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Pequenos negócios

Business

Pesquisa mostra que 86% dos pequenos negócios que buscaram crédito não conseguiram ou aguardam empréstimo

Por Gabrielle Pacheco 19/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

A ampliação dos impactos econômicos da crise provocada pelo novo coronavírus tem levado um número maior de donos de pequenas empresas a buscar empréstimo para manter o negócio. De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, com parceria da Fundação Getúlio Vargas, cresceu em 8 pontos percentuais a proporção de empresários que buscou crédito entre 7 de abril e 5 de maio. Entretanto, o mesmo estudo mostra que 86% dos empreendedores que buscaram tiveram o empréstimo negado ou ainda têm seus pedidos em análise. Desde o início das medidas de isolamento no Brasil, apenas 14% daqueles que solicitaram crédito tiveram sucesso.

A pesquisa, realizada entre 30 de abril e 5 de maio, ouviu 10.384 microempreendedores individuais (MEI) e donos de micro e pequenas empresas de todo o país. Essa é a 3ªedição de uma série iniciada pelo Sebrae no mês de março, pouco depois do anúncio dos primeiros casos da doença no país. O levantamento do Sebrae confirma uma tendência já identificada em outras pesquisas do Sebrae, de que os donos de pequenos negócios têm – historicamente – uma cultura de evitar a busca de empréstimo. Mesmo com a queda acentuada no faturamento, 62% não buscaram crédito desde o começo da crise. Dos que buscaram, 88% o fizeram em instituições bancárias. Já entre os que procuraram em fontes alternativas, parentes e amigos (43%) são a fonte de empréstimos mais citada, seguidos de instituições de microcrédito (23%) e negociação de dívidas com fornecedores (16%).

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, esse comportamento pode ter diversas razões, entre elas: as elevadas taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras, o excesso de burocracia ou a falta de garantias por parte das pequenas empresas. “Por essa razão, o Sebrae está trabalhando para ampliar o volume de instituições parceiras para a operação do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Já contamos com 12 organizações, entre bancos públicos e privados, cooperativas de crédito e agências de fomento. Queremos estender esse apoio a um número maior de empresários”, comenta Melles. Segundo o presidente do Sebrae, em apenas pouco mais de 10 dias de operação do convênio firmado com a Caixa para a concessão de crédito assistido, com recursos do Fampe, foram realizadas 3.104 operações e concedidos R$ 267,9 milhões em crédito para pequenos negócios.

Agentes financeiros

Analisando particularmente a procura de crédito junto aos agentes financeiros, a 3ª Pesquisa do Impacto do Coronavírus nos Pequenos Negócios mostrou que os mais demandados, desde o início da crise, foram os bancos públicos (63%), seguidos dos bancos privados (57%) e cooperativas de crédito (10%). Entretanto, avaliando a taxa de sucesso desses pedidos, o estudo do Sebrae mostrou que as cooperativas de crédito lideram na concessão de empréstimos (31%) e, na sequência, aparecem os bancos privados (12%) e os bancos públicos (9%).

Comportamento dos pequenos negócios

A pesquisa revelou que as medidas de isolamento recomendadas pelas autoridades de saúde atingiram a quase totalidade dos pequenos negócios. 44% interromperam a operação do negócio, pois dependem do funcionamento presencial. Outros 32% mantêm funcionamento com auxílio de ferramentas digitais e 12% mantêm funcionamento, apesar de não contar com estrutura de tecnologia digital. Apenas 11% conseguiram manter a operação sem alterações, por outras razões, entre segmentos listados como serviços essenciais.

Com relação ao faturamento do negócio, a maioria dos donos de pequenas empresas (89%) apontou uma queda na receita mensal. 4% não perceberam alteração de faturamento, apenas 2% conseguiram registrar aumento de receita no período e 5% não quiseram responder. Na média, o faturamento dos pequenos negócios foi 60% menor do que no período pré-crise. Apesar de preocupante, esse resultado é melhor do que o identificado nas duas pesquisas anteriores. Em março, a queda havia sido de 64%. No 2º levantamento, no início de abril, a perda média de receita havia sido ainda maior (69%).

