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Federação Varejista destaca IA, pessoas e integração dos canais como aprendizados da NRF

Por Marina Klein Telles 14/01/2026
Por Marina Klein Telles

A Federação Varejista do Rio Grande do Sul retorna da NRF Retail’s Big Show 2026, realizada de 11 a 13 de janeiro, em Nova Iorque, com a convicção de que o varejo global vive um momento de consolidação de tendências que já impactam diretamente o presente do setor – e não mais apenas o futuro. Considerada a maior feira varejista do mundo, a NRF reafirmou que não existe mais separação entre varejo físico e digital: existe apenas varejo, impulsionado por tecnologia e centrado em pessoas.

Para o presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner, o principal destaque desta edição foi o amadurecimento definitivo da inteligência artificial (IA) como ferramenta estratégica e acessível. “A IA deixou de ser hype. Ela está embutida nas operações, no marketing, na gestão e, principalmente, na relação com o cliente. Quem não tiver tecnologia integrada ao seu negócio terá dificuldade de prosperar”, avalia. Segundo ele, o lançamento global do conceito de Agentic Commerce pelo Google, anunciado durante a NRF pelo próprio CEO da empresa, simboliza esse novo momento do varejo empoderado por dados, personalização e atendimento digital inteligente. “A IA vem para ajudar a humanizar mais ainda a nossa relação, a termos dados cada vez mais precisos e a fazer uma relação com o cliente muito mais fluida”, continua.

Outro ponto fortemente sinalizado na feira foi a centralidade das pessoas. A tecnologia, segundo os executivos da Federação, surge como meio para liberar tempo e energia para aquilo que realmente gera valor: relacionamento, confiança e experiência. “A IA chega para agilizar processos, ser agente de venda, pesquisador, assistente. E a pessoa passa a ser criadora de vínculo, construtora de confiança e de memórias”, destaca o vice-presidente da Federação Varejista do RS, Marcos Carbone.

A geração Z esteve no centro das discussões. Mais do que um novo público consumidor, trata-se de uma geração que deseja pertencer, participar e cocriar. Cases apresentados na NRF mostraram empresas que envolvem clientes jovens no desenvolvimento de produtos, na curadoria de experiências e na definição de tendências. “Se não fizer sentido para essa geração, não haverá negócio. Eles precisam se reconhecer na marca, na causa e na experiência”, reforça Ricardo Bartz, diretor de crescimento e expansão da Federação.

A integração entre canais também foi consenso. Na NRF, não se fala mais em loja física versus loja digital. O digital é o espaço da conversa, da comunidade e da escolha; o físico é o lugar da experiência, do relacionamento e da construção de confiança. Estratégias como lojas com cafeterias, microeventos, experiências sensoriais e comunidades de marca foram apresentadas como formas eficazes de aumentar o tempo de permanência do cliente e, consequentemente, o ticket médio.

Para a Federação Varejista do RS, muitas dessas práticas já podem ser replicadas imediatamente no varejo gaúcho. Ferramentas de IA estão cada vez mais acessíveis, inclusive para pequenos e médios negócios. Iniciativas como a CDL IA demonstram que a tecnologia não é exclusividade de grandes players, mas exige, sobretudo, disposição cultural para começar.

Um contraste marcante percebido pela comitiva gaúcha foi a questão da mão de obra. Diferentemente da realidade brasileira, o tema da escassez não apareceu como problema nos Estados Unidos. Jovens motivados, preparados e engajados estavam presentes em grande número nas operações varejistas, reforçando a visão de que o desafio no Brasil passa mais por fatores culturais, educacionais e estruturais do que geracionais.

