Uma comissão do Sindisaúde-RS retornou nesta quarta-feira (21) a uma filial do Projeto Campi, localizada na Rua Doná Zaida, 106, no bairro Santa Tereza, em Porto Alegre. O grupo cobrou da direção da instituição um posicionamento e prazos para a regularização de pagamentos após demissões consideradas irregulares, ocorridas depois do encerramento do contrato com a empresa terceirizada Wicki Gestão e Manutenção Ltda.
Segundo relatos apresentados ao sindicato, após o encerramento do contrato com a Wicki Gestão e Manutenção Ltda., responsável pelas contratações, trabalhadores teriam sido pressionados a assinar um acordo extrajudicial no qual pediam demissão e abriam mão de direitos trabalhistas como condição para eventual recontratação. Aqueles que não assinaram o documento foram demitidos sem possibilidade de retorno ao emprego e, até o momento da reunião, não haviam recebido a rescisão contratual nem o salário referente ao mês de dezembro. Já os trabalhadores que aceitaram o acordo tiveram o mesmo salário diluído no pagamento das rescisões.
Proposta apresentada pela empresa
Durante a reunião com a diretoria e a equipe jurídica do Projeto Campi, foi apresentada a proposta de pagamento integral do salário de dezembro até o dia 30 de janeiro, tanto para os trabalhadores demitidos quanto para os que permanecem em atividade. Para os trabalhadores desligados, a instituição propôs o pagamento das verbas rescisórias em três parcelas, previstas para os meses de fevereiro, março e abril.
Encaminhamentos do sindicato
O Projeto Campi negou a informação sobre o número exato de funcionários desligados e recontratados durante o processo. A assessoria jurídica do Sindisaúde-RS solicitou a melhoria da proposta, com acréscimo das multas cabíveis, e a formalização do acordo junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Uma audiência está marcada para a próxima terça-feira, dia 27 de janeiro, às 14h.