Para tentar superar esse momento, as empresas estão lançando mão de diferentes recursos. Para 29% delas, a alternativa foi passar a realizar vendas online, com o uso das redes sociais. 12% disseram ter começado a gerenciar as contas da empresa por meio de aplicativos e 8% passaram a realizar vendas online por aplicativos de entrega.

Quanto à gestão dos recursos humanos das empresas, 12% dos entrevistados revelaram que tiveram de demitir funcionários nos últimos 30 dias, em razão da crise. 29% das empresas com empregados suspenderam o contrato de funcionários; outros 23% deram férias coletivas; 18% reduziram a jornada de trabalho com redução de salários; e 8% reduziram salários com complemento do seguro-desemprego; alternativa permitida pela MP 936.

Análise dos Segmentos

A pesquisa avaliou a perda média de faturamento semanal dos microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas, de acordo com o segmento de atuação. Embora todos os setores tenham registrado perdas, elas foram mais sensíveis na atividade da Economia Criativa (eventos, produções etc) (-77%), Turismo (-75%) e Academias de Ginástica (-72%).  Já os segmentos com menor perda de faturamento, de acordo com o estudo, foram Pet Shops e Serviços Veterinárias (-35%), Agronegócio (-43%) e Oficinas e Peças Automotivas (-48%).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/05/2020 0 Comentários 465 Visualizações
Business

Plataforma desenvolvida por universitários auxilia pequenos negócios de Porto Alegre

Por Gabrielle Pacheco 13/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Com o cenário da pandemia do coronavírus, a realidade de muitas empresas mudou e uma das mais afetados são as PMEs. Visando auxiliar os pequenos empresários, a Brasil Júnior, instância que representa as Empresas Juniores brasileira, acaba de lançar a nova versão da plataforma “Unidos pelo Brasil”, com o objetivo de oferecer ajuda gratuita para este público.

“Frente a atual crise, entendemos nossa oportunidade e responsabilidade. Oportunidade de, através do que acreditamos, auxiliar centenas de pequenos empreendedores a passar com o mínimo de danos possível por esse momento, e nossa responsabilidade em colocar em prática o poder de 15 mil jovens frente a uma crise sem precedentes e assim, colocar a educação empreendedora como uma importante ferramenta na formação de lideranças capazes de mudar o país”, afirma Ana Beatriz Cesa, presidente da Brasil Júnior.

O suporte acontece por meio de uma metodologia desenvolvida pela Brasil Júnior com auxílio de parceiros e mantenedores – que são empresas que fazem doações e que tornam esse projeto viável. O objetivo para 2020 é auxiliar mais de 100 pequenos empreendedores em todo o Brasil.

Neste ciclo, o foco das mentorias é o contingenciamento de custos e a oportunidades de crescimento. Todo o processo acontecerá de forma online, pela plataforma do “Unidos pelo Brasil” Esse formato também impulsiona os resultados antecipados para o pequeno empreendedor, mesmo durante o período de quarentena e isolamento social.

Os Pequenos Empreendedores que buscam receber o auxílio podem se inscrever por meio do link. Para se inscrever os candidatos precisam ser PME e passar por uma triagem, para verificar a existência do CNPJ. Será então realizado um pré-diagnóstico da situação da empresa, para que a mentoria seja direcionada na solução de problemas específicos.

Pessoas físicas ou jurídicas podem apoiar o “Unidos pelo Brasil”. Esse projeto já uniu mais de 600 empresas juniores e 20 mil empresários juniores que auxiliaram, em média, 11 mil projetos de 27 federações no País.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/05/2020 0 Comentários 659 Visualizações
Business

Site “Vamos Vencer” orienta pequenos negócios sobre medidas do governo para enfrentar a crise

Por Gabrielle Pacheco 16/04/2020
Por Gabrielle Pacheco

Os donos de pequenos negócios que buscam orientação sobre como enfrentar esse momento de crise econômica causado pelo avanço do coronavírus ganharam mais um canal de apoio do Governo Federal. Já está disponível, na internet, a página Vamos Vencer, desenvolvida pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia. O objetivo é sanar, ao máximo, as dúvidas dos empresários e mantê-los atualizados.