Ao participar da NRF, a Federação Varejista do RS reforça seu papel como agente transformador do comércio, conectando o varejo do Estado às principais tendências globais. “Nosso compromisso é trazer esse conhecimento, provocar reflexões e apoiar o desenvolvimento sustentável dos negócios gaúchos. O futuro do varejo pertence a quem souber unir tecnologia com pessoas”, conclui Pioner.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/01/2026 0 Comentários 107 Visualizações
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StartupRS StartHer abre inscrições para startups lideradas por mulheres no Rio Grande do Sul

Por Marina Klein Telles 14/01/2026
Por Marina Klein Telles

Estão abertas até o dia 31 de janeiro as inscrições para o StartupRS StartHer, programa que irá selecionar e apoiar startups de base tecnológica lideradas por mulheres em todo o Rio Grande do Sul. A iniciativa é promovida pelo Sebrae RS e pela Prefeitura de Porto Alegre, em parceria com o Instituto Ladies in Tech, com foco no fortalecimento da participação feminina no ecossistema de inovação.

Voltado a startups em estágio de ideação, o programa selecionará 10 negócios com potencial de escalabilidade e uso da tecnologia como diferencial competitivo. As soluções podem estar direcionadas, preferencialmente, às áreas de EdTech e GovTech, embora ideias de outros segmentos também sejam elegíveis.

De acordo com João Neto, Analista de Articulação de Projetos de Inovação do Sebrae, o programa reforça o compromisso da instituição com a diversidade e o empreendedorismo feminino. “O StartupRS StartHer foi estruturado para apoiar mulheres empreendedoras desde as fases iniciais, oferecendo metodologia, conexões e capacitação para transformar boas ideias em negócios inovadores e sustentáveis”, destaca.

Podem participar startups fundadas ou lideradas por mulheres, de base tecnológica, com ou sem CNPJ, desde que estejam sediadas no Rio Grande do Sul. A avaliação considerará critérios como inovação da solução, potencial de mercado, equipe e aderência aos desafios propostos.

A metodologia do programa integra a trilha StartupRS Start, que contempla workshops, rodas de aprendizagem, validação de problema e solução, estruturação do MVP e desenvolvimento de pitches. Entre os benefícios estão a possibilidade de validação de Prova de Conceito (PoC) com a Prefeitura de Porto Alegre, mentorias com o Instituto Ladies in Tech, participação facilitada em feiras e eventos nacionais e internacionais e acesso a créditos em plataformas parceiras do Sebrae Startups.

Para Aline Busch, cofundadora do Ladies in Tech, o programa representa uma oportunidade estratégica para ampliar o protagonismo feminino. “Ao criar um ambiente de apoio e visibilidade para mulheres que empreendem com tecnologia, o StartHer contribui para reduzir desigualdades históricas e fortalecer soluções mais diversas e inovadoras para a sociedade”, afirma.

Vanessa Leite, CEO da PDM Desenvolvimento de Sistemas, empresa proprietária da plataforma Didati, destaca a importância do apoio institucional para o fortalecimento do empreendedorismo feminino e da inovação. Em 2024, a startup foi selecionada para o AceleraX, programa do Sebrae RS em parceria com o município de Porto Alegre, voltado à aproximação entre startups e o setor público.

Luiz Carlos Pinto, Secretário de Inovação de Porto Alegre, revela que a prefeitura tem grande expectativa no novo edital que foi planejado para apoiar e alavancar negócios inovadores e de base tecnológica com elevado potencial de crescimento liderados por empreendedoras. “Essa ação especial do Programa Forja de Inovação e do Programa de Empreendedorismo Feminino da PMPA foi desenhada em parceria com o Sebrae RS e com o Ladies In Tech buscando criar um programa com que contemple a potencialidade e os desafios específicos da lideranças femininas, cada vez mais atuantes e importantes no nosso ecossistema de inovação. Faz parte de uma estratégia ecossistêmica que almeja cada vez mais fazer de Porto Alegre uma capital da inovação inclusiva, aberta, colaborativa e dotada de um olhar de impacto e empatia, que faça todos os empreendedores e empreendedoras a se sentirem bem vindos para fazer parte de nosso ecossistema ou testar suas soluções em nossa cidade. E ficamos duplamente contentes com a adesão do Govtech Lab à iniciativa”, comemora.

