsul-geral demonstrou interesse nas propostas e fez questionamentos pontuais sobre os temas tratados.

Demais presenças

Além do cônsul-geral Jason Green, participaram da reunião a assessora para Assuntos Políticos e Econômicos, Aline Dalla Vecchia; a conselheira para Assuntos Políticos e Econômicos, Katie Hughes; a diretora da Seção de Imprensa, Educação e Cultura, Cynthia Hackman Faby; e a assessora de imprensa, Kerley Tolpolar. Pela ACI, estiveram presentes o presidente Robinson Klein, o diretor Fauston Saraiva e a vice-presidente de Internacionalização, Sheila Bonne.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/08/2025 0 Comentários 439 Visualizações
Business

Desempenho da indústria gaúcha recua em junho

Por Jonathan da Silva 08/08/2025
Por Jonathan da Silva

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) registrou uma queda de 2,3% em junho na comparação com maio, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (7) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). A retração interrompe dois meses seguidos de crescimento e, segundo a entidade, ainda não reflete os efeitos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em vigor desde agosto.

De acordo com o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o cenário é agravado por esse novo fator externo. “Além dos desafios já conhecidos, como a incerteza econômica e os juros elevados no país, a indústria do Rio Grande do Sul agora enfrenta o aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos. A medida, que começou a valer em agosto, deve impactar as exportações e a produção do setor, afetando também toda a cadeia”, afirmou Bier.

Indicadores em queda

O resultado negativo de junho foi generalizado entre os componentes do IDI-RS. As maiores quedas ocorreram nas horas trabalhadas na produção (-4,4%) e nas compras industriais (-2,9%). A Utilização da Capacidade Instalada recuou 0,8%, chegando a 78,9%. O faturamento real caiu 0,6%, e o emprego, 0,2%. A massa salarial real se manteve estável.

Desde novembro de 2024, quando o índice atingiu o pico da recuperação após as enchentes de maio daquele ano, o desempenho industrial oscilou com quatro quedas, duas altas e um mês de estabilidade, indicando um cenário prolongado de estagnação segundo a Fiergs.

Semestre ainda mostra crescimento

Apesar do recuo em junho, o desempenho da indústria gaúcha no primeiro semestre de 2025 foi 1,5% superior ao do mesmo período do ano anterior. Em relação a junho de 2024, o índice cresceu 0,8%. As compras industriais aumentaram 8,1%, e a massa salarial, 2,3%. Já as horas trabalhadas na produção recuaram 0,9%, e a utilização da capacidade instalada, 0,7%.

Entre os 15 setores analisados, 11 apresentaram crescimento no semestre. Os principais destaques foram os segmentos de Máquinas e equipamentos (12,7%) e de Equipamentos de informática e eletrônicos (30%). Em contrapartida, o setor de Veículos automotores teve queda de 6,5%.

 Todos os dados

A pesquisa completa está disponível no Observatório da Indústria, em observatoriodaindustriars.org.br/?inteligenciacateg=cenarios-economicos.

Foto: Drazen Zigic/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
08/08/2025 0 Comentários 311 Visualizações
Política

Tarifaço dos EUA ameaça milhares de empregos na indústria calçadista brasileira

Por Jonathan da Silva 07/08/2025
Por Jonathan da Silva

A tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve afetar diretamente quase 80% das empresas exportadoras de calçados do Brasil conforme levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). O setor, que tem nos EUA seu principal mercado externo, estima perder cerca de 20 mil postos de trabalho indiretos e 8 mil diretos nos próximos meses, caso a medida não seja revertida.

De acordo com o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, a tarifa extra já provoca efeitos imediatos no setor. “Entre os impactos já relatados há atrasos ou paralisação em negociações, queda do faturamento em decorrência da medida e cancelamento de pedidos, parte, inclusive, já produzidos ou em produção”, afirma Ferreira.

Segundo o dirigente, o impacto direto nas exportações torna urgente a adoção de medidas emergenciais para preservar empregos e empresas da cadeia calçadista nacional.

Perdas acumuladas

A estimativa da Abicalçados aponta para uma queda de 9% nas exportações nos próximos 12 meses, como resultado direto da sobretaxa nos embarques com destino aos Estados Unidos. O país é historicamente o principal comprador do calçado brasileiro e responde por mais de 20% do valor total exportado pelo setor.

