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Hospital Moinhos de Vento

Saúde

Estudo aponta modelo para prever risco de depressão em adolescentes antes dos sintomas

Por Jonathan da Silva 02/06/2026
Por Jonathan da Silva

Um estudo liderado pelo professor e doutor em psiquiatria Christian Kieling, head da Unidade de Pesquisa em Saúde Mental do Hospital Moinhos de Vento, identificou um modelo capaz de prever o risco de depressão em adolescentes antes do surgimento dos primeiros sintomas. A pesquisa, realizada em parceria com pesquisadores do Reino Unido e publicada na revista Molecular Psychiatry, acompanhou estudantes da rede pública de Porto Alegre durante três anos. O trabalho combina dados sociodemográficos, exames de sangue e neuroimagem para ampliar a capacidade de identificar jovens mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença, com o objetivo de fortalecer estratégias de prevenção em saúde mental.

Os resultados mostraram que 44% dos adolescentes classificados como de alto risco pelos dois modelos avaliados desenvolveram depressão ao longo de três anos. Entre aqueles considerados de baixo risco em ambos os critérios, não houve registros da doença no mesmo período.

A pesquisa integra o consórcio internacional IDEA (Identifying Depression Early in Adolescence) e propõe uma abordagem diferente da tradicional, que normalmente identifica a depressão apenas quando os sintomas já estão presentes. “A depressão não surge de forma repentina. O que mostramos é que existem indicadores psicossociais e biológicos que permitem identificar uma vulnerabilidade maior ao desenvolvimento da doença”, afirma o professor e doutor em psiquiatria Christian Kieling.

Combinação de fatores

Segundo os pesquisadores, a capacidade de previsão aumenta quando são analisados em conjunto fatores relacionados ao contexto de vida dos adolescentes, como ambiente familiar e condições sociais, além de indicadores biológicos ligados à inflamação, alterações em substâncias que protegem o cérebro e maior sensibilidade a estímulos negativos em áreas cerebrais associadas às emoções. “Quando analisados em conjunto, esses fatores permitem uma compreensão mais ampla da saúde mental, ao conectar o funcionamento do cérebro, o sistema imunológico e o contexto de vida”, explica Christian Kieling.

Impacto para a saúde pública

De acordo com os pesquisadores, os resultados podem contribuir para a identificação precoce de adolescentes em situação de vulnerabilidade, reduzir os impactos da depressão entre jovens, melhorar a distribuição de recursos em saúde mental e fortalecer políticas de prevenção baseadas em evidências científicas.

A proposta prevê um modelo de triagem em etapas. Inicialmente, seriam utilizadas informações sociodemográficas de fácil obtenção. Em um segundo momento, adolescentes identificados como mais vulneráveis poderiam ser submetidos a exames complementares mais específicos. “Esse modelo abre caminho para uma mudança importante no cuidado em saúde mental: sair de uma abordagem reativa, focada no tratamento, para uma atuação preventiva, identificando quem precisa de atenção antes do adoecimento”, destaca Christian Kieling.

Foto: Ryanniel Masucol/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
02/06/2026 0 Comentários 81 Visualizações
Saúde

Casos de sarampo aumentam nas Américas e reforçam alerta para vacinação

Por Jonathan da Silva 22/05/2026
Por Jonathan da Silva

O crescimento dos casos de sarampo nas Américas voltou a mobilizar autoridades de saúde e especialistas em vacinação diante da proximidade da Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apontam aumento expressivo de registros da doença no continente em 2025 e 2026, cenário associado à queda da cobertura vacinal e ao aumento da circulação internacional de pessoas. A preocupação é que grandes eventos internacionais ampliem o risco de reintrodução do vírus em países que já haviam controlado a doença, como o Brasil.

Segundo a Opas, o número de casos de sarampo nas Américas saltou de 446 para quase 15 mil registros em 2025, além de dezenas de mortes, representando crescimento superior a 30 vezes em relação ao ano anterior. Em janeiro de 2026, os dados parciais já apontavam 1.031 casos, número quase 45 vezes maior do que os 23 registrados no mesmo período de 2025. Estados Unidos, México e Canadá, países-sede da Copa do Mundo, estão entre os locais com maior número de notificações.

