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Federação Varejista destaca força do setor empresarial na Exposol

Por Marina Klein Telles 04/05/2023
Por Marina Klein Telles

Realizada anualmente na cidade de Soledade, a feira reúne expositores de diferentes setores da economia, como indústria, comércio, serviços, agropecuária e artesanato, além de contar com uma programação cultural e artística diversificada. O bom tempo ajudou na presença do público que foi marcante desde o dia 28 de abril, quando houve a abertura oficial da feira no Parque de Eventos Centenário Rui Ortiz. Foram mais de 180 mil visitantes durante os quatro dias de Exposol.

Federação Varejista do Rio Grande do Sul prestigia Exposol

“Ficamos felizes com o convite e gratos pela honra de representar o setor. É um evento de grande relevância para a região de Soledade e para todo o Rio Grande do Sul, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região, ampliando as opções de negócios e lazer para a população e valorizando a cultura e a produção local”, afirmou o presidente da Federação Varejista do Rio Grande do Sul, Ivonei Pioner.

O gestor geral da Aprosol, Orlando Sebastião Klein, falou da satisfação com a feira. “Não tem mais como retroceder. Avançar sempre foi o objetivo em todas as edições. Nós tivemos números recordes neste ano. Estou muito emocionado pelo que conseguimos atingir”, disse.

A prefeita de Soledade, Marilda Borges Corbelini, destacou a união que faz a Exposol ser o sucesso que é. “A feira é vitoriosa porque tem a união do poder público com a iniciativa privada. Se nossa feira é grande, isso se deve ao trabalho de todos que se envolveram com a realização de mais esta edição e a cada visitante que passou por aqui. Vamos juntos preparar a Exposol 2024”, disse.

A Exposol 2024 já tem data definida, de 01 a 05 de maio, no Parque de Eventos Centenário Rui Ortiz em Soledade. A feira foi uma promoção da Aprosol, com patrocíneo das Farmácias São João, Icatu Rio Grande Seguros e Previdência, Stok Center, Sygo Unifique, Cotrijal, Vibra, Sicredi, Banrisul, Banco do Brasil, Basso e Pancotte, SLC Máquinas John Deere, Afubra, Coprel Telecom, BRDE, Corsan, Produza, Parque das Tuias, Cerfox e UPF. E apoio da Câmara de Vereadores de Soledade e da Prefeitura Municipal de Soledade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/05/2023 0 Comentários 554 Visualizações
Business

Grupos coletivos buscam negócios no 30º SICC

Por Marina Klein Telles 10/04/2023
Por Marina Klein Telles

Os estandes coletivos da 30° edição do SICC – Salão Internacional do Couro e do Calçado vão apresentar as principais tendências em calçados e acessórios lançadas por micro, pequenas e médias empresas. As iniciativas, que chegam a Gramado (RS) oferecem uma situação ideal para que esses fabricantes viabilizem sua presença no principal encontro entre a indústria e o varejo setorial do país e para um grupo seleto de importadores que também vão estar circulando nos corredores da feira. 

Até agora, dois grupos já estão totalmente estruturados com estande coletivo: o grupo Estação Moda RS e o grupo Três Coroas Shoes (RS). Ainda em formação, mas já com espaço assegurado está também o grupo de Juazeiro do Norte, que vem do Ceará e promete um conjunto ímpar para este evento.  “A feira tem sido um vetor de crescimento para essas empresas que têm nela um momento de contato com novos mercados”, ressalta o diretor da Merkator, Frederico Pletsch. A próxima edição do SICC acontece de 22 a 24 de maio, no Centro de Eventos do Serra Park, em Gramado (RS).

Empresas gaúchas de micro e pequeno porte terão a oportunidade de expor no Salão Internacional do Couro e do Calçado através da Estação Moda RS que contará com 38 empresas em uma área total de 547 metros quadrados. 

Também do Rio Grande do Sul, o grupo Três Coroas Shoes formado por 16 empresas que têm o apoio da prefeitura de Três Coroas e do Sindicato das Indústrias de Calçados de Três Coroas. As empresas que mostram suas coleções neste espaço são as seguintes: Vanittá, Ana Vitória, Parabela, Mulher Sofisticada, Killana, Ipadma, Eléia, Stephanie Classic, Rubra, Infinitu’s, Variettá, Andine, Madre Floré, Cia Perfeita, Divalori e Ramony. 

