Projeto Ecos leva performances sobre crise ambiental a quatro cidades do RS

Por Jonathan da Silva

O projeto Ecos – Crise e Criação realiza apresentações gratuitas em espaços públicos de Maquiné, Osório, Canoas e Porto Alegre nos dias 15 e 16 de março, com performances que abordam a crise ambiental contemporânea. A iniciativa reúne 12 artistas e é resultado de um laboratório intensivo de pesquisa e criação em Artes Cênicas realizado durante dez dias no Ponto de Cultura AMÓ – Lugar de Bem Viver, em Maquiné. O projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, com realização do Ministério da Cultura e financiamento da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul.

As apresentações ocorrem no domingo, dia 15, às 11h, no Balneário Municipal de Maquiné, e às 15h, na Vila Olímpica, em Osório. Na segunda-feira, 16, as performances serão realizadas às 11h no Calçadão de Canoas e às 16h no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Processo de criação

O trabalho reúne 12 performers que ocupam o espaço público com ações corporais e vocais desenvolvidas a partir das experiências vividas durante a residência artística. As apresentações abordam temas relacionados à crise ambiental, como enchentes, secas severas, erosão, poluição e o uso de agrotóxicos.

A criação foi desenvolvida durante a residência do projeto, realizada de 9 a 16 de março em Maquiné, município localizado em área de Mata Atlântica e que enfrentou quatro enchentes no período de um ano. Durante o processo, os artistas participaram de saídas de campo em locais afetados por desastres ambientais, encontros com comunidades tradicionais e conversas com especialistas em meio ambiente.

A orientação artística do trabalho foi realizada pela atriz Tânia Farias, enquanto a orientação musical ficou a cargo do músico Sérgio Bai.

Participação dos artistas

A performance foi criada coletivamente pelos artistas Agêlú, Alex Pantera, Elis, Gabriela Soledad Tomasín, Harú, Jacs, Jade Rocha, Kalisy Cabeda, Marina Zoé, Murillo Munii, Pascal Berten e Sandra Bittencourt.

Segundo a organização, o trabalho foi concebido como um processo em desenvolvimento, no formato de work in progress, permitindo que a criação tenha novos desdobramentos após a circulação inicial das apresentações.

Etapas do projeto

O projeto Ecos – Crise e Criação é dividido em três etapas: oficina comunitária de teatro, residência artística e circulação da performance. A oficina é gratuita, tem duração de seis meses e é voltada à comunidade de Maquiné e região, especialmente jovens.

As atividades abordam a crise ambiental em níveis local e global por meio de práticas teatrais, jogos de improvisação e criação cênica.

Todo o processo do projeto está sendo registrado em audiovisual e resultará em um vídeo-documentário que será disponibilizado em plataforma online. De acordo com a organização, a iniciativa parte da reflexão sobre a catástrofe ambiental recente ocorrida no Rio Grande do Sul e busca discutir modos de produção, consumo e relação com a natureza por meio da arte.

Serviço

  • O quê: performances do projeto Ecos – Crise e Criação
  • Quando: 15 e 16 de março
  • Onde:
    15 de março – 11h, Balneário Municipal de Maquiné; 15h, Vila Olímpica de Osório
    16 de março – 11h, Calçadão de Canoas; 16h, Largo Glênio Peres, Centro Histórico de Porto Alegre
  • Quanto: entrada gratuita
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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