Cenário no Brasil

Embora o Brasil tenha recuperado o status de área livre do sarampo, o avanço da doença em outros países mantém o alerta das autoridades sanitárias. Em 2025, foram confirmados 38 casos no país e, em 2026, já há novos registros, em sua maioria relacionados a viagens internacionais e à falta de vacinação.

O infectologista do Hospital Moinhos de Vento, Paulo Gewehr, afirma que o sarampo apresenta alto potencial de transmissão. “O sarampo é uma das doenças mais contagiosas que existem. Basta uma pessoa infectada em um ambiente com baixa cobertura vacinal para gerar surtos rapidamente”, alerta Gewehr. “Eventos internacionais aumentam esse risco porque intensificam a circulação global do vírus através de viajantes doentes e não vacinados”, complementa o infectologista.

Vacinação é indicada

A principal estratégia para conter o avanço da doença segue sendo a vacinação com a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Conforme orientação do Ministério da Saúde, o esquema vacinal prevê duas doses para crianças, aplicadas aos 12 e 15 meses de idade.

Adultos de até 29 anos devem comprovar duas doses da vacina. Já pessoas entre 30 e 59 anos precisam ter pelo menos uma dose registrada, sendo recomendada a aplicação de duas. Para idosos sem histórico de vacinação ou da doença, a indicação é de uma dose. Profissionais de saúde e viajantes devem manter o esquema vacinal completo.

Sintomas e prevenção

O sarampo é transmitido por via aérea e pode causar complicações graves, principalmente em crianças pequenas. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, tosse persistente, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo, que começam no rosto e se espalham.

A recomendação das autoridades sanitárias é que pessoas com sintomas compatíveis, especialmente após viagens internacionais ou contato com casos suspeitos, procurem atendimento médico e evitem circulação para reduzir o risco de transmissão. “O diagnóstico precoce permite isolar o caso e proteger outras pessoas. Isso é crucial para evitar surtos”, afirma Paulo Gewehr.

Mobilidade internacional

O aumento de casos ocorre em um contexto de maior mobilidade global, especialmente em razão de eventos internacionais de grande porte. Para o infectologista, a ampliação das viagens internacionais exige reforço nas estratégias preventivas. “A vacina não é apenas proteção individual, é uma responsabilidade coletiva. Em um cenário de viagens internacionais intensas, estar vacinado é a principal barreira contra a reintrodução do sarampo”, conclui o médico.

Foto: Artem Podrez/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
22/05/2026 0 Comentários 95 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento busca voluntários para estudo sobre doença rara no coração

Por Jonathan da Silva 21/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Instituto de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento está recrutando voluntários para um estudo clínico sobre tratamento para amiloidose cardíaca, doença rara que afeta o coração e pode causar insuficiência cardíaca. A pesquisa é voltada para adultos acima de 18 anos e ocorre em Porto Alegre, com participação gratuita e acompanhamento médico durante todo o período do estudo. O objetivo é avaliar a segurança e a eficácia de um tratamento voltado à redução da progressão da doença, que ainda apresenta dificuldades de diagnóstico precoce.

A amiloidose cardíaca é caracterizada pelo acúmulo de proteínas no coração, comprometendo o funcionamento do órgão. Entre os sintomas mais comuns estão fraqueza e cansaço, sinais que frequentemente são confundidos com outras enfermidades ou atribuídos ao envelhecimento, o que contribui para o subdiagnóstico da condição.

Segundo o cardiologista e coordenador médico do Instituto de Pesquisa Moinhos, Eduardo Dytz, a identificação precoce da doença é um dos principais desafios enfrentados pelos profissionais de saúde. “O grande desafio da amiloidose cardíaca é o diagnóstico precoce, que influencia diretamente na eficácia do tratamento. A participação voluntária neste estudo é o que nos permite avançar cientificamente e avaliar um tratamento inovador cuja finalidade é reduzir o risco de progressão da doença”, afirmou Dytz.

Como é o estudo

O estudo é conduzido por uma equipe multidisciplinar de profissionais médicos e busca analisar os possíveis benefícios e efeitos do tratamento ao longo do tempo. Todos os participantes receberão exames, consultas e acompanhamento relacionados à pesquisa sem custos.

De acordo com o Hospital Moinhos de Vento, o suporte aos voluntários será realizado de forma contínua durante todo o período de participação no estudo clínico.

