O conforto é muito importante neste momento de combate ao câncer e evitar o desgaste das viagens para a realização dos exames vai ajudar.
Oncologia
Câncer de cabeça e tireoide está entre os 10 mais incidentes em homens e mulheres
Quando se fala em câncer de cabeça e pescoço, a referência é a uma ampla e complexa região do corpo humano que pode ser afetada tanto por tumores benignos, quanto malignos. De acordo com o cirurgião de Cabeça e Pescoço Dr. Claurio Roncuni, integrante da Oncoclínicas RS, essas neoplasias podem estar presentes em diferentes pontos: na boca, na orofaringe, na laringe (pregas vocais), nos seios maxilares e nasais, nas glândulas tireoide e paratireoide, nas glândulas salivares, nos tecidos moles do pescoço e na pele (face, couro cabeludo e pescoço).
Em alguns casos, como no câncer de tireoide, o autoexame simples ajuda na detecção precoce, conforme explica a Dra. Fernanda Pruski, também da equipe da instituição. A oncologista orienta que os principais sintomas são: gânglio cervical aumentado, rouquidão, sensação de falta de ar e dificuldade em engolir. Se houver alguma alteração, um especialista deve ser procurado para uma avaliação feita por meio de exames complementares e, se for necessário, indicar o tratamento mais adequado: cirurgia, iodoterapia, quimioterapia, entre outros.
No país, o câncer de tireoide é o quinto de maior incidência no sexo feminino e o câncer de boca é o quinto tipo que mais afeta o sexo masculino, sendo o de laringe, o oitavo nesse mesmo grupo (excluindo as neoplasias de pele não melanoma em ambos os sexos). Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (INCA).
O Dr. Roncuni informa ainda que as neoplasias de boca e laringe estão entre as dez com maior mortalidade nos homens no Brasil. “Se contarmos os tumores cutâneos não melanoma que são a grande maioria dos cânceres, sabemos que a região da cabeça e pescoço, com alta taxa de fotoexposição, corrobora para o grande número de casos. Logo, o tratamento do câncer na região cabeça e pescoço torna-se saúde pública e praticamente uma obrigação dos profissionais de saúde saber identificá-los”, alerta.
Ferida não cicatrizada
O principal câncer que surge na boca é o carcinoma epidermoide. Inicia-se como uma ferida que não cicatriza, lembrando uma afta. O principal fator de risco da condição é o tabagismo, seguido pelo etilismo, má higiene oral, próteses dentárias mal ajustadas, imunossupressão e idade avançada. “Infelizmente, esse câncer muitas vezes é de desconhecimento geral da população e até mesmo dos profissionais de saúde (médicos e dentistas), causando atraso no diagnóstico e gerando um tratamento mais agressivo com cirurgias mutilantes e radio-quimioterapia complementares”, destaca o cirurgião.
Esse carcinoma também é o principal responsável pelas neoplasias de laringe e orofaringe, também tendo forte relação com o tabagismo associado, ou não, ao etilismo. O câncer de laringe manifesta-se com rouquidão progressiva e dificuldade de engolir.
Por outro lado, o câncer de orofaringe (palato mole, amígdalas, úvula, base de língua e faringe) tem outro importante fator de risco: o HPV. Pacientes mais jovens, não tabagistas e não etilistas, são os mais suscetíveis, com predomínio no sexo masculino. “Muitas vezes, os pacientes procuram ajuda apenas quando percebem uma íngua aumentada no pescoço (metástase para o pescoço). A vacinação do HPV deve ser feita tanto em meninas quanto em meninos, uma vez que o câncer de colo de útero (terceiro em maior incidência no sexo feminino) também é causado por esse vírus”, afirma o Dr. Roncuni.
Autoexame da tireoide
Para realizar o autoexame, você vai precisar de um espelho com cabo e um copo d’água.