Protagonismo feminino

Segundo a empreendedora, “programas como o StartupRS StartHer são fundamentais para aproximar startups do setor público, criando um ambiente seguro para testar, validar e evoluir soluções inovadoras”. A partir da participação no AceleraX, a Didati passou a atuar junto à Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), onde foi realizada uma prova de conceito (POC) em ambiente real.

Como resultado do processo, a empresa teve a oportunidade de manter o fornecimento da tecnologia ao longo de 2025. “Isso fortaleceu o uso da tecnologia, possibilitou o aprimoramento de funcionalidades e a criação de conexões estratégicas que impulsionaram o crescimento do negócio e a consolidação do Didati como solução para o setor público”, conclui.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site https://programas.sebraestartups.com.br/in/startuprs-starther-1765556949532×460459118215299100.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/01/2026 0 Comentários 109 Visualizações
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Safra 2026 deve manter nível de contratações, com pequeno acréscimo no RS

Por Marina Klein Telles 14/01/2026
Por Marina Klein Telles

A safra 2026 da indústria do tabaco deve manter um cenário de estabilidade nas contratações, com possibilidade de leve ampliação no número de trabalhadores temporários, especialmente no Vale do Rio Pardo. A avaliação é do presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco), Rangel Marcon, ao analisar o andamento da produção, o comportamento do mercado e as exigências operacionais das empresas para o próximo ciclo. Segundo ele, o setor chega à nova safra com volume plantado estável e foco crescente em qualidade, o que impacta diretamente o processamento industrial.

De acordo com o presidente, a safra passada ficou em torno de 720 mil toneladas e a projeção para 2026 indica manutenção desse patamar, com leve variação regional. O mercado externo segue como principal sustentação da cadeia produtiva, com exportações anuais próximas de US$ 3 bilhões. Esse cenário reforça a importância da indústria para a economia brasileira e para a geração de empregos diretos e indiretos ao longo de toda a cadeia, do campo à exportação. “A safra é estável em volume, mas o mercado está cada vez mais exigente. Isso demanda mais seleção, mais controle e mais tempo de processamento, o que pode ampliar a necessidade de pessoas no fim da linha de produção”, afirma.

No Vale do Rio Pardo, a estimativa é de 12 a 15 mil trabalhadores fixos nas indústrias do tabaco, além de 8 a 10 mil temporários durante a safra. Para 2026, a expectativa é de até 11 mil contratações temporárias, totalizando cerca de 25 mil trabalhadores envolvidos diretamente no setor na região durante o período. Já o tempo de contratação deve variar entre seis e oito meses, conforme a estratégia de cada empresa e a concentração de etapas do processamento industrial em Santa Cruz do Sul e municípios do entorno. “Algumas empresas concentraram processos aqui na região, o que pode alongar o período de safra industrial. Em média, falamos de seis meses, mas há casos em que esse prazo pode chegar a oito meses”, justifica.

Marcon também chama atenção para um desafio que vai além do tabaco e atinge diversos segmentos da economia. A escassez de mão de obra tem levado as empresas a buscar trabalhadores em outras regiões, ampliando o raio de recrutamento. Segundo ele, a Federação acompanha esse cenário de perto e atua junto aos sindicatos e empresas para garantir valorização salarial e condições que tornem o setor atrativo. “O trabalhador precisa ser valorizado. O que importa é o que ele leva para casa no fim do mês. A indústria do tabaco avançou em benefícios, gratificações e bônus, e isso é fruto de negociação e responsabilidade. Só assim conseguimos manter pessoas qualificadas e garantir a produção no país”, complementa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/01/2026 0 Comentários 123 Visualizações
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Lide celebra 25 anos em 2026 com programação especial

Por Jonathan da Silva 13/01/2026
Por Jonathan da Silva

O Grupo de Líderes Empresariais (Lide) celebra, ao longo de 2026, os seus 25 anos de atuação com um calendário especial de eventos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Organizada pelo Sistema Lide RS e SC, a programação reunirá líderes empresariais, investidores e autoridades em fóruns, painéis e iniciativas nacionais e internacionais.

