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doação de orgãos

Variedades

Prefeitura de Santa Cruz do Sul apoiará corrida para incentivar doação de órgãos

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Santa Cruz do Sul confirmou apoio à realização de uma corrida e caminhada de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, prevista para ocorrer durante o Setembro Verde, campanha dedicada à sensibilização da população sobre o tema. A iniciativa foi apresentada ao prefeito Sérgio Moraes (PL) pela transplantada renal Rafaela Santana, que recebeu um rim doado em vida por uma prima em 2021, durante a pandemia de Covid-19. O evento busca ampliar o debate sobre a importância da doação de órgãos e esclarecer informações sobre o processo de transplantes.

Durante a reunião, Rafaela Santana relatou que a proposta surgiu da necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre a doação de órgãos e tecidos. Segundo ela, ainda há desconhecimento sobre aspectos como a possibilidade de transplante renal com doador vivo, o potencial de um único doador salvar até oito vidas e a importância de comunicar à família o desejo de ser doador. “Espero realmente que sejamos hexa nesta Copa do Mundo, mas com certeza nós já somos campeões”, afirmou Rafaela, ao relembrar que o Brasil é campeão mundial em doação de órgãos e tecidos.

Mobilização contará com apoio do município

A administração municipal informou que dará suporte à organização do evento. Entre as ações previstas estão a disponibilização de infraestrutura, ambulância, vacinação contra a gripe e outras atividades durante a programação.

Também foi sugerida a iluminação de prédios públicos na cor verde durante a semana de conscientização, que culmina com o Dia Nacional do Doador de Órgãos, celebrado em 27 de setembro.

Participação de secretarias

Além do prefeito Sérgio Moraes e de Rafaela Santana, participaram da reunião a diretora de Atenção Básica, Clauceane Venzke Zell, e o secretário municipal de Esporte e Lazer, Daiton Mergen. O planejamento da corrida e caminhada segue em andamento e integra as ações previstas para o Setembro Verde no município.

Foto: Ana Souza/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 73 Visualizações
Saúde

Hospital Sapiranga realiza simpósio para incentivar doação de órgãos

Por Jonathan da Silva 01/08/2025
Por Jonathan da Silva

O Hospital Sapiranga realizou, nesta quarta-feira (30), o I Simpósio Multiprofissional sobre doação e transplante de órgãos, reunindo profissionais da saúde e membros da comunidade para discutir o tema e reforçar a importância da conscientização sobre a doação no Brasil. O encontro aconteceu no auditório da instituição e abordou desde aspectos técnicos até relatos de experiências pessoais, com o lema “Tempo é vida: doe órgãos, salve vidas”.

Na abertura, a médica Fernanda Bow, ao lado da enfermeira Simone Lysakowski, destacou o funcionamento das Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) e a necessidade de a população compreender que o processo de doação depende de uma rede complexa e organizada.

O médico coordenador da UTI Adulto e presidente da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), Pedro Lima, ressaltou que o simpósio foi planejado para alcançar além das dependências do hospital. “O objetivo do simpósio não é ser um evento exclusivo do hospital, mas sim da região. Queremos alcançar toda a comunidade, esclarecer dúvidas sobre um diagnóstico tão complexo quanto a morte encefálica e estimular a doação de órgãos. Conseguimos reunir grandes profissionais de Porto Alegre e região, dispostos a abordar esse tema com ética e humanização. Morte encefálica não é só um termo técnico — ela carrega histórias de vidas e famílias. Nosso compromisso é promover informação, empatia e acolhimento à população”, afirmou Lima.

Debates e relatos

Durante a tarde, foram discutidos temas como acolhimento psicológico às famílias, a atuação da fisioterapia no cuidado a transplantados e a importância da criação de uma cultura doadora. O psicólogo Cristian de Oliveira ressaltou os desafios da entrevista com familiares no momento da decisão sobre a doação.

O painel de encerramento contou com a participação de um paciente transplantado e da irmã de um doador, que compartilharam suas vivências no processo de transplante, emocionando os participantes.

