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saúde mental

Saúde

Proteína pode auxiliar no tratamento da depressão e na melhora da memória em idosos

Por Gabrielle Pacheco 03/02/2023
Por Gabrielle Pacheco

A depressão atinge cerca de 20% da população em algum momento da vida, tornando-se crônica e recorrente em um terço dos casos. Além disso, é considerada um dos fatores de risco para a perda de memória e a demência em idosos. Nesse contexto, encontrar um mecanismo que tenha efeito antidepressivo e promova a melhora cognitiva é de fundamental importância.

(…) pode ser utilizado para gerar uma nova família de antidepressivos e agentes para melhora da memória, e (…) pode auxiliar no diagnóstico da depressão.

Foi essa resposta que pesquisadores do Brasil, da França e do Canadá buscaram ao testar o efeito da administração sistêmica de fator de diferenciação de crescimento 11 (GDF11) em camundongos idosos. O resultado revelou que houve melhora na memória e na depressão e alívio no envelhecimento acelerado do cérebro.

A proteína já era conhecida por retardar o envelhecimento no coração e ter ação antioxidante, anti-inflamatória e regenerativa, mas essa foi a primeira vez que se demonstrou o efeito antidepressivo do GDF11 mediado pela autofagia (processo de limpeza de elementos tóxicos) em neurônios, levando o estudo inédito a ser publicado na revista científica Nature Aging, uma das mais importantes da ciência mundial.

“Com essa descoberta, o GDF11 pode ser utilizado para gerar uma nova família de antidepressivos e agentes para melhora da memória, e a medição de seus níveis no sangue pode auxiliar no diagnóstico da depressão”, avalia Flávio Kapczinski, professor de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e um dos autores da pesquisa, realizada em parceria com o Instituto Pasteur (França) e a McMaster University (Canadá), reunindo pesquisadores de diferentes instituições dos três países.

Kapczinski explica ainda que foi verificado que em jovens com depressão o nível de GDF11 é reduzido. “É possível que um envelhecimento acelerado comece mesmo em jovens com depressão”, relata o pesquisador.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/02/2023 0 Comentários 745 Visualizações
Business

UTC Brasil cria grupo para cuidar da saúde mental dos colaboradores

Por Amanda Krohn 02/02/2023
Por Amanda Krohn

A UTC Brasil, empresa de Santa Cruz do Sul, criou a Brigada Psicossocial Escuta do Bem, que consiste em um grupo capacitado para escutar os funcionários quando eles estiverem em situação de crise ou alguma dificuldade que impacte na sua saúde mental e emocional. A iniciativa, lançada nas atividades relacionadas ao Janeiro Branco, dedicado à saúde mental, vai se estender ao longo de todo o ano, destinada a funcionários temporários ou permanentes. O objetivo da ação é garantir o melhor ambiente de trabalho para os colaboradores.

A ação foi organizada pela área de saúde da UTC Brasil, incluindo Recursos Humanos e Ambulatório, sob a responsabilidade da psicóloga organizacional, Sheila Ertel, e da técnica de Enfermagem no Trabalho, Fernanda Moraes Hermes. Além delas, outros 15 colaboradores da empresa vão atuar nos atendimentos aos colegas. São eles: Betina Ines Fritzen, Carlos Eduardo da Silva, Cleidi Ines da Silveira Funk, Denise Puhl, Diego Silveira, Fábio Luis Konzen, Gabriele Overbeck Hochscheidt, Gustavo Greiner de Azevedo, Jefferson Arriel de Souza, Katia Paula Pacheco, Leonel Augusto Dettenborn, Paulo Roberto Toillier, Radames Ricardo Alves, Ricardo John da Silva e Vanessa Weber.