Em formato de perguntas e respostas, a página orienta empreendedores dos segmentos da indústria, comércio e serviços sobre as medidas tomadas pelo governo durante a pandemia. Os perfis de acesso foram divididos pelo porte da empresa e pelo setor produtivo. Com modo simples de navegação, os donos de pequenos negócios podem acessar informações oficiais e atualizadas diariamente sobre o trabalho emergencial de apoio ao setor produtivo com a adoção de medidas durante o estado de calamidade pública.

Dentro dos perfis, o empreendedor encontra orientações sobre cada medida anunciada para dar fôlego ao fluxo de caixa, por exemplo, com o adiamento do pagamento dos impostos federais no Simples Nacional; ações relacionadas ao crédito com informações sobre a linha emergencial para folha de pagamento; medidas de desburocratização com a prorrogação do prazo de validade das Certidões Negativas de Débito, dentre outras.

De acordo com o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa, o material disponibilizado ajuda o empresariado a organizar melhor a gestão do negócio. Ele destaca que o Governo e o Ministério da Economia, sob liderança do ministro Paulo Guedes, estão comprometidos com a manutenção dos empregos e com a saúde dos brasileiros. “Estamos trabalhando incansavelmente para receber e atender os pleitos do setor. Há uma equipe centrada em cruzar os pedidos com as ações de governo. É um compromisso nosso na área de crédito e na área tributária, para que os empregos sejam preservados e os empresários passem por esse período, cada dia mais fortes”,  esclareceu.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/04/2020 0 Comentários 603 Visualizações
Business

Sebrae orienta clínicas e consultórios particulares a gerenciar melhor os negócios nesta fase de pandemia

Por Gabrielle Pacheco 13/04/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Sebrae faz um alerta para que pequenos negócios do ramo de saúde, como clínicas médicas, psicológicas e de odontologia, estejam com o quadro financeiro em dia, sem se descuidar da saúde de funcionários e “clientes/pacientes”. O atendimento em tempos de pandemia tem gerado preocupação no setor econômico. Estudo feito pelo Sebrae mostra que o avanço do Coronavírus exige que se tenha cuidado especial com a gestão, o atendimento ao cliente dos estabelecimentos e com a comunicação. As orientações são destinadas não apenas aos consultórios; mas, também, aos profissionais liberais que atuam na área, hoje uma das mais vulneráveis aos impactos da crise no país.

Na questão do atendimento aos pacientes, são necessárias algumas medidas, como na recepção do paciente, no consultório ou com a preparação da equipe. O ideal é que o atendente esteja protegido por máscara e luvas, pois neste primeiro contato não se sabe se o paciente está com problemas respiratórios ou outros sintomas. É necessário ainda garantir que pacientes e profissionais tenham acesso aos suprimentos para higiene das mãos nas entradas dos serviços de saúde, nas salas de espera e nas áreas de atendimento.

A comunicação visual, uso de placas, pôsteres e outros mecanismos, é uma estratégia de eficácia comprovada também nos consultórios. A recomendação é colocar cartazes alertando pacientes com problemas respiratórios para que solicitem máscaras logo ao entrarem na recepção do estabelecimento. É indicado ainda que os médicos higienizem as mãos antes e depois de todo contato com o paciente, com material potencialmente infeccioso e antes de colocar e remover os equipamentos de proteção individual, incluindo luvas. O profissional deve sempre usar máscara para atender pacientes com problemas respiratórios.

“Na questão da gestão, o estabelecimento deve se adaptar à realidade, procurando reduzir custos, como internet, telefone, energia elétrica, água, entre outros insumos. É importante que se passe ao cliente e paciente, que todos os cuidados estão sendo tomados. Isso transmite confiança”, observa o analista Geraldo da Costa, da Unidade de Competitividade do Sebrae.