O Lide é a maior organização multissetorial de lideranças empresariais da América Latina, reunindo mais de 2 mil empresas e 4 mil líderes no mundo, com 28 escritórios em capitais como Nova York, Dubai, Milão e Mumbai. No Brasil, as empresas participantes respondem por mais da metade do PIB privado.

Sistema Lide RS e SC

Como parte das comemorações pelos 25 anos, o Sistema Lide RS e SC, que atua na maior economia do país fora de São Paulo, prepara um ciclo ampliado de fóruns, painéis e iniciativas internacionais ao longo do ano.

Segundo o presidente do Sistema Lide RS e SC, Delton Batista, o desempenho de 2025 serviu de base para a programação de 2026. “Superamos todos os recordes de eventos realizados com a presença dos maiores empresários e autoridades nos principais pólos econômicos do Sul do Brasil, além de líderes gaúchos e catarinenses em agendas na Casa LIDE São Paulo e internacionais como Paris, Roma e Marrakesh. Em 2026, a agenda será ainda mais intensa em volume e qualidade”, afirma Batista.

Destaques do primeiro trimestre

A programação começa em 3 de fevereiro com o lançamento do Movimento Educação para o Futuro no Rio Grande do Sul. Em 26 de março, o Lide realiza o Painel Especial sobre Inovação Empresarial durante o South Summit Brazil Porto Alegre 2026.

Em Santa Catarina, o calendário inclui o Fórum Cidadania Empresarial e Responsabilidade Social, com o lançamento do projeto Olhares do Bem, em 25 de março, em Florianópolis. No dia 27 de março, também na capital catarinense, ocorre o Painel Especial de Infraestrutura e Desenvolvimento Econômico no CREA Summit 2026.

Novas iniciativas

Em fevereiro será inaugurada a Casa Lide Joinville, no Ágora Tech Park, espaço dedicado a conteúdos de tecnologia, data centers e inteligência artificial. No mesmo período, o Sistema Lide RS e SC lança a LidIA, assistente de inteligência artificial desenvolvida pela startup Nodolabs e exclusiva para membros, que operará via WhatsApp e permitirá acesso a informações sobre eventos, datas, notícias de mercado, buscas na web, análises de documentos e imagens e criação de textos e lembretes automáticos.

Agenda internacional

No plano internacional, o calendário inclui uma série de conferências e a edição especial de 2026 do Lide Brazil Investment Forum, realizado durante a Brazilian Week, com a participação de autoridades e empresários voltados ao fomento de investimentos no Brasil.

Estão programados ainda o Jantar de Abertura da Brazilian Week, em 11 de maio, em Nova York; o 15º Lide Brazil Investment Forum, em 12 de maio, também em Nova York; o Fórum Lide Brasil, de 3 a 5 de setembro, em Buenos Aires; e o Lide Brasil Espanha Forum, nos dias 19 e 20 de novembro, em Madri.

Temas estratégicos

Os eixos temáticos de 2026 incluem saúde e bem-estar, com abordagem sobre desenvolvimento pessoal, propósito e felicidade nas organizações, e a Reforma Tributária, com foco nos impactos para as empresas. Também integram a agenda temas como eficiência de gestão, competitividade empresarial, internacionalização, infraestrutura, parcerias público-privadas e desenvolvimento econômico, economia criativa e turismo. Um dos destaques será o tema “2026, o ano do cooperativismo no Brasil”.

Prêmio Líderes do Brasil

O calendário prevê ainda, em novembro, uma edição do Prêmio Líderes do Brasil, que reunirá em Porto Alegre e Florianópolis empresas, marcas e lideranças que se destacaram ao longo do ano.