Todos os colaboradores foram capacitados pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) para a escuta. “Para que haja o atendimento, será necessário o interesse do funcionário em buscar a ajuda”, destaca a gerente de RH, Rosiane Dullius. Todas as informações repassadas na conversa – em sala dentro da empresa escolhida pelo profissional capacitado – serão mantidas em total sigilo. “A Escuta do Bem tem o propósito de ouvir e ser um ponto de apoio para os colaboradores que estejam passando por momentos difíceis, que impactem na sua saúde e nas suas atividades”, completa.

O Janeiro Branco é um movimento dedicado aos cuidados com a Saúde Mental. O objetivo é chamar a atenção de toda a humanidade para as necessidades relacionadas ao tema. O mês de janeiro foi escolhido por ser o primeiro do ano, e assim inspirar as pessoas a fazerem reflexões acerca das suas vidas, projetando e desenhando expectativas para o restante do ano.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/02/2023 0 Comentários 787 Visualizações
Saúde

Hospital Sapiranga participa de campanha a respeito da saúde mental no mês de janeiro

Por Amanda Krohn 13/01/2023
Por Amanda Krohn

A campanha do Janeiro Branco tem como tema, em 2023, A vida pede equilíbrio. O Hospital Sapiranga participa do movimento social que tem como objetivo chamar a atenção dos indivíduos, das instituições, das sociedades e das autoridades para as necessidades relacionadas à Saúde Mental dos seres humanos. A psicóloga do Hospital Sapiranga, Viviana Blume, salienta algumas atitudes importantes.

“Primeiro, precisamos reconhecer nossas potencialidades e fragilidades. Com isso, vamos investir mais tempo com coisas e pessoas que nos fazem bem como ouvir uma boa música, fazer caminhadas, praticar exercícios físicos e ter mais tempo para familiares e amigos”, afirma. Uma dica de ouro é respeitar e amar quem nós somos praticando o autocuidado. “Devemos sempre prestar atenção ao que sentimos, ao que queremos e ao que precisamos. Olhar para si é um sinal de amor. Por isso não esqueça: a vida pede equilíbrio. Cuide da sua saúde mental e emocional o ano inteiro, começando agora por janeiro” finaliza Viviana.

A escolha do mês de janeiro não é por acaso. Por ser o primeiro mês do ano, inspira as pessoas a fazerem reflexões acerca das suas vidas, das suas relações, dos sentidos que possuem, dos passados que viveram e dos objetivos que desejam alcançar no ano que se inicia. Janeiro é uma espécie de portal entre ciclos que se fecham e ciclos que se abrem nas vidas de todos nós. A cor branca foi escolhida por, simbolicamente, representar “folhas ou telas em branco” sobre as quais podemos projetar, escrever ou desenhar expectativas, desejos, histórias ou mudanças com as quais sonhamos e as quais desejamos concretizar.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/01/2023 0 Comentários 799 Visualizações
Cidades

2ª Edição da Caminhada Janeiro Branco pede atenção à saúde mental

Por Amanda Krohn 10/01/2023
Por Amanda Krohn

A 2ª Edição da Caminhada Janeiro Branco ocorreu neste domingo (8), em Porto Alegre. O objetivo da ação é promover o diálogo sobre saúde mental e construir ações que ajudam a dar mais qualidade de vida para as pessoas. A temática desse ano foi O mundo pede saúde mental, visando fazer um apelo para que as pessoas prestem atenção ao tema que sempre foi importante, mas ganhou ainda mais relevância no cenário da pandemia. A II Caminhada do Janeiro Branco, mês de promoção a saúde mental, foi promovida pelo Gabinete da Vereadora Psicóloga Tanise Sabino em parceria com o Gabinete do Deputado Elizandro Sabino.

O presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), afirma que a campanha tem um papel essencial no tocante à conscientização. “Apoiamos essa importantíssima causa de saúde. O Janeiro Branco, no primeiro mês do ano, não é ao acaso. É um período de reflexão em que repensamos nossa vida e nossa existência”, afirmou. “Por isso, estamos aqui para ajudar a conscientizar a população e os governantes sobre a importância da saúde mental na nossa vida”, acrescentou. Em sua fala, o presidente da Amrigs lembrou também que, ligado ao tema, estão pautas relevantes como o abuso de drogas, a prevenção do suicídio e a regulação de leitos em saúde mental.

