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Business

Policiais federais recebem informações sobre cadeia produtiva do tabaco

Por Gabrielle Pacheco 06/06/2019
Por Gabrielle Pacheco

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, apresentou nesta quinta-feira (6) informações sobre produção e consumo de tabaco para 120 policiais federais que estão participando da reunião regional promovida pela Superintendência Regional da Polícia Federal do Rio Grande do Sul.

O encontro reuniu policiais federais das 13 delegacias do Estado e da Superintendência, com sede em Porto Alegre, e foi realizado no Anfiteatro da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).

Além da relevância econômica da produção e exportação de tabaco para centenas de municípios e milhares de brasileiros, as ações sustentáveis da cadeia produtiva nas áreas sociais e ambientais também foram temas abordados por Schünke, além dos desafios enfrentados pelo setor, em especial o impacto que o contrabando traz ao mercado legal.

“Enquanto houver demanda, teremos produção. Defendemos a preservação da produção aqui no País, a renda e os empregos gerados por esse setor. O país tem adotado muitas medidas restritivas e temos observado nos últimos anos uma inversão no consumo: os brasileiros passaram a consumir mais o produto contrabandeando, em detrimento do produto que é controlado e fiscalizado, mas mais que isso, que gera receita, impostos e empregos”, falou Schünke, citando os dados que no Brasil o contrabando supera os 50% enquanto no mundo ele representa, em média, 11%.

José Antônio Dornelles de Oliveira, da Direção Executiva da PF, agradeceu as informações repassadas e chamou atenção para os impostos pagos pelo setor.

“Indústria forte é importante para o nosso país e faz toda a diferença para o bom andamento do nosso trabalho”, ressaltou.

Gustavo Schneider, chefe da Delegacia da Polícia Federal de Santa Cruz do Sul, agradeceu o envolvimento da entidade nas questões de segurança pública do município e reforçou o agradecimento.

“Jamais teríamos o sucesso que a gente almeja ter e que acredito termos alcançado no combate de comércio de tabaco ilícitos e derivados se não fosse essa integração com a indústria. A gente precisa entender essa temática e tenho certeza que ela foi muito interessante para muitos que não tinham contato com essa realidade”, disse Schneider.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/06/2019 0 Comentários 412 Visualizações
Business

Ipea revê para cima previsão do PIB agropecuário

Por Gabrielle Pacheco 29/05/2019
Por Gabrielle Pacheco

O setor agropecuário brasileiro deve avançar 0,6% em 2019, segundo projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) na Carta de Conjuntura do Instituto, e sinalizam melhora em relação aos 0,4% previstos em fevereiro deste ano.

A pecuária deve ser determinante para o crescimento do PIB agropecuário. A expectativa, confirmada por previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), é de crescimento para todos os itens da produção animal, com destaque para a produção de bovinos, suínos e leite. A maior contribuição para esse aumento é de bovinos, com previsão de incremento de 3% em relação ao ano passado – o grupo dos bovinos contribui com cerca de metade do PIB da pecuária.

Além do bom desempenho esperado para os bovinos, há destaque para os suínos, com projeção de aumento na produção de 5,6% devido à disseminação da peste suína africana na China, que causará grande impacto na produção de carne de porco naquele país.

A previsão para a agricultura, por outro lado, é de uma leve alta de 0,1%, explicada em grande medida pela queda na previsão da safra de soja, que deve encolher 4,4% segundo Levantamento Sistemático da Agricultura (LSPA) do IBGE. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o USDA também preveem queda de 4,2% e 4,1% na produção de soja em relação à safra passada.

No caso da lavoura, apesar da expectativa de avanço expressivo de 12,6% para o milho e de 29% para o algodão em caroço – e do aumento da área plantada -, a previsão de queda na produção da soja foi determinante na revisão do PIB agro. O café também apresenta redução projetada de 10% da safra atual em comparação com a anterior – algo já esperado pelo setor.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
29/05/2019 0 Comentários 442 Visualizações
Variedades

30º Festimalha apresenta produção de malha ao vivo

Por Gabrielle Pacheco 06/05/2019
Por Gabrielle Pacheco

Quando o Festimalha começou, em 1990, a confecção das malhas era feita basicamente com o uso de máquinas manuais, um trabalho essencialmente artesanal. Com o passar do tempo, o aumento da produção exigiu investimentos em opções motorizadas e mais recentemente eletrônicas, ampliando as possibilidades de modelos e acabamentos, além da capacidade produtiva e de inovação.

Esta evolução pode ser conferida no 30º Festimalha, no Espaço Histórico, criado especialmente para celebrar estas três décadas do evento. Nos finais de semana, uma das atrações da feira é a produção de malha ao vivo.

