Novo Hamburgo reaproveita pneus e madeira em peças decorativas no Parque Floresta Imperial

Por Jonathan da Silva

Materiais que seriam descartados estão sendo transformados em peças decorativas no Parque Floresta Imperial, em Novo Hamburgo, por meio de uma iniciativa desenvolvida pelo servidor da Comur, Luiz Fernando de Souza dos Santos. Responsável pela manutenção e limpeza do espaço, ele aproveita os dias de chuva, quando as atividades externas são interrompidas, para produzir floreiras e outros itens utilizando pneus, madeira, tinta e materiais reaproveitados. A ação busca reduzir o descarte de resíduos, contribuir para a preservação ambiental e qualificar os espaços do parque.

As peças produzidas passaram a integrar diferentes áreas do Parque Floresta Imperial e podem ser vistas pelos frequentadores do local. Segundo o servidor Luiz Fernando de Souza dos Santos, a ideia surgiu ao perceber que diversos materiais ainda poderiam receber uma nova utilidade. “Eles provavelmente acabariam em locais inadequados. Então tive a ideia de transformá-los em algo que deixasse o parque mais bonito”, explica Souza dos Santos.

Reaproveitamento de materiais

Entre os materiais utilizados estão pneus que anteriormente serviam para proteger mudas de compensação ambiental. Após serem retirados para permitir o desenvolvimento adequado das árvores, os pneus deixaram de cumprir sua função original e passaram a ser utilizados na confecção das peças decorativas.

Além dos pneus, o servidor também utiliza madeira e tinta para criar floreiras e outros elementos que passam a compor o ambiente do parque. De acordo com Souza dos Santos, a intenção é dar continuidade ao trabalho com novas intervenções. O trabalhador hamburguense afirmou ainda que pretende seguir desenvolvendo novas peças, com personagens e outras intervenções que tornem o parque cada vez mais acolhedor.

Benefícios ambientais

Além de reduzir o volume de materiais descartados, o reaproveitamento dos pneus contribui para evitar problemas ambientais. Quando destinados de forma inadequada, esses resíduos podem acumular água, favorecer a proliferação de vetores de doenças e causar impactos ao meio ambiente.

De acordo com a bióloga da Comusa, Francine Schulz, o descarte correto desse tipo de material é importante devido ao longo tempo de decomposição. “O reaproveitamento representa uma alternativa sustentável, pois prolonga a vida útil do material antes da destinação final ambientalmente adequada”, afirma Francine.

Foto: Pedro Dick/Comusa/Divulgação | Fonte: Assessoria
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