Papel da instituição

A diretora-executiva do Hospital Sapiranga, Elita Herrmann, reforçou a função do hospital como agente de informação. “É fundamental esclarecer os mitos sobre a doação de órgãos e reforçar sua importância, especialmente em um hospital, onde há profissionais capacitados para orientar a comunidade. O papel da instituição vai além do cuidado, também envolve informar e conscientizar sobre quantas vidas podem ser salvas a partir de um único doador. Levar esse conhecimento tanto aos colaboradores quanto à população em geral é parte essencial dessa missão”, destacou Elita.

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 40 mil pessoas aguardam por um transplante no país, o que reforça a urgência de ampliar o número de doadores.

Foto: João Arnhold Fotografia/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/08/2025 1 Comentário 363 Visualizações
Saúde

Tecnologia de empresa hamburguense agiliza transplantes de órgãos no Rio Grande do Sul

Por Jonathan da Silva 26/02/2025
Por Jonathan da Silva

O Rio Grande do Sul implementará, em maio deste ano, a fase 2 do Gerenciamento de Doações de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Gedott), sistema que digitaliza e integra todas as etapas do processo de transplante no estado. Desenvolvido pela empresa Paipe Tecnologia e Inovação, de Novo Hamburgo, para a Central de Transplantes da Secretaria Estadual da Saúde, o sistema permite a gestão digital desde a doação até a recepção dos órgãos.

O diretor comercial da Paipe, Rogério Nath Corrêa, explica que a ferramenta permite o acompanhamento em tempo real da disponibilidade de órgãos, verificação de documentação obrigatória e localização imediata do receptor. “O Gedott confere agilidade e confiabilidade ao processo de doação de órgãos e tecidos ao integrar todos os agentes envolvidos em um único ambiente”, detalha Corrêa.

Na fase 1, concluída em setembro de 2024, o sistema otimizou o cadastro e a gestão de potenciais doadores, a entrevista familiar e a validação dos exames. A segunda fase, prevista para maio, abrangerá a distribuição do órgão por meio do Sistema Nacional de Transplantes, a captação e a avaliação psicossocial do receptor.

Impacto no sistema de transplantes

O chefe da Divisão de Transplantes do Departamento de Regulação Estadual, médico Rogério Caruso, destaca a importância da informatização do processo. “Precisávamos de uma solução informatizada para realizar o gerenciamento total dos processos no estado, abrangendo desde a identificação dos potenciais doadores até a certificação da implantação do órgão ou tecido no receptor”, afirma Caruso. “Assim, ganharemos transparência no processo de cadastro, notificação e acompanhamento dos doadores e receptores”, completa o médico.

Com a plena implementação do Gedott, estima-se que 1.000 usuários serão beneficiados mensalmente. Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou um crescimento de 5,6% nos transplantes, totalizando 1,6 mil procedimentos, de acordo com a Secretaria da Saúde.

Desenvolvimento e integração do Gedott

A Paipe Tecnologia e Inovação venceu a licitação para implantação do Gedott em 2023 e trabalha em parceria com a Central de Transplantes desde então. Fundada em 2013, a empresa desenvolve softwares personalizados para setores como saúde, vendas, finanças, exportação e logística. No setor público, a Paipe também moderniza os sistemas da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e da Defensoria Pública de São Paulo.

Como se tornar doador de órgãos

O Ministério da Saúde orienta que, para ser um doador de órgãos no Brasil, é necessário comunicar a família. A doação só ocorre mediante autorização familiar, mesmo que a pessoa tenha manifestado essa intenção em vida. Após o diagnóstico de morte encefálica, os familiares são consultados e orientados sobre o processo. O registro em cartório ou informação em documentos não é necessário.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/02/2025 0 Comentários 405 Visualizações
Saúde

Hospital Sapiranga se une ao Setembro Verde, mês de conscientização da doação de órgãos

Por Jonathan da Silva 25/09/2024
Por Jonathan da Silva

O Hospital Sapiranga está participando da campanha Setembro Verde, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos. A iniciativa ocorre ao longo do mês de setembro em todo o Brasil, destacando como o gesto pode salvar vidas.

O médico da UTI Adulto do hospital, Dr. Pedro Lima, reforça o compromisso da instituição com a causa. “Doar órgãos é um ato de amor e solidariedade. Um doador pode salvar a vida de até oito pessoas. No entanto, muitas famílias ainda desconhecem o processo, o que acaba resultando na perda de oportunidades de salvar vidas”, afirma Lima. O médico também destacou o trabalho do hospital em desenvolver protocolos internos, como o de morte encefálica, em parceria com a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), para aumentar as chances de transplantes bem-sucedidos.

