O município de Montenegro registrou, em 2025, uma redução de 73% nos casos de dengue em relação a 2024, passando de 280 para 75 ocorrências, de acordo com dados divulgados nesta semana pela administração municipal. A gestão montenegrina atribui o resultado às ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti realizadas ao longo do último ano.
O relatório divulgado informa que, em 2025, foram contabilizados 75 casos de dengue no município e não houve registro de óbitos. Em 2024, o número de casos havia sido de 280 pessoas infectadas pelo vírus.
Ações de vigilância
De acordo com a chefe de Vigilância e Saúde Ambiental, Joana dos Santos, o trabalho tem sido focado na eliminação de criadouros do mosquito. “Nosso objetivo é agir antes que a doença se instale, monitorando, eliminando focos e contando com o apoio da comunidade”, afirmou Joana.
Entre as medidas adotadas está o controle e monitoramento mensal de 178 ovitrampas instaladas em diferentes pontos da cidade. No período de dezembro de 2025 a dezembro de 2026, foram coletados e destruídos 18.333 ovos do mosquito. Durante as visitas domiciliares, as equipes identificaram e eliminaram 2.283 focos de criadouros em residências, com a participação dos moradores.
Aplicação de inseticidas
Também foram realizadas aplicações de inseticida do tipo BRI em locais de grande circulação de pessoas. No período de 2024 a 2025, foram feitas 2.842 aplicações, enquanto no período de 2025 a 2026 foram registradas 192, todas em caráter preventivo. Em 2026, até o momento, não há casos confirmados de dengue no município, com dois casos suspeitos em investigação.
Posicionamento da Prefeitura
O prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta (Republicanos), destacou a necessidade de manter as ações de prevenção. “Os números mostram que estamos no caminho certo, mas não podemos relaxar. A participação da população é fundamental para manter Montenegro protegida”, enfatizou o chefe do executivo montenegrino.
Orientações à população
Com o aumento das chuvas neste período do ano, a Vigilância em Saúde reforçou o alerta para a eliminação de recipientes que acumulam água, como vasos, potes e objetos descartados, que podem se tornar criadouros do mosquito Aedes aegypti, além da importância de permitir o acesso dos agentes e seguir as orientações de prevenção e controle.


