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rio do sinos

Variedades

Estiagem piora a qualidade da água em pontos do Rio do Sinos

Por Ester Ellwanger 04/02/2022
Por Ester Ellwanger

No mês de janeiro, o Programa de Monitoramento Espacial do Rio dos Sinos identificou uma crescente degradação da água do rio em alguns pontos em razão da estiagem. Mensalmente, o Consórcio Pró-Sinos monitora a qualidade da água em 24 pontos representativos da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. A partir de nove parâmetros – Coliformes Termotolerantes, pH, Nitrogênio, Fósforo, Oxigênio Dissolvido, Demanda Bioquímica de Oxigênio, Temperatura, Turbidez e Sólidos Totais – é calculado o Índice da Qualidade da Água (IQA), um número que permite uma avaliação genérica, mas significativa, das condições da água no local.

De acordo com o diretor-técnico do Pró-Sinos, Hener de Souza Nunes Júnior, a piora da qualidade das águas ocorre a partir dos locais de recebimento de grandes cargas de esgoto não tratado. E a estiagem contribui para os resultados negativos. “Na campanha anterior já percebemos essa tendência de piora. A diminuição da vazão dos cursos de água, causada pela estiagem, produz maior concentração da carga de esgotos não tratados”, observa, citando os pontos P17 (Arroio João Correa), P18 (Arroio Portão/Estância Velha) e P22 (Arroio Sapucaia), que continuam apresentando valores inferiores a 50.

No início de janeiro, após vários dias sem chuvas, registraram-se fortes precipitações. No dia seguinte, foram encontrados peixes mortos no trecho entre os pontos P14 e P15, em São Leopoldo, indicando que a condição do Rio dos Sinos piorou significativamente com a remoção e transporte de resíduos até então retidos nas tubulações de esgoto, ocasionada pelas chuvas”.

“No início de janeiro, após vários dias sem chuvas, registraram-se fortes precipitações. No dia seguinte, foram encontrados peixes mortos no trecho entre os pontos P14 e P15, em São Leopoldo, indicando que a condição do Rio dos Sinos piorou significativamente com a remoção e transporte de resíduos até então retidos nas tubulações de esgoto, ocasionada pelas chuvas”, destaca o diretor-técnico. Segundo ele, este é um efeito conhecido e recorrente após fortes chuvas precedidas de longo período de estiagem. Essas primeiras chuvas, ao invés de melhorarem a condição do rio, a agravam muito levando a um ambiente incapaz de dar suporte à vida de várias espécies de animais.

Entenda o Índice da Qualidade da Água

O Índice da Qualidade da Água (IQA) tem uma escala que varia de zero a cem, sendo os valores mais baixos indicativos de uma qualidade muito ruim e os valores mais altos, indicativos de boa qualidade. A equipe técnica do Pró-Sinos acompanha esse Índice, que se relaciona com os parâmetros medidos mensalmente. São informações relevantes, que podem servir de alerta e apoiar tomadas de decisão e ações em prol do saneamento.

 

Os pontos

O exame dos valores obtidos permite segmentar a bacia em duas porções: a primeira porção é constituída por áreas com baixo adensamento populacional, mais próximas das nascentes, indicadas pelos pontos P1 a P13. Já a segunda porção é onde estão os pontos de P14 a P24, na qual o Sinos atravessa áreas com alto adensamento populacional, mais próximas da foz. Na segunda porção, somam-se os despejos de esgoto não tratado, provenientes das áreas urbanas da primeira porção, aos esgotos das cidades da própria porção, o que, em geral, torna a qualidade da água muito baixa.

Análise de janeiro

A campanha de janeiro mostrou uma estabilidade nos resultados dos pontos monitorados na bacia com alternância de tendências como vem ocorrendo nas medições anteriores. Os valores obtidos na primeira porção, onde estão os pontos P1 a P13, mantêm-se significativamente melhores que os valores obtidos na segunda porção, onde estão os pontos P14 a P24.