Interrupção na recuperação

Apesar do cenário atual, o setor vinha mostrando sinais de recuperação. No primeiro semestre de 2025, foram exportados 5,8 milhões de pares de calçados aos Estados Unidos, um crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a Abicalçados, a imposição da tarifa compromete esse ciclo e deverá gerar efeitos econômicos e sociais significativos para o Brasil.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2025 0 Comentários 414 Visualizações
Projetos especiais

Ciclo de Conscientização completa 15 anos com 38 mil produtores do sul impactados

Por Jonathan da Silva 05/08/2025
Por Jonathan da Silva

O Ciclo de Conscientização sobre saúde, segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente, promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, com apoio da Afubra, encerrou sua 15ª edição na semana passada, alcançando um total de 38 mil pessoas impactadas desde sua criação, em 2009. A iniciativa já passou por mais de 70 municípios produtores de tabaco do sul do Brasil.

Em 2025, os seminários foram realizados em seis cidades dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, reunindo 2.150 participantes, incluindo produtores de tabaco, agentes de saúde, educadores, conselheiros tutelares e lideranças locais. A programação começou nos dias 22 e 23 de julho, em Gramado Xavier e Vale do Sol, em solo gaúcho, e seguiu para Ipiranga e Imbituva, cidades do Paraná, e Irineópolis e Mafra, em Santa Catarina.

A metodologia do evento manteve o formato das últimas edições, com apresentações teatrais da Companhia de Teatro Espaço Camarim, que transforma conteúdo técnico em informações acessíveis para o público.

Sistema Integrado de Produção de Tabaco

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, destacou o papel das iniciativas integradas na conscientização. “A assistência técnica gratuita, uma das garantias do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), é uma grande aliada na conscientização. Ela é complementada com a distribuição de materiais impressos, veiculação de campanhas de mídia e a realização de seminários como estes que realizamos anualmente. É um longo trabalho, que tem surtido efeito”, afirmou.

Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco

Saúde e segurança no campo

A programação também abordou práticas para o manejo seguro de agrotóxicos e orientações para evitar riscos durante a colheita do tabaco, incluindo o uso de luvas impermeáveis, a preferência por horários menos quentes do dia e cuidados com folhas molhadas por chuva ou orvalho. Entre as recomendações, também estão a sinalização de áreas recém-tratadas, o armazenamento seguro de produtos químicos e a tríplice lavagem das embalagens durante o preparo da calda, utilizando equipamentos de proteção individual (EPIs).

Pesquisa realizada em 2023 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por meio do Centro de Estudos e Pesquisas em Administração (Cepa/UFRGS), apontou que 95% dos produtores já fizeram cursos sobre manuseio seguro de agrotóxicos e 98% afirmam ter conhecimento sobre técnicas de colheita segura.

Combate ao trabalho infantil

Outro tema tratado nos seminários foi a erradicação do trabalho infantil no setor. Desde a regulamentação do decreto 6481/2008, que inclui o tabaco na lista de atividades proibidas para menores de 18 anos, as empresas associadas ao SindiTabaco solicitam, a cada safra, comprovantes de matrícula e frequência escolar dos filhos dos produtores durante a assinatura dos contratos de comercialização.

O que é o Ciclo de Conscientização

O Ciclo de Conscientização é realizado anualmente desde 2009, com o objetivo de disseminar informações sobre práticas seguras e promover a proteção de crianças e adolescentes nas propriedades produtoras de tabaco. Até hoje, a ação alcançou diretamente 38 mil produtores no sul do país.

Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
05/08/2025 0 Comentários 359 Visualizações
Business

Fiergs promove reuniões para discutir impacto de tarifas dos EUA na indústria gaúcha

Por Jonathan da Silva 05/08/2025
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs realizará, nesta terça-feira, 5 de agosto, duas reuniões em sua sede, em Porto Alegre, com o objetivo de debater medidas para reduzir os efeitos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O encontro reunirá representantes de federações de trabalhadores, autoridades do governo estadual e membros da diretoria da entidade para discutir alternativas de preservação de empregos e apoio às empresas exportadoras.

Na primeira reunião, programada para o início da tarde, a Fiergs discutirá com federações de trabalhadores o impacto da nova taxação sobre o mercado de trabalho. O Rio Grande do Sul possui cerca de 1,1 mil indústrias que exportam para os Estados Unidos, empregando 140 mil pessoas nos setores mais dependentes desse mercado. A entidade estima que aproximadamente 20 mil empregos estão diretamente ameaçados. Entre as medidas propostas estão a suspensão temporária de contratos, banco de horas e a reativação do Programa Seguro-Emprego, com possíveis ajustes para atender à situação atual.