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, participou do ato e salientou a importância do tema. “Queremos, antes de mais nada, parabenizar a Amrigs, que é uma grande parceira da cidade. O caminho em todas as áreas é a conscientização. Precisamos cuidar do corpo, da mente e de si próprio”, salientou. “A pandemia trouxe problemas econômicos, sim, mas também deixou muitas pessoas com problemas na saúde mental. O despertar é janeiro, mas o cuidado deve seguir o ano todo. É assim que faremos uma vida melhor e uma cidade melhor”, continuou.

A concentração ocorreu no Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha. Do local, o grupo saiu por volta das 10h em caminhada até a avenida Osvaldo Aranha. No caminho, os voluntários conversaram com a população sobre a importância de observar e cuidar da saúde mental. De acordo com o secretário adjunto da Saúde de Porto Alegre, Richard Dias, é necessário que as pessoas aprendam cada vez mais sobre saúde mental. “Além de fortalecer a rede de saúde mental contamos com pontos específicos de atendimento à população. É preciso conseguir que a população cada vez mais se conscientize e nós, que somos do governo, possamos estrutura os serviços para essa finalidade” explicou.

Pontos de urgência e emergência em saúde mental:

Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS)
R. Prof. Manoel Lobato, 151 ( Atendimento 24 horas ).

Plantão de Emergência em Saúde Mental IAPI 
R. Três de Abril, 90 – Passo d’Areia (Atendimento 24 horas).

Foto: Marcelo Matusiak/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/01/2023 0 Comentários 941 Visualizações
Cidades

Montenegro realiza atividades de prevenção ao suicídio

Por Amanda Krohn 22/09/2022
Por Amanda Krohn

Na manhã desta quarta-feira (21), duas atividades marcaram a abertura de uma programação especial dedicada ao Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção e ao combate às mortes autoinfligidas. A coordenação é do Serviço de Saúde Mental da Secretaria da Saúde, com apoio do Núcleo Municipal de Educação em Saúde Coletiva (Numesc). Uma caminhada no centro de Montenegro reuniu a equipe que trabalha com a saúde mental na rede pública e alguns dos pacientes atendidos. A chegada foi na Praça Rui Barbosa, onde ocorreu uma roda de conversa com os psicólogos Guilherme Mânica, Alessandra Maciel e Raquel Rieger. O prefeito Gustavo Zanatta também participou da atividade.

De acordo com a coordenadora da saúde mental na rede pública de Montenegro, Aline Massena da Silva, é sempre importante estar atento à saúde mental das pessoas próximas. “Precisamos cuidar de nós mesmos e ficar atentos aos amigos, parentes. A rede pública tem um acompanhamento muito qualificado e é preciso tratar questões de transtorno mental”, avalia Aline. Na parte da tarde, a caminhada foi no bairro Timbaúva, com chegada no Telecentro. A programação continua nesta quinta-feira (22).

Serviço

O quê: Seminário de Prevenção e Combate ao Suicídio

Onde: no Espaço Braskem, na Estação da Cultura – R. Osvaldo Aranha, 1246, Centro, Montenegro

Quando: das 8h30 às 12h e das 13h30 às 15h;

– 8h30: Credenciamento

– 9h: abertura do seminário

– 9h30: palestra – Perspectivas coletivas de cuidado em saúde mental: sobre riscos, viver e morrer, com a psicóloga Jéssica Prudente

– 10h30: mesa redonda com profissionais da rede de apoio de atenção psicossocial

– 12h: intervalo

– 13h30: palestra com a pediatra e psicoterapeuta Ariadene Beatriz Porciúncula

As rodas de conversa ocorreram com a presença dos psicólogos Guilherme Mânica, Alessandra Maciel e Raquel Rieger