As empresas também devem investir em capacitação remota para os colaboradores e parceiros e estabelecer horários de descanso, oferecendo serviços que facilitem a vida das pessoas, como alimentação, fornecimento de roupas de trabalho, salas de repouso e instalações com chuveiros e facilidades para a higienização corporal ao entrar e ao sair dos plantões, por exemplo. Por fim, o Sebrae chama atenção para o uso racional dos insumos necessários ao atendimento, evitando o uso indevido, desperdícios e desabastecimento.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/04/2020 0 Comentários 599 Visualizações
Business

Pequenos negócios já representam 30% do Produto Interno Bruto do país

Por Gabrielle Pacheco 09/04/2020
Por Gabrielle Pacheco

Nas últimas três décadas, as micro e pequenas empresas (MPE) vêm desempenhando um papel cada vez mais estratégico na economia brasileira, e hoje já respondem por 30% do valor adicionado ao PIB do país. Isso é o que aponta o estudo “Participação das MPE na economia nacional e regional”, elaborado pelo Sebrae e Fundação Getúlio Varga (FGV), que confirma um movimento consistente e crescente da importância dos pequenos negócios na geração de empregos e arrecadação de impostos, que vem desde 1985, quando a participação das MPE alcançou 21% do PIB.

Segundo o estudo, a força das MPE é notada principalmente nas atividades de Comércio e Serviços (que juntas respondem por 23% dos 30% do PIB). As características próprias desses segmentos, e o fato de estarem presentes em todos os bairros, de todos municípios brasileiros, possibilitam que as empresas de menor porte sejam competitivas e de importância fundamental no tecido social e na dinâmica econômica do país.

Analisando o peso das MPE por setor, a análise feita pelo Sebrae e FGV identificou que as MPE respondem por 53% do PIB dentro das atividades do comércio. Na Construção civil, foi observado um crescimento contínuo da participação das MPE no total do valor adicionado, saindo de 43% (em 2014), para 55% do PIB do setor (em 2017).

Em relação à geração de empregos formais, a importância das MPE é ainda mais significativa para a economia. Os pequenos negócios são responsáveis por mais da metade dos empregos formais no país, concentrados principalmente nas atividades de Comércio e de Serviços. As micro e pequenas empresas representavam, em 2017 (ano analisado pelo estudo), 66% dos empregos no Comércio, 48% nos Serviços e 43% na Indústria.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o estudo confirma o peso que os pequenos negócios têm na economia brasileira, funcionando como um amortecedor, especialmente em momentos como o que o país vive agora. “De 2006 a 2019, as micro e pequenas empresas apresentaram um resultado positivo no saldo de geração de empregos formais, sendo responsáveis pela criação de cerca de 13,5 milhões de vagas de trabalho. Como operam com poucos funcionários, elas são menos propensas a demitir, em momentos de crise, contribuindo para reduzir os impactos sobre a economia”, comenta Melles.

Segundo o presidente do Sebrae, esse fato reforça a importância das medidas adotadas nas últimas semanas para proteger as MPE dos efeitos da queda do consumo causada pela pandemia. “As políticas de extensão do acesso ao crédito, redução da burocracia, flexibilização de regras e prazos para pagamentos de impostos, entre outras, vão contribuir para salvar milhões de empresas e empregos”, reforça.

Segundo o Luiz Gustavo Barbosa, responsável pelo estudo da Fundação Getúlio Vargas, é extraordinária a participação das MPE na economia nacional em termos de geração de renda e de emprego. “Sua característica natural é ocupar espaços em atividades que não se permite economia de escala e que possuem alta intensidade de trabalho.  Essa característica mostra a necessidade de ações rápidas e de alto impacto para manter os pequenos negócios erguidos e superar a crise”, explica.

Produtividade

O estudo do Sebrae e FGV também calculou a produtividade média da economia (divisão do valor adicionado pelo quantitativo de pessoal ocupado).  As MPE apresentam produtividade mais baixa em relação às médias e grandes empresas.  Enquanto os pequenos negócios geraram, em média, R$ 53 mil, as grandes empresas contribuíram, em média, com R$ 90 mil de valor adicionado por pessoa ocupada em 2017 (diferença de 41%). Apesar disso, o levantamento mostrou que MPE vêm elevando, aos poucos, sua produtividade (em 2014 a diferença de produtividade era de 47%).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/04/2020 0 Comentários 486 Visualizações
Business

Pequenos mercados investem em novas estratégias em meio à crise

Por Gabrielle Pacheco 30/03/2020
Por Gabrielle Pacheco

Em um cenário de muitas incertezas, em virtude do avanço da pandemia do novo coronavírus, os donos de pequenos negócios buscam novas estratégias para minimizar os prejuízos.  Entre os setores mais afetados estão os que funcionam de portas abertas e dependem da circulação de pessoas. Assim como muitos segmentos, os mercados de bairro também enfrentam queda no faturamento com a perda de clientes e ainda sofrem com aumento de custos em aquisições.

