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governo do estado

Cidades

Parque Rio Gravataí receberá investimento de R$ 23 milhões para preservação ambiental

Por Ester Ellwanger 28/01/2022
Por Ester Ellwanger

O prefeito Jairo Jorge assinou, nesta terça-feira, 25 de janeiro, com o governador Eduardo Leite, o convênio pra construção do Parque Rio Gravataí. Serão investidos quase R$ 23 milhões, sendo 85% de recursos do Governo do Estado e 15% do Município, através do programa Avançar Turismo. O empreendimento, às margens do Rio Gravataí, será uma referência de preservação ambiental e um ponto turístico para a cidade de Canoas.

A obra contempla urbanização, estacionamento, pórtico de entrada, praças, edificação para administração, sanitários, passarelas elevadas em madeira, trilhas, trapiches, intervenções de paisagismo, pavimentação e qualificação do acesso.
“Esse investimento vai nos proporcionar mais uma alternativa de turismo para quem nos visita e de lazer para os canoenses, além de um importante espaço de preservação ambiental, que destacará a biodiversidade presente às margens do Rio Gravataí”, destacou o prefeito.

Ao criar um parque de proteção ambiental, a Prefeitura garante a proteção da área entre o dique e o rio, valorizando as características e a importância ambiental do ecossistema local, criando um novo corredor ecológico. A iniciativa também vai fomentar o turismo local e regional, ao oferecer uma área verde pública de rica biodiversidade.

O cronograma das obras será definido nas próximas semanas.

 

Foto: Alisson Moura/Divulgação | Fonte: Assessoria
28/01/2022 0 Comentários 792 Visualizações
Cidades

Granpal solicita ao Governo do RS ações de combate à estiagem

Por Ester Ellwanger 26/01/2022
Por Ester Ellwanger

A estiagem no Rio Gravataí voltou ao debate nesta terça-feira, 25 de janeiro, durante reunião entre prefeitos da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) e o governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini. Os gestores solicitaram agilidade na construção de microbarragens no Rio Gravataí, a fim de auxiliar o abastecimento em épocas de seca, como a sofrida pela região neste momento. Também sugeriram a criação de uma campanha de conscientização da população para alertar sobre os riscos com o desperdício de água.

O baixo nível das bacias hidrográficas, ocasionado pela falta de chuva e pelas altas temperaturas, pode ocasionar racionalização ou até falta de água em diversas cidades da Região Metropolitana. O presidente da Granpal e prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, defendeu um plano de curto, médio e longo prazo a ser seguido. A intenção é evitar problemas de abastecimento nas comunidades. Melo lembrou que, desde a década de 60, quando arrozeiros fizeram uma intervenção no Gravataí para a irrigação das lavouras, a região sofre com o problema de desabastecimento quando há períodos de estiagem. “Foi um crime ambiental”, argumentou o prefeito, destacando a importância da efetivação das microbarragens. Melo também solicitou ao governador a realização de uma campanha para o uso racional da água. “É preciso gastar o necessário”, defendeu.

 

O prefeito de Gravataí, Luiz Zaffalon, recordou que a construção de barragens é um tema antigo. Ele também lembrou que o Rio Gravataí é um importante manancial para o abastecimento de mais 500 mil pessoas. “As 13 microbarragens foram autorizadas pela Metroplan (Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional), possuem recurso desde 2012, mas ainda depende da efetivação do EIA-Rima para a posterior elaboração dos projetos de execução” explicou. Zaffalon também voltou a alertar que poderá ser necessário o racionamento de água ou até o desabastecimento de várias cidades com a continuidade da falta de chuvas.

O governador Eduardo Leite disse que o executivo está comprometido com o tema e apresentou, por meio da Corsan, uma série de medidas de curto e médio prazo que estão sendo implementadas, como construção de reservatórios de água e substituição de bombas. Também solicitou agilidade à Metroplan no processo de efetivação das microbarragens, bem como a elaboração de uma campanha de conscientização, envolvendo Defesa Civil e Corsan.

A reunião também contou com as presenças dos prefeitos de Cachoeirinha, Maurício Medeiros; de Glorinha, Paulo José Silveira Corrêa; do chefe da Casa Civil, Artur Lemos; do secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Luiz Carlos Busato; da secretária de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Social, Silvana Covatti; do secretário-adjunto de Meio Ambiente, Guilherme de Souza; além de representante da Defesa Civil.

