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Saúde

Estudos iniciais apontam que o Covid-19 pode provocar também lesões na pele

Por Gabrielle Pacheco 15/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

O tema foi debatido em um Webinar promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia-Secção RS (SBD-RS). O objetivo foi promover a troca de informações sobre temas que são pertinentes à especialidade.

A abertura foi feita pela presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS (SBD-RS), Dra. Taciana Dal’Forno Dini. Após, a dermatologista Dra. Vanessa Santos Cunha apresentou as publicações relevantes sobre a Covid-19 na área da Dermatologia. Entre os diversos trabalhos científicos, os dados ainda são muito variáveis e pouco conclusivos.

“Falando da Covid-19, o que vemos é um crescimento de estudos científicos que nos mostram dados estatísticos bem diversos. Os levantamentos procuram mostrar entre o total de casos de pacientes com a doença confirmada quantos tiveram algum tipo de alteração na pele. O que pudemos observar é que a erupção maculopapular é a situação mais frequente, porém a mais inespecífica, ou seja, não conseguimos saber se ela é exatamente causada pela Covid-19” afirmou a dermatologista, Dra. Vanessa Santos da Cunha.

A médica também comentou as reações cutâneas em profissionais da saúde, sendo recomendado o uso frequente de cremes hidratantes para amenizar o ressecamento da pele. Também destacou a importância dos profissionais dermatologistas atuarem, além da máscara e luvas com toucas, uma vez que há um movimento rotineiro de levar as mãos aos cabelos, o que pode levar à contaminação.

Após, foi promovida uma conversa com a moderação do professor de Dermatologia da UFSM, Dr. André Costa Beber e o infectologista Professor da UFRGS, Dr. Eduardo Sprinz. Durante sua abordagem, Dr. Eduardo destacou a importância das medidas tomadas até agora no Rio Grande do Sul.

“Agimos de forma correta e no momento mais adequado possível. Atuamos precocemente, quando a infecção estava começando, a promover o distanciamento social que foi fundamental, além, é claro de todas as regras de etiqueta higiênica. O segundo passo foi achatar a curva. Em Porto Alegre conseguimos isso. No Rio Grande do Sul, há focos mais complicados como a região de Passo Fundo e Lajeado. São bolsões que devem ser controlados em breve, mas não sabemos qual será o custo disso. Que o vírus vai circular é óbvio, mas quanto menos ele circular, melhor”, afirmou.

A realização foi da SBD-RS. Para quem não conseguiu acompanhar o evento está disponível no link.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/05/2020 0 Comentários 1,3K Visualizações
Saúde

Especialista dá dicas para proteger a pele no verão

Por Gabrielle Pacheco 17/12/2019
Por Gabrielle Pacheco

Sabemos que a poluição causa vários males à saúde respiratória, mas o que um estudo publicado este ano afirma é que a impureza do ar, quando sofre ação da radiação solar, também pode prejudicar a pele, potencializando o envelhecimento e a formação de melanoses, caracterizadas por manchas hiperpigmentadas e acastanhadas. Esta conclusão é baseada em evidências epidemiológicas e de acordo com o estudo, a exposição da pele ao material particulado (partículas sólidas e líquidas suspensas no ar) e ao dióxido de nitrogênio (NO2) está associado a um risco maior de desenvolver manchas pigmentadas na face.

A médica Flávia Addor, mestre em dermatologia, pós-graduada em nutrologia e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, revela que além da poluição, o envelhecimento tem forte influência da radiação ultravioleta A (UVA), que incide de forma constante no corpo ao longo de todo o dia, não somente das 10h às 15h, período que predomina a incidência dos raios ultravioleta B (UVB). “A faixa UVA adentra profundamente a pele, chegando até a derme, e seu efeito é acumulativo pelo tempo, mesmo sem queimaduras aparentes”, alerta.

“A faixa UVA adentra profundamente a pele, chegando até a derme, e seu efeito é acumulativo pelo tempo, mesmo sem queimaduras aparentes.”

Em resposta ao que cada radiação pode provocar na pele desprotegida, a médica explica que os raios UVA causam a aceleração de danos dérmicos que levam ao envelhecimento, hiperpigmentação e doenças fotoalérgicas (alergias desencadeadas pelo sol). Já os raios UVB são os principais envolvidos no câncer de pele, queimaduras de sol e redução da função de defesa da pele.

Como proteger a pele dos raios solares e poluição

O cuidado diário em grandes centros urbanos, com maior poluição, deve contemplar um produto com filtro solar para raios UVB e UVA, assim como antioxidantes, que formam uma segunda linha de defesa contra os danos sub clínicos, que ocorrem de forma acumulada na pele. “O cosmético deve garantir a adesão diária. Já a proteção para a exposição solar direta, como piscinas, praias, atividades ao ar livre, também deve considerar uma defesa ampla, mas deve conferir resistência à água e ao suor, por ser usado em um ambiente potencialmente mais nocivo”, aborda Flávia Addor.

Para a médica, o fator de proteção solar mínimo deve ser de 30, tanto na cidade como em climas litorâneos. FPS acima disso deve ser usado não somente em exposições diretas, mas também por grupos específicos, como crianças, pessoas com antecedentes de câncer de pele, tratamentos dermatológicos ou doenças agravadas pelo sol.

“Na exposição direta, também se deve usar FPS alto porque sabemos que, na aplicação mais descuidada, o FPS de rótulo pode ser reduzido para 30% ou mais. A proteção para o UVA deve ser pelo menos de 1/3 em relação ao UVB. E para assegurarmos a eficácia, o ideal é reaplicar a cada 2 horas, ou após exercício, mergulho e sudorese”, explica a dermatologista. Somado a isso, para a proteger a pele das impurezas do ar, segundo o estudo citado acima, produtos cosméticos antipoluição contendo antioxidantes são eficazes na redução ou prevenção desse aumento na pigmentação da pele.

Como identificar as manchas da pele e buscar o tratamento

Há vários diagnósticos para os danos causados por essa exposição solar, como melasma, melanose, hiperpigmentação pós-inflamatória, entre outros. Para a correta identificação e tratamento é fundamental buscar orientação profissional.

Atualmente os médicos podem contar com o auxílio do SAILA (Skin Aging In Longevity Assessment), para identificar os perfis de envelhecimento da pele, que são cinco: oxidativo, glicante, mutagênico, inflamatório e metabólico, e, com isso, direcionar um tratamento preventivo e personalizado. O software de inteligência artificial e recém lançado foi idealizado pela própria Dra. Flávia Addor.

O excesso de radiação solar na pele sem proteção solar, pode causar mutagenicidade (perfil mutagênico), que significa mutação do DNA das células. “Já os perfis oxidativo e inflamatório também tem íntima relação com a exposição solar, visto que a radiação UV, visível e infravermelha são oxidativas, e os fenômenos oxidativos facilitam a instalação de uma microinflamação”, finaliza a especialista.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
17/12/2019 0 Comentários 679 Visualizações
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