Em um primeiro momento, a orientação do Sebrae aos empreendedores é reavaliar sua estrutura de custos e estratégias de posicionamento. “É o momento de revisar os custos e, durante essa análise, tomar medidas sejam elas de redução de custo, quando é possível renegociar um aluguel, por exemplo, ou até mesmo renegociar prazos de alguns pagamentos, o que pode ser feito direto com fornecedores”, destacou o gerente de Competitividade do Sebrae, Cesar Rissete.

Os serviços de entrega (delivery) têm se tornado uma importante estratégia dos pequenos mercados para chegar até os clientes que cumprem recomendações de não sair de casa em virtude da quarentena. Outra opção é o cliente encomendar suas compras e retirar os pedidos já previamente organizados, em um sistema de take out. O gerente do Sebrae explica que o empreendedor deve ter em mente que os clientes existem e continuam tendo a necessidade de comprar, mas devido às novas circunstâncias, não estão indo fisicamente até o negócio com a mesma frequência. “É muito importante que o dono do negócio mantenha a conexão com esse cliente, seja por meio das mídias digitais, de plataformas de entrega já existentes ou ainda, reconfigure o negócio para um delivery próprio para que minimize o impacto de uma provável perda de receita no estabelecimento”, analisou.

Além disso, os donos de pequenos negócios podem buscar parcerias, se aproximando de iniciativas de cooperação e solidariedade que se espalham pela própria comunidade, com a venda de cestas básicas, por exemplo. Para o gerente do Sebrae, a adaptação ao cenário de crise pode representar vantagens no futuro e a oportunidade de tornar práticas, como análise do fluxo de caixa e cuidados sanitários dos colaboradores ainda mais constantes. “Toda crise gera mudanças e é preciso enxergar novas possibilidades para aproveitar o momento e se conectar digitalmente com o seu cliente para fazer prospecção e ter formas diferenciadas de entregar os produtos”, afirmou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/03/2020 0 Comentários 404 Visualizações
Business

Pequenos negócios de impacto social fazem a diferença no combate ao coronavírus

Por Gabrielle Pacheco 27/03/2020
Por Gabrielle Pacheco

O avanço da pandemia do Coronavírus no país mudou a rotina das pessoas após a determinação do fechamento do comércio em muitas capitais brasileiras e a recomendação de isolamento social preventivo. Os reflexos são sentidos em todos os aspectos da sociedade, desde os sociais aos econômicos. Em meio ao clima de apreensão e incerteza, os pequenos negócios considerados de impacto social encontram espaço fértil para atuação no combate aos prejuízos causados pela doença.

De acordo com a analista do Sebrae, Valéria Barros, a missão dos negócios sociais vai muito além de gerar lucro. “Esse tipo de negócio traz um impacto positivo que gera valor de forma coletiva ao buscar soluções para problemas da sociedade”, explicou. Mapeamento realizado em 2019 pela Pipe Social revelou que a maior parte dos negócios de impacto social no país estão localizados na região Sudeste e atuam nas áreas de tecnologia verde, com ações na preservação do meio ambiente, e cidadania, oferecendo soluções de inclusão social, questões de diversidade e gênero, dentre outras.

Em Maceió (AL), a psicóloga Vanessa Fagá e a arquiteta Evelyne Cruz criaram a startup Clube Vida Criativa para promover a ocupação e o bem-estar para o público acima dos 60 anos. Em funcionamento desde agosto do ano passado, a empresa oferece atividades, como oficinais criativas e eventos culturais para idosos na capital alagoana. Diante da crise provocada pelo novo Coronavírus, as empreendedoras estão oferecendo diversos serviços para minimizar os prejuízos causados pela doença, que impõe isolamento social, principalmente de idosos, considerados um dos grupos de risco.

