Iniciou nesta segunda-feira (29), uma nova concepção na coleta seletiva do município de Campo Bom. Após avaliação técnica sobre a eficiência do serviço que vinha sendo executado, a Administração Municipal, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, optou por testar uma nova estratégia para aumentar o potencial de segregação da fração reciclável dos resíduos.
O novo formato, que funcionará de forma experimental por dois meses, objetiva avaliar a eficiência da segregação com o recolhimento sendo feito apenas uma vez por semana. Futuramente será alterado o horário de recolhimento da fração reciclável, que será feito a tarde e a noite. Caso os resultados sejam positivos, o serviço será mantido com esta frequência e horários.
Segundo o prefeito Luciano Orsi, a coleta seletiva vinha sendo realizada simultaneamente por dois caminhões em diferentes localidades da cidade. “Como uma parcela muito pequena da população adere a separação de resíduos, era muito frequente que a coleta fosse encerrada antes do horário e com apenas metade da capacidade de carga dos caminhões. Diante disso, resolvemos avaliar outro método, que reduz a frequência e utiliza apenas um caminhão, dividindo a cidade em seis grandes zonas de coleta, cada uma com seu dia de recolhimento”, define o prefeito Luciano Orsi.
“Além de otimizar o serviço e reduzir o impacto ambiental em mais de 2.000 km rodados por mês, o novo método proporciona uma economia de cerca de R$ 50 mil ao mês”, destaca o secretário de Meio Ambiente João Flávio da Rosa.
O novo modelo aposta no empenho e colaboração da população para separar e dispor os resíduos no dia correto para coleta. Além disso, estão sendo ampliados 90 pontos de entrega voluntária (PEV), onde a população pode descartar materiais recicláveis, e instalados novos coletores, agora com recolhimento de resíduos eletrônicos e perigosos, como pilhas e lâmpadas.
Atualmente todos os resíduos gerados na cidade (40 toneladas/dia) passam pela esteira da central de reciclagem. A mudança no método de recolhimento objetiva que os resíduos recicláveis e orgânicos cheguem em horários diferentes na usina e deve facilitar a triagem das frações em separado. Ressalta-se que estão sendo construídos novos prédios para central de triagem que, quando prontos, devem aumentar a capacidade de trabalho da usina.
A coleta da fração orgânica e de rejeitos continua funcionando normalmente, diariamente no Centro e três vezes por semana nos outros bairros, assim como o Caco Treco para recolhimento de móveis mediante agendamento.
Novo cronograma da coleta seletiva:
Zona Coleta 1 – Segunda-feira (Bela vista, Cohab Sul, Centro e Celeste)
Zona Coleta 2 – Terça-feira (Firenze, Metzler, Renascer, Solar do Campo, Alto Paulista, Paulista, Colina Deuner e Rio Branco)
Zona Coleta 3 – Quarta-feira (Imigrante Norte, Imigrante Sul, Aurora, Ipiranga, Genuíno Sampaio e Dona Augusta)
Zona Coleta 4 – Quinta-feira (Operária, Sempre Unidos, Esperança, Floresta, Industrial Sul, Bem Viver I e II, Gringos, Vila Rica, Porto Blos e Barrinha)
Zona Coleta 5 – Sexta-feira (Quatro Colônias, Santa Lúcia, Santo Antônio, Bem Viver III, Morada do Sol, União, Jardim do Sol, Cohab Leste, 25 de Julho e Recanto da Paz)
Zona Coleta 6 – Sábado (Zona Industrial Norte, Zona Rural Norte, Zona Expansão Urbana Leste)


“A turma, então, começou a pesquisar sobre a decomposição de orgânicos e compararam com os resíduos secos, percebendo diferenças destes processos. Enquanto o lixo orgânico ia pra composteira, o lixo seco ia acumulando na sala e elas (crianças) começaram a pensar estratégias de como eliminá-lo”, explica Kamila.
ntuito de fazer uma parceria entre a pesquisa das crianças e o trabalho de reaproveitamento de resíduos feito por eles. Assim, durante mais de dois meses, as crianças coletaram o lixo produzido no lanche e, na terça, 13, puderam dirigir-se até a empresa e transformá-los em potes. “Lá, perceberam ainda que mesas, cadeiras, blocos e várias outras coisas também podem ser feitos a partir do lixo reciclado”, comenta a professora.