1. Segure o espelho procurando em seu pescoço a região abaixo do pomo de Adão (gogó). Sua tireoide está localizada nesta área;
2. Focalize esta área com o espelho estendendo a cabeça para trás para facilitar a visualização;
3. Beba um pouco d’água;
4. Ao engolir, observe em seu pescoço se existe alguma saliência ou elevação localizada. Repita este teste várias vezes, se necessário;
5. Observe se existe algum nódulo ou saliência. Ao notar alguma alteração, procure um endocrinologista para obter orientações;
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
Issur pede recursos ao Ministério da Saúde para oncologia em Novo Hamburgo
Em reunião com a área técnica do Ministério da Saúde, nesta quarta-feira, 8 de junho, o deputado estadual Issur Koch solicitou a destinação de recursos a fim de contemplar atendimento oncológico na nova ala que está sendo construída no Hospital Geral.
“Fiz este pedido verbal à assessora direta do ministro Queiroga, Bonina Almeida, e à assessora Geral de Atenção Especializada em Saúde, Rejane Soares. Nesta quinta-feira estarei formalizando esta solicitação. Para o Ministério, como Novo Hamburgo tem a gestão plena da Saúde, o que a Administração Municipal e a Secretaria Estadual da Saúde decidirem fazer, o governo Federal irá apoiar”, destacou Issur.
No encontro, o parlamentar entregou um dossiê completo sobre a situação da oncologia na cidade, com ofícios assinados pela Liga Feminina de Combate ao Câncer, Amigas de Mãos Dadas, Grupo Pensando Novo Hamburgo, Presidência da Câmara de Vereadores e Comissão Especial da Câmara Hamburguense.
“Sei que o Ministério acompanha o caso, mas penso que é importante registrarmos que este não é um pleito de um deputado ou de uma entidade, mas que tem o apoio de toda comunidade”, enfatizou.
Retomada do serviço
Issur disse, também, que além da estrutura existente no Hospital Regina, o Hospital Unimed manifestou interesse em oferecer o atendimento no município. “Nossa luta é para que Novo Hamburgo siga sendo referência em oncologia, como foi durante 30 anos. Esta conquista histórica e o legado daqueles que lutaram para que isso se tornasse realidade não pode ser perdido. Não tenho o poder da caneta, mas tenho o dever de lutar por uma solução que tenha como preocupação garantir um mínimo de conforto para quem enfrenta ao lado de seus familiares contra esta terrível doença”, finalizou.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
Parceria entre prefeitura de Santa Cruz e Hospital Ana Nery leva pré-câncer a mais dois bairros
Parceria entre a prefeitura de Santa Cruz do Sul e o Hospital Ana Nery garantirá a oferta de exames de prevenção para o rastreamento do câncer de colo de útero em duas localidades do município durante o mês de junho.
Para isso, o consultório móvel do hospital estará em frente a EMEF Santuário, na próxima terça-feira, 14 de junho, área de cobertura da ESF Alcemiro dos Santos, e no dia 30, em frente ao salão Assmann, região pertencente à UBS Belvedere, para a realização das coletas do exame citopatológico (papanicolau). Em cada uma das oportunidades, serão ofertados 40 exames, que devem ser agendados previamente por telefone ou presencialmente nas unidades de saúde.
Em ambos os dias, a Secretaria de Saúde deslocará para as atividades o ônibus da Atenção Móvel em Saúde. No veículo, serão disponibilizados testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites e ofertadas as vacinas Influenza e Covid adulto para a comunidade local. O horário para as coletas e testes rápidos será das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30; a vacinação transcorrerá das 9h às 11h30 e das 13h às 16h30.
Atendimentos
14/06 – ESF Alcemiro Manoel dos Santos
Endereço: Rua Pedreira, 1469, Santa Cruz do Sul
30/06 – UBS Belvedere
Endereço: Rua Lindolfo Grawunder, 204, Santa Cruz do Sul
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
Pacientes oncológicos podem fazer exames laboratoriais no Laboratório Qualitá
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que, a partir desta quinta-feira, dia 2 de junho, pacientes oncológicos do município que necessitem de coletas para exames laboratoriais, solicitados pelo Hospital Bom Jesus de Taquara, podem procurar qualquer unidade do Laboratório Qualitá em Novo Hamburgo. O paciente deverá apresentar para a marcação e realização do exame, o guia oficial do Hospital com a requisição do exame, além de um documento oficial com foto.