Para o gestor do grupo, Juliano Mapelli, diretor executivo comercial do Sindicato das Indústrias de Três Coroas, o espaço de 500 metros quadrados, abriga empresas médias, micros e pequenas que acreditam na feira como uma grande alavancadora de negócios. “E não somente pelas vendas ocorridas durante os três dias de feira, que em média costumam comprometer 30 dias de produção, mas também pela prospecção de negócios futuros de toda a temporada primavera/verão”, salienta ele.

Foto: Dinarci Borges/divulgação | Fonte: Assessoria
10/04/2023 0 Comentários 603 Visualizações
Business

Grandes marcas investem no SICC para lançamento de novas coleções

Por Marina Klein Telles 26/03/2023
Por Marina Klein Telles

Mesmo com o cenário econômico nacional ainda indefinido, revelando um panorama desafiador em 2023 tanto para a indústria como para o varejo, percebe-se a disposição do empresariado em investir na reversão de números mais tímidos. Para o setor calçadista, a grande virada será no mês de maio, quando acontece a maior feira nacional do segmento, reunindo fabricantes, lojistas nacionais e importadores de todos os continentes.

O SICC, Salão Internacional do Couro e do Calçado, terá a sua 30º edição, de 22 a 24 de maio, no Centro de Eventos do Serra Park, em Gramado (RS).

Expositores

A Jorge Bischoff de Igrejinha marcou presença no evento com um investimento significativo e terá seu estande localizado em um dos principais espaços da feira. “As nossas expectativas são excelentes tanto em volume de negócios quanto em prospecção”, diz Luciana Robinson, diretora Comercial e de Produto da grife.

Para ela, esta é a grande oportunidade de começar a nova temporada surpreendendo o mercado, especialmente os lojistas nacionais e importadores que vêm ao Brasil. “Ao longo de 2022, crescemos cerca de 30% no canal multimarcas. Para este ano, aumentamos nosso time de representantes parceiros e estar no SICC é fundamental para reforçar ainda mais essa alta”, ressalta a diretora de Jorge Bischoff.

Luciana Robison espera importadores de mais de 30 países que vêm ao evento, “porque o Brasil é uma referência em moda, design e qualidade.”, diz. Esse mesmo entusiasmo, é compartilhado por marcas importantes do universo masculino: Jota Pe, Ferricelli e Ferracini, as três de Franca (SP). Todos são unânimes em definir o SICC como o grande evento que impulsiona as vendas da primavera/verão, especialmente para a principal data do calendário de calçados masculinos: o Dia dos Pais.

O diretor da Jota Pe, o empresário Antônio Alves de Castro comenta que está muito otimista, principalmente pela época da feira que tem o foco na principal data sazonal do ano. “Além disso, a estrutura da feira sempre atrai novos clientes, o que contribui muito para nosso crescimento como empresa. Estes fatores decidem a criação de uma coleção completa e inovadora da nossa marca”, diz. Para ele, a feira oferece visibilidade para os mercados nacional e internacional.

Também o empresário paulista, Fernando Parra Rodrigues, diretor da Ferriceli, acredita que a feira será o ponto de partida para o sucesso do segundo semestre do ano. “Essa é a nossa principal feira. Concentramos todos os nossos esforços para levar os principais lançamentos. Estamos realizando muitas pesquisas para desenvolver uma coleção ímpar. Acreditamos que a feira será muito movimentada como sempre”, finaliza Rodrigues.

Foto: Dinarci Borges/divulgação | Fonte: Assessoria

 

26/03/2023 0 Comentários 514 Visualizações
Business

Fimec 2023 projeta reunir mais de 20 mil profissionais do setor coureiro-calçadista

Por Gabrielle Pacheco 28/02/2023
Por Gabrielle Pacheco

Com foco no setor coureiro-calçadista, a 46ª Fimec (Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes) promete muitas novidades em tecnologia e matéria-prima. De 7 a 9 de março, os pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo, os visitantes poderão conferir de perto inovações de todo o processo calçadista.

Vamos ter uma feira muito internacionalizada, trazendo de volta os bons tempos da nossa incursão mundial nos calçados e couros.

A presença de visitantes do exterior é um dos destaques dessa edição, que totaliza, até o momento, profissionais credenciados de 37 países. “A Fimec é uma feira mundial extremamente importante para o setor coureiro-calçadista, mas, nessa edição, se consolida ainda mais internacionalmente, pois já temos registrados visitantes de 37 países, muitos da África, Europa e Ásia. Assim, vamos ter uma feira muito internacionalizada, trazendo de volta os bons tempos da nossa incursão mundial nos calçados e couros”, explica Marcio Jung, diretor-presidente da Fenac.