Na primeira porção, dos pontos mais próximos às nascentes do Rio dos Sinos e seus afluentes, ocorreu uma piora no ponto P4, em Rolante, mas após a contribuição das águas do Rio Areia, a qualidade voltou a níveis mais altos. Também nas proximidades de Três Coroas houve uma pequena piora nos parâmetros, suficiente para tornar o IQA do ponto “Regular”, mas de valor apenas um décimo abaixo do conceito “Bom”.

Ao contrário, mas com variação de valor semelhante, o P2, em Santo Antônio da Patrulha, passou de “Regular” para “Bom”. Conforme observado na campanha anterior, a menor ocorrência de chuvas reduziu as vazões e a turbulência dos cursos de água, mantendo a baixa turbidez e valores favoráveis nos demais parâmetros.

Os destaques positivos dessa região são os pontos P1, P2, P3, P5, P6 e P12, situados nas extremidades da bacia. Os pontos situados nos trechos iniciais do Sinos, ao longo do Rio Rolante, e nos primeiros trechos do Rio Paranhana, apresentaram resultados muito bons, novamente evidenciando que a degradação das águas ocorre na passagem pelas cidades, quando recebem grandes cargas de esgoto não tratado.

Os índices da segunda porção, como vêm sendo registrados nas campanhas anteriores, apresentam valores bastante baixos. Os arroios afluentes do Rio dos Sinos continuam com valores muito baixos no IQA. No P17, na foz do arroio João Corrêa, houve uma pequena melhora no valor, embora insuficiente para retirá-lo da condição “Muito ruim”.

Foto: Hener de Souza Nunes Júnior/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/02/2022 0 Comentários 801 Visualizações
Variedades

Pró-Sinos alerta sobre a importância da drenagem urbana para as cidades

Por Ester Ellwanger 28/01/2022
Por Ester Ellwanger

As chuvas concentradas e de intensidade excepcional, como as que atingiram a Região Metropolitana nos últimos dias, acenderam o alerta em relação a um dos quatro eixos do saneamento básico das cidades: a drenagem urbana. Na avaliação do diretor-técnico do Pró-Sinos, Hener de Souza Nunes Júnior, longos períodos de estiagem proporcionam maior acúmulo de resíduos no interior das tubulações pluviais e do sistema de micro drenagem formado por córregos e arroios.

“Tudo isso dificulta o escoamento das águas, retendo-as nas cidades e causando alagamentos. Há também outro ponto, que é a falta de cobertura vegetal ao longo dos cursos de água, em especial, a vegetação ciliar, que leva ao assoreamento de córregos, arroios e rios. Chuvas concentradas e de grande intensidade têm sido frequentes. E não há como prever onde vão ocorrer as precipitações dessa natureza, com grande volume de água em curto período”, destaca o diretor.


Segundo Hener, a drenagem urbana requer planejamento e manutenção. “Os planos de drenagem devem fazer parte dos recursos que norteiam as ações dos gestores municipais. As medidas preventivas iniciam na reposição da cobertura vegetal ao longo dos cursos de água, a verificação do adequado dimensionamento da rede de drenagem, com a frequente limpeza dessa rede com hidrojateamento de tubulações. E, ainda, a dragagem de cursos d’água assoreados”, observa o técnico.

Outro alerta é sobre a impermeabilização do solo. À medida que as cidades evoluem, a chuva não absorvida escorre pelas superfícies. Eventualmente, as redes de drenagem existentes podem estar subdimensionadas. “A administração municipal deve adotar normas que retenham as águas pluviais e favoreçam a infiltração no solo. Os investimentos devem estar direcionados à antecipação dos problemas e devem ser feitos de forma planejada”, esclarece Hener.