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/09/2022 0 Comentários 818 Visualizações
Saúde

HU realiza sensibilização alusiva ao Setembro Amarelo

Por Amanda Krohn 05/09/2022
Por Amanda Krohn

Com 30 leitos disponíveis para internações, 22 na Unidade de Saúde Mental Adulto e 8 na Unidade InfantoJuvenil, o Hospital Universitário de Canoas (HU) prepara uma sensibilização para o Setembro Amarelo: mês que marca a campanha de prevenção ao suicídio. Ações de acolhimento para funcionários e familiares de pacientes, entrega do laço amarelo símbolo do mês, divulgação da rede de apoio e serviços dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), divulgação de mensagens motivacionais, sessões de cinema e a confecção de trabalhos artesanais com símbolos alusivos à saúde mental, estão entre as atividades previstas pela equipe multiprofissional.

“As pessoas acreditam que estão sozinhas quando pensam no suícidio. O nosso trabalho é justamente mostrar que a saúde mental de todos importa para nós, que existe outra saída”, destaca a médica Kadane Nassif, que atua no HU desde 2019. Ela ainda salienta que é preciso desmistificar que falar de suicídio incentivaria novos casos. “Sabe-se que o suicídio mata mais que infarto e leucemia, por exemplo. Então, é necessário falar sobre o assunto, aprender a identificar sinais de alerta e prevenir as doenças mentais”.

Frases motivacionais como: queremos te ouvir, nos fale mais sobre esse assunto, entre outras, poderão ser conferidas na campanha do Setembro Amarelo do HU para alertar todos que trabalham e circulam pelo hospital. Em 2021, por exemplo, o Hospital Universitário registrou um total de 314 internações nos setores de Saúde Mental, sendo 241 atendimentos na Unidade Adulta e 73 na Unidade Infantojuvenil. Entre os casos, estão pacientes que apresentam dependência química, esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão e tentativa de suicídio.

Em Canoas, além dos pacientes encaminhados para as Unidades de Saúde Mental no HU, os cidadãos contam com uma rede de apoio psicossocial: CAPS Recanto dos Girassóis (Rua Frederico Guilherme Ludwig, 182, Centro) e telefone: 3076.9744; CAPS Travessia AD (Avenida Guilherme Schell, 6250, Centro) e telefone: 3076.9742; CAPS Novos Tempos (Rua São Caetano, 102, Marechal Rondon) e telefone: 3076.9741; CAPS Amanhecer D (Rua Quinze de Novembro, 82, Nossa Senhora das Graças) e telefone: 3076.9743; Arco-Irís, Infantil (Rua Major Ernesto Wittrock, 51,Centro) e telefone: 3199.1525, e o CERTEA (Rua Araçá, 74, Centro) e telefone: 3199.1756.

Setembro Amarelo

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza, em território nacional, o Setembro Amarelo. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa acontece durante todo o ano. Atualmente, o Setembro Amarelo é a maior campanha anti estigma do mundo. Em 2022, o lema é “A vida é a melhor escolha!”.

De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde – OMS em 2019, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os episódios subnotificados, pois com isso, estima-se mais de 1 milhão de casos. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.

Embora os números estejam diminuindo em todo o mundo, os países das Américas vão na contramão dessa tendência, com índices que não param de aumentar, segundo a OMS. Sabe-se que praticamente 100% de todos os casos de suicídio estavam relacionados às doenças mentais, principalmente não diagnosticadas ou tratadas incorretamente. Dessa forma, a maioria dos casos poderia ter sido evitada se esses pacientes tivessem acesso ao tratamento psiquiátrico e informações de qualidade.