Além de visitantes de diferentes estados brasileiros, a Fimec receberá profissionais da África do Sul, Argentina, Áustria, Bangladesh, Benin, Bolívia, Burkina Faso, Camarões, Chile, China, Colômbia, Egito, Equador, Espanha, EUA, Etiópia, Gana, Grã-Bretanha, Guatemala, Guiné, Índia, Irã, Mauritânia, México, Nigéria, Palestina, Paquistão, Paraguai, Peru, Quênia, República Democrática do Congo, República Dominicana, Senegal, Somália, Uruguai e Venezuela. “Esperamos receber mais de 20 mil visitantes nos três dias de feira”, projeta Jung.

A internacionalização da feira também se estende aos expositores desta edição, já que a Fimec reunirá 55 empresas estrangeiras de cinco países, que serão: Argentina, China, Itália, Peru e Uruguai. Ao todo, a feira contará com mais de 350 expositores, totalizando dez mil metros quadrados – uma área de exposição 30% maior em relação ao último ano.

Expositores projetam bons negócios

Entre os expositores desta edição, a expectativa também é positiva. Para Marcelo Cezario, diretor da Comelz, a Fimec 2023 é a oportunidade para apresentar ao mercado os produtos da marca, além de alavancar ainda mais as vendas. “A Fimec servirá como um ‘termômetro’ para entender como o ano se projetará, contribuindo para finalizarmos as estratégias”, antecipa. A Comelz, que já participa da Fimec com estande próprio desde 1998, apresentará nesta edição a linha de Máquinas Plus, com características mais versáteis para a indústria, além da linha CJ para setores de desenvolvimento e pequenas produções. Ao falar sobre o cenário do cluster, Cezario explica que se percebe uma arrancada acima da média em termos de vendas neste início de ano. “As empresas estão, em sua maioria, repletas de pedidos, algumas fechadas até maio ou além desse período. Paralelo a isso, em geral, os clientes estão com problemas de mão de obra, principalmente a especializada”, avalia.

Outra empresa que apresentará novidades na Fimec é a Maquetec. Para o diretor comercial da marca, Gerson Luiz Lorscheitter, a feira dá visibilidade ao expositor para apresentar suas inovações. “Nossa expectativa é fazer muitos negócios e encaminhar outros. Queremos fazer desta feira a melhor de todas, pois estamos completando 30 anos de empresa”, explica Lorscheitter, destacando que a Maquetec participa da Fimec desde 2005. Ao falar sobre o cenário do setor, o diretor comercial aponta que se está diante de uma grande oportunidade para se fazer deste período o melhor de todos os tempos. “Temos possibilidades visíveis na exportação e de formar marcas respeitadas no mundo”, salienta.

Serviço

O quê: 46ª Fimec (Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes)
Quando: 07 a 09/03, das 13h às 20h
Onde: Fenac, Av. Nações Unidas, 3825, Novo Hamburgo
Quanto: Gratuito mediante credenciamento online

Foto: Diego Soares/Divulgação | Fonte: Assessoria
28/02/2023 0 Comentários 1,3K Visualizações
Business

3ª edição da Onno Place na Zero Grau terá ações voltadas à comunicação da indústria e varejo

Por Amanda Krohn 30/10/2022
Por Amanda Krohn

A terceira edição da Onno Place na Zero Grau será totalmente nova e com uma experiência que irá otimizar a comunicação entre a indústria e o varejo, por meio de aplicativos de mensagens, chatbots e assistente de voz que permitem interação em tempo real em forma online. Esta novidade vem novamente com a assinatura da parceria da Merkator Feiras e Eventos e da Linx Seta Digital com o Linx Conversational Commerce, que vai proporcionar a transformação da Onno Place em um grande canal de comunicação entre as marcas expositoras e lojistas de calçado.

A participação das marcas é gratuita, basta estar presente na feira. “Esta é uma das nossas inovações para esta edição da feira. Estamos apostando mais uma vez em levar o que há de mais moderno e eficaz para a interação das duas pontas da cadeia produtiva do calçado”, diz Roberta Pletsch, diretora de relacionamento da Merkator Feiras e Eventos, promotora da Zero Grau – Feira de Calçados e Acessórios, que vai acontecer de 21 a 23 de novembro, no Centro de Eventos do Serra Park, em Gramado (RS).