Foto: Felipe Dalla Valle/ Divulgação | Fonte: Assessoria
26/01/2022 0 Comentários 619 Visualizações
Saúde

Prefeituras seguem orientação do Comitê Técnico e suspendem das atividades geradoras de público

Por Ester Ellwanger 21/01/2022
Por Ester Ellwanger

O Comitê Técnico da Região 7 da Covid 19 ratificou há pouco e os prefeitos aprovaram a orientação às prefeituras pela suspensão de atividades públicas geradoras de aglomeração. Esse será o principal compromisso da Região 7 que constará no documento a ser enviado amanhã ao Gabinete de Crise do Governo do Estado que ontem emitiu alerta para a região tendo em vista o substancial aumento no número de contaminados pela Covid-19.

A exemplo do que já ocorre em Campo Bom, Novo Hamburgo e São Leopoldo, as outras 12 cidades da Região 7 serão orientadas a cancelar seus eventos e também a investir em campanhas de chamamento à comunidade quanto aos cuidados básicos de higiene, como uso de máscaras, álcool gel e evitar aglomerações.

A alta procura por atendimento nas unidades de saúde está afetando as redes das principais cidades que, mesmo sem substancial número de internações, enfrentam dificuldades em manter o atendimento tendo em vista a redução das equipes devido ao contágio dos próprios profissionais, período de férias e falta de profissionais terceirizados no mercado.

Contabilizamos essa semana um total de infectados histórico, quase semelhante aos números do auge da pandemia. Não é nossa intenção fechar setores econômicos e penalizar empresas, portanto precisamos contar com a conscientização das pessoas”, destacou o presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio do Sinos – Amvars, Jerri Meneghetti.

No grupo técnico formado por profissionais de áreas de saúde e afins de cidades e entidades da regional, a preocupação também foi com o descuido da comunidade. “Enfrentamos um momento bastante delicado principalmente quanto à sensibilização das pessoas. Muitas agem como se não houvesse mais pandemia. Acreditam que o Ômicron é mais leve e não se cuidam, mas esquecem que todas as variantes podem evoluir para um quadro grave. O vírus pode mutar, mas as pessoas, não podem. Precisam seguir se cuidando”, avaliou Maria Leticia Ikeda, médica e professora do programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Unisinos.

Na mesma linha da colega o virologista e professor da Universidade Feevale, Fernando Spilki, destacou o receio de que a rede pública enfrente seu esgotamento. “Ainda não chegamos no pico da infecção e estamos com números muito próximos ao período de pior crise da pandemia. Não é porque as internações reduziram que a situação não é grave”, pondera, lembrando que o calor que atinge o estado é fator agravante tendo em vista ser gerador de outras enfermidades, sobrecarregando o sistema e podendo intensificar a contaminação.

Além de ações relacionadas aos eventos públicos a Região 7 deve reforçar junto aos estabelecimentos medidas como exigência de passaporte vacinal e higienização.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/01/2022 0 Comentários 583 Visualizações
Cidades

Prefeitura de Campo Bom e Governo do Estado assinam convênio do programa Pavimenta

Por Stephany Foscarini 20/01/2022
Por Stephany Foscarini

O prefeito Luciano Orsi foi até Porto Alegre, na manhã desta quarta-feira (19), para assinar convênio de Campo Bom com o governo estadual no âmbito do programa Pavimenta. O município foi contemplado com projeto que prevê a pavimentação asfáltica de trecho da Avenida dos Municípios. O investimento é de R$ 3,1 milhões, dos quais R$ 2 milhões virão de repasses do Estado e o restante aplicado pela Administração Municipal. O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano Luiz Carlos Busato participou do ato de assinatura do contrato como representante do governo.

“A assinatura do convênio é importante para que se dê sequência nas obras de melhoria da Avenida dos Municípios e vem ao encontro da municipalização da via, que se aproxima do fim do processo”, observa Orsi. O secretário municipal de Obras, Planejamento e Serviços Urbanos Uilian Thiesen, que acompanhou o prefeito durante a assinatura, destaca que, além da pavimentação, o projeto inclui fresagem da pista, drenagem e sinalização viária. O trecho que receberá as melhorias fica entre as avenidas Presidente Vargas e Intermunicipal.