Foto: Denison Fagundes/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/01/2026 0 Comentários 147 Visualizações
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Concentração do PIB aumenta no Rio Grande do Sul, aponta levantamento do IFEP-RS

Por Marina Klein Telles 13/01/2026
Por Marina Klein Telles

Os dados mais recentes do Produto Interno Bruto (PIB) Municipal, divulgados pelo IBGE no final do ano passado, revelam uma economia gaúcha que cresce, mas de forma cada vez mais concentrada. Análise elaborada pelo Instituto Fecomércio-RS de Pesquisas (IFEP-RS) mostra que, entre 2021 e 2023, os maiores municípios do estado ampliaram sua participação no PIB Estadual, enquanto municípios com forte dependência da agropecuária enfrentaram retração significativa da atividade econômica.

No período, o PIB nominal do Rio Grande do Sul cresceu 11,84%. No entanto, 8 dos 10 municípios com maior PIB apresentaram desempenho acima da média estadual, aprofundando a concentração territorial da geração de valor. Porto Alegre, que já liderava o ranking, foi o município que mais ampliou sua participação no total do estado, com um crescimento de 2,08%, atingindo uma representação de 16,11% no PIB estadual.

O IFEP-RS aponta que cidades com elevada participação da agropecuária no PIB tiveram resultados piores no comparativo, reflexo de uma base econômica mais sensível a fatores climáticos e a oscilações de safra. A safra excepcional de 2021 inflou os resultados daquele ano, criando uma base elevada que não se sustentou nos períodos seguintes. É o caso, por exemplo, de Jari, município com a maior participação da agropecuária no PIB em 2021, que teve 54,88% de redução, indo de 8,1% a 3,3% na participação do PIB total do Estado.

“Os dados mostram que o crescimento não aconteceu, nesse período, de forma homogênea no território do estado. De modo geral, aqueles municípios que já eram os maiores apresentaram taxas de crescimento superiores aos demais”, analisa o diretor executivo do IFEP-RS, Lucas Schifino. “As estiagens, que acabam impactando mais os municípios maiores, também contribuem para isso.”, acrescenta.

O estudo também evidencia mudanças relevantes no ranking das maiores economias do estado. Santa Cruz do Sul passou a integrar o grupo dos dez maiores PIBs, alcançando a sétima posição em 2023, com uma participação de 2,06%. Enquanto isso, Triunfo deixou o Top 10, caindo do quinto para o 16º lugar. Gravataí, por sua vez, avançou da sexta para a quarta posição, com uma representação de 2,39% no PIB, reforçando o peso da Região Metropolitana de Porto Alegre na economia estadual.

Em termos nominais, o IFEP-RS destaca os dez municípios que mais cresceram de 2021 a 2023: Presidente Lucena (73,86%), Mato Leitão (63,43%), São José do Norte (60,55%), Alpestre (54,22%), Gravataí (51,49%), Vale Real (50,33%), Barão (50,25%), Nova Araçá (45,09%), Mampituba (44,16%) e Chuí (41,06%). Na outra ponta, os municípios com a maior redução de PIB nominal foram Capão do Cipó (-65,87%), Jóia (-64,54%), Pedras Altas (-55,24%), Jari (-54,88%), Itacurubi (-53,57%), Unistalda (-52,34%), Salto do Jacuí (-50,97%), Bossoroca (-48,39%), Boa Vista do Incra (-48,72%) e Lagoa dos Três Canoas (-47,90%).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/01/2026 0 Comentários 106 Visualizações
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Exportações da indústria de transformação fecham 2025 com aumento de 2,8% no RS