A decisão pela doação geralmente ocorre em momentos de grande dor para os familiares. A psicóloga do Hospital Sapiranga, Viviana Blume, explica que a doação de órgãos pode, em muitos casos, ressignificar o luto. “A conscientização não apenas salva vidas, mas também pode dar sentido e conforto ao processo de luto dessas famílias, transformando a perda em um legado de esperança e solidariedade”, ressalta Viviana.

A psicóologa também alerta para a importância de as pessoas manifestarem seu desejo de doar órgãos aos seus familiares. “É fundamental que eu compartilhe com meu familiar meu desejo de ser doador, pois ele será minha voz no momento da morte encefálica”, afirma Viviana.

O Hospital Sapiranga realiza com frequência a captação de órgãos. Recentemente, em 17 de setembro, houve a doação de órgãos de uma paciente de 70 anos, ressaltando o impacto que esse gesto pode ter na vida de pessoas que aguardam por um transplante.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/09/2024 0 Comentários 462 Visualizações
Projetos especiais

Tabelionatos leopoldenses participam da 2ª Jornada de Assessoramento Notarial

Por Marina Klein Telles 29/09/2023
Por Marina Klein Telles

O Colégio Notarial do Brasil – Seção Rio Grande do Sul (CNB/RS) promove no dia 30 de setembro a 2ª Jornada de Assessoramento Notarial de Portas Abertas – “Tabelião na Comunidade” e I Jornada Notarial da Família, com o objetivo de esclarecer dúvidas da população sobre temas relacionados aos serviços notariais, assim como aproximar a atividade do tabelião de notas de sua comunidade e mostrar a importância da atividade para os poderes constituídos.

Em São Leopoldo o 1º Tabelionato de Notas e Registros Especiais e o Castellan 2º Tabelionato de Notas vão abrir das 9h às 13h, com atividades diversas, tais como uma visita guiada com palestra para alunos de instituições universitárias de ensino da região. De acordo com a tabeliã Jenifer Castellan de Oliveira, dotada nos dois cartórios, a comunidade local, autoridades e convidados serão recebidos para prestar esclarecimentos sobre a atividade notarial e para divulgar a campanha das Escrituras Públicas de Doação de Órgãos.

Na ocasião serão lavradas no local, gratuitamente, as escrituras para os interessados. “Desde 31 de março, quando foi lançada a Central Notarial de Doação de Órgãos, pessoas interessadas em se tornarem doadoras voluntárias de órgãos e tecidos após o seu falecimento podem manifestar esta intenção de forma expressa, formal e gratuita junto aos tabelionatos de notas”, revela Jenifer. “O objetivo é facilitar as doações, incentivar que as famílias respeitem o desejo do doador e agilizar os trâmites prévios, elevando o número de transplantes”.

Serviço

O que: 2ª Jornada de Assessoramento Notarial de Portas Abertas – “Tabelião na Comunidade” e I Jornada Notarial da Família
Quando: sábado, 30 de setembro, das 9h às 13h
Onde: 1º Tabelionato de Notas e Registros Especiais de São Leopoldo, Rua Independência, 617-625, Centro.
Castellan 2º Tabelionato de Notas de São Leopoldo, Rua Osvaldo Aranha, 503 loja 102, Centro

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/09/2023 0 Comentários 601 Visualizações
Projetos especiais

Tabelionatos atenderão na Casa das Artes no próximo sábado

Por Marina Klein Telles 26/09/2023
Por Marina Klein Telles

Os tabeliães do RS estarão realizando ações especiais durante a 2ª Jornada de Assessoramento Notarial, onde profissionais das principais cidades do Estado estarão com os tabelionatos abertos para prestar esclarecimentos à população, sobre seus serviços e para tirar dúvidas respeito de questões pessoais específicas da área notarial.

Em Novo Hamburgo, o Fischer, o Barreto e o Registro Civil estarão fazendo uma ação conjunta na Casa das Artes, que fica na Avenida Primeiro de Março, 59, das 9h às 12h, com uma palestra às 11h, sobre formas de antecipar desejos sobre futuro. Além disto, para fechar o mês de sensibilização para a doação de órgãos, os dois tabelionatos estarão fazendo no local, gratuitamente, escrituras públicas para quem quiser se declara doador de órgãos. Para a escritura, basta apresentar documento pessoal com RG e CPF.