Demandas ao governo estadual

No final da tarde, o vice-governador Gabriel Souza, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, e o subsecretário da Fazenda, Ricardo Neves, participarão de uma reunião com a diretoria da Fiergs. As principais solicitações ao governo incluem incentivos fiscais, como a liberação do saldo credor de ICMS na exportação, além da ampliação da linha de crédito de R$ 100 milhões oferecida pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, destacou a gravidade da situação. “A indústria gaúcha é uma das mais afetadas pelo impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos. O diálogo deve prevalecer por parte do governo brasileiro, sem retaliações. Em paralelo, medidas emergenciais para preservar os empregos e garantir a sobrevivência das empresas exportadoras são urgentes e devem ser prioridade das autoridades”, afirmou Bier.

Tarifa entra em vigor esta semana

A nova tarifa americana entra em vigor na quarta-feira, dia 6, e deve atingir aproximadamente 85% dos produtos gaúchos atualmente exportados para os Estados Unidos, mesmo após a lista de isenções anunciada pelo governo norte-americano. Dados da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema Fiergs indicam que o impacto será significativo para a economia do estado.

Foto: Senivpetro/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
05/08/2025 0 Comentários 304 Visualizações
Política

Setor do tabaco repercute impactos do tarifaço dos EUA ao Brasil

Por Jonathan da Silva 31/07/2025
Por Jonathan da Silva

O setor do tabaco manifestou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de aplicar, a partir de 6 de agosto, uma tarifa de 50% sobre as importações do produto brasileiro. O país é atualmente o terceiro maior comprador de tabaco do Brasil, respondendo por cerca de 9% das exportações do setor, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC/ComexStat).

Entre janeiro e junho de 2025, foram enviadas 19 mil toneladas de tabaco aos Estados Unidos, gerando US$ 129 milhões em receita. Em 2024, as vendas externas somaram 39,8 mil toneladas e US$ 255 milhões. A medida, considerada inesperada pelo setor, pode comprometer a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano.

Situação do mercado

De acordo com o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, havia expectativa de negociação ou prorrogação da medida, o que não ocorreu. “A manutenção da tarifa cria uma situação bastante complexa e a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano fica ameaçada. Podemos esperar, como consequência, uma redução drástica nos volumes exportados aos clientes americanos”, afirmou Thesing.

Mesmo diante da medida, o dirigente garantiu que não há previsão de demissões no setor e que a compra do tabaco contratado junto aos produtores está assegurada pelo Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT). “Como as empresas associadas ao SindiTabaco trabalham com o Sistema Integrado, oferecemos essa garantia e segurança para o produtor quanto à aquisição do volume já contratado”, destacou Thesing.

Redirecionamento de produção

Para a safra 2025/2026, cerca de 40 mil toneladas do tabaco já contratado tinham como destino os Estados Unidos. Segundo Thesing, o volume pode permanecer estocado caso não haja realocação imediata. “No entanto, temos a expectativa de, nos próximos meses, redirecionar o montante que seria exportado aos Estados Unidos para outros destinos, pois exportamos para mais de 100 países”, concluiu o presidente do SindiTabaco.

Foto: Felipe Krause/Pixel18dezoito/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/07/2025 0 Comentários 383 Visualizações
Business

Sondagem da Fiergs aponta queda na produção da indústria gaúcha em junho

Por Jonathan da Silva 31/07/2025
Por Jonathan da Silva

A produção da indústria no Rio Grande do Sul caiu em junho, influenciada pela baixa demanda interna e pelas altas taxas de juros, segundo a pesquisa Sondagem Industrial divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Sistema Fiergs. O índice de produção atingiu 45 pontos, abaixo da linha de 50 – que separa crescimento de retração – e da média histórica para o mês, de 46,8 pontos.

De acordo com o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, os empresários apontaram que a fraca atividade no mercado doméstico e o elevado custo do crédito continuam sendo os principais entraves para o setor. “O momento é preocupante. As taxas de juros elevadas e a instabilidade nas relações comerciais com os Estados Unidos deixam o setor em alerta”, afirmou o dirigente.

Nível de emprego também cai

O nível de emprego também registrou retração, ficando em 48,9 pontos, embora a queda tenha sido menos acentuada do que a média histórica de 47 pontos para junho. A utilização da capacidade instalada passou de 69% em maio para 70% em junho, mas segue abaixo do considerado normal para o período. Os estoques aumentaram pelo terceiro mês consecutivo, permanecendo acima do nível planejado pelas empresas, que também relataram insatisfação com a situação financeira e as margens de lucro.

Expectativas são de otimismo moderado

Apesar do cenário considerado negativo, a pesquisa indicou uma leve melhora nas expectativas dos industriais quanto à demanda e ao emprego. A intenção de investir também avançou no mês. O levantamento captou apenas parcialmente os efeitos do anúncio feito em 9 de julho pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação de tarifas de 50% a produtos brasileiros, já que a coleta de dados foi encerrada no dia 10.