Por Marina Klein Telles 13/01/2026
Por Marina Klein Telles

Com aumento de 2,1% na quantidade comercializada e de 0,7% nos preços de venda, as exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul cresceram 2,8% em 2025, em comparação com 2024. Foram US$ 16,8 bilhões exportados no total, avanço de US$ 449,3 milhões em relação ao ano anterior. Já para os Estados Unidos, a relação comercial foi bastante afetada pela taxação imposta pelo governo de Donald Trump, que atualmente ainda atinge 88% dos produtos made in RS. “A indústria gaúcha, seriamente prejudicada pelas enchentes de 2024, mostrou mais uma vez a sua resiliência no ano passado, mesmo com todas as dificuldades criadas por taxas que alcançam até 50% em alguns de nossos produtos. Não fosse isso, o desempenho poderia ter sido ainda melhor”, diz o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, lembrando que o RS é o estado mais afetado entre os que mais exportam para os EUA.

O desempenho positivo ao longo de 2025, porém, se mostrou volátil e desacelerado no segundo semestre. De janeiro a março, as exportações da indústria de transformação gaúcha cresceram 5,8%, baixando para 4,4% entre abril e junho. Já de julho a setembro, a elevação foi moderada (1,4%), enquanto entre outubro e dezembro, o impacto foi mais sentido pela indústria, se mantendo praticamente estável, com somente 0,2% de aumento.

A análise por segmento mostra que o avanço das exportações da indústria de transformação no Rio Grande do Sul foi pouco disseminado em 2025, com apenas 11 dos 23 segmentos se expandindo. Os principais destaques positivos foram Tabaco (+11,2%) e Veículos automotores (+27,8%). Em contrapartida, recuaram Máquinas e equipamentos (-11,7%) e Produtos de metal (-14,2%).

Estados Unidos

Já para os Estados Unidos, entre agosto e dezembro de 2025, após as taxações contra produtos brasileiros os embarques gaúchos para o país somaram US$ 497,7 milhões, queda de 37% (ou US$ 292 milhões) na comparação com o mesmo período de 2024. No acumulado do ano, as exportações para aquele país caíram 10,8%. Ao mesmo tempo, o impacto da crise venezuelana para as exportações gaúchas após a captura do presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, ainda não pode ser avaliado. A Venezuela já teve um peso maior como mercado consumidor das exportações da indústria de transformação do RS até a primeira metade da década passada, mas no ano passado representou apenas 0,3% da pauta total.

Importações

As importações gaúchas ao longo de 2025 subiram 3,4% na comparação com 2024, atingindo US$ 13,4 bilhões. A maior parte das compras do Rio Grande do Sul se concentrou em produtos do ramo de Automóveis, camionetas e utilitários (US$ 2,2 bilhões), vindos principalmente da Argentina.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/01/2026 0 Comentários 119 Visualizações
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Bom Princípio Alimentos chega ao mercado dos Estados Unidos

Por Jonathan da Silva 12/01/2026
Por Jonathan da Silva

A empresa Bom Princípio Alimentos anunciou recentemente sua entrada no mercado dos Estados Unidos, o que marca o avanço do processo de internacionalização da companhia. A iniciativa ocorre com foco no segmento de food service e distribuição de seus produtos em mais de 25 estados norte-americanos, como parte da estratégia de ampliar a participação das exportações no faturamento e fortalecer sua atuação fora do Brasil.

A operação nos Estados Unidos será concentrada inicialmente no canal de food service, com a exportação de recheios e coberturas destinados a padarias, restaurantes, pizzarias e outros estabelecimentos profissionais de alimentação. O movimento está alinhado à estratégia da Bom Princípio de ampliar sua presença em mercados onde esse segmento já é consolidado.

Construção da parceria

Segundo o diretor-presidente da Bom Princípio Alimentos, Alexandre Ledur, a entrada no mercado norte-americano foi resultado de um processo iniciado no ano passado. “A parceria foi construída ao longo de 2025, a partir da participação da empresa em feiras internacionais e missões de mercado, que possibilitaram um entendimento aprofundado das dinâmicas, exigências técnicas e oportunidades do setor de alimentos nos EUA. A chegada oficial aos Estados Unidos representa um passo estratégico no fortalecimento da Bom Princípio na América do Norte”, afirma Ledur.

