A Páscoa de 2026 deve manter um ritmo mais moderado nas vendas no comércio do Vale do Rio Pardo, com expectativa de repetir o desempenho registrado no ano passado. A projeção acompanha a avaliação da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), que aponta um crescimento mais contido no Estado, influenciado principalmente pela elevação dos preços dos chocolates e pelo comportamento mais cauteloso das famílias.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP), Mauro Spode, destaca que o cenário regional segue a mesma linha de estabilidade, com atenção ao comportamento das famílias. “A expectativa é de uma Páscoa semelhante à do ano passado, com o consumidor mais atento aos preços e buscando alternativas. O comércio está preparado para atender esse perfil, com variedade de produtos e opções para diferentes orçamentos”, afirma. Segundo Spode, a data segue relevante para o varejo, especialmente para segmentos ligados a presentes e alimentação.
A análise econômica indica que, embora haja suporte na renda das famílias, o avanço é mais moderado, com desaceleração em relação ao ritmo observado no ano anterior. Ao mesmo tempo, fatores como o aumento de preços dos chocolates e o maior comprometimento da renda com dívidas contribuem para um comportamento de compra mais seletivo. “O consumidor está mais criterioso, pesquisa mais e compara preços. Isso exige do lojista estratégia e proximidade com o cliente”, observa Spode.
Mesmo com um cenário mais cauteloso, o dirigente reforça que há oportunidades para o comércio, especialmente com a diversificação de produtos e formatos de venda. “O varejo tem buscado alternativas, como itens substitutos e combinações de produtos, que ajudam a manter o movimento. A Páscoa continua sendo uma data importante, e o resultado depende muito da capacidade de adaptação do lojista”, complementa.
Expectativa de consumo
A diversificação do consumo deve marcar a Páscoa de 2026 no comércio regional, com destaque para chocolates, itens de bazar, produtos de autocuidado, vestuário e calçados, que aparecem como alternativas ao presente tradicional. A tendência acompanha o comportamento mais cauteloso do consumidor, que busca equilibrar o orçamento sem renunciar à data, optando por opções com melhor custo-benefício e maior utilidade no dia a dia.
Para o presidente do Sindilojas-VRP, esse movimento amplia as oportunidades para o varejo. “O consumidor está mais atento e aberto a alternativas. Nem sempre o presente será o chocolate tradicional, e isso abre espaço para outros segmentos do comércio”, afirma. Segundo ele, os supermercados também devem registrar incremento nas vendas, especialmente com a procura por pescados e itens típicos da Semana Santa, além dos produtos destinados ao almoço de domingo de Páscoa, reforçando o caráter familiar, tradicional da data.