Saneamento e saúde

O diretor-técnico ressalta que a água acumulada nos alagamentos é altamente contaminada com resíduos de esgoto sanitário. Junto com os prejuízos materiais relacionados aos bens perdidos e aos outros riscos à vida (afogamentos, eletrochoques, desabamentos, etc.), espalha-se um imenso prejuízo à saúde da população. E isso se refere a outro eixo do saneamento: o tratamento de esgotos sanitários. “São pautas prioritárias para o Consórcio Pró-Sinos. Concentrar esforços e investimentos em saneamento deve ser a mais alta prioridade para a administração pública dos municípios”, conclui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/01/2022 0 Comentários 393 Visualizações
Variedades

Nível do Rio dos Sinos aumenta e Consórcio Pró-Sinos tranquiliza população

Por Ester Ellwanger 20/01/2022
Por Ester Ellwanger

As chuvas dos últimos dias deram um novo fôlego ao nível do Rio dos Sinos, que vinha ficando abaixo do normal em função da estiagem das últimas semanas, com redução do nível e da vazão das águas. O Consórcio Pró-Sinos, que congrega 28 dos 30 municípios que compõem a bacia hidrográfica – acompanha de perto a situação da região e compartilha informações técnicas com gestores e população.

Conforme medição feita na régua da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) nesta quarta-feira, 19 de janeiro, o nível do rio atingiu pouco mais de 2 metros, o que corresponde a uma vazão de 80 metros cúbicos por segundo, volume regular e bastante superior à média da estação. Na terça (18), o nível era de 126 centímetros, enquanto na segunda (17) — antes da chuva — estava em apenas 63 cm. “É claro que essa vazão diminui rapidamente, e serão necessárias novas chuvas para que a situação se mantenha segura. Mas, no momento, não existem motivos para preocupação. No entanto, precisamos manter o uso racional da água”, tranquiliza o diretor técnico do Consórcio, Hener de Souza Nunes Júnior.

É claro que essa vazão diminui rapidamente, e serão necessárias novas chuvas para que a situação se mantenha segura. Mas, no momento, não existem motivos para preocupação. No entanto, precisamos manter o uso racional da água”.

Na avaliação do técnico, se as chuvas que já vêm ocorrendo forem regulares e cobrirem toda a região, existe uma possibilidade de o período crítico ser superado com uma disponibilidade de água aceitável. “Chuvas rápidas e intensas causam muitos estragos. Muitas vezes são acompanhadas de granizo, vento e enxurradas. O tempo de ocorrência é insuficiente para reabastecer os depósitos subterrâneos, pouco contribuindo com a disponibilidade de água no solo”, esclarece.

A plataforma do Programa de Monitoramento Espacial do Pró-Sinos contempla dados sobre qualidade da água, acumulado de chuva, nível do rio e vazão, compartilhados por entidades como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e a ANA.

 

Cuidados para evitar o desperdício de água

• Evite lavar calçadas, carros, molhar plantas e encher piscinas até a situação normalizar.
• Acumule a roupa para utilizar a máquina de lavar na capacidade máxima.
• Ao lavar a louça, feche a torneira. Utilize a água apenas para enxágue.
• Não deixe a torneira aberta enquanto escova os dentes.
• Combata vazamentos, mesmo que sejam apenas pingos.
• Seja rápido no banho e desligue o chuveiro enquanto se ensaboa.

Foto: Hener de Souza Nunes Júnior/ Divulgação | Fonte: Assessoria
20/01/2022 0 Comentários 558 Visualizações
Cidades

Pró-Sinos compartilha principais realizações de 2021

Por Ester Ellwanger 17/12/2021
Por Ester Ellwanger

Novo Hamburgo foi escolhida para sediar a apresentação das principais realizações de 2021 e também a discussão de prioridades para 2022 do Consórcio Público de Saneamento Pró-Sinos. O encontro, que marcou a 4ª Assembleia Geral Ordinária do consórcio, ocorreu nesta quinta-feira, 16 de dezembro, no auditório do 4º andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry.