Investimentos e estrutura

A Bom Princípio Alimentos realizou investimentos que incluíram viagens técnicas para conhecer a estrutura física, operacional e comercial do distribuidor nos Estados Unidos, além de ações voltadas ao alinhamento de processos, padrões de qualidade e capacidade logística. A empresa é fabricante de recheios de chocolate e frutas, cremes de avelã, doces de leite, geleias e conservas.

Exportações e metas

Atualmente, a companhia já exporta para países da América do Sul e Central, como Uruguai, Paraguai, Chile, República Dominicana e Guatemala, além da Austrália. A empresa projeta ampliar a presença em outros países da América Latina e tem como meta atingir, até 2030, uma participação de 10% das exportações sobre o faturamento total.

O que é a Bom Princípio Alimentos

A Bom Princípio Alimentos iniciou suas atividades em 1996, no município de Bom Princípio, no Rio Grande do Sul, produzindo doces de frutas conhecidos como chimia. Em 2007, transferiu sua operação para Tupandi, também no RS, onde mantém um parque industrial com mais de 22 mil metros quadrados e quatro fábricas dedicadas à produção de frutas, leite, chocolates e conservas. A empresa possui certificação FSSC 22000 e, em 2025, recebeu os selos GPTW e GPMH.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/01/2026 0 Comentários 121 Visualizações
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Preço do tabaco entra em pauta nos dias 19 e 20 de janeiro

Por Marina Klein Telles 12/01/2026
Por Marina Klein Telles

A safra de tabaco 2025/2026 já ultrapassa 50% do total colhido nesta primeira semana de janeiro, e a comercialização começa a ganhar ritmo de forma gradual nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher, a definição do reajuste das tabelas de preço mínimo deve ocorrer em reuniões marcadas para os dias 19 e 20 de janeiro, por empresa, no âmbito das Cadecs (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração).

Drescher explica que a agenda de negociação foi deslocada para a segunda quinzena de janeiro devido a um atraso excepcional no fechamento do levantamento de custos de produção, especialmente na etapa relacionada à mão de obra. Ele acrescenta que “nossa equipe de campo concentrou esforços no atendimento aos associados com lavouras atingidas pela alta incidência de granizo, o que também contribuiu para o atraso do processo”. Com o levantamento concluído e conciliado, por empresa, a comissão representativa dos fumicultores se encontra com os representantes das fumageiras para tratar sobre o preço.

O presidente da Afubra reforça que o produtor que comercializar o tabaco antes da definição do preço médio da safra não tem prejuízo, pois o valor será complementado posteriormente, conforme o índice de correção acordado entre a representação dos produtores e as empresas fumageiras. Drescher destaca, ainda, a expectativa de uma negociação tranquila, lembrando que, pela Lei da Integração, é necessário recompor, a cada safra, o reajuste mínimo do custo de produção para garantir sustentabilidade e rentabilidade ao produtor.

Em relação à qualidade do tabaco, a Afubra observa impactos climáticos pontuais em algumas regiões, associados ao período de plantio, com pequena redução de produtividade e reflexos na qualidade — variando conforme a localidade nos três estados. Outro ponto de atenção é a escassez de mão de obra no campo, especialmente na colheita, o que pressiona o custo de produção. Drescher alerta que esse aumento — “seja por empreitada ou de qualquer forma” — impacta diretamente o custo do produtor, exigindo planejamento e avaliação de viabilidade, inclusive sobre dimensionar a área plantada e o uso de mão de obra familiar.

A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Afubra e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/01/2026 0 Comentários 146 Visualizações
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Exportações de ovos totalizam 40,9 mil toneladas e batem recorde histórico em 2025

Por Marina Klein Telles 09/01/2026
Por Marina Klein Telles

As exportações brasileiras de ovos (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde histórico e supera em 121,4% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 18.469 toneladas.