Foto: Emerson Santos/Divulgação | Fonte: Assessoria
20/01/2022 0 Comentários 391 Visualizações
Saúde

RS recebe primeira remessa de vacinas da Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos

Por Ester Ellwanger 17/01/2022
Por Ester Ellwanger

O Rio Grande do Sul recebeu, nesta sexta-feira, 12 de janeiro, o primeiro lote de vacinas contra a Covid-19 destinada ao uso pediátrico, para crianças de cinco a 11 anos. A remessa com 59,1 mil doses chegou ao Aeroporto Salgado Filho às 13h30, separada em dez caixas térmicas de alta resistência. Os imunizantes tiveram a primeira avaliação realizada por técnicos do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) ainda na pista. Depois a carga foi encaminhada ao Centro de Abastecimento e Distribuição da Secretaria da Saúde (Ses), onde avaliou-se a temperatura do acondicionamento dos frascos, atingindo nível adequado com -44 ⁰C.

As doses passarão por processo de estabilização e separação durante o final de semana. Os imunizantes serão encaminhados para as regiões e municípios na segunda (17) e terça-feira (18). O quantitativo de doses de cada município será divulgado no início da próxima semana.

Conforme pactuação realizada entre os municípios gaúchos, a aplicação para este público terá início simultâneo em todo o Estado na quarta-feira (19). Até lá, os municípios trabalharão na estruturação das salas de vacinas para garantir a segurança das crianças e seus familiares.

Os primeiros vacinados serão os 96.427 meninos e meninas com alguma comorbidade, como hipertensão, diabetes ou asma, ou imunossuprimidos. As 862.747 crianças sem comorbidades compõem o próximo grupo e a imunização delas também poderá começar neste mês, com a primeira dose aplicada para quem tem 11 anos, conforme cronograma acertado. A imunização de crianças indígenas (3.911) e quilombolas (1.188) ocorrerão de acordo com orientação futura do Ministério da Saúde.

Em fevereiro, deverá iniciar a vacinação dos meninos e meninas de dez e nove anos, e em março, de quem tem oito anos. Para as outras idades, a secretaria aguarda a previsão de remessas de imunizantes pelo Ministério da Saúde.
A aplicação ocorrerá em sala exclusiva, com espaço para recepção de crianças e responsáveis, que deverão permanecer no local por 20 minutos. Caso ocorram eventos adversos após a vacinação, eles precisarão ser notificados no e-SUS Notifica, sistema de registro do Ministério da Saúde.

Capacitação de vacinadores

Como preparação para o novo momento da campanha de vacinação, a Secretaria da Saúde, em parceria com o TelessaúdeRS-Ufrgs, promoveu nesta semana uma capacitação virtual às equipes de imunização. Os tópicos abordados foram às estratégias de adesão e aceitação da vacinação para esse público infantil e suas famílias.

Foto: Itamar Aguiar/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/01/2022 0 Comentários 461 Visualizações
Cidades

Governo assina contrato de ampliação da Penitenciária de Canoas

Por Ester Ellwanger 14/01/2022
Por Ester Ellwanger

O governo do Estado assinou, na manhã desta quinta-feira, 13 de janeiro, o contrato de ampliação da Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) 1. O ato ocorreu durante a apresentação dos indicadores criminais de 2021, em Alvorada. A previsão é de que a obra possibilite a criação de 188 vagas na unidade prisional, além de melhorias no pavilhão de trabalho dos apenados, no pórtico e na área de espera de visitantes.

“Além do aumento de vagas, o investimento garante a ampliação do espaço de trabalho dos apenados, possibilitando capacitação e geração de renda. Temos o papel de proporcionar condições para que as pessoas sejam reinseridas no mercado de trabalho após cumprirem suas penas, quando retornarem ao convívio social”, afirmou o governador Eduardo Leite.
O vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, também celebrou a qualificação da penitenciária. “Essa ampliação de vagas é mais um passo, já dentro do nosso programa Avançar, para darmos início a uma virada de chave na realidade do sistema penal gaúcho”, disse.

A obra é fruto de investimento do programa Avançar nos Sistemas Penal e Socioeducativo, lançado pelo governo em novembro e que já tem trazido resultados. A empresa Verdi Sistemas Construtivos ficou responsável pela obra, que tem um curso de R$ 13,073 milhões e prazo de conclusão de 150 dias após o recebimento da ordem de início dos serviços.

O contrato foi assinado por Ranolfo, pelo