“A medida visa reduzir o translado dos pacientes para a realização dos exames solicitados pelo Hospital Bom Jesus”, explica o titular da SMS, Marcelo Reidel.
Endereços do Laboratório Qualitá
Centro Clínico Regina
Av. Dr. Maurício Cardoso, 833, sala 113
(51) 3553.8450
WattsApp: (51) 99741-8093
Horário de Atendimento: Segunda a sexta-feira: 7h às 17h, Sábado: 7h às 12h
Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: 7h às 16h45, Sábado: 7h às 11h45
Doctor Center
Rua General Osório, 1103, Hamburgo Velho.
(51) 3553.8450
WattsApp: (51) 3553-8450
Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira: 7h30 às 17h30, Sábado: não abre
Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: 7h30 às 11h e das 13h às 14h50, Sábado: não abre
Joaquim Nabuco
Rua Joaquim Nabuco, 714, loja 02
(51) 3553.8450
WattsApp: (51) 99741-8093
Horário de Atendimento:
Segunda a sexta-feira: 7h às 17h, Sábado: 7h às 13h
Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: 7h às 16h20, Sábado: 7h às 12h15
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
“Queremos a oncologia e a pediatria 100% SUS em Novo Hamburgo. Estou focada nas soluções, não nos problemas.” A frase da prefeita Fátima Daudt ilustra seu compromisso em retomar de forma definitiva o atendimento a pacientes com câncer em Novo Hamburgo. Na segunda-feira, a prefeita esteve visitando as obras do Anexo 2 no Hospital Municipal e destacou o início de estudos para adequações ao projeto e inclusão de uma ala oncológica no futuro prédio.
A estimativa é que o Anexo 2 esteja construído em até dois anos. O novo prédio terá cinco andares, a maior ampliação da história do Hospital Municipal. Os recursos já estão garantidos, mas o início das obras foi adiado em razão da pandemia. Para que fosse possível começar, foi necessário concluir as obras para transferência dos serviços de hemodinâmica e tomografia, pois é o local onde será erguido o novo prédio.
A possibilidade de adequações já estava sendo analisada desde dezembro do ano passado, quando Novo Hamburgo deixou de ser referência em oncologia para pacientes de Campo Bom, Dois Irmãos, Estância Velha e Ivoti, e ganhou força com a decisão do Hospital Regina de deixar de atender a oncologia SUS para pacientes de Novo Hamburgo.
Não é possível ficar a mercê de decisões de instituições privadas quando estamos falando de atendimento SUS”.
“Não é possível ficar a mercê de decisões de instituições privadas quando estamos falando de atendimento SUS”, destacou Fátima. A prefeita acrescenta que as adequações poderão ser analisadas à medida que a obra avança. Outra prioridade será buscar recursos para os equipamentos. Atualmente, os pacientes oncológicos de Novo Hamburgo estão sendo atendidos no Hospital Bom Jesus, em Taquara.
Cada um dos cinco pavimentos do Anexo 2 terá aproximadamente 1.035,25 metros quadrados (m²), totalizando 5.158,23 m², com todos os ambientes de apoio necessários aos serviços, para conforto de pacientes, acompanhantes e profissionais. Além da ampliação de 82 leitos e implantação de serviços como endoscopia e centro de diagnóstico por imagem, a nova área contará com seis salas cirúrgicas, aumentando em 150% este tipo de ambiente. Em 2020, o investimento orçado era de R$ 17.681.038,78, mas os valores estão sendo ajustados.
Mais obras
“Chega de puxadinhos no Hispital Municipal. As ampliações agora são planejadas e devem seguir critérios técnicos”, enfatizou a prefeita. Ela acrescenta que o hospital se tornou um canteiro de obras, mas sem deixar de ser hospital, mantendo o atendimento a pleno. “É como se trocássemos o pneu de um carro em pleno movimento, sem poder parar”, exemplifica.