Onno Place será uma grande vitrine de oportunidades de lançamentos de coleções e de geração de negócios. Nas duas edições anteriores, foi oportunizada a experiência omnichannel através de um Market Place que deu visibilidade as marcas participantes do projeto e também oportunizou um maior conhecimento deste tipo de tecnologia. “Esta tecnologia que será apresentada agora na feira permite conectar o e-commerce de qualquer marca aos principais canais de conversão.

O agente digital fornece toda a assistência para o lojista, ajudando na compra de produtos, através do chat, criando uma experiência única para a marca”, sublinha Roberta Pletsch. Na feira, o funcionamento será este: o lojista acessa a Onno Place pelo site ou pelo QR Code e pode optar por conversar via WhatsApp com nossa equipe. As marcas que aderirem ao projeto vão colocar na plataforma também seus benefícios e depois o lojista retira a vantagem preferida em forma de voucher no ponto físico da Onno Place dentro da feira. “A marca pode ofertar vários benefícios como prazos, descontos, brinde, enfim”, acentua Roberta.

Os benefícios para os expositores são muitos, mas entre eles, se destaca a participação em uma vitrine digital dentro da feira e potencializar sua presença no evento. Já para o lojista, será a oportunidade de passar por esta experiência chatbot na prática e entender como aplicar esta ferramenta em sua loja. “Sem dúvida, acreditamos numa grande adesão das marcas a este projeto”, finaliza Roberta Pletsch.

Fotos: Dinarci Borges/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/10/2022 0 Comentários 642 Visualizações
Business

Empresas hamburguenses podem se inscrever para a Mercopar 2022

Por Amanda Krohn 23/08/2022
Por Amanda Krohn

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Novo Hamburgo está com as inscrições abertas para a Mercopar 2022 -Feira de Inovação Industrial. Podem se inscrever micros ou pequenas empresas de prestação de serviços e indústrias nas áreas de TI, máquinas, couro, componentes, matrizes, produtos químicos, energia e engenharia com sede ou matriz em Novo Hamburgo. A Feira ocorrerá em Caxias do Sul, no Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva, nos dias 18 a 21 de outubro de 2022.

O incentivo à participação das empresas na Feira objetiva proporcionar meios para a negociação e acesso a novos mercados, aquecendo a economia e o mercado de trabalho do município. As inscrições devem ser feitas até o dia 9 de setembro pelo Portal do Cidadão (https://novohamburgo.atende.net/) no menu abertura de protocolo e no assunto selecionar “SEDEC-FEIRAS” e em subassunto “MERCOPAR”. Serão selecionadas até oito empresas para participarem do evento, com espaço individual de até 9 m², subsidiado pela Prefeitura. O edital completo com a forma de inscrição e a ficha de inscrição podem ser conferidos no link.

Foto: Eduardo Rocha/Mercopar/Divulgação | Foto: Divulgação
23/08/2022 0 Comentários 687 Visualizações
Business

Suspensão de antidumping contra fios de poliéster terá impacto na cadeia do calçado

Por Amanda Krohn 22/08/2022
Por Amanda Krohn

A suspensão do antidumping contra fios de poliéster oriundos da China e da Índia, definida em reunião da Comissão de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), foi bem recebida pelos fabricantes de componentes e insumos para calçados. O pedido estava em análise solicitava a aplicação de uma sobretaxa para importação dos filamentos de 5% (China) e de 8% (Índia). Os materiais em questão são utilizados na fabricação de cabedais, forros e laminados sintéticos.

Segundo a superintendente da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Silvana Dilly, a possível aplicação de uma sobretaxa elevaria ainda mais os preços das matérias-primas produzidas a partir dos fios de poliéster. “Já estamos convivendo com aumentos nos preços desses produtos, por fatores macroeconômicos como a valorização do dólar e o elevado custo logístico internacional enfrentado por diferentes segmentos da indústria. A aplicação de mais uma taxa teria impacto na inflação na cadeia produtiva do calçado. A medida da Camex foi acertada, no sentido de que os insumos oriundos destes países continuarão a complementar a produção nacional para atender toda demanda do mercado interno sem aumento de custos, ainda mais neste momento de retomada econômica”, avalia.

