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Calendário de plantio do tabaco será tema de conscientização no campo

Por Jonathan da Silva 04/04/2025
Por Jonathan da Silva

As entidades representativas da cadeia produtiva do tabaco definiram o calendário de plantio da safra 2025/2026, que ocorrerá entre 1º de maio e 30 de novembro. A decisão foi tomada durante reunião do Grupo de Trabalho Qualidade e Inovação, do Fórum Nacional de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foniagro), com o objetivo de reduzir o plantio fora de época, prática que pode aumentar a incidência de pragas e doenças nas lavouras.

O assessor da diretoria do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e secretário do Foniagro, Carlos Sehn, destacou que alguns produtores optam por plantar fora do período recomendado para tentar obter uma renda adicional. “Porém, acabam prejudicando o solo e a qualidade do tabaco, pois plantios sucessivos da mesma cultura, na mesma área, podem levar ao aumento de pragas e doenças. Por isso, a recomendação é para que o produtor realize o plantio de outra cultura na área ou mesmo o plantio de cobertura para proteção do solo”, afirmou Sehn.

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, ressaltou a importância da conscientização. “Esse é um momento de conscientização dos produtores e os orientadores terão papel fundamental no campo, levando a informação e as consequências negativas da prática. A orientação técnica será fundamental para conscientizar sobre o correto manejo do solo visando o aumento da produtividade e qualidade das lavouras. É possível que, no futuro, produtores que insistirem com plantios fora da janela definida não sejam mais registrados pelas empresas”, pontuou Thesing.

Uso de sementes certificadas

Outro tema abordado foi o risco do uso de sementes não certificadas. Essas sementes, por não passarem por fiscalização e controle de qualidade, podem disseminar pragas e doenças para regiões produtoras de tabaco. Segundo as entidades, o impacto pode comprometer a produtividade e qualidade da produção, além de gerar prejuízos financeiros e dificuldades na comercialização.

Para combater esse problema, uma campanha está sendo realizada para incentivar o uso exclusivo de sementes certificadas, que passam por rigorosos processos de controle, garantindo boas taxas de germinação, resistência a doenças e maior uniformidade das lavouras.

O que é o Foniagro

Criado em 2016, o Foniagro é formado por entidades representativas dos produtores e empresas integradoras do setor do tabaco. Seu objetivo é definir diretrizes para o acompanhamento e desenvolvimento do sistema de integração, fortalecendo as relações entre produtores e empresas. Integram o Foniagro as Federações de Agricultura do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (Farsul, Faesc e Faep), as Federações dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag, Fetaesc e Fetaep), a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o SindiTabaco e empresas do setor.

Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/04/2025 0 Comentários 385 Visualizações
Variedades

Lions Clube Novo Hamburgo Terceiro Milênio homenageia ex-governador distrital

Por Jonathan da Silva 11/03/2025
Por Jonathan da Silva

O Lions Clube Novo Hamburgo Terceiro Milênio realizou na semana passada o plantio de uma muda de Ipê Amarelo em homenagem ao ex-governador distrital do Lions, Eloy Maury Metz, que atuou no ano 2022/2023. A ação ocorreu na sede da Fundação Lions e faz parte do projeto ambiental “Ipê Amarelo, uma saudade que fica”, desenvolvido pelo Distrito LD2.

A iniciativa prevê que cada clube do Distrito LD2 plante uma árvore como forma de contribuir para o meio ambiente e prestar homenagens. Até maio, 44 mudas de Ipê Amarelo devem ser plantadas em diversas cidades.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/03/2025 0 Comentários 319 Visualizações
Variedades

Diversificação completa 35 anos gerando renda extra aos produtores de tabaco

Por Gabrielle Pacheco 20/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Enquanto uma nova safra de tabaco começa a ser semeada na Região Sul do Brasil, os resultados da safrinha são contabilizados pelos produtores que aderiram ao Programa Milho, Feijão e Pastagens. Em 2020, quando a iniciativa completa 35 anos, o plantio de grãos e pastagem após a colheita do tabaco representou o incremento de R$ 634,2 milhões na renda dos produtores.

Segundo o levantamento feito pelo SindiTabaco, as estimativas apontam redução de R$ 5,8 milhões na receita total em relação a 2019, quando o resultado foi de R$ 640 milhões. No Rio Grande do Sul, o impacto negativo foi maior, com renda total caindo de R$ 400 milhões (em 2019) para R$ 297,4 milhões, principalmente em razão da forte estiagem que afeta o Estado nos últimos meses. Em Santa Catarina, o rendimento subiu de R$ 130 milhões (em 2019) para R$ 205,2 milhões. E no Paraná o aumento foi de R$ 110 milhões para R$ 131,5 milhões. No geral, área plantada foi menor que em 2019, em torno de 14%. Mas compensada em parte pela maior produtividade no Paraná e principalmente pelos preços médios maiores.

Na avaliação do presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, os números do programa mostram a importância do cultivo de uma segunda safra. “Diversificar é sempre uma boa opção para o produtor, pois lhe permite ter seus ganhos distribuídos em mais atividades. No caso deste programa, ao produzir na safrinha, o produtor consegue uma renda extra com menor custo”, comenta o executivo.

Outra conclusão apresentada pelos números dos últimos anos é a substituição gradual do cultivo de feijão na resteva do tabaco por soja. Em 2020, foram cultivados 12.878 hectares com feijão, 89.530 com milho, 15.832 com soja e 35.030 hectares com pastagens. Em relação aos volumes deste ano, os cultivos na resteva do tabaco renderam 21.768 toneladas de feijão, 650.288 toneladas de milho e 43.692 toneladas de soja. O levantamento apontou ainda um aumento no cultivo de pastagens para alimentação dos animais: nos três estados sul-brasileiros, 35.030 hectares foram utilizados para pastagem em 2020, contra 31.443 hectares no ano anterior.

A ação é conduzida pelo SindiTabaco com apoio de entidades e dos governos dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Uma das vantagens é a redução dos custos de produção dos grãos, pois ocorre o aproveitamento residual dos fertilizantes e pode, também, haver redução de custo na produção de proteína com o uso do milho no trato animal. Outros benefícios são a proteção do solo e a interrupção do ciclo de proliferação de pragas e ervas daninhas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/05/2020 0 Comentários 523 Visualizações

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