O diretor-presidente da Fundação de Saúde de Novo Hamburgo, Augusto Rafael Lengler Vargas, enfatiza que as mudanças implantadas já tornaram o Hospital Municipal de Novo Hamburgo como o maior e mais bem equipado hospital do Sul do Brasil administrado por uma Prefeitura, com atendimento 100% SUS.
Além do Anexo 2, há ainda uma série de obras e melhorias realizadas no Hospital Municipal. Confira:
Reforma do Telhado: A obra foi divida em duas etapas. A etapa 01 (troca do telhado), está com cerca de 45% do cronograma executado. Boa parte dos cabos elétricos que partem da subestação e vão até o novo centro de distribuição já foram passados e 30% da estrutura física do telhado já foi concluída. Investimento previsto da Reforma do Telhado: R$ 7.444.958,35. Já a etapa 02, que se refere à reforma de todas as salas de Bloco Cirúrgico e salas de apoio, não teve início devido à pandemia de covid. A previsão inicial do término da obra era de 18 meses a partir da assinatura da ordem de início, mas como há a necessidade da realocação do Bloco Cirúrgico para outro local do Hospital teve o prazo prolongado. Investimento previsto da Reforma do Bloco Cirúrgico: R$ 1.794.845,66
Reforma do setor de Internação Obstétrica do HMNH etapa 02: Esta intervenção foi concçuída em abril e faz parte de uma série de três unidades reformadas no serviço de atendimento Materno-infantil do Hospital, incluindo a Maternidade e a UTI Neonatal, entregues respectivamente em 2018 e 2019. Apesar de a obra ter sido paralisada por um curto período de tempo em virtude da pandemia, ela foi dividida em três etapas de forma que sempre houvesse um espaço disponível para atendimento, com o objetivo de que não houvesse prejuízo para o paciente. A nova estrutura física possibilita mais conforto para parturientes e seus bebês, trazendo modernização ao setor hospitalar. Os recursos para a reforma do prédio foram provenientes de repasse do governo federal no valor de R$ 250.000,00 com contrapartida da FSNH de R$ 51.736,16, totalizando R$ 301.736,16.
Readequação de estrutura pré-existente no HMNH para transferência do serviço de hemodinâmica (área que receberá o Anexo 2): A hemodinâmica faz parte do serviço de alta complexidade em cardiologia do Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH). A estrutura física foi readequada pela Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) para receber a hemodinâmica, com recursos provenientes de convênio firmado entre a Prefeitura e a FSNH, no valor total de R$ 224.208,61, sendo R$ 200.000,00 de convênio e o restante de contrapartida da Fundação. Para a transferência, o projeto considerou as exigências e a alta complexidade dos equipamentos a serem instalados no local.
Readequações em área junto ao Laboratório Municipal para transferência do serviço de tomografia: A tomografia passou a funcionar dentro do Hospital Municipal, ao lado do laboratório, com estrutura readequada para abrigar o serviço. A obra de adequação do espaço para receber o tomógrafo foi executada em R$ 14.827,00, e foi entregue em fevereiro deste ano. Uma empresa especializada fez a instalação, como no caso da hemodinâmica, considerando-se a complexidade dos respectivos equipamentos (inclusive com uso de guinchos).
De 2020 para cá, o Hospital Municipal passou por várias adequações para fazer frente à pandemia de coronavírus, abrigando inclusive o Centro de Triagem à Covid, um dos primeiros a ser instalado no Estado. Acompanhando o aumento de contágios e internações, as adequações eram realizadas, possibilitando que ninguém ficasse sem leito inclusive nos momentos mais intensos da pandemia. As melhorias acima, que estavam programadas desde 2020, só puderam ser iniciadas com a diminuição dos casos, ao longo do segundo semestre do ano passado, as obras foram aos poucos sendo realizadas. O Município observa com muita atenção o comportamento de novas variantes de coronavírus, como a Ômicron, seus impactos nas internações e, consequentemente, nas obras de melhorias no Hospital Municipal.