Em 2022, o consórcio, que tem vocação para apoiar os municípios que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos na formulação e cumprimento da política de saneamento a partir das perspectivas das áreas técnica e de educação ambiental, completará 15 anos de atividades.

Além das questões administrativas, financeiras e da área de compras e licitações, a assembleia abriu espaço para tratar da exigência legal de atualização dos Planos Municipais de Saneamento. O presidente do Consórcio Pró-Sinos e prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal, destacou o protagonismo da entidade no tema da regionalização do saneamento, atendendo ao que prevê a Lei 14.026/20. Está tramitando na Assembleia Legislativa um projeto de lei do governo do Estado, estabelecendo a divisão regional do saneamento.

Pró-Sinos e Granpal construíram uma proposta de emenda ao projeto de lei alterando a responsabilidade dos municípios e a criação de sub-blocos para que os municípios possam decidir como será a prestação do serviço.

“Parabenizo o presidente Pascoal porque foi um guerreiro na questão do saneamento. Dedicou boa parte do seu tempo para que a gente pudesse ter uma solução melhor do que estavam nos impondo”, destacou a prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt, vice-presidente de Pró-Sinos e anfitriã do encontro.

Destaques

Entre os destaques na área técnica estão os avanços do Programa de Monitoramento Espacial, que completou um ano em 2021. Além da análise da qualidade da água, a plataforma reúne também iniciativas relacionadas à educação ambiental e logística reversa. Outros pontos apresentados foram as discussões sobre a criação do corredor ecológico Sapucaia-Brigadeira, o monitoramento da invasão das palometas no Rio dos Sinos e a logística reversa, que recebeu o reconhecimento do Ministério Público acerca do programa coordenado pelo Pró-Sinos.

Na educação ambiental, área que está ligada à origem do consórcio em 2007, o Pró-Sinos realizou, em 2021, 226 atividades, com alcance de mais de 40 mil pessoas. Também triplicou a meta de horas destinadas à capacitação, formação e realização de oficinas temáticas, totalizando 306 horas disponibilizadas aos profissionais ligados à área ambiental. O grupo manteve contato direto com interlocutores ambientais dos municípios consorciados, com reuniões mensais para discussões, apresentação de cases e compartilhamento de abordagens replicáveis em diversos espaços.

Cada vez mais o consórcio se consolida como uma instituição que pauta a opinião pública e que é procurada para se manifestar sobre diversos temas, que vão além da questão do saneamento, como assuntos ambientais de modo geral. Isso é reflexo da credibilidade, da qualidade técnica e do trabalho realizado pelo Pró-Sinos”.

Em 2021, o Pró-Sinos foi notícia em mais de 100 publicações, com conteúdos sobre saneamento e meio ambiente em veículos locais, regionais e estaduais. “Cada vez mais o consórcio se consolida como uma instituição que pauta a opinião pública e que é procurada para se manifestar sobre diversos temas, que vão além da questão do saneamento, como assuntos ambientais de modo geral. Isso é reflexo da credibilidade, da qualidade técnica e do trabalho realizado pelo Pró-Sinos”, destacou Pascoal.

O encontro contou com a presença dos prefeitos de Ivoti, Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Novo Hamburgo e Esteio, além do vice-prefeito de Nova Santa Rita e representantes das cidades de São Leopoldo, Canoas, Santo Antônio da Patrulha, Parobé, Portão, Ivoti, Três Coroas, Sapiranga, Campo Bom, Glorinha, Novo Hamburgo, Esteio, São Francisco de Paula e Nova Santa Rita.

Foto: Lu Freitas/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/12/2021 0 Comentários 515 Visualizações
Variedades

Canoas sedia encontro do Grupo de Interlocutores Ambientais da Bacia do Rio dos Sinos

Por Ester Ellwanger 19/11/2021
Por Ester Ellwanger

Na manhã desta quinta-feira, 18 de novembro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smma) participou do encontro do Grupo de Interlocutores Ambientais da Bacia do Rio dos Sinos. O evento ocorreu na Fazenda Guajuviras, com a participação de representantes do Pró-Sinos e das cidades que compõem a bacia hidrográfica.

