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Business

Sondagem da Fiergs aponta queda na produção da indústria gaúcha em junho

Por Jonathan da Silva 31/07/2025
Por Jonathan da Silva

A produção da indústria no Rio Grande do Sul caiu em junho, influenciada pela baixa demanda interna e pelas altas taxas de juros, segundo a pesquisa Sondagem Industrial divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Sistema Fiergs. O índice de produção atingiu 45 pontos, abaixo da linha de 50 – que separa crescimento de retração – e da média histórica para o mês, de 46,8 pontos.

De acordo com o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, os empresários apontaram que a fraca atividade no mercado doméstico e o elevado custo do crédito continuam sendo os principais entraves para o setor. “O momento é preocupante. As taxas de juros elevadas e a instabilidade nas relações comerciais com os Estados Unidos deixam o setor em alerta”, afirmou o dirigente.

Nível de emprego também cai

O nível de emprego também registrou retração, ficando em 48,9 pontos, embora a queda tenha sido menos acentuada do que a média histórica de 47 pontos para junho. A utilização da capacidade instalada passou de 69% em maio para 70% em junho, mas segue abaixo do considerado normal para o período. Os estoques aumentaram pelo terceiro mês consecutivo, permanecendo acima do nível planejado pelas empresas, que também relataram insatisfação com a situação financeira e as margens de lucro.

Expectativas são de otimismo moderado

Apesar do cenário considerado negativo, a pesquisa indicou uma leve melhora nas expectativas dos industriais quanto à demanda e ao emprego. A intenção de investir também avançou no mês. O levantamento captou apenas parcialmente os efeitos do anúncio feito em 9 de julho pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação de tarifas de 50% a produtos brasileiros, já que a coleta de dados foi encerrada no dia 10.

A sondagem

A Sondagem Industrial ouviu 153 indústrias gaúchas, sendo 39 pequenas, 55 médias e 59 grandes. A pesquisa completa está disponível no Observatório da Indústria RS, em observatoriodaindustriars.org.br.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
31/07/2025 0 Comentários 187 Visualizações
Business

Fecomércio-RS divulga Sondagem do Segmento de Óticas com influência das cheias

Por Jonathan da Silva 28/11/2024
Por Jonathan da Silva

A Sondagem do Segmento de Óticas realizada pela Fecomércio-RS entre os dias 9 de outubro e 6 de novembro de 2024 revelou que o setor enfrenta desafios significativos no Rio Grande do Sul em função das enchentes que atingiram o estado no início do ano. A pesquisa, que abrangeu 385 estabelecimentos optantes pelo Simples Nacional, mostrou que 65,1% dos entrevistados relataram impactos negativos decorrentes da tragédia climática.

A pesquisa apontou que 62,8% das óticas registraram queda acentuada no faturamento, que em maio alcançou, em média, apenas 49% do valor esperado antes das enchentes. Para lidar com as despesas, 63,6% das empresas utilizaram reservas internas, enquanto 42,5% recorreram às economias dos sócios. Linhas de crédito foram acessadas por 19,9% dos empresários, e 20,3% utilizaram créditos específicos para afetados pelas enchentes. No entanto, apenas 13,8% dos entrevistados conseguiram acessar esse crédito direcionado.

Recuperação parcial

Atualmente, 75,1% dos entrevistados afirmaram que seu faturamento está em níveis próximos ao esperado antes da tragédia, enquanto 10,9% relatam melhora e 14% ainda enfrentam dificuldades. Entre os fatores que dificultam o crescimento das vendas estão o baixo crescimento econômico (57,1%), concorrência informal (28,1%) e formal (27,5%) e a carga tributária (27,3%).

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, avaliou o cenário. “Passados mais de cinco meses, a maior parte do segmento das óticas indica a recuperação do patamar de faturamento. Por mais que seja um resultado positivo, a magnitude do impacto identificado na sondagem e a mobilização de recursos para fazer frente às despesas deixam claro que o desafio não está plenamente superado. Muitas empresas têm empréstimos a pagar e outras precisam recompor seu caixa. As enchentes não substituíram os habituais empecilhos enfrentados pelo setor, como a ameaça da informalidade, apenas adicionaram mais dificuldades ao cenário dos que foram atingidos”, destacou o dirigente.

Expectativas para o futuro

Sobre os próximos seis meses, 58,7% dos entrevistados esperam estabilidade nas vendas, enquanto 28,8% projetam melhora e 12,5% preveem queda. Em relação aos investimentos, 45,5% pretendem realizar aportes nas empresas no período.

Perfil do segmento

A sondagem também traçou um panorama do setor. Mais da metade das empresas opera há pelo menos cinco anos (19% entre 5 e 10 anos, e 32,7% há mais de 10 anos). A maioria atua em apenas um estabelecimento (89,6%), com espaço alugado (92,2%). Mais de 77% do faturamento mensal das óticas provém de artigos ópticos.