Com o uso intenso das principais redes sociais e ferramentas disponíveis na internet, a empresa tem oferecido lives semanais sobre temas de interesse para os idosos em quarentena, realização de oficinais por meio de videoconferência, aulas on-line de zumba  e contato constante por meio de grupo no Whatsapp, com compartilhamento de dicas, orientações sobre como enfrentar o período sem perder qualidade de vida. “Tivemos boa receptividade e ao contrário do que muitos pensam, eles conseguem acompanhar e estão muito conectados aos meios digitais”, contou Vanessa, uma das sócias do negócio. Segundo ela, os serviços on-line não têm gerado lucro, mas tem gerado relacionamento e conexão com os clientes, algo considerado muito importante neste momento.

Além das atividades online, a startup tem oferecido serviços de auxílio para compras e cuidados para os pets, já que muitos idosos possuem animais de estimação e não podem sair de casa. O clube também está cadastrando profissionais autônomos de confiança para oferecer serviços de cabeleireiro, encanador, eletricistas, dentre outros. “Nossa ideia é criar uma rede de apoio positiva para nosso público-alvo que está mais vulnerável e precisa de um atendimento diferenciado com muito carinho”, contou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/03/2020 0 Comentários 552 Visualizações
Business

Sebrae identifica setores mais afetados pela crise do coronavírus

Por Gabrielle Pacheco 19/03/2020
Por Gabrielle Pacheco

Construção civil, alimentação fora do lar, moda e varejo tradicional são alguns dos setores mais impactados pela pandemia do Covid-19 no Brasil. O mapeamento do Sebrae mostra que, além destes, outros 10 segmentos estão entre os mais afetados e totalizam mais de 12,3 milhões de negócios, que respondem por mais de 21,5 milhões de empregos. O total de pessoas empregadas nas pequenas empresas é de 46,6 milhões, segundo dados da RAIS de 2018.

Setores de serviços educacionais, logística, transporte e tecnologia também estão com o alerta ligado e preocupam por movimentarem, juntos, uma massa salarial anual superior a R$ 238 bilhões.

Políticas Públicas

O Sebrae publicou nesta semana um guia de gestão financeira voltado aos pequenos negócios e contendo orientações sobre finanças em tempos de crise. Além disso, construiu um conjunto de propostas que foi entregue ao Ministério da Economia sugerindo ações em quatro frentes:

  1. Redução de custos: políticas públicas para redução de alugueis, folhas de pagamento, encargos trabalhistas, empréstimos bancários, entre outros;
  2. Viabilização de fluxo de caixa: linhas especiais para alongamento de prazo com fornecedores e empréstimos bancários, disponibilização de sistemas de garantias, prorrogação do prazo para recolhimento de tributos, unificação da data do FGTS;
  3. Manutenção de empregos: ampliação e simplificação do uso de banco de horas, férias coletivas, redução e/ou escalonamento de jornada de trabalho, home office e suspensão do contrato de trabalho com direito ao seguro desemprego por período limitado;
  4. Orientação: apoio ampliado, especializado e gratuito aos empresários de micro e pequenas empresas, com foco na adequação da operação dos negócios, permitindo a redução dos custos, manutenção dos empregos e sobrevivência das MPE neste período.

“Precisamos agora cuidar da sobrevivência da micro e pequena empresa. É ela que segura o emprego e que tem maior capacidade de se adaptar e se reinventar para enfrentar esta crise. Por isso, o Sebrae está retomando a campanha ‘Compre do Pequeno Negócio’, pois a preservação deles está diretamente ligada à manutenção dos empregos no país”, orienta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/03/2020 0 Comentários 644 Visualizações
Business

Pequenos negócios têm bom desempenho no saldo de empregos

Por Gabrielle Pacheco 02/02/2020
Por Gabrielle Pacheco

Os pequenos negócios no Brasil mantiveram, em 2019, um desempenho na geração de vagas de trabalho formal superior ao registrado pelas médias e grandes empresas, resultando no melhor saldo de empregos formais para esse segmento dos últimos cinco anos. Segundo análise do Sebrae feita a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, os pequenos negócios terminaram o ano com um saldo de 731 mil postos de trabalho, número 22% acima do registrado em 2018.