Pessoas que precisem de ajuda podem acessar o serviço do CVV – Centro de Valorização da Vida, que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. Basta discar 188.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/09/2022 0 Comentários 587 Visualizações
Saúde

Trensurb recebe ação em prol da saúde mental

Por Ester Ellwanger 03/06/2022
Por Ester Ellwanger

Na tarde de 31 de maio, as estações da Trensurb receberam uma ação que foi parte da Semana da Luta Antimanicomial, alusiva ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio. As atividades no metrô estavam previstas originalmente para essa data, porém, devido às condições climáticas, foram adiadas.

Realizada nas estações Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia, Esteio e Canoas, a ação contou com intervenções artísticas do grupo Nau da Liberdade – formado por usuários, estudantes e trabalhadores da rede de atenção psicossocial (RAPS) –, acompanhados do músico e psicólogo do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Sapucaia do Sul, Giordano Dias. Em cada estação, esteve presente um grupo de trabalhadores e usuários de serviços de saúde mental de cada município.

As atividades foram organizadas pelo Coletivo de Trabalhadores, Usuários e Gestores da RAPS dos Municípios da Linha do Trem, com apoio da Unisinos e das prefeituras municipais. Além da ação no metrô, a Semana da Luta Antimanicomial contou com diversas atividades nos municípios integrantes do Coletivo, como jogos de futebol, visitas aos serviços de saúde mental, palestras e exposição de arte.

Segundo a coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de São Leopoldo, Cristina Cannas, a articulação coletiva dos municípios surgiu em meio às dificuldades impostas à rede de atendimento em saúde mental em virtude da pandemia. “Resolvemos fazer essa intervenção coletiva para nos reunirmos, pensarmos juntos sobre como dar conta desse agravamento e como festejar esse 18 de maio como um momento de reencontro para qualificarmos nossas redes”. Segundo ela, “a linha do trem é o elo que conecta esses municípios”.

Psicóloga e professora da Unisinos, Cristiane Knijnik participou do processo de construção da Semana da Luta Antimanicomial. Segundo ela, o 18 de maio é a data em que se reafirma “a possibilidade das pessoas em sofrimento psíquico serem cuidadas em liberdade e não serem trancafiadas em manicômios e hospitais psiquiátricos”. Cristiane afirma que “a importância dessa ação no trem era para que os passageiros e as pessoas que estavam nas estações pudessem encontrar com a loucura através da arte e não através da doença ou da exclusão”. Sobre a atuação do Coletivo que organizou as atividades, a psicóloga declara ainda: “Pela primeira vez, pudemos estar juntos, as equipes de saúde mental e também os usuários de saúde mental, para discutir, pensar e avançar no cuidado em liberdade”.


Integrante do Conselho Estadual de Saúde e do Fórum Gaúcho de Saúde Mental, a técnica de enfermagem aposentada Maria Conceição Abreu atuou por mais de 30 anos no Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre. Ela também é integrante do grupo Nau da Liberdade e participou das ações no metrô. Segundo Maria, algumas das fantasias utilizadas nas intervenções foram pintadas e bordadas dentro de oficinas de criatividade do Hospital São Pedro. Algumas já têm cerca de 30 anos, tendo sido utilizadas pela primeira vez em manifestações em prol dos direitos dos usuários da rede de atendimento em saúde mental.

“Em 1992, eu fiz uma roupa de palhaço para sair na passeata, para dizer que lá fora do Hospital Psiquiátrico São Pedro existia um outro mundo que era possível, que não era o cinza do São Pedro, que lá fora existia um mundo que tinha cor, que tinha vida, que tinha possibilidades”, afirma ela. “E aquela roupa me deu força para que eu fosse junto para estar dizendo isso e para falar pelos usuários que não tinham voz naquela época”, completa Maria.