Serviço

  • O quê: estudo clínico para avaliação de tratamento para amiloidose cardíaca
  • Quem pode participar: adultos a partir de 18 anos
  • Onde: Porto Alegre
  • Como participar: contato pelo WhatsApp (51) 3314-3209 ou preenchimento de formulário online
  • Quanto: participação gratuita, com exames, consultas e acompanhamento incluídos
Foto: Maicon Hinrichsen/Critério/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/05/2026 0 Comentários 93 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento conclui modernização de unidades de internação

Por Jonathan da Silva 29/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Moinhos de Vento concluiu a modernização de duas unidades de internação nesta segunda-feira (27), após investimento superior a R$ 30 milhões. Localizada em Porto Alegre, a estrutura passa a contar com 61 leitos distribuídos entre áreas revitalizadas e ampliadas, totalizando mais de 1,8 mil metros quadrados. A iniciativa teve como objetivo qualificar a infraestrutura hospitalar, ampliar a capacidade de atendimento e aprimorar a experiência dos pacientes.

Segundo o hospital, uma das unidades recebeu expansão com a criação de sete novos espaços. O projeto envolveu tanto a atualização de leitos já existentes quanto o aumento da capacidade assistencial.

Infraestrutura renovada

As obras incluíram renovação dos sistemas de água, esgoto, gases medicinais e climatização, em conformidade com a norma NBR 7256/2022. Também foram realizadas mudanças estruturais para integrar sacadas aos quartos, reorganizar a disposição dos leitos e ampliar o aproveitamento da luz natural nos ambientes.

Entre os recursos implantados estão tablets para atendimento, painéis com informações assistenciais e acesso a serviços de streaming. Os pacientes também poderão fazer solicitações de apoio diretamente pelos dispositivos.

Foto: Leonardo Lenskij/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/04/2026 0 Comentários 122 Visualizações
Projetos especiais

Projeto oferece apoio em saúde mental a vítimas das enchentes no RS

Por Jonathan da Silva 02/04/2026
Por Jonathan da Silva

Estão abertas as inscrições para o projeto Recomeçar, iniciativa do Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde, voltada ao atendimento em saúde mental de pessoas afetadas pelas enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. O programa, lançado por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), oferece suporte gratuito por meio de um processo estruturado que inclui triagem e acompanhamento psicológico. A iniciativa busca atender pessoas que sofreram impactos diretos das cheias, como deslocamento forçado e perdas materiais e emocionais, com expectativa de alcançar cerca de 10 mil participantes na primeira fase.

Podem se inscrever pessoas com 16 anos ou mais que tenham sido diretamente atingidas pelas enchentes. O processo começa com uma pré-triagem online, seguida de avaliação de sintomas como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. Aqueles que atenderem aos critérios participarão de um programa de apoio psicológico, enquanto os demais receberão orientações e materiais de suporte.

Como funciona

O projeto utiliza o protocolo Enfrentando Problemas+ (EP+), desenvolvido pela Organização Pan-Americana da Saúde, com base em técnicas validadas internacionalmente para atendimento de pessoas expostas a situações adversas. A abordagem prevê até sete encontros, com foco no manejo do estresse, na resolução de problemas cotidianos e na melhoria do bem-estar.

O médico intensivista e chefe do Serviço de Medicina Interna do Hospital Moinhos de Vento, Regis Goulart Rosa, destacou o objetivo da iniciativa. “Trata-se de um cuidado que vai além da perda material. Nosso objetivo é reduzir os impactos na saúde mental associados a essa experiência, que podem persistir por anos”, afirmou.

Equipe envolvida

Segundo a líder operacional do projeto, Geraldine Trott, o atendimento será realizado por uma equipe multidisciplinar. “A equipe do projeto é multidisciplinar, composta por profissionais qualificados e capacitados em saúde mental, com supervisão de psicólogos e psiquiatras”, destacou Geraldine.

O psiquiatra do Hospital Moinhos de Vento, Christian Kieling, explicou a proposta do método utilizado. “O protocolo consiste em uma intervenção psicológica de baixa intensidade que oferece ferramentas práticas que empoderam o indivíduo para lidar com o estresse e o sofrimento emocional de maneira mais saudável. Trata-se de uma oportunidade única para desenvolver e adaptar estratégias eficazes de cuidado em saúde mental no Brasil”, ressaltou Kieling.

