Flora Matos, uma das principais representantes da nova geração do rap nacional, irá se apresentar mais uma vez em Porto Alegre, para fazer um outro show em homenagem ao seu primeiro trabalho de estúdio. A cantora, que soltou em setembro de 2017 o disco “Eletrocardiograma” e vem colecionando críticas extremamente positivas de publicações como Rolling Stone Brasil e Vice, vai estar no Opinião, no dia 17 de janeiro, para mostrar as suas composições mais recentes e todas as faixas de destaque das suas mixtapes anteriores, que tiraram a rapper do circuito underground e colocaram a canção “Pretin” até mesmo na trilha sonora de novela global “Malhação”. “Eletrocardiograma” está disponível na íntegra no Youtube e causou um grande boom entre os admiradores da cantora, que colocaram o álbum para tocar mais de um milhão de vezes e foram bombardeados com os sucessos “Preta de Quebrada” e “Deixa Brilhar”, além das praticamente inéditas “Preta de Quebrada Pt. 2”, “Piloto” e “Seu Único Defeito”, que chegaram através de singles nas plataformas de streaming. Já a abertura da noite ficará por conta das rappers gaúchas Dona Maria MC, que estará no Opinião lançando o álbum “Quarenta Dias no Deserto”; e Negra Jaque, que há pouco soltou os videoclipes de “Deus que Dança” e “Balanço”.
Flora Matos por Flora Matos
Meu nome é Flora Maia Matos. Minha mãe é nascida no Acre e se chama Áurea Lúcia. Meu pai cresceu na Bahia e tem o nome Renato Matos. Nasci em Brasília, em 1988, e tenho seis irmãos. Todos se destacam muito nas atividades relacionadas à arte. De fato, nasci numa família de pessoas multitalentosas e me sinto abençoada por isso. No convívio com meu pai, fui presenteada com uma influência musical infinita, sem fronteiras e realmente rica. Quando eu tinha uns quatro anos de idade, ele me deixava à vontade com um microfone aberto pra mim, nos shows da banda dele, chamada Acarajazz, e acredito que isso me garantiu uma certa intimidade com o palco.
Aos 18 anos, vim sozinha para São Paulo, a convite do DJ KL Jay, dos Racionais MC’s, para gravar o remix de um som da Céu, chamado “Véu da Noite”. A partir daí decidi que não voltaria para Brasília. Com três meses na cidade, fui a uma festa chamada Black Mood, cujo o organizador se chamava Sinistro. Lá tinha um microfone aberto e eu decidi fazer uma rima. Funcionou tão bem que o Sinistro me perguntou se eu queria rimar na Black Mood, toda sexta, durante um mês. Eu aceitei e assim comecei a fazer meu próprio dinheiro.
Já inserida no meio musical, lancei uma mixtape em 2009, em parceria com DJ Lx e Léo Grijó. Desde então, a canção “Pretin” nunca mais parou de tocar e até apareceu em algumas trilhas sonoras por aí. Fiz shows pelo Brasil inteiro com esse disco, até meados de 2012, incluindo sempre algumas músicas inéditas, que nunca pararam de surgir na minha cabeça. Nesse meio tempo, fechei contrato com algumas gravadoras, mas tomei a decisão de voltar a ser dona do meu próprio negócio, em meados de 2014, e seguir adiante de forma totalmente independente.
De lá para cá, produzi uma variedade imensa de beats e alguns desses fragmentos eletrônicos acabaram entrando no meu primeiro disco solo, chamado “Eletrocardiograma” e que saiu na primeira semana de setembro, em 2017. A maior parte desse álbum foi produzida em parceria com Iuri Riobranco, Gabriel Bueno e Willsbife e há até algumas participações especiais, de gente como Nave e Robert Lumzy. Em cima do palco, eu espero que a gente consiga superar as expectativas de todos que acompanham a minha carreira e também acreditaram nesse trabalho, que agora tem a companhia de outros singles, que foram lançados aos poucos na Internet através das plataformas digitais.
Negra Jaque
Em 2013, quando foi consagrada a primeira mulher a vencer a Batalha do Mercado, em Porto Alegre, Negra Jaque deu início à sua carreira de cantora com a gravação do seu primeiro EP, chamado “Sou”. A artista, moradora do Morro da Cruz, na periferia da capital gaúcha, é também ativista do movimento negro e do movimento feminista.