A gestão é marcada por controle de vendas e estoques em 94,8% dos negócios, com acompanhamento dos produtos mais vendidos (79%). Além disso, 93,5% utilizam redes sociais para impulsionar vendas, sendo que 67,3% fazem anúncios pagos e 44,2% atuam em marketplaces. Para 53,2% dos entrevistados, mais da metade das vendas ocorre de forma parcelada no cartão de crédito.

Foto: Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
28/11/2024 0 Comentários 313 Visualizações
Moda e beleza

Fecomércio-RS divulga Sondagem do Segmento de Estéticas

Por Jonathan da Silva 12/09/2024
Por Jonathan da Silva

A Fecomércio-RS divulgou a Sondagem do Segmento de Estéticas. A pesquisa entrevistou, entre 10 de julho e 13 de agosto, por contato telefônico, 385 proprietários ou gerentes de estabelecimento do ramo de cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza do Rio Grande do Sul, selecionados aleatoriamente. Além de identificar o perfil dos negócios do segmento, que são em sua maioria pequenos, em aspectos de organização financeira, gestão e estratégias, a sondagem aborda o impacto da catástrofe climática gaúcha sobre o segmento e a situação no pós-tragédia, principais destaques da edição.

A sondagem aponta que a grande maioria dos negócios do segmento foi impactada negativamente, 86,2%. Apesar de 6,8% ter reportado danos diretos, o impacto no movimento do setor pelo efeito indireto foi reportado por 82,8%, com faturamento em maio que, em média, não alcançou a metade do esperado para o mês, ficando em 47,5%, também sem se recuperar totalmente em junho, com obtenção de 61,1% do que era esperado. Apenas 13% indicaram que, durante maio, as receitas foram suficientes para pagar todas as despesas. Entre os 86,2% que não tiveram receita suficiente, a utilização de reservas da empresa e dos sócios foram as principais fontes de recursos, citadas por 61,2% e 48,7%, respectivamente.

Outros levantamentos já haviam indicado que o maior impacto sobre o segmento havia sido indireto, derivado do estado de consternação que abateu a população no mês de maio e que se refletiu em perdas muito significativas de faturamento do segmento. Nesse caso, a volta à normalidade já funciona como impulso à retomada, mas fica evidente a necessidade de formação de reservas para lidar com situações de baixa intempestiva da demanda”, comenta o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Até o início de agosto, 49,4% tinham movimento no negócio abaixo ou muito abaixo do pré-tragédia, tanto que, em termos de recuperação financeira, apenas 38,4% avaliaram que já teriam voltado ao patamar anterior a maio, sendo que 27,3% estimavam que a recuperação financeira ocorreria em até três meses e 34,3% vislumbravam retomada posterior (23,1% entre 3 e 6 meses e 11,2% de 6 meses a um ano). Apesar da maior parte dos negócios não estar recuperada do impacto, o olhar do segmento à frente é otimista, com 85,5% esperando melhora nas suas vendas nos próximos seis meses (53,5% esperam que melhore um pouco e 31,9% que melhore muito).

Foto: Anderson Guerra/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/09/2024 0 Comentários 349 Visualizações
Business

Fecomércio-RS lança Sondagem do Segmento Atacadista de 2024

Por Marina Klein Telles 08/04/2024
Por Marina Klein Telles

O tempo de atividade para a maior parte dos estabelecimentos entrevistados (59,9%) é de mais de 10 anos de atuação no mercado. No que se refere a pessoas trabalhando, a maior parcela (50,8%) opera com 1 a 5 trabalhadores. Quanto ao número de estabelecimentos por empresa, mais de três quartos (77,6%) tem apenas um estabelecimento. Em relação às finanças, a maioria (84,4%) indica que há uma clara separação entre finanças da empresa e dos sócios, porém, para 10,5% as finanças se misturam e outros 5,1% não souberam informar. Quanto à frequência com que são analisadas, 22,7% dos entrevistados realizam semestralmente ou em intervalo maior, indicando parcela importante com controle muito superficial sobre as finanças do negócio.

Em relação a vendas, o controle de vendas e de estoques é informatizado para 79,8%, e o acompanhamento contínuo do desempenho das vendas é indicado por 52,6% dos entrevistados; 17,1% realizam de forma esporádica e 0,4% não realizam. Quanto à busca por novos clientes e fornecedores, prevalece a indicação de uma busca ativa tanto para captação clientes (73,0%) quanto para fornecedores (80,1%). Sobre o desempenho das vendas nos últimos seis meses, 49,7% consideram que foi no mínimo bom, enquanto 36,2% consideram regular e 14,0% ruim. Para 60,7%, as vendas atingiram as expectativas, porém para 36,0%  dos entrevistados ficaram aquém do esperado. Dentre os empecilhos, o mais citado foi o baixo crescimento da economia (40,1%) seguido pela forte concorrência (39,3%) e pela carga tributária (30,4%). Sobre a reposição de estoques, prevalece a avaliação de não haver dificuldades.