O superintendente de Responsabilidade e Gestão de Riscos do Hospital Moinhos de Vento, Admilson Reis, ressaltou os efeitos prolongados de eventos extremos. “Catástrofes naturais podem gerar impactos psicológicos que perduram por até uma década, afetando significativamente a qualidade de vida das pessoas”, ponderou Reis.

Objetivo da ação

De acordo com o CEO do hospital, Mohamed Parrini, a proposta do projeto vai além do atendimento imediato. “Mais que uma resposta emergencial, o Recomeçar oferece um modelo estruturado de enfrentamento psicológico para situações de desastres climáticos que pode até apoiar futuras políticas públicas na saúde pública”, enfatizou Parrini.

Até dezembro

Com duração prevista até dezembro de 2026, o projeto também incluirá um estudo sobre os resultados do programa, com o objetivo de produzir dados para o sistema de saúde brasileiro em contextos de eventos climáticos extremos.

As inscrições são realizadas por meio de formulário online. Após o preenchimento, um profissional da equipe entra em contato para dar continuidade ao processo de triagem. Podem participar pessoas a partir de 16 anos, sendo necessária autorização de responsável legal para menores de 18 anos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/04/2026 0 Comentários 172 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento conquista certificação internacional em enfermagem

Por Jonathan da Silva 02/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Moinhos de Vento conquistou a Certificação Magnet, reconhecimento internacional concedido pela American Nurses Credentialing Center (ANCC) voltado à excelência na prática da enfermagem. Com a certificação, a instituição passa a integrar um grupo de cerca de 650 hospitais no mundo com essa distinção, sendo o primeiro do Rio Grande do Sul, o segundo do Brasil e o terceiro da América Latina a alcançar o selo. A certificação reconhece práticas assistenciais, modelos de gestão e ambientes que promovem o desenvolvimento da enfermagem e impactam diretamente os resultados dos pacientes.

A certificação Magnet é baseada em pilares como liderança transformacional, empoderamento estrutural, prática profissional, inovação e resultados mensuráveis. Segundo a instituição, esses fundamentos orientam um modelo assistencial que busca qualificação contínua, participação ativa das equipes de enfermagem e aprimoramento dos processos de cuidado.

De acordo com a superintendente Assistencial e de Educação do hospital, Vania Rohsig, o reconhecimento está relacionado à forma como o cuidado é estruturado. “Essa conquista reafirma nosso compromisso com um cuidado seguro, humano e cada vez mais qualificado. O Magnet reconhece instituições que, além de resultados consistentes, colocam o paciente no centro de suas práticas e investem continuamente no desenvolvimento de suas equipes”, afirmou Vania.

Impactos na assistência

Segundo o hospital, a certificação está associada a melhorias em indicadores assistenciais, como segurança do paciente, redução de riscos e qualificação dos processos. O modelo também prevê maior autonomia e protagonismo das equipes de enfermagem na tomada de decisões.

O gerente de Enfermagem, Sidiclei Carvalho, destacou os efeitos da certificação para profissionais e pacientes. “O selo assegura que o paciente seja atendido por equipes qualificadas, engajadas e orientadas pelas melhores práticas disponíveis. Para os profissionais, representa valorização, desenvolvimento contínuo, autonomia e participação ativa nas decisões. É um reconhecimento que reforça pilares essenciais da enfermagem, como liderança, excelência na prática, inovação e geração de resultados”, comentou Carvalho.

Reconhecimento institucional

A gerente de Riscos, Segurança e Qualidade da instituição, Aline Brenner, afirmou que a certificação reflete um processo de evolução na área assistencial. “Isso reforça nosso posicionamento como uma organização que busca continuamente evoluir, qualificando processos, fortalecendo a prática baseada em evidências e promovendo um ambiente que valoriza as equipes”, ressaltou Aline.

O CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, também comentou a conquista. “Essa certificação é fruto do trabalho, da dedicação e do comprometimento de todas as nossas equipes. A cada profissional que contribuiu para essa trajetória, o nosso reconhecimento e agradecimento. Seguiremos avançando, sempre com o propósito de Cuidar das Pessoas e gerar impacto positivo na vida de quem confia em nós”, afirmou Parrini.

Cenário internacional

Atualmente, cerca de 650 instituições de saúde no mundo possuem a designação Magnet, incluindo hospitais como Cleveland Clinic, Johns Hopkins Hospital e Mayo Clinic, o que posiciona o reconhecimento como um dos principais selos internacionais na área da enfermagem.