Essa fantasia a acompanhou ao longo de muitos anos, durante um processo de mudanças que trouxe avanços nas formas de tratamento de saúde mental. Até que, há algum tempo, ela entregou a uma usuária da RAPS: “Aquela roupa eu passei para uma usuária que até hoje luta pelo cuidado em liberdade, pelo fim dos manicômios, e disse pra ela: ‘hoje eu não preciso mais estar usando esta roupa, porque hoje vocês têm voz, conseguem reivindicar seus direitos, por liberdade, por saírem de dentro dos hospícios, para estarem morando dentro dos residenciais e terem uma vida com mais dignidade’”. Essa mesma fantasia foi utilizada pela usuária durante as intervenções nas estações da Trensurb.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

03/06/2022 0 Comentários 532 Visualizações
Variedades

Seminário reúne especialistas para discutir ações pela saúde mental dos jovens

Por Stephany Foscarini 31/05/2022
Por Stephany Foscarini

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, essa população teve um agravamento nos problemas psicológicos, sobretudo durante a pandemia. Mudar essa realidade e tornar mais efetivas as políticas públicas é o objetivo de um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados, que realizou um dia inteiro de atividades nesta segunda-feira (30), em Porto Alegre.

Reunidos no Plenarinho da Assembleia Legislativa, especialistas participaram de palestras e oficinas temáticas no seminário “Promover para Prevenir – Saúde mental dos jovens no Brasil”. O evento gaúcho foi a primeira etapa de encontros do GT. O objetivo do grupo é fazer uma síntese das legislações vigentes, das proposições em andamento na Câmara, identificar ações de sucesso e propor novas iniciativas do poder público para beneficiar os jovens.

Precisamos criar uma rede de apoio que auxilie, ofereça tratamentos e perspectivas para tirar essas pessoas dessa zona de vulnerabilidade”.

“Precisamos criar uma rede de apoio que auxilie, ofereça tratamentos e perspectivas para tirar essas pessoas dessa zona de vulnerabilidade”, afirma a deputada federal Liziane Bayer (Republicanos-RS), que coordena o grupo. “Temos de ver, discutir, falar, agir, diagnosticar o problema e ter ações para aplicar nos municípios”, enfatizou a parlamentar, que liderou os trabalhos do dia com a deputada estadual Franciane Bayer (Republicanos).

Temos enfrentado índices crescentes de suicídios no Brasil nos últimos anos. E se observarmos as curvas, o grupo que mais teve aumento foi o dos adolescentes”.

Dando início às atividades, o coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, Rafael Bernardon Ribeiro, trouxe um panorama dos problemas psicológicos enfrentados pelos jovens. “Temos enfrentado índices crescentes de suicídios no Brasil nos últimos anos. E se observarmos as curvas, o grupo que mais teve aumento foi o dos adolescentes”, alertou.

Na sequência, os participantes se dividiram em oficinas temáticas ao longo da manhã e, à tarde, os resultados das discussões foram apresentados em conjunto. Foram abordadas as “políticas públicas de promoção à saúde mental dos jovens nos municípios”, com a facilitadora Claudia Weyne Cruz, do Comitê de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio da Secretaria Estadual da Saúde; “rede de proteção na atuação da saúde mental de jovens”, com Regina Paz, conselheira tutelar em Esteio; e “experiências exitosas nos municípios em relação à saúde mental de jovens”, com a educadora sanitarista Juçara Vendruscolo.

Fechando os trabalhos, Rosangela Machado Moreira, da área técnica da saúde de adolescentes da Secretaria Estadual da Saúde, palestrou sobre o tema “promover para prevenir: não ignore os sinais”. A profissional ressaltou os três tipos de violência: autoprovocada, interpessoal e coletiva, além dos fatores de risco e os sinais de alerta. “Precisamos sempre levar a sério o que escutamos, não ficar julgando e acolher com seriedade. São necessárias ações governamentais, da sociedade civil e dentro da escola, que sejam amplas e que deem conta desse cuidado. Também é muito importante que nossos jovens participem da construção de políticas públicas”, afirmou Rosangela.