O Colégio Notarial do Rio Grande do Sul, associação que reúne os tabeliães gaúchos, criou em março de 2023 uma Central Notarial de Doação de Órgãos que está conectada à Central de Transplantes do Rio Grande do Sul. Nessa Central ficam registradas todas as escrituras de pessoas que manifestam a vontade de ser doadores. Somente a Central de Transplantes tem acesso a essas informações, que serão usadas como uma ferramenta de sensibilização das famílias de pessoas que eventualmente tenham morte encefálica e que possam ser doadores. É importante salientar que, mesmo com a existência da escritura, a palavra final para a doação continua sendo dos familiares.

Palestra gratuita sobre testamentos

Ainda no sábado, também na Casa das Artes, às 11h, o titular do 1º Tabelionato, Dr. José Flávio Bueno Fischer, fará uma palestra em parceria com a advogada, professora e pesquisadora Carolina Mosmann, sobre “Disposições antecipadas de vontade e autocuratela”. O objetivo da palestra é apresentar à comunidade formas de encaminhar o futuro dos seus bens e sobre cuidados pessoais que o envelhecimento ou adoecimento de uma pessoa pode exigir.

O testamento é a forma como a pessoa quer dispor de seus bens quando de sua morte. Já a curatela é um instituto jurídico por meio do qual nomeia-se uma pessoa para gerenciar os bens e dar assistência a uma pessoa considerada incapaz pela lei civil. A autocuratela é o instrumento jurídico pelo qual a pessoa pode definir antecipadamente a pessoa que ela deseja que seja seu curador em caso de perda de capacidade de gerenciamento de sua própria vida.

Fischer e Carolina orientarão sobre como o cidadão pode fazer uso desses instrumentos, e quais os momentos mais adequados para pensar nessas soluções. O acesso à palestra será aberto e gratuito.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/09/2023 0 Comentários 582 Visualizações
Projetos especiais

Tabeliã de São Leopoldo realizará evento de sensibilização para a doação de órgãos

Por Marcel Vogt 14/06/2023
Por Marcel Vogt

O Espaço Cultural Castellan, do 2º Tabelionato de São Leopoldo, promoverá nesta quinta-feira, 15 de junho, a partir de 18h, na sede do serviço (rua Osvaldo Aranha, 503 – sala 102) o Encontro da Arte com o Direito. A proposta da atividade é oportunizar a experiência com a arte, combinada com o acesso a informações sobre a área do Direito, com foco na doação de órgãos.

A programação inicia às 18h, quando o espaço estará aberto à visitação da exposição “Transcendência”, da artista plástica Alexandra Eckert e do FotoColetivo “Essas Mulheres”. Às 18h30min, será exibido um trecho do filme “Tudo sobre Minha Mãe”, de Pedro Almodóvar, e a partir de 18h45min haverá uma roda de conversa com James Cassiano da Silva, assessor técnico da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul; com Fernanda Estrella, chefe e enfermagem do Hospital Centenário de São Leopoldo, e com Maria Lucia Elbern, presidente da OJNG Via Vida. Todos falarão sobre a importância da doação de órgãos para salvar vidas.

Para finalizar a programação, a tabeliã Jenifer Castellan oficializará a assinatura da escritura pública como doador de órgãos do juiz diretor do Foro de São Leopoldo, Dr. Mauro Peil Martins.

A titular do 2º Tabelionato de São Leopoldo, Dra. Jenifer Castellan, que faz parte da diretoria do Colégio Notarial do Brasil – Seção do Rio Grande do Sul (entidade que representa os tabeliães gaúchos), afirma que a iniciativa faz parte do projeto da entidade que representa os tabeliães do RS, com a criação da Central Notarial de Doação de Órgãos. Lançada no final de março, a Central está diretamente ligada à Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, possibilitando que as equipes que atuam com transplantes de órgãos possam acessar informações sobre a vontade de cidadão gaúchos em relação à doação de órgãos. A Central Notarial, criada para atuar em parceria com a Central de Transplantes, permite que cidadãos de qualquer cidade do Rio Grande do Sul possam lavrar escrituras públicas, sem qualquer custo, onde podem manifestar seu desejo de serem doadores de órgãos. A escritura é vista pelos médicos que atuam na área de transplantes como um importante argumento de convencimento dos familiares de pacientes que venham a falecer a doarem os órgãos.