Obras já realizadas
Desde 2018, várias ampliações e melhorias foram realizadas no Hospital Municipal:
- Casa da Gestante: Em dezembro de 2018, foi colocada em funcionamento a Casa da Gestante de Novo Hamburgo (cuja utilização foi redefinida em razão da pandemia, mas deve retomar a função original à medida que a pandemia for controlada).
- Maternidade: agosto de 2019 marcou a entrega da nova Maternidade do Hospital Municipal, possibilitando mais conforto e acolhimento.
- Nova UTI Neonatal: já em outubro de 2019, com um investimento de R$ 1.295.110,59, foi entregue a nova UTI Neonatal, mais ampla e moderna.
- Cardiologia: em dezembro de 2019, foi realizada a entrega das novas instalações da Ala Andorinha, onde ficam os pacientes cardiológicos, também mais ampla e moderna.
Foto: Lu Freitas/PMNH | Fonte: Assessoria
A luta para que a referência em oncologia volte a Novo Hamburgo chegou ao governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior. Em reunião realizada no Palácio Piratini na manhã desta segunda-feira (16), ele ouviu os vereadores Cristiano Coller (PTB), Enio Brizola (PT), Raizer Ferreira e Semilda dos Santos – Tita, ambos do PSDB, integrantes da Comissão Especial de Acompanhamento da Referência Oncológica do SUS. A reunião, articulada pelo deputado federal Lucas Redecker, envolveu representantes do Hospital Regina, da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo e das secretarias municipal e estadual de Saúde. Após explanação de todas as partes, o governador comprometeu-se a se pronunciar sobre a situação em até dez dias. Ranolfo solicitará um estudo técnico sobre a demanda de recursos, mas adiantou que nada pode ser realizado do dia para noite sem um novo período de transição.
Esse assunto é complexo, especialmente, por estar judicializado. Não tem como eu chegar e dizer ‘vamos fazer assim ou assado’. Mas eu me comprometo em, até dez dias, comunicar a decisão final do Governo em relação à situação da oncologia em Novo Hamburgo. Quero ouvir a área técnica para saber até que ponto podemos avançar”.
“Esse assunto é complexo, especialmente, por estar judicializado. Não tem como eu chegar e dizer ‘vamos fazer assim ou assado’. Mas eu me comprometo em, até dez dias, comunicar a decisão final do Governo em relação à situação da oncologia em Novo Hamburgo. Quero ouvir a área técnica para saber até que ponto podemos avançar”, reiterou o governador.
Avaliações da comissão
“Saí de lá esperançoso de que a oncologia volte para Novo Hamburgo”, comentou o presidente do Legislativo, Cristiano Coller. Para o presidente da comissão especial, Enio Brizola, ficou expresso o esforço do Hospital Regina e da Liga em manter o serviço oncológico em Novo Hamburgo e também a disposição do governador em avaliar tecnicamente a situação, já que ele determinou estudo para a área responsável. “Vou continuar acompanhando a situação com a comissão especial da Câmara e as outras entidades envolvidas na expectativa de criarmos uma opção transitória até a implantação de um serviço 100% SUS em nossa cidade”, concluiu o parlamentar.
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Foto: Tatiane Lopes/CMNH | Fonte: Assessoria
O acelerado desenvolvimento da ciência tem impacto no diagnóstico e tratamento de diversas doenças. Em relação ao câncer, entre outras vantagens, a oncologia de precisão resulta no uso de perfis genômicos para orientação de diagnóstico e terapia em muitos tipos de tumor. Várias mutações passaram a ser conhecidas e ajudam a definir qual o melhor medicamento indicado que, embora seja muitas vezes de alto custo, tem elevado potencial de benefício comparado aos tratamentos convencionais, como quimioterapia. No artigo de alerta publicado na Nature Medicine, 15 especialistas de 11 países, alertam que o desenvolvimento de novos medicamentos direcionados a populações específicas de pacientes resulta em um paradoxo: “se não tivermos acesso aos diagnósticos avançados, podemos estar desenvolvendo medicamentos que nunca chegarão aos pacientes”, como destaca o Dr. Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas, o único brasileiro entre os autores do estudo.