Já as médias e grandes empresas encerram o ano com um saldo negativo de 88 mil vagas, quase o dobro do registrado em 2018. Em todos os setores da atividade econômica, em 2019, os pequenos negócios registraram saldos positivos de emprego, com destaque para o setor de Serviços, que gerou um saldo de quase 400 mil postos de trabalho, mais da metade dos empregos criados por esse nicho de empresas em 2019. Já as médias e grandes empresas registraram saldo positivo de emprego em apenas um único setor: a Extrativa Mineral (+3.480).

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, esse resultado confirma a força e a importância estratégica dos pequenos negócios para a economia do país. “O saldo de empregos gerados pelos Pequenos Negócios sinaliza uma continuidade da retomada da economia do país e mostra que por mais um ano, foram as pequenas empresas que sustentaram a geração de novos postos de trabalho com carteira assinada”, destaca Melles.

Dezembro

No último mês de 2019, como ocorre em todos os meses de dezembro, devido principalmente aos desligamentos dos trabalhadores temporários, as empresas brasileiras registraram saldos negativos de emprego, ou seja, mais demitiram do que contrataram. As Médias e Grandes Empresas (MGE) fecharam 155,8 mil postos de trabalho, enquanto as Micro e Pequenas Empresas extinguiram 136,1 mil vagas. No total, considerando também a Administração Pública, foram extintos 307,3 mil postos de trabalho no mês de dezembro.

Isso não impediu que os pequenos negócios fechassem o ano com o saldo positivo. Esses registraram, em dezembro de 2019, saldos positivos de empregos no Comércio (14.726 empregos) e no setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública (376 vagas), que engloba o saneamento básico, energia elétrica etc. As MGE também registraram saldo positivo no Comércio, de 4.396 empregos.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
02/02/2020 0 Comentários 596 Visualizações
Business

Prazo para adesão ao Simples Nacional termina nesta sexta-feira

Por Gabrielle Pacheco 28/01/2020
Por Gabrielle Pacheco

Termina nesta sexta-feira, 31, o prazo para os pequenos negócios que foram excluídos do Simples Nacional em 2019 regularizarem suas pendências e fazerem uma nova adesão ao regime. O prazo também se aplica aos empresários interessados em aderir ao regime pela primeira vez. Ao optar por esse modelo, o empresário tem a oportunidade de pagar oito tributos, entre municipais, estaduais e federais, de uma única vez, reduzindo os custos tributários. Os empreendedores também ficam livres de obrigações acessórias com vencimentos distintos, reduzindo a burocracia para administrar o negócio.

A Receita Federal informa que até sexta-feira, o contribuinte poderá regularizar as pendências que impedem a entrada no regime. O devedor tem a opção de realizar o pagamento à vista, abater parte da dívida com créditos tributários ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa. Se o contribuinte tiver o pedido de reinclusão no Simples aprovado, a empresa será readmitida no regime com data retroativa a 1º de janeiro.

Segundo a Receita, as principais irregularidades que levam à exclusão do Simples são a falta de documentos, excesso de faturamento, débitos tributários, parcelamentos pendentes ou o exercício pela empresa de atividades não incluídas nesse regime de tributação. Para empresas em início de atividade, o prazo para a solicitação é de 30 dias contados do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual, caso exigível), desde que não tenham decorridos 180 dias da data de abertura constante do CNPJ (para empresas abertas até 31/12/2019) ou 60 dias (para empresas abertas a partir de 01/01/2020).

A micro e a pequena empresa já optante pelo Simples Nacional não precisa fazer nova opção a cada ano. Uma vez optante, a empresa somente sairá do regime quando excluída, seja por comunicação do optante ou de ofício. Todo o processo de adesão é feito exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Simples Nacional.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
28/01/2020 0 Comentários 558 Visualizações
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