As sugestões e experiências colhidas no Rio Grande do Sul serão incorporadas ao relatório final do grupo, que está sendo elaborado pela deputada federal Jacqueline Cassol (PP-RO). “Uma pessoa que é resgatada e acolhida já faz esse trabalho valer a pena. Será por uma vida hoje e outra amanhã, mas é para que sigamos firmes nesse propósito”, disse Liziane Bayer.

Foto: Elaine Martins/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/05/2022 0 Comentários 1,K Visualizações
Cidades

Serviços de Saúde Mental são apresentados à comunidade de Novo Hamburgo hoje

Por Ester Ellwanger 31/05/2022
Por Ester Ellwanger

Durante a tarde de hoje, 31 de maio, a comunidade de Novo Hamburgo tem oportunidade para conhecer melhor os serviços oferecidos na área da Saúde Mental. Das 13h30 às 16h, o Ônibus da Saúde estará na Praça Punta Del Este, na região central, para apresentar o trabalho como uma ação em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio.

Neste período, profissionais da Gerência em Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vão receber e orientar a comunidade sobre serviços oferecidos pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) nos Centros de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil, AD III, do Centro além dos bairros, Canudos, Santo Afonso. Também será detalhado à comunidade os serviços oferecidos nos ambulatórios de Saúde Mental, de Saúde Mental Infanto-Juvenil, na Oficina de Geração de Renda, Unidade de Acolhimento e no Residencial Terapêutico.

Importante ressaltar que não serão oferecidos atendimentos psiquiátricos ou psicológicos no local, a proposta é divulgar os serviços oferecidos e prestar esclarecimentos à população.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

31/05/2022 0 Comentários 554 Visualizações
Saúde

8 dicas para manter a saúde mental no trabalho

Por Ester Ellwanger 14/11/2021
Por Ester Ellwanger

De uns anos para cá, o movimento em prol da saúde mental ganhou espaço dentro de empresas e corporações. Não à toa, ela vem se provando ser tão importante quanto a saúde física de uma pessoa e é responsável por aumentar a produtividade e a sensação de bem-estar dos colaboradores.  Infelizmente, o pontapé inicial para muitas empresas investirem em saúde mental foi a pandemia do coronavírus. Por exemplo, em apenas 1 semana de pandemia a procura no Google por serviços psicológicos e psiquiátricos aumentou em 49%!

A saúde mental afeta a produtividade do funcionário?

O cuidado com a saúde mental se tornou constante na vida das pessoas e das empresas. De acordo com dados da OMS, estima-se que até o fim de 2020 cerca de 20% da população mundial terá sofrido com depressão ou com outros distúrbios relacionados .

 

Logo, o dever das empresas de fornecer um suporte especializado para que os colaboradores se sintam amparados só cresce. E os dois lados saem ganhando nessa história: os funcionários se sentem bem para exercer as suas funções da melhor maneira e empresa consegue manter a sua produção.

Retorno financeiro de investir em saúde mental

Além disso, de acordo com dados da OMS, a cada US﹩1 investido em saúde mental (prevenção e tratamento à depressão e ansiedade ), US﹩4 são revertidos em ganhos de produtividade. Além de um funcionário feliz ser 31% mais produtivo e poder vender 37% a mais, de acordo com dados da Universidade da Califórnia.

Qual o papel do empregador na saúde dos funcionários?

Se já era um ponto a ser discutido no planejamento estratégico do RH antes da pandemia do novo coronavírus, hoje é vital falar sobre saúde mental no ambiente de trabalho. E o essencial aqui é pensar quais as melhores estratégias para prestar um suporte aos colaboradores. Passamos cerca de ⅓ do nosso dia exercendo nossa função. Ou seja, esse tempo tem um peso grande no nosso contexto de vida e influencia na nossa saúde mental.


Logo, é papel do RH entender quais são as principais influências no ambiente e garantir que o ambiente seja positivo para a saúde do funcionário. Mais um dado da OMS aponta que um lugar de trabalho “ruim” afeta a saúde mental do funcionário e pode desencadear outras patologias, como: estresse crônico, dermatite, problemas gastrointestinais, queda de cabelo, desequilíbrios hormonais etc.

