A Prefeitura de Novo Hamburgo recebeu a arquiteta e urbanista Danielle Lima nesta quarta-feira (22) para um encontro voltado à troca de experiências sobre acessibilidade urbana. A atividade reuniu equipes da Diretoria de Mobilidade Urbana, da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Smopi) e da Secretaria Municipal de Segurança Pública (SMSP). O encontro teve como objetivo qualificar projetos e ampliar a inclusão nos espaços públicos por meio do compartilhamento de conhecimento técnico.
Participaram da agenda representantes técnicos das áreas envolvidas, além da profissional convidada, responsável pelo projeto de acessibilidade do Complexo Cristo Protetor, em Encantado. Durante a atividade, foram discutidas práticas e estratégias para a aplicação de conceitos de acessibilidade em projetos urbanos.
Apresentação de estudo
Durante o encontro, a arquiteta e urbanista Danielle Lima apresentou sua tese de mestrado, intitulada “Guia Estratégico Inclusivo para a Acessibilidade Urbana”. O trabalho conta com um estudo de caso realizado no Cais Embarcadero, em Porto Alegre, que serviu de base para a elaboração do guia.
Segundo Danielle, o desenvolvimento de projetos urbanos deve considerar a participação de diferentes públicos. “O design inclusivo exige que crianças, idosos e pessoas com deficiência sejam protagonistas na concepção dos projetos, garantindo que suas demandas sejam efetivamente contempladas nos espaços urbanos”, afirmou a especialista.
Participação técnica
O município foi representado pela arquiteta Patrícia Steigleder, pelo engenheiro de tráfego Tiago Lanes e pela estagiária Eduarda Keil, da Diretoria de Mobilidade Urbana, além da chefe do Departamento de Análise e Pesquisa Aplicada de Dados da SMSP, Catarina Lopes dos Santos.
De acordo com a arquiteta Patrícia Steigleder, as contribuições apresentadas devem ser incorporadas ao planejamento local. “Adotaremos medidas propostas no guia em projetos novos e em andamento da Diretoria de Mobilidade Urbana, buscando ampliar a acessibilidade”, afirmou Patrícia.
Quem é Danielle Lima
Diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo II, doença neuromuscular que compromete a força muscular e a mobilidade, Danielle utiliza cadeira de rodas desde a infância. Sua atuação profissional está voltada ao desenvolvimento de soluções voltadas à acessibilidade em espaços urbanos e arquitetônicos.