A sondagem

A Sondagem Industrial ouviu 153 indústrias gaúchas, sendo 39 pequenas, 55 médias e 59 grandes. A pesquisa completa está disponível no Observatório da Indústria RS, em observatoriodaindustriars.org.br.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
31/07/2025 0 Comentários 279 Visualizações
Política

Fiergs alerta para impacto bilionário de tarifa dos EUA sobre exportações gaúchas

Por Jonathan da Silva 31/07/2025
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs manifestou preocupação com a confirmação da tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos, medida anunciada pelo governo estadunidense em 9 de julho e assinada nesta semana pelo presidente Donald Trump. Segundo a entidade, presidida por Claudio Bier, a nova taxação pode causar perdas de até R$ 1,9 bilhão no PIB do Rio Grande do Sul e atingir diretamente 1.100 indústrias gaúchas, que empregam mais de 145 mil trabalhadores.

Desde o anúncio da medida, a Fiergs realizou reuniões com autoridades estaduais e federais em Porto Alegre e Brasília, apresentando estudos e documentos para expressar a apreensão do setor industrial com os impactos da decisão. Em comunicado, a entidade afirmou que “todas as frentes possíveis de diálogo foram abertas”, mas não foi possível reverter a aplicação da tarifa.

Medidas mitigatórias e reivindicações

Com o cenário confirmado, a Fiergs passou a priorizar ações para reduzir os impactos sobre as empresas afetadas. Uma das medidas já asseguradas é a liberação de uma linha de crédito de R$ 100 milhões pelo BRDE, iniciativa do governo estadual. A entidade, no entanto, considera o valor insuficiente e reivindica a liberação de créditos de ICMS Exportação, além de outras medidas tributárias, trabalhistas e de crédito por parte do governo federal.

Preocupação com impactos econômicos

A Fiergs também defende a manutenção da serenidade nas relações entre os governos brasileiro e estadunidense para evitar agravamento da situação. De acordo com a entidade, a tarifa já resulta em cancelamento de encomendas, suspensão de embarques, negócios desfeitos, desaceleração da produção e concessão de férias emergenciais em empresas do estado.

O Sistema Fiergs informou que seguirá buscando alternativas e negociações em defesa da indústria gaúcha e das cadeias produtivas afetadas pela nova tarifa.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
31/07/2025 0 Comentários 305 Visualizações
Variedades

Rodadas digitais da Mercopar aproximam pequenos fornecedores de grandes indústrias

Por Jonathan da Silva 30/07/2025
Por Jonathan da Silva

O Sebrae RS abriu inscrições para a nova rodada digital de negócios do Projeto Comprador, iniciativa que antecede a Mercopar – maior feira de inovação industrial da América Latina, que será realizada em outubro, em Caxias do Sul. A ação, em formato 100% online, busca conectar pequenos e médios fornecedores a grandes empresas, criando oportunidades de negócios e fortalecendo cadeias produtivas estratégicas em diversos setores da indústria.

Após a rodada de julho, voltada para os setores de energia, construção e mineração, a edição de agosto será direcionada às áreas de máquinas e implementos agrícolas, defesa e segurança. Ao todo, serão selecionados 15 grandes compradores interessados em ampliar sua base de fornecedores. Os encontros virtuais permitem a participação de empresas de todo o país.

O coordenador estadual das Rodadas de Negócios do Sebrae RS, Jakson da Luz, destaca os benefícios do programa. “Além de ampliar a rede de conexões, o Projeto Comprador oferece benefícios estratégicos às empresas participantes. Ao integrar a lista de fornecedores das grandes indústrias envolvidas, os pequenos negócios ganham visibilidade no mercado, acesso a informações sobre demandas específicas e a chance de fechar contratos expressivos”, afirmou da Luz.

Resultados anteriores

Na edição de 2024, as rodadas do Projeto Comprador geraram mais de 7 mil reuniões e movimentaram R$ 171 milhões em negócios, conectando 291 grandes empresas a 1.550 micro e pequenos empreendedores. A expectativa é manter esse ritmo em 2025, em um momento de reconstrução e retomada econômica no Rio Grande do Sul.

Empresas interessadas em participar podem se inscrever pelo site portaldenegociosebrae.com.br ou via WhatsApp pelo número (51) 99666-0877.

Serviço

  • O quê: Rodadas digitais de negócios – Projeto Comprador (Mercopar 2025)
  • Quando: Agosto de 2025, em datas definidas para os setores de máquinas, implementos agrícolas, defesa e segurança
  • Onde: Formato 100% online
  • Quanto: Participação gratuita mediante inscrição prévia
Foto: Eduardo Rocha/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/07/2025 0 Comentários 319 Visualizações
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