O secretário do Meio Ambiente, Paulo Ritter, realizou um discurso na abertura do encontro, onde destacou a importância dos projetos que vêm sendo desenvolvidos. “Um parque como esse torna a região dos Sinos referência em educação socioambiental, ainda mais por estar ligado à pauta da sustentabilidade que está em foco nesse momento”, explanou.
Na ocasião, o biólogo da Smma, Augusto Azambuja, explicou aos participantes sobre os planos para o Parque Ambiental Fazenda Guajuviras, que, no futuro, pretende funcionar como um Jardim Botânico.


Já a interlocutora ambiental do Pró-Sinos em Canoas, Silvia Coan, comentou sobre o plano de recuperação de áreas de preservação permanente (APPs), que tem como objetivo a recuperação e revitalização de 11 APPs localizadas no município, utilizando técnicas específicas para cada uma.

Após as apresentações, os participantes visitaram o lago da Fazenda Guajuviras e a Usina de Reciclagem de Resíduos Sólidos de Canoas, considerada a maior da América Latina.

 

Grupo de Interlocutores Ambientais dos Sinos

O encontro do Grupo de Interlocutores Ambientais da Bacia do Rio dos Sinos é organizado pelo Pró-Sinos e ocorre mensalmente. Após mais de um ano ocorrendo de forma remota, os encontros presenciais haviam sido retomados mês passado, em Rolante. O intuito da reunião é apresentar projetos e estudos que estão sendo realizados na cidade que sedia o encontro.

Foto: Gustavo Garbino /Divulgação | Fonte: Assessoria
19/11/2021 0 Comentários 527 Visualizações
Variedades

Pró-Sinos divulga dados de outubro do Programa de Monitoramento Espacial do Rio dos Sinos

Por Ester Ellwanger 09/11/2021
Por Ester Ellwanger

Mensalmente, o Consórcio Pró-Sinos monitora nove parâmetros de qualidade da água em 24 pontos representativos da Bacia do Rio dos Sinos. A partir desses parâmetros – Coliformes Termotolerantes, pH, Nitrogênio, Fósforo, Oxigênio Dissolvido, Demanda Bioquímica de Oxigênio, Temperatura, Turbidez e Sólidos Totais – é calculado o Índice da Qualidade da Água (IQA), um número que permite uma avaliação genérica, mas significativa, das condições da água no local.

O IQA tem uma escala que varia de 0 a 100, sendo os valores mais baixos indicativos de uma qualidade muito ruim e valores mais altos, indicativos de boa qualidade. A equipe técnica do Pró-Sinos acompanha esses dados, que se relacionam com os parâmetros medidos mensalmente. São informações relevantes, que podem servir de alerta e apoiar tomadas de decisão e ações.


O exame dos valores obtidos permite segmentar a bacia em duas porções: áreas com baixo adensamento populacional, mais próximas das nascentes, e áreas com alto adensamento populacional, mais próximas da foz. Na primeira porção estão situados os pontos de P1 a P13. Na segunda, os pontos de P14 a P24.

Os dados

A campanha de outubro revelou um cenário de melhora para todos os pontos monitorados, em especial, aqueles situados próximos às nascentes do Rio dos Sinos e seus afluentes. Na primeira porção, a menor quantidade de chuva diminuiu a turbidez das águas que ainda se mantiveram com vazão relativamente alta devido à drenagem da água infiltrada no solo pela calha dos arroios e rios. Essa água que escoa mais lentamente pelas calhas das microbacias apresenta baixa turbidez e também valores favoráveis nos demais parâmetros monitorados.