Quanto às expectativas para os próximos seis meses, os empresários esperam que as vendas se mantenham estáveis (44,4%) ou melhorem (45,7%); apenas 9,9% tem expectativa de piora. Entre os entrevistados, 48,5% espera realizar investimentos na empresa. A pesquisa também questionou a percepção do segmento sofre os efeitos da Reforma Tributária recentemente aprovada no Congresso Nacional, sobre a qual maior parte (63,0%) não soube avaliar; 18,4% considera que seus efeitos serão negativos, 12,8% neutros e apenas 5,9% entendem que serão positivos. “Os anos de 2024 e 2025 serão muito importantes para o desenho do novo sistema tributário sobre o consumo no Brasil pois durante esse períddo iremos aprovar as leis complementares e conhecer toda a regulamentação.  Somente aí seremos capazes de dimensionar, realmente, as transformações e os impactos setoriais derivados da reforma”, comentou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomérico-RS. Confira a Sondagem completa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/04/2024 0 Comentários 457 Visualizações
Business

Fecomércio-RS apresenta os resultados da segunda rodada do ano da sondagem de Minimercados

Por Marina Klein Telles 07/11/2023
Por Marina Klein Telles

A Fecomércio-RS lançou a segunda rodada do ano da pesquisa de Minimercados. Foram realizadas 385 entrevistas em estabelecimentos optantes do Simples Nacional. O período de coleta das informações ocorreu entre 15 de setembro e 5 de outubro de 2023.

No eixo de perfil da pesquisa são encontradas informações a respeito do tempo de atuação, da quantidade de trabalhadores, o número de estabelecimentos e também se o prédio em que a operação é realizada é locado ou do proprietário. A pesquisa revelou que os estabelecimentos, em sua grande maioria, contam com a oferta de setores específicos de frios e laticínios (93,0%), hortifrutigranjeiros (89,9%) e açougue (86,8%), também sendo comum a presença de padaria (68,3%).

A pesquisa traz aspectos financeiros relacionados à organização das finanças do negócio, bem como as relações com instituições financeiras e os fornecedores. Entre os resultados sobre a frequência de análise das finanças, ainda que a maioria realize mensalmente (50,9%) e 4,7% o façam semanalmente, 41,0% não fazem acompanhamento frequente. “O fluxo de caixa é a espinha dorsal de qualquer negócio. Entender as regularidades e sazonalidades, assim como avaliar o resultado operacional e acompanhar o comportamento das finanças de forma frequente, são pontos chave para entender a dinâmica do negócio, suas oscilações, seus pontos críticos e, assim, poder elaborar estratégicas para potencializar suas vendas e evitar desperdícios. Avançar nesse controle é fundamental para buscar bons resultados, em todos os segmentos”, comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Os dados revelam, ainda, que diante da necessidade de tomar dinheiro emprestado, a maior parte dos entrevistados recorrem a recursos próprios dos sócios (63,4%), tanto que 74,5% relatam não haver endividamento, ou seja, informam não estar usando atualmente nenhuma linha de crédito. Entre os endividados, prevalece uma percepção de endividamento baixo ou controlado.

Relacionado a aspectos de gestão, os dados mostram 58,2% dos estabelecimentos dispõe de controle informatizado de vendas e de estoques; os 41,3% que não fazem esse controle correspondem àqueles que controlam apenas as vendas (22,9%), apenas os estoques (3,1%), ou que não dispõe qualquer controle informatizado (15,3%). Sobre o acompanhamento do desempenho das vendas, 50,4% relatam fazer continuamente e 47,8% de forma esporádica; 1,8% indica não fazer essa avaliação. A sondagem também mostra, em relação à percepção sobre o equilíbrio entre receitas e despesas do negócio, que para 65,5% dos entrevistados os resultados são positivos (receitas maiores que despesas), enquanto 30,9% indicam que as receitas são apenas suficientes para pagar as despesas, mas não há lucro; 2,9% não souberam avaliar e 0,8% indicaram situação de déficit.

Sobre a percepção qualitativa quanto ao desempenho das vendas, 80,8% avaliam como boas as vendas nos últimos 6 meses. Para 7,2% o desempenho foi regular ou ruim, e em 12,2% dos casos foi, pelo menos, muito bom. Para 88,6% dos entrevistados as vendas nesse período atingiram as expectativas, enquanto para 8,6% o realizado superou o que era esperado. Nas questões relacionadas aos empecilhos ao crescimento dos negócios, o alto custo pra manter os estoques foi o mais citado (36,4%) seguido de carga tributária (28,1%) e baixo crescimento econômico (27,3%).

Em termos de expectativas para vendas, a maioria acredita que se mantenham estáveis nos próximos 6 meses (58,2%). Apenas 0,6% esperam piora e 41,3% esperam melhora. Para o desempenho da economia, em 50,9% dos casos se espera estabilidade e apenas 2% creem em piora; 47% espera melhora. Confira a sondagem completa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/11/2023 0 Comentários 335 Visualizações

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