É importante salientar que mesmo com a escritura pública lavrada em cartório, os familiares ainda são consultados, e têm a palavra final na decisão de doar. Mas com um documento público feito no tabelionato, o CNB-RS acredita que contribuirá de forma contundente para aumentar os índices de doação no nosso Estado, aumentando em muito as chances de sobrevivência que pessoas que passam anos em filas de espera por um doador”, avalia a Dra. Jenifer Castellan.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/06/2023 0 Comentários 715 Visualizações
Saúde

Cartórios realizam declarações para doação de órgãos gratuitamente no RS

Por Marina Klein Telles 28/03/2023
Por Marina Klein Telles

Com o objetivo de incentivar a doação de órgãos e tecidos no Estado, foi criado o Termo de Cooperação, em parceria com os cartórios de notas do Rio Grande do Sul. O lançamento da Central Notarial de Doação de Órgãos servirá para declarar a manifestação de vontade de forma gratuita, ou seja, desburocratizar e remover custos para quem deseja se tornar doador de órgãos.

Fruto do acordo, o Colégio Notarial do Brasil – Seção Rio Grande do Sul (CNB/RS) lançará na próxima sexta-feira (31), data em que celebra seus 61 anos de história, a Central Notarial de Doação de Órgãos, sistema gerido para possibilitar a consulta pelos hospitais e a Central de Transplantes do RS, de forma sigilosa, das escrituras públicas declaratórias contendo a manifestação de vontade relativa à doação de órgãos, após o falecimento do potencial doador.

Vale salientar que a manifestação de vontade por meio de escritura pública irá funcionar como mais uma ferramenta de convencimento para a família, visto que ainda será necessária a autorização da doação dos órgãos do familiar. Segundo a Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, mais de 1,4 mil pessoas aguardam por transplante de órgãos no estado.

“É uma honra para o Colégio Notarial do RS e nós tabeliães integrar esse Termo de Cooperação para salvarmos ainda mais vidas, visto que somos vocacionados à prevenção de litígios. Através da lavratura de escrituras públicas Declaratórias de Doação de Órgãos é possível que os familiares tomem conhecimento de que aquela pessoa é doador”, destaca o presidente do CNB/RS, José Flávio Bueno Fischer.

Além do CNB/RS, o Termo de Cooperação é assinado pela Associação dos Notários e Registradores do Estado do Rio Grande do Sul (Anoreg/RS), em conjunto com a Secretaria Estadual da Saúde, o Poder Judiciário do RS, o Conselho Regional de Medicina do RS – Cremers, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

O objetivo do projeto é proporcionar que os cartórios de notas ofereçam amplo e gratuito atendimento à população quanto à possibilidade da declaração, visando a incentivar a doação de órgãos e tecidos, e estabelecer a rotina de remessa de informações sobre os doadores de órgãos e tecidos à Central Estadual de Transplantes da Secretaria da Saúde do RS.

Após a assinatura do acordo de cooperação, firmado em 5 de outubro de 2022, o CNB/RS desenvolveu a Central Notarial de Doação de Órgãos para a interconexão eletrônica entre os tabeliães de notas, hospitais e a Central de Transplantes do estado, para o envio e consulta das informações que contenham declaração de doação de órgãos.

Sobre o CNB/RS

O Colégio Notarial do Brasil – Seção Rio Grande do Sul (CNB/RS) é a entidade de classe que representa institucionalmente os tabeliães de notas do estado do Rio Grande do Sul. O Colégio tem realizado diversas atividades a fim de integrar os notários do Estado e atualizá-los tanto com as novidades gerais e como as segmentadas de sua natureza.