Os pontos próximos das nascentes, aqueles que agrupamos na primeira porção, apresentaram qualidade boa com valores de IQA acima de 74, embora não atinjam qualidade excelente (IQA acima de 90). Entretanto, os parâmetros que reduzem o valor do IQA nesses pontos revelam pouca influência das ações humanas, devendo-se mais a causas naturais. Os destaques positivos são os pontos P1, P6, P11 e P12, situados nas extremidades da bacia e antes de os cursos de água chegarem às cidades.

Na segunda porção, que recebe as águas da primeira porção, o IQA apresenta valores baixos, mas não tanto quanto em meses anteriores. Nessa porção, somam-se os despejos de esgoto não tratado, vindos das áreas urbanas, o que, em geral, torna a qualidade da água muito baixa.

São destaques negativos da segunda porção os pontos P17 (Foz do Arroio João Corrêa) e P22 (Foz do Arroio Sapucaia, na ponte da BR 386) com valores de IQA de 41,18 e 39,78, respectivamente. Não são pontos do leito do Rio dos Sinos, mas afluentes importantes.

Foto: Hener de Souza/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/11/2021 0 Comentários 420 Visualizações
Variedades

Pesquisas encontram poluição por resíduos plásticos no litoral e no Rio dos Sinos

Por Gabrielle Pacheco 17/09/2020
Por Gabrielle Pacheco

Os resíduos de origem plástica podem, desde sua produção, acabar atingindo os ecossistemas naturais. Pesquisas sobre essa temática têm aumentado exponencialmente nos últimos anos, principalmente no que se refere à poluição marinha e aos impactos ambientais que os resíduos provocam às espécies aquáticas. No entanto, assim como existem os resíduos gerados localmente (nas cidades litorâneas), eles podem ser transportados até as áreas oceânicas e existem diversas vias que levam essa poluição até lá. Uma delas é por meio dos ecossistemas continentais, incluindo os terrestres, mas mais comumente os rios, ou seja, os sistemas de água doce.

Com o objetivo de detectar a presença destes resíduos, tanto na região litorânea média do Estado, quanto no Rio dos Sinos – que podem ser levados até o oceano – a Universidade Feevale desenvolve projetos de pesquisa na área dos plásticos. Vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental e ao curso de Ciências Biológicas da Instituição, tratam-se de investigações que contribuirão para os estudos na área do meio ambiente no Rio Grande do Sul.

Rio dos Sinos

A acadêmica do mestrado em Qualidade Ambiental, Jenifer Panizzon, após coletar amostras de água e sedimento ao longo do Rio dos Sinos, encontrou diversos pequenos microplásticos nos três pontos de coleta, que se localizam nos municípios de São Leopoldo, Parobé e Caraá. A pesquisa Microplásticos no Rio dos Sinos: ocorrência, caracterização e avaliação dos potenciais efeitos ecotoxicológicos é orientada pela professora Vanusca Dalosto Jahno, da Feevale, pelo professor Günther Gehlen e pela professora Paula Sobral, da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa – FCT-NOVA, de Portugal. Um dos objetivos é, também, analisar quais os potenciais efeitos ecotoxicológicos que essa contaminação pode causar aos seres vivos e à saúde humana.

As amostras foram processadas no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Limpas da Universidade e, após filtrados à vácuo em membranas de acetato celulose, as partículas foram visualizadas, contadas e identificadas com auxílio de literatura específica, em um estereomicroscópio. Os resultados preliminares da pesquisa mostram que existem pequenos microplásticos tanto na água quanto no sedimento e estima-se que sejam em grande quantidade. As microfibras foram as formas mais encontradas e em maior quantidade em todas as amostras, nos três pontos analisados. A pesquisa segue, agora, para a etapa de caracterização dessas partículas, a fim de saber a composição química e, consequentemente, a que tipo de plástico pertencem.