Atualmente, no Brasil existem alternativas relativamente amplas e terapias mais complexas no sistema privado – o que representa 20% da população, como as imunoterapias com alvo identificado. No entanto, o sistema público carece tanto do teste de forma ampla como da capacidade econômica de arcar com os remédios que esses testes possam recomendar”.
O oncologista gaúcho considera que alguns desafios precisam ser vencidos, entre os quais facilitar estratégias de disponibilidade igualitárias aos testes genômicos para reduzir desigualdades no acesso aos medicamentos. “Atualmente, no Brasil existem alternativas relativamente amplas e terapias mais complexas no sistema privado – o que representa 20% da população, como as imunoterapias com alvo identificado. No entanto, o sistema público carece tanto do teste de forma ampla como da capacidade econômica de arcar com os remédios que esses testes possam recomendar”.
Dr. Stefani também aponta que é necessário garantir que estudos com oncologia de precisão forneçam evidências robustas para novos medicamentos e tecnologias sejam absorvidos no sistema de saúde. Também observa que a grande maioria das pesquisas que estudam mutações genéticas relacionadas ao câncer é feita em populações brancas americanas e europeias. “O questionamento sobre a pertinência de extrapolar dados científicos para o paciente de cada região, como o Brasil, só será minimizado quando tivermos um sistema de saúde integrado e com capacidade de captar dados continuamente. Para tanto, deve haver uma política de saúde com uma agenda alinhada com essas demandas científicas”, pondera.

Stephen Stefani
Ele ainda entende que nos esforços para avaliar o valor da oncologia de precisão, o conceito de preço e de valor são distintos. “Os países têm se posicionado de forma clara sobre qual a sua capacidade de incorporação de tecnologias e qual possibilidade de priorizar a saúde em seu orçamento. O desafio de nações pobres deve iniciar por medidas corajosas de uma reengenharia no sistema de saúde, desde a precificação de remédios até a organização de modelos de negócios mais modernos, evitando o já desgastado fee-for service, modelo que privilegia pagar pelo uso e não pelo resultado”, acrescenta.
O oncologista do Grupo Oncoclínicas ainda ressalta a importância da formação de médicos para interpretação de dados genômicos. “Formar e, talvez o mais complexo, reter profissionais para usar tecnologia em saúde de forma racional e responsável é um enorme desafio quando o sistema de saúde tem tantas inequidades: o mesmo médico acaba tendo que decidir de forma diferente se está no sistema público ou privado”. Dr. Stefani frisa que é preciso empoderar os pacientes para a tomada de decisão compartilhada e afirma que uma abordagem de múltiplas partes interessadas para a geração de evidências, avaliação de valor e prestação de cuidados de saúde é necessária para traduzir os avanços na oncologia de precisão em benefícios a pacientes oncológicos em todo o mundo.
Sobre a oncoclínicas
Fundado em 2010, o Grupo Oncoclínicas (ONCO3) é a maior instituição privada no mercado de oncologia clínica do Brasil em faturamento. A Oncoclínicas conta com 91 unidades, entre clínicas, laboratórios de genômica, anatomia patológica e centros integrados de tratamento de câncer, estrategicamente localizadas em 25 cidades brasileiras. Desde sua fundação, passou por um processo de expansão com o propósito de se tornar referência em tratamentos oncológicos em todas as regiões em que atua.
O corpo clínico da Companhia é composto por mais de 1.000 médicos especialistas com ênfase em oncologia, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pela linha de cuidado integral no combate ao câncer. A Oncoclínicas tem parceria exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado à Harvard Medical School, em Boston, EUA.