Foto: Leonardo Lenskij/Hospital Moinhos de Vento/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/04/2026 0 Comentários 152 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento amplia cirurgias robóticas para tratamento de artrose no RS

Por Jonathan da Silva 19/02/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, realizou mais de 1,2 mil cirurgias robóticas ortopédicas desde 2021 e ampliou, em 2024, sua estrutura com a chegada de um segundo robô Rosa, consolidando a adoção da tecnologia no tratamento de doenças articulares como a artrose, por meio de procedimentos de joelho e quadril assistidos por sistema robótico. A iniciativa ocorre diante do aumento da demanda por cirurgias mais precisas, associada ao envelhecimento populacional e à maior incidência de doenças articulares.

A instituição recebeu o primeiro robô Rosa em abril de 2021, quando realizou a primeira cirurgia robótica ortopédica do sul do Brasil. Com a incorporação do segundo equipamento em 2024, o hospital ampliou a capacidade de atendimento. Segundo dados divulgados pela casa de saúde, os procedimentos realizados com auxílio da tecnologia apresentam maior precisão no posicionamento das próteses e impacto na recuperação funcional dos pacientes.

Tecnologia aplicada à ortopedia

Plataformas como o Rosa atuam como assistente cirúrgico, auxiliando no planejamento pré-operatório e na execução da cirurgia. O sistema integra dados anatômicos, planejamento digital e navegação intraoperatória, permitindo ajustes em tempo real e maior controle no posicionamento dos implantes.

O médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho e quadril do Hospital Moinhos de Vento, Mauro Meyer, afirma que a tecnologia influencia diretamente o planejamento e a execução dos procedimentos. “A tecnologia robótica permite um planejamento extremamente detalhado e uma execução mais precisa da cirurgia. Isso se traduz em melhor alinhamento das próteses, maior previsibilidade dos resultados e uma recuperação funcional mais eficiente para o paciente”, ressalta Meyer.

Segundo o especialista, o uso do robô também reduz variações técnicas durante o procedimento. “O robô não substitui o cirurgião, mas potencializa sua capacidade de decisão. Estamos vivendo uma nova fase da ortopedia, em que dados, planejamento digital e robótica se integram para oferecer tratamentos mais eficazes e centrados no paciente”, completa Meyer.

Crescimento global da cirurgia robótica

A expansão da cirurgia robótica ortopédica no Rio Grande do Sul acompanha o crescimento mundial do uso de robôs em procedimentos cirúrgicos. Em 2024, mais de 2,7 milhões de cirurgias robóticas foram realizadas no mundo, sendo a ortopedia uma das áreas com maior adoção. No mesmo período, mais de 380 mil procedimentos ortopédicos assistidos por robôs foram registrados globalmente.

Estudos apontam que o mercado global de robótica ortopédica pode crescer a taxas superiores a 18% ao ano na próxima década, impulsionado pelo envelhecimento populacional, pela busca por cirurgias menos invasivas e pela digitalização dos centros cirúrgicos.

O que é a Zimmer Biomet

A Zimmer Biomet foi fundada em 1927 e tem sede em Warsaw, Indiana, nos Estados Unidos. A empresa atua na área de saúde musculoesquelética, desenvolvendo, fabricando e comercializando produtos reconstrutivos ortopédicos, itens de medicina esportiva, biológicos, extremidades e traumas, tecnologias office-based, produtos de coluna, craniomaxilofacial e torácico, implantes dentários e produtos cirúrgicos relacionados. A companhia mantém operações em mais de 25 países e comercializa seus produtos em mais de 100 localidades.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/02/2026 0 Comentários 181 Visualizações
Saúde

Banco de Sangue do Hospital Moinhos de Vento precisa de doadores

Por Jonathan da Silva 23/01/2026
Por Jonathan da Silva

O Banco de Sangue do Hospital Moinhos de Vento, localizado em Porto Alegre, está precisando de doações devido ao momento em que os estoques se encontram abaixo do ideal, em meio ao período de férias, com baixa especialmente de plaquetas, em razão da redução no número de doadores. A coleta é realizada pelo Serviço de Hemoterapia do Grupo Pulsa, sem necessidade de agendamento, em horários definidos ao longo da semana.

