Fórum de Vitivinicultura abre com debate sobre terroirs da Campanha Gaúcha

Por Marina Klein Telles

O primeiro dia do 4º Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha reuniu produtores, técnicos, estudantes e representantes do setor na quarta-feira (20), no campus da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em Dom Pedrito (RS). A programação abriu com a dinâmica “Os diferentes terroirs da Campanha Gaúcha” e seguiu com palestras sobre monitoramento em tempo real na vinificação, valorização territorial e Denominação de Origem.

A atividade inicial contou com a participação de Gabriela Pötter, representando a Vinícola Guatambu, Cláudio Escosteguy, da vinícola Almabaska, Edvard Kohn, da Bueno Wines, e Pedro Candelária, da vinícola Campos de Cima, que participou de forma remota. Mediada pela professora Esther Pedroso Theisen, a dinâmica apresentou diferentes realidades produtivas da Campanha Gaúcha, com relatos sobre potencialidades, desafios e perspectivas para os vinhos elaborados na região.

Segundo o professor da Unipampa, Wellynthon Cunha, a dinâmica permitiu discutir o papel dos diferentes terroirs na construção da identidade vitivinícola da Campanha. “O nosso dia começou com a apresentação de diferentes terroirs da Campanha Gaúcha, diferentes realidades, apresentando suas potencialidades e seus desafios. Isso se transformou em uma discussão muito enriquecedora para todos”, afirma Cunha.

A atividade abordou vantagens, dificuldades e resultados observados pelos produtores em cada área de produção. Conforme Cunha, o debate também trouxe ao público uma leitura prática sobre o que já vem sendo desenvolvido nos vinhedos e o que pode ser projetado para os próximos anos. “A discussão trouxe exatamente as vantagens de cada terroir, as dificuldades, as potencialidades, o que deu certo, o que não deu e o que se prospecta para o futuro”, ressalta.

Após o intervalo, a programação seguiu com a palestra de Roberto Ballardin sobre “Ferramentas de monitoramento em tempo real na vinificação”. A apresentação tratou da aplicação de conceitos da indústria 4.0 no processo de elaboração de vinhos, com foco no uso de tecnologias para acompanhamento e controle da vinificação.

Na sequência, Juliana Rossato apresentou a palestra “O impacto do conhecimento enológico na construção, fortalecimento e promoção de uma Denominação de Origem de vinhos”. A abordagem tratou da valorização do território, das Indicações Geográficas e do papel da Denominação de Origem na diferenciação de regiões produtoras.

O encerramento do primeiro dia teve coquetel e degustação de vinhos brancos, rosés e espumantes experimentais elaborados pelo curso de Enologia da Unipampa. “Tivemos a apresentação de vinhos experimentais elaborados pelo curso, o que também abrilhantou bastante o evento. Amanhã seguimos com o segundo dia e esperamos receber novamente um bom público no campus Dom Pedrito”, observa Cunha.

O fórum é promovido pela Unipampa, pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio Grande do Sul (Sebrae RS), pela Associação de Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha (Associação Vinhos da Campanha) e pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS).

O evento tem patrocínio da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul (Setur-RS) e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com apoio da Prefeitura Municipal de Dom Pedrito, 3ª CIA e CMB MEC de Dom Pedrito e Instância de Governança Regional Pampa Gaúcho de Turismo (Apatur).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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