Serviço

O quê: Lançamento da Central Notarial de Doação de Órgãos
Quando: 31 de março às 20h
Onde: Cripta Metropolitana de Porto Alegre em Rua Dom Sebastião, s/nº, Centro Histórico – Porto Alegre/RS
Quanto: Evento gratuito

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/03/2023 0 Comentários 729 Visualizações
Saúde

Hospital Sapiranga realiza sua primeira captação de coração para transplante

Por Gabrielle Pacheco 28/02/2023
Por Gabrielle Pacheco

O Hospital Sapiranga realizou, no dia 20 de fevereiro, um procedimento marcante em sua história. Pela primeira vez, uma captação de coração foi realizada na instituição. Também foram captados fígado, rins e uma córnea. O aceite da família salvará cinco vidas de pacientes que há tempo aguardam na fila por um transplante. Além das equipes do Hospital Sapiranga, participaram do procedimento a equipe do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, responsável pela captação do coração, da equipe do Hospital Dom Vicente Scherer e Santa Casa – Opo7, responsáveis pela captação dos outros órgãos.

O diretor técnico do Hospital Sapiranga, Dr. Airton Schmitt, destaca que deixar claro em vida o desejo de doar órgãos é importante. “Sabemos que é um assunto muito delicado, mas é imprescindível que ele faça parte das famílias, as pessoas precisam conversar, discutir em família e perceber que doar órgãos salva vidas. Quanto mais doações, mais vidas podem ser salvas”, disse.

Para a enfermeira Camila Crippa, presidente da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgão e Tecidos para Transplantes do Hospital Sapiranga (Cihdott), a doação de órgãos é um ato de amor e consciência ao próximo. “A solidariedade da família, mesmo frente à dor e ao luto, é evidenciada no ‘sim’ para a doação dos órgãos. Ao acolher cada família, é preciso sensibilidade, afeto e humanização. Isso se torna indispensável para o aceite”, relatou.

Já o Dr. Pedro Jackson Lima Dos Santos, médico da UTI Adulto, descreve o momento como uma realização de um trabalho árduo de atualização dos protocolos internos, como o de morte encefálica, em parceria com o Cihdott, multiplicando esperanças e consolidando a vida de muitos pacientes na fila de transplantes. “Resultados como esse evidenciam a qualificação e a valorização dos profissionais, que atuam junto à instituição por um grande objetivo que é salvar e reabilitar vidas”, afirmou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/02/2023 0 Comentários 1,3K Visualizações
Saúde

Marido recebe rim da esposa em transplante no Hospital Moinhos de Vento

Por Amanda Krohn 09/01/2023
Por Amanda Krohn

A promessa do juntos na saúde e na doença foi levada ao pé da letra pelo casal Gelson Luis Pires, de 57 anos, e sua esposa Rejane Maria Fresee Pires, de 55. Em tratamento conservador em função de problema nos rins desde os 30 anos, há quatro anos o advogado aposentado fazia diálise, mas o tratamento já não estava dando a resposta que precisava. E foi na esposa Rejane que ele encontrou a doadora compatível.

Com uma biópsia inconclusiva da condição de seus rins, Pires já estava com problemas no coração (coração grande) em função da pressão alta, além de sofrer com a bipolaridade. “Eu ficava angustiado já no domingo porque na segunda precisava fazer a diálise”, relata. Foi um amigo que indicou o nefrologista do Hospital Moinhos de Vento, David Saitovitch, especialista responsável pelo transplante. “Foi um milagre, deu tudo certo. Os médicos dizem que foi melhor do que o esperado”, comemora. Pai de duas filhas, Victoria, de 27, e Manuela, de 16, hoje o morador de Porto Alegre já pode fazer coisas que antes não conseguia mais fazer. “Eu nem me concentrava mais na leitura, agora tenho muito mais atividade”, revela.

Foi um milagre, deu tudo certo. Os médicos dizem que foi melhor do que o esperado

Com a sorte de encontrar na esposa o rim compatível, o advogado aposentado conscientiza sobre a importância da doação de órgãos. “As famílias devem aceitar a retirada dos órgãos, é uma forma de permitir que a vida do familiar continue. É uma missão além da vida. O sofrimento das pessoas que fazem diálise é muito grande. A pessoa enfraquece muito, muda até o modo de caminhar”, contou. O transplante é um dos tratamentos para a doença renal crônica e no caso de Pires, ele agora não faz mais hemodiálise e garante a sobrevida, mas segue realizando terapias complementares.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/01/2023 0 Comentários 584 Visualizações
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