Com o aumento de viagens e a diminuição da disponibilidade de doadores neste período do ano, o Hospital Moinhos de Vento entrou em nível de atenção para os estoques de sangue. A instituição informa que a situação é mais sensível no que se refere às plaquetas, componente essencial para diversos tratamentos hospitalares.

Como funciona a coleta

O processo de doação é realizado pelo Serviço de Hemoterapia do Grupo Pulsa, de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 13h, e aos sábados, das 7h30min às 12h. Não há necessidade de agendamento prévio para realizar a doação.

A coleta ocorre no Bloco E do Hospital Moinhos de Vento, com acesso externo pela Rua Tiradentes, ao lado do estacionamento, com isenção do ticket no dia da doação. Para doar, é necessário apresentar um documento oficial de identificação com foto.

Serviço

  • Onde doar: Bloco E do Hospital Moinhos de Vento, Rua Tiradentes, 333, acesso externo ao lado do estacionamento
  • Que horário doar: segunda a sexta-feira, das 7h30min às 13h, e sábado, das 7h30min às 12h
  • Contato: (51) 3314-3072 ou WhatsApp (51) 99235-6964
  • Mais detalhes: hospitalmoinhos.org.br/institucional/o-hospital/doacao-de-sangue
Foto: Prostooleh/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
23/01/2026 0 Comentários 227 Visualizações
Saúde

Estudo do Hospital Moinhos de Vento usa IA para prever risco de AVC

Por Jonathan da Silva 14/01/2026
Por Jonathan da Silva

Um estudo iniciado em janeiro de 2025 no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, usa inteligência artificial e angiotomografia computadorizada para identificar placas de gordura nas artérias carótidas com maior risco de se romper e causar acidente vascular cerebral. A iniciativa tem o objetivo de aprimorar a prevenção e orientar decisões de tratamento em pacientes com suspeita de AVC.

A pesquisa utiliza imagens de angiotomografia reprocessadas por um módulo de software chamado CT Plaque Analysis, que avalia a composição das placas nas carótidas do pescoço, diferenciando gordura, tecido fibroso e cálcio. Até então, o risco era medido principalmente pelo grau de estreitamento da artéria, e agora passa a considerar a composição da placa, se ela é mais rica em gordura ou em tecido fibroso ou cálcio.

Como funciona a pesquisa

O projeto prevê a análise de cerca de 100 pacientes que realizaram angiotomografia por suspeita de AVC. Além da composição das placas, os pesquisadores avaliam a relação entre o volume de gordura e o de tecido fibroso para criar um índice de vulnerabilidade que pode prever o risco de embolização cerebral. Os resultados finais devem ser apresentados no primeiro semestre de 2026.

Uso da IA nos procedimentos

Durante a pesquisa, pela primeira vez, a imagem gerada por inteligência artificial foi usada para escolher o tipo de stent implantado em um procedimento. Os achados foram confirmados em tempo real por ultrassom intravascular, exame realizado dentro da artéria. “Nem sempre a artéria mais estreita é a mais perigosa. Às vezes, uma placa menor, mas instável, pode se romper e causar um AVC”, ressalta o cirurgião vascular Alexandre Araújo Pereira, idealizador do estudo.

Tecnologia utilizada

O software utilizado foi desenvolvido pela Siemens Healthineers e aplica algoritmos de IA para identificar automaticamente o tipo de tecido dentro da placa com base nos diferentes tons captados pela tomografia, gerando uma imagem colorida e tridimensional da artéria. As análises são realizadas pela residente em radiologia Gabriela Carboni e pelo chefe do Serviço de Radiologia do Hospital Moinhos de Vento, Henrique Guerra. O objetivo inicial do estudo é descrever as características das placas para que o protocolo possa ser usado futuramente na prática clínica.

Estudo piloto

Em um estudo piloto, os dados do software foram usados para escolher o tipo de stent para um paciente de 72 anos que havia sofrido um AVC recente. O algoritmo analisou características da placa para indicar o modelo mais adequado, e o ultrassom intravascular confirmou durante o procedimento a correspondência entre o que a IA identificou e o que estava na artéria.