Dicas para trabalhar melhor

1. Adeque as metas de equipe

É muito importante ter um bom plano estratégico e definir boas metas para as equipes. Isso garante que a empresa cresça de forma sustentável. Porém, quando esses processos não são feitos da melhor forma, resultam em metas fora da realidade.
E isso pode deixar a sua equipe desmotivada, assim como gerar sinais de ansiedade e estresse pelo “mau desempenho” nas entregas. Portanto, adequar as metas e acompanhar os colaboradores para garantir que as expectativas estão de acordo com o seu potencial é um passo essencial para uma empresa mais saudável.

2. Prefira chamadas rápidas

Comunicação é uma parte intrínseca ao trabalho em equipe. Quanto mais a comunicação for clara e assertiva, mais tarefas serão executadas em um menor tempo. Uma dica é buscar canais de comunicação interna que permitam resolver coisas simples do dia a dia sem a necessidade de uma reunião. Use aplicativos que, tem a opção de entrar em salas específicas e optar por digitação ou mensagens de voz.
No entanto, não deixe que a comunicação se torne automática e impessoal. Afinal, pessoas precisam de pessoas. Separe um tempo para fazer reuniões por vídeo e garantir que os seus funcionários se sintam como parte de uma equipe!

3. Melhore a comunicação interna

Procure criar canais claros de diálogo entre os colaboradores e o RH. Quanto mais for fomentar a cultura do diálogo, mais dados se terá para atuar na saúde mental coletiva.
Uma sugestão é criar uma rotina de acompanhamento das equipes e colher feedbacks dos mesmos sobre o ambiente, estresse no trabalho, relacionamento com pares e liderança. Vai ocupar parte considerável do seu tempo, mas os ganhos são imensuráveis.

 

4. Preste suporte ao funcionário

Com um canal claro e diálogo estabelecido, a segurança do suporte é o próximo passo para zelar pela saúde do colaborador.
Coisas como buscar detalhes dos stakeholders que cercam os funcionários, seus relacionamentos na empresa e garantir que o feedback seja ouvido e aplicado são dicas simples, mas que podem impulsionar a confiança do colaborador para com o RH.

 

5. Incentive mudança de hábitos

Fazer campanhas em prol de hábitos mais saudáveis gera impacto na saúde física e mental. Causa mais disposição, atenção aos detalhes e energia para as tarefas cotidianas. Além disso, uma ótima ação é ceder uma cesta de frutas para lanches durante o dia a dia.

 

 

 

6. Promova práticas de meditação e de exercícios físicos

No nosso atual cenário de isolamento social, as pessoas têm feito menos atividades físicas. Portanto, como RH, é nosso papel incentivar atividades que vão nos gerar ganhos futuros.
Por exemplo, deixar marcado durante as semanas um momento de yoga, meditação ou alongamento com toda empresa. Dar desconto em academias parceiras ou optar por o empréstimo de uma bicicleta ao invés do VT convencional (para os que escolherem) pode fazer uma grande mudança na rotina dos seus empregados.

7. Crie sistemas eficientes de gestão de tarefas e prioridades

Quando destrinchamos nossas tarefas tudo fica mais fácil, certo? Então pensar em sistemas que ajudem o colaborador a se organizar com o tempo e definir suas prioridades a partir das prioridades do time ajudará na sua própria produção.
A melhor dica para este item é a implementação de algum software de gestão de tarefas para a empresa. Onde os colaboradores podem se organizar com as tarefas a serem entregues.

8. Não exija “trabalho extra” só porque o colaborador está de home office

Determinar os limites do horário de trabalho com rigor (como se estivesse presencial) é essencial para garantir que o colaborador não se sinta pressionado ou estressado por uma carga de trabalho excessiva.

 

 

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/11/2021 0 Comentários 794 Visualizações
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