No local, o visitante pode ver de perto o processo de confecção de uma malha em uma máquina eletrônica, padrão de equipamento que atualmente é utilizado pelas malharias da cidade. Importadas da Alemanha, China, Japão e Suíça, essas máquinas são programadas pelas malharias para replicar o design criado, resultado de muita pesquisa e programação.

Após, a malha começa a ser tricotada, muitas vezes não necessitando mais de intervenção humana. Alguns modelos criados pelos malheiros, inclusive, são confeccionados sem costura, saindo prontos para a comercialização. Outros, dependem apenas de trabalhos de costura e acabamentos.

Já a máquina motorizada, ainda utilizada pelas empresas, exige o acompanhamento de profissionais que selecionam os comandos para cada peça. Malharias que produzem em menor escala ainda se utilizam das máquinas manuais, seguindo um processo mais artesanal com o uso de cartelas onde são perfurados os desenhos que resultarão nas malhas.

Um exemplar de cada tipo de máquina está exposto no Espaço História para que os visitantes possam conferir as diferenças entre elas. Elas fazem parte do patrimônio histórico de malharias expositoras.

O 30º Festimalha reúne 66 expositores, sendo 47 malheiros locais, 13 pontos gastronômicos e seis de acessórios. A feira segue até o dia 9 de junho, sempre de quintas a domingos, das 10h às 19h, no Centro de Eventos de Nova Petrópolis.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/05/2019 0 Comentários 515 Visualizações
Cidades

Santa Cruz do Sul e Ministério Público prometem auxiliar os feirantes

Por Gabrielle Pacheco 03/12/2018
Por Gabrielle Pacheco

A audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul no final da tarde de quinta-feira, 29, vai resultar numa força-tarefa para ajudar os feirantes a se regularizarem. Este foi o resultado do encontro promovido pela Comissão da Agricultura do legislativo, a pedido do vereador André Scheibler (SD) e conduzida por Alceu Crestani (PSDB).

Estiveram presentes vereadores, o promotor de Defesa Comunitária do Ministério Público de Santa Cruz do Sul, Erico Barin; o secretário da Agricultura, Elo Schneiders; além de representantes dos agricultores familiares, feirantes e consumidores. Também esteve presente o deputado Estadual Marcelo Moraes (PTB), que prometeu interceder junto ao Estado, a fim de fomentar um debate para modificar a legislação.

A legislação
O vereador proponente, André Scheibler, observou que a Feira Rural não pode ser prejudicada por uma legislação antiga. “Trata-se de um investimento muito alto sem garantia de retorno”. Em nome da Associação Santa-cruzense dos Feirantes (Assafe), o vice-presidente Danilo Hentske, fez um relato histórico da atuação dos feirantes e relatou que a entidade surgiu para fomentar a diversificação ao plantio do fumo.

“Caso as regras sejam aplicadas, muitos de nós produtores não teremos condições para seguir atendendo ao mercado e teremos que parar.
Apresentamos, desde sempre, produtos de qualidade, até porque nós mesmos consumimos o que produzimos”, disse Hentske. Ele citou que os próprios jovens estão deixando a atividade em busca de atividades de ganho financeiro mais rápido.

Pela comunidade, uma série de pessoas se manifestaram. Produtor de fumo de Cerro Alegre, Giovane Luiz Weber, lembrou que na Europa existe apoio do governo para que os agricultores sigam no campo produzindo alimentos. “Eles recebem incentivos, inclusive para o pagamento do combustível”, citou. O consumidor Valdir Jackisch questionou quem estaria por trás do aperto no cerco aos feirantes. “No meu bairro, caminhões de fora do município vendem produtos onde não se sabe a procedência, sem que haja nenhuma fiscalização”, contou.

Nota
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Santa Cruz do Sul, Renato Goerck, fez a leitura de uma nota do Conselho Agropecuário, no qual faz um relato das ações ao longo dos últimos anos. Os vereadores e integrantes da Comissão da Agricultura, Elstor Desbessel e Solage Finger também cobraram uma ação mais branda.

O promotor Erico Barin disse que não existe uma postura adversária entre MP e os feirantes. “O Ministério Público é parceiro para melhorar a produção e de ajuste de alguns pontos”, falou. Disse que foi aberto um inquérito a partir de uma denúncia de 2017, sendo que em março de 2018 foi proposta uma gradativa regularização à legislação federal junto com a Assafe, mas que o MP apurou que o cronograma não está sendo seguido.

“O que queremos é um controle mínimo e não inviabilizar a produção. Até para que possamos ficar de olho em eventuais casos irregulares, de produtos sem procedência”, explica Barin. Ao final, a MP e o município se comprometeram a montar uma força-tarefa para ver ações que possam ser realizadas a fim de facilitar a legalização da atividade dos feirantes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/12/2018 0 Comentários 474 Visualizações
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