Resultados preliminares

As análises iniciais indicam que placas com maior proporção de núcleo lipídico e superfície irregular estão associadas à instabilidade. O estudo busca transformar essas informações em ferramentas para orientar tanto a indicação do tratamento quanto a forma como ele será realizado. “É um passo além da previsão de risco. Agora conseguimos usar a própria imagem gerada pela IA para guiar a estratégia terapêutica, personalizando o tratamento para cada paciente”, destacou Alexandre Araújo Pereira. Segundo o coordenador do estudo, o uso combinado de IA e ultrassom intravascular pode resultar em menos complicações e tratamentos mais direcionados. “O uso combinado de IA e ultrassom intravascular representa um novo paradigma na medicina vascular, unindo diagnóstico avançado e personalização terapêutica em um mesmo fluxo de cuidado”, complementou Pereira. “Ao usarmos a inteligência artificial para entender melhor o comportamento das placas nas carótidas, que podem causar AVCs graves, conseguimos prever e evitar o acidente antes que ele aconteça. É um exemplo concreto de como a inovação pode transformar a prevenção e o tratamento”, pontuou a chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento, Sheila Martins.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
14/01/2026 0 Comentários 213 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento realiza cirurgia de alongamento ósseo inédita no RS

Por Jonathan da Silva 07/01/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Moinhos de Vento, localizado em Porto Alegre, realizou, no mês passado, a primeira cirurgia de alongamento ósseo no Rio Grande do Sul com o uso de uma haste motorizada totalmente interna, tecnologia recentemente liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O procedimento marca a introdução no estado de uma alternativa ao método tradicional com fixadores externos, com o objetivo de tratar deformidades e discrepâncias no comprimento dos membros.

A cirurgia foi realizada em uma paciente de 14 anos diagnosticada com Osteocondromatose Múltipla Hereditária, condição genética caracterizada pela formação de tumores ósseos benignos que podem causar deformidades e alterações no crescimento. No caso atendido pelo hospital, a paciente apresentava encurtamento da tíbia direita associado a uma leve deformidade óssea.

Tecnologia utilizada

O procedimento envolveu a correção da deformidade e a implantação de uma haste de alongamento ósseo motorizada na tíbia. O dispositivo funciona por meio de um motor interno, permitindo o alongamento gradual do osso a partir de um controle externo que encosta na pele. O processo ocorre de forma progressiva e controlada ao longo do tempo, conforme o planejamento médico.

De acordo com o médico ortopedista Dr. Bruno Antunes, integrante do Serviço de Ortopedia do Hospital Moinhos de Vento e responsável pelo caso, a tecnologia representa uma mudança na forma como o alongamento ósseo é realizado. “Estamos falando de uma verdadeira revolução. Essa é a única haste desse tipo disponível no Brasil atualmente, e ela permite que todo o processo de alongamento seja feito internamente, sem estruturas externas, o que traz ganhos expressivos em conforto, segurança e qualidade de vida para o paciente”, afirmou Antunes.

Aplicação clínica

Segundo o médico, a haste possibilita o alongamento ósseo sem o uso de fixadores externos, tradicionalmente empregados nesses procedimentos. “A grande vantagem dessa haste é permitir o alongamento ósseo de forma totalmente interna, sem o uso de fixadores externos. O processo é controlado por um sistema de indução, semelhante a um carregador de celular, em que um transdutor posicionado sob a pele recebe energia de um controle externo e promove o alongamento de maneira gradual e precisa, conforme a prescrição médica. No caso desta paciente, conseguimos corrigir a deformidade e iniciar o alongamento com menor impacto na rotina, favorecendo a reabilitação e a adesão ao tratamento”, explicou Antunes.

Comparação com métodos tradicionais

Tradicionalmente, as cirurgias de alongamento ósseo utilizam fixadores externos que permanecem visíveis durante todo o tratamento. De acordo com o hospital, esses dispositivos podem causar limitações funcionais, desconforto, dor na inserção dos pinos e maior risco de infecções. Com a haste interna motorizada, esses fatores são reduzidos, uma vez que todo o sistema permanece implantado no interior do osso.

Referência em alta complexidade

Para o chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Moinhos de Vento, Dr. Carlos Roberto Galia, a realização da cirurgia inédita reforça a atuação da instituição em procedimentos de alta complexidade. “A incorporação dessa tecnologia demonstra nosso compromisso com a inovação e com a oferta de tratamentos de ponta, sempre com foco em melhores desfechos clínicos e na experiência do paciente”, ressaltou Galia.

Foto: Hospital Moinhos de Vento/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/01/2026 0 Comentários 320 Visualizações
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