A receita também é recorde. O saldo do ano chegou a US$ 97,240 milhões, número 147,5% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 39,282 milhões.

No mês de dezembro, foram exportadas 2.257 toneladas de ovos, número 9,9% maior em relação aos embarques alcançados no mesmo período de 2024, com 2.054 toneladas. Em receita, a alta é de 18,4%, com US$ 5.110 milhões em dezembro de 2025, contra US$ 4.317 milhões no mesmo mês de 2024.

Entre os principais destinos de 2025, os Estados Unidos encerraram o ano com maior volume acumulado, totalizando 19.597 toneladas (+826,7% em relação ao total de 2024), seguido pelo Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%). “O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano. Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país.

Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/01/2026 0 Comentários 95 Visualizações
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Dois a cada três trabalhadores estrangeiros na indústria do RS têm origem venezuelana

Por Marina Klein Telles 09/01/2026
Por Marina Klein Telles

Cerca de 64% do total de trabalhadores estrangeiros empregados no setor industrial do Rio Grande do Sul tem origem na Venezuela. Os dados são de um levantamento realizado pela Unidade de Estudos Econômicos (UEE) do Sistema FIERGS com informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2024. Ao todo, 15.286 trabalhadores venezuelanos atuam em plantas fabris no estado, dentro de um universo de 23.782 trabalhadores estrangeiros.

Desse total, a ampla maioria –14.079 trabalhadores – está concentrada na indústria de transformação. Os principais segmentos empregadores são o de alimentos (6.783 trabalhadores), veículos automotores (2.485), borracha e material plástico (810), produtos de metal (777) e máquinas e equipamentos (700). No setor de alimentos, destacam-se as atividades de abate de aves, que concentram 3.796 trabalhadores, e de abate de suínos, com 1.688 vínculos. Já na indústria de veículos automotores, a maior concentração está na fabricação de caminhões e ônibus, que empregava 868 venezuelanos.

De acordo com o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a presença de trabalhadores estrangeiros, especialmente venezuelanos, é fundamental para suprir a demanda por mão de obra na indústria gaúcha. Segundo ele, o Rio Grande do Sul enfrenta um déficit de trabalhadores, especialmente qualificados, e a comunidade venezuelana tem papel decisivo nesse cenário.

“A falta de mão de obra no Rio Grande do Sul é um problema real. A comunidade venezuelana, especialmente neste momento de escassez de profissionais qualificados, é de extrema importância para a indústria. Eles apresentam bom nível de qualificação e, aqueles que não tinham formação específica, conseguiram se adaptar rapidamente por meio da capacitação oferecida pelo Senai-RS e a acolhida do Sesi-RS. Caso esses trabalhadores retornem ao país de origem, a indústria gaúcha sofrerá um impacto muito forte. Trata-se de uma mão de obra eficiente e essencial”, afirma.

No recorte regional, a serra gaúcha lidera a absorção de trabalhadores venezuelanos na indústria, com cerca de 5,4 mil empregos, o que corresponde a 35,5% do total de vínculos desses estrangeiros no setor industrial do estado. Quando analisada a participação relativa no total de trabalhadores industriais de cada Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede), as regiões Nordeste (9,7%) e Norte (8%) apresentam as maiores proporções de trabalhadores venezuelanos, coincidindo com áreas de forte presença da indústria de alimentos.

Entre 2022 e 2024, o número de trabalhadores venezuelanos na indústria gaúcha cresceu mais de 119%, passando de cerca de 7 mil empregados em 2022 para aproximadamente 15,3 mil em 2024.

Em âmbito nacional, os venezuelanos ocupam 85.805 postos de trabalho na indústria em um universo de 146.314 trabalhadores estrangeiros atuando no setor.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/01/2026 0 Comentários 97 Visualizações
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