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Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
Prefeita de NH visita pacientes da oncologia que estão sendo atendidos em Taquara
A prefeita Fátima Daudt foi ao Hospital Bom Jesus, em Taquara, na manhã desta quinta-feira, 5 de maio, conversar pessoalmente com pacientes oncológicos de Novo Hamburgo que estão sendo atendidos naquela instituição.
Fui conversar com quem realmente importa e com quem realmente devemos ouvir, que são os pacientes da oncologia”, destaca Fátima.
“Na quinta da semana passada tive a primeira consulta e a médica já pediu a tomografia do fígado, que estava faltando e de sangue. No mesmo dia coletaram o sangue e a tomografia foi feita no dia seguinte, sexta-feira”, contou a filha sobre a rapidez no atendimento recebido pela mãe, que nesta quinta-feira estava internada para estabilização de sua patologia.
“Acabei de fazer a tomografia, um exame que estava aguardando há três meses. Também fiz outros exames mais completos antes da tomografia. Agora já tenho consulta marcada para dia 12 de maio”, disse outra paciente na saída do exame e que está em tratamento desde 2014.
“O atendimento aqui é muito bom. Não temos queixa nenhuma da equipe do hospital. O único problema é o deslocamento”, acrescentou outra paciente em sessão de quimioterapia. “Desde a recepção, o primeiro atendimento no cadastro, a gente vê que os profissionais tratam com carinho, dá gosto ver a atenção deles”, disse.
Agilidade
Fátima reforçou sua determinação em tornar o transporte o mais cômodo possível para os pacientes. A prefeita, porém, ponderou que a agilidade na realização de exames e procedimentos e a redução significativa na fila de espera de pacientes oncológicos salvam vidas e precisam ser considerados. “A demora de 40 minutos no transporte de Novo Hamburgo até Taquara com certeza é melhor do que esperar três meses por uma tomografia”, considerou.
Numa das visitas, achei interessante a fala do genro de uma das pacientes sobre a questão do deslocamento. Ele destacou que há pessoas que viajam até para os Estados Unidos para se tratar e que o importante é ter acesso ao tratamento”, lembrou a prefeita.
À tarde, Fátima visitou pacientes em suas casas, nos bairros Rondônia e Lomba Grande. Em uma delas, a filha fez questão de agradecer à Secretaria Municipal de Saúde. Segundo ela, sua mãe, que tem câncer na perna, já tem parte do membro amputado e que vinha sofrendo de fortes dores, finalmente está sentindo menos dores. Em Taquara, a mãe recebeu medicação diferente.
Foto: Lu Freitas/Divulgação | Fonte: Assessoria
Campo Bom reduz fila de espera para atendimentos oncológicos em mais de 80%
Em Campo Bom, os números atestam o impacto positivo da troca de referência da oncologia para o Hospital Bom Jesus, em Taquara. No início de dezembro do ano passado, quando as consultas oncológicas do SUS ainda eram realizadas no Hospital Regina, em Novo Hamburgo, em torno de 80 pacientes campo-bonenses esperavam por atendimento, alguns há mais de quatro meses. Hoje, todos que aguardavam naquele momento já foram atendidos e apenas 13 pessoas esperam agendamento de consulta, nenhum há mais de 30 dias.
Para o prefeito Luciano Orsi, a decisão pela troca de referência não poderia ter sido mais assertiva. “A Administração Municipal não mediu esforços para defender a mudança que hoje salva vidas”, observa. No Regina, Campo Bom tinha direito a 10 atendimentos oncológicos por mês. No dia 7 de dezembro, a troca de referência foi confirmada em audiência do Ministério Público.
Entre 9 de dezembro e 10 de fevereiro, um intervalo de dois meses, 73 pacientes campo-bonenses tiveram consultas agendadas em Taquara. “Os relatos dos pacientes acerca da mudança são positivos, todos puderam iniciar seus tratamentos, e a prefeitura continua disponibilizando o suporte necessário no que diz respeito ao transporte”, afirma o secretário de Saúde João Paulo Berkembrock.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