Como mulher negra, leva a sua bandeira a todas as comunidades por onde passa, não só com as suas rimas, mas também com a sua história dentro do rap. Negra Jaque também é produtora da Feira de Hip Hop de Porto Alegre. Compositora de todas as suas músicas, Jaque ressalta a força das mulheres, na conquista do seu espaço, em todas as suas letras.
Em abril de 2018, lançou o seu segundo EP, chamado “Deus que Dança”. Com faixas próprias e várias parcerias, o disco foi produzido de forma independente e contou com a presença dos instrumentais de Jean Brasil, Jon Boss, Proofilles (Moçambique), Mike Maidana e com a mixagem de Narrador Kanhanga (Angola). Todas as canções de Negra Jaque estão disponíveis no seu canal no Youtube, assim como os videoclipes de “Deus que Dança” e “Balanço”.
Dona Maria MC
Natalya Carvalho Marques, jovem artista de 22 anos nascida em Porto Alegre, dirige o projeto Dona Maria MC, no qual ela é rapper, cantora, compositora e empresária. A ideia surgiu no fim de 2016, com a sua primeira apresentação na ocupação promovida pelos estudantes no Campus do Vale, da UFRGS. Depois disso, participou de uma batalha de slam, em que foi a grande vencedora, e as coisas começaram a fluir rápido.
A cantora foi integrante do coletivo Rap4Love e, junto dessa crew, tocou em vários rolês de Porto Alegre, abrindo para Flora Matos e Lívia Cruz. No fim de 2017, decidiu seguir em carreira solo, lançando o seu primeiro single, chamado “Cheguei na Cena”. A faixa, com a produção de Jay Gueto e Gabriel Caxopa, bombou na Internet e chamou a atenção para aquela que seria a sua segunda canção, “Confronte-se”, cujo videoclipe foi dirigido por Gabriel Xavier, da Take Independent.
Com uma parceria com a Gueto Anonimato Records, Dona Maria MC recentemente finalizou a produção do seu primeiro disco, chamado “Quarenta Dias no Deserto”. As faixas do álbum, que vão do boombap de mensagem ao trap ostentação, está disponível na íntegra nas plataformas digitais, como o Youtube, mostrando a diversidade das suas tracks, prontas para peitar a cena machista que é o rap nacional.
Flora Matos
Abertura:
Negra Jaque e Dona Maria MC
DJ’s:
Nitro Di e DJ Ninja
Onde: Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)
Quando: 17/01, quinta-feira, a partir das 23h
Abertura da casa:
21h30
Classificação:
16 anos
Ingressos
Lote 1:
Promocional (valor reduzido, com a doação de 1kg de alimento não perecível, disponível para qualquer pessoa): R$ 45
Estudantes e idosos (desconto de 50%): R$ 40
Inteira: R$ 80
Lote 2:
Promocional (valor reduzido, com a doação de 1kg de alimento não perecível, disponível para qualquer pessoa): R$ 55
Estudantes e idosos (desconto de 50%): R$ 50
Inteira: R$ 100
Lote 3:
Promocional (valor reduzido, com a doação de 1kg de alimento não perecível, disponível para qualquer pessoa): R$ 65
Estudantes e idosos (desconto de 50%): R$ 60
Inteira: R$ 120
Lote 4:
Promocional (valor reduzido, com a doação de 1kg de alimento não perecível, disponível para qualquer pessoa): R$ 75
Estudantes e idosos (desconto de 50%): R$ 70
Inteira: R$ 140
* Os alimentos deverão ser entregues no Opinião, no momento da entrada ao evento.
** Para o benefício da meia-entrada (50% de desconto), é necessária a apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE) na entrada do espetáculo. Os documentos aceitos como válidos estão determinados na Lei Federal 12.933/13.
Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência – somente em dinheiro):
Multisom Bourbon Wallig
Demais pontos de venda (sujeito à cobrança de R$ 5 de taxa de conveniência – somente em dinheiro):
Multisom Porto Alegre: Shopping Praia de Belas, Iguatemi, Bourbon Ipiranga, Barra Shopping Sul, Shopping Total e Andradas 1001
Multisom Região Metropolitana: Bourbon São Leopoldo, Bourbon Novo Hamburgo, Park Shopping Canoas e Canoas Shopping
Online: www.blueticket.com.br/grupo/opiniao