Litoral

Com o objetivo de diagnosticar a poluição por resíduos de origem antrópica no litoral médio leste do Rio Grande do Sul, a aluna de graduação em Ciências Biológicas, Marina Zimmer Correa, tem realizado coletas dos resíduos encontrados em três pontos distribuídos em uma faixa de praia de, aproximadamente, 30 km do litoral médio do Estado. Abrangendo as cidades de Mostardas e Tavares, a região tem um dos pontos de coleta inserido em uma Unidade de Conservação de importância internacional, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe.

Orientada pela professora Larissa Schemes Heinzelmann, a aluna realiza a pesquisa por meio do seu Trabalho de Conclusão de Curso intitulado Quantificação e classificação de resíduos sólidos antropogênicos do litoral médio do Rio Grande do Sul. O diagnóstico da poluição se dará por meio da quantificação dos itens e objetos coletados e da sua classificação em tipo de material, tais como plástico, tecido, vidro/cerâmica, metal, papel/papelão, borracha e madeira, e prováveis fontes, tais como pesca, uso local ou doméstico. Apesar do enfoque ser nos macrorresíduos, o trabalho também aborda os grandes microplásticos, que variam de 1 a 5 mm de tamanho, são visíveis a olho nu e encontrados durante as coletas em campo, em especial os pellets, plástico virgem em formato de esferas e utilizado como matéria-prima pela indústria.

Até o momento, o trabalho já pôde identificar o plástico como o material de maior abundância, a pesca como uma das maiores fontes dos resíduos amostrados e os pellets como os grandes microplásticos mais encontrados. O trabalho conta com o apoio do Parque Nacional da Lagoa do Peixe e com a parceria do Instituto Curicaca, organização não governamental que desenvolve projetos de educação ambiental, gestão de resíduos sólidos, ecoturismo e desenvolvimento sustentável na região. A aluna está em fase de finalização das coletas programadas e da triagem do material.

Saiba mais sobre os tipos de resíduos

De acordo com a professora e pesquisadora Vanusca Dalosto Jahno, os resíduos encontrados no meio ambiente podem ser de vários tamanhos, formas e cores e são provenientes de muitos tipos de produtos plásticos, utilizados no dia a dia em nossas atividades sociais. Desde a indústria e antes mesmo de ser consumido, um produto feito de resinas poliméricas provenientes de recursos naturais fósseis, como é o caso do plástico virgem (que é fabricado a partir do petróleo), pode contaminar os recursos hídricos e o seu descarte incorreto, após o consumo, configura mais uma fonte de contaminação. “Da mesma forma, as redes de pesca, por exemplo, ao serem descartadas em alto mar ou mesmo na areia da praia, podem causar problemas aos organismos vivos”, explica.

De modo geral, os resíduos maiores e que são facilmente visíveis são os chamados macroplásticos (maiores que 2.5cm); já os microplásticos são micropartículas menores que 5mm. Menores em tamanho existem, ainda, os nanoplásticos. Os microplásticos são divididos em duas categorias, dependendo do tamanho: grandes ou pequenos. Podem, também, ser primários ou secundários, dependendo da sua origem. Os primários referem-se aos que são gerados pela indústria, por exemplo, no momento da produção e chegam até os recursos hídricos via efluentes industriais, como é o caso das fibras têxteis, também chamadas de microfibras.

Já os microplásticos secundários são aqueles provenientes da fragmentação (ou quebra) a partir de plásticos maiores por meio de processos e fatores abióticos (como radiação solar, oxidação e força mecânica, entre outros). Portanto, todo e qualquer material plástico pode ser interpretado como uma potencial fonte secundária. Juntamente com outros materiais gerados pelas atividades humanas, como madeira processada, cerâmica, metal e borracha, são chamados também de macrorresíduos, pois são de fácil visualização nos centros urbanos, em corpos d’água e em diferentes ambientes da região costeira.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/09/2020 0 Comentários 660 Visualizações
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