Antidumping

O antidumping é uma ferramenta de Defesa Comercial prevista no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) e que visa prevenir casos de dumping – quando determinado produto é exportado com um preço inferior ao praticado no mercado interno do país exportador. “A ferramenta é legítima quando existe materialidade e quando a produção nacional para atendimento da demanda, o que não é o caso dos fios de poliéster A aplicação de uma sobretaxa, neste caso, só implicaria em um aumento inflacionário para o setor e, consequentemente, para o consumidor final”, explica Silvana.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/08/2022 0 Comentários 665 Visualizações
Business

Pesquisa da Fiergs aponta crescimento do emprego na indústria gaúcha

Por Ester Ellwanger 07/07/2022
Por Ester Ellwanger

O Índice de Desempenho Industrial gaúcho (IDI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), nessa quarta-feira, 6 de junho, caiu 2,3% em maio em relação a abril, após aumentos consecutivos nos dois meses anteriores que chegaram a 1,7%. Nos últimos seis meses, o índice de atividade alternou altas em janeiro, março e abril, e baixas em dezembro, fevereiro e maio, resultando em um quadro de estabilidade. Mesmo com a queda, o IDI-RS esteve, em maio, 8,1% acima do nível anterior ao da pandemia, em fevereiro de 2020. Um dos destaques positivos na pesquisa foi o emprego, que ao subir 0,8% completou dois anos ininterruptos de crescimento, com 16,6% no acumulado, e chegou ao patamar mais alto desde março de 2015.

A decomposição do IDI-RS revelou que o desempenho negativo, em maio, foi determinado pela forte contração das compras industriais (-8,3%) e das horas trabalhadas na produção (-0,4%). Em sentido contrário, além do emprego, também avançaram o faturamento real (1,8%) e a massa salarial real (2,2%) enquanto a utilização da capacidade instalada (UCI) ficou estável em 81,6%.

Nas comparações anuais, a melhora é bem visível em relação a 2021. Relativamente a maio do ano passado, a atividade industrial gaúcha teve crescimento de 6,1%. Foi a 21ª elevação consecutiva e a mais expressiva do ano, devido em parte à base de comparação muito baixa, pois maio de 2021 foi o mês mais fraco do ano para a atividade industrial. Não bastasse isso, ainda teve um dia útil a menos em meio à segunda onda da Covid-19 e aos gargalos na cadeia de suprimentos.

Desta forma, o IDI-RS passou a acumular subida de 4,4% nos primeiros cinco meses de 2022 em relação ao mesmo período do ano passado, com cinco de seus seis componentes em alta: horas trabalhadas na produção (8,3%), massa salarial real (6,3%), emprego (6,2%), compras Industriais (5,7%) e faturamento real (2,8%). Apenas a UCI, com grau médio de 81,3% em 2022, registrou queda, de 0,6%.

Ainda na comparação com os cinco primeiros meses de 2021, a expansão da atividade foi pouco disseminada, em somente metade dos 16 setores pesquisados, sendo impulsionada por Máquinas e equipamentos (11,6%), Veículos automotores (13,3%) e Couros e calçados (9,4%). As principais influências negativas partiram dos setores de Produtos de metal (-3,3%), Móveis (-6,6%), Alimentos (-0,9%) e Metalurgia (-8,7%).

 

Tendência

Segundo aponta a pesquisa da Fiergs, o quadro geral dos indicadores industriais do Rio Grande do Sul mostrou, em maio, que os gargalos nas cadeias de suprimentos e os custos crescentes, juntamente com o aumento dos juros e da inflação, continuam limitando e determinando a estabilidade e a trajetória errática do setor.

Mas, como fatores positivos, destacam-se os bons resultados das exportações e do agronegócio, cenário que não deve se alterar substancialmente nos próximos meses. A atividade, porém, deve sentir com mais ênfase os efeitos dos juros altos e da maior incerteza com a proximidade das eleições. A tendência para a atividade industrial gaúcha aponta para a continuidade do ritmo modesto e irregular.

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

07/07/2022 0 Comentários 581 Visualizações
Business

Estoques da indústria gaúcha voltam a acumular

Por Ester Ellwanger 31/05/2022
Por Ester Ellwanger

A Sondagem Industrial do RS, divulgada nessa segunda-feira, 30 de maio, pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), mostra queda na produção da indústria gaúcha em abril. O índice foi de 46,4 pontos, e abaixo dos 50, indica recuo na atividade. Porém, reflete apenas a sazonalidade, pois o índice ficou acima da sua média histórica de 44,7 para o mês. Por outro lado, aos 50,4 pontos, o índice de número de empregados revelou pequeno avanço.

Embora tenha alcançado 22 meses de alta ininterrupta, é a pontuação mais baixa desse período, o que significa o menor ritmo de crescimento e o menos disseminado no setor, mas ainda um resultado importante dado o comportamento histórico negativo do mês. Ao mesmo tempo, o acúmulo de estoques voltou a subir.

Outro dado importante revelado pela Sondagem é em relação a utilização da capacidade instalada (UCI), que caiu de 74%, em março, para 73%, em abril e, na opinião dos empresários consultados na pesquisa, ficou abaixo do patamar normal. O índice de UCI em relação à usual, com 44,3 pontos em abril, menos 4,2 pontos em relação a março, mostra a UCI mais distante do usual – a marca de 50 pontos – do que estava no mês anterior.

Mesmo com a queda da produção em abril, os estoques de produtos finais cresceram pelo terceiro mês seguido, o que vem provocando um acúmulo cada vez maior. O índice de estoques planejados atingiu o maior valor desde março de 2019, 53,9 pontos, ficando ainda mais distante dos 50, marca que indica normalização. Em abril, 30,5% das empresas indicaram excesso de estoques. O acúmulo tende a restringir a produção nos próximos meses.

Expectativas

Quanto às expectativas, todos os índices continuaram acima 50 pontos na pesquisa realizada entre 2 e 10 de maio com 210 empresas, sendo 46 pequenas, 67 médias e 97 grandes. Isso indica perspectiva de crescimento nos próximos seis meses. Porém, todos caíram em relação a abril e, com exceção das exportações, atingiram as menores marcas desde meados de 2020, evidenciando otimismo menor e menos disseminado entre os empresários.

Na passagem de abril para maio, o índice de demanda caiu de 56,2 para 54,3 pontos, o de emprego, de 52,7 para 52,2, o de compras de matérias-primas, de 54,3 para 52, e o de exportações, de 54,1 para 53,4 pontos.

Mesmo com otimismo em queda, a disposição para investir cresceu na indústria gaúcha. O índice de intenção recuperou parte da perda de abril e voltou a subir em maio, passando de 57 para 59,6 pontos, bem acima da média histórica de 50,9. Em maio, quase dois terços das empresas, 65,7%, mostraram disposição para investimentos nos próximos seis meses.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/05/2022 0 Comentários 710 Visualizações
Business

RS precisa qualificar 758 mil trabalhadores em ocupações industriais até 2025

Por Ester Ellwanger 26/05/2022
Por Ester Ellwanger

Até 2025, o Rio Grande do Sul precisará qualificar 758 mil pessoas em ocupações industriais, sendo 149 mil em formação inicial – para repor inativos e preencher novas vagas – e 609 mil em formação continuada, para trabalhadores que devem se atualizar.

Isso significa que, da necessidade de formação nos próximos quatro anos, 80% serão em aperfeiçoamento. As ocupações industriais são aquelas que requerem conhecimentos tipicamente relacionados à produção industrial, mas estão presentes também em outros setores da economia.

O mercado de trabalho passa por uma transformação, ocasionada principalmente pelo uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva; e, cada vez mais, o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação para que os profissionais estejam atualizados. Em todo o país, a demanda é de 9,6 milhões de trabalhadores qualificados. Os dados e a avaliação são do Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, estudo realizado pelo Observatório Nacional da Indústria para identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS) está atento a essas demandas. Este mês, em parceria com os sindicatos industriais do Estado, foi lançado um programa para capacitação de desempregados de forma gratuita, com o objetivo de auxiliar diretamente a falta de recursos humanos capacitados para o setor. São mais de 1,5 mil vagas em cursos de qualificação no Estado.

O diretor regional do Senai-RS, Carlos Trein, destaca que o trabalho mostra a necessidade de qualificação pela velocidade com que as transformações digitais estão acontecendo. “Cada vez mais a capacitação profissional constante se torna importante para a atualização e acompanhamento das novas tecnologias”, ressalta.

Em volume, ainda prevalecem as ocupações de nível de qualificação, que respondem por 74% do emprego industrial no Brasil hoje. Contudo, chama atenção o crescimento das ocupações de nível técnico e superior, que deve seguir como uma tendência. Isso ocorre por conta das mudanças organizacionais e tecnológicas, que fazem com que as empresas busquem profissionais de maior nível de formação, que saibam executar tarefas e resolver problemas mais complexos.

As áreas com maior demanda por formação são: Transversais, Metalmecânica, Logística e Transporte, Alimentos e Bebidas, e Couro e Calçados. As ocupações transversais são aquelas que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em Segurança do Trabalho, técnico de Apoio em Pesquisa e Desenvolvimento e profissionais da Metrologia, por exemplo.

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

26/05/2022 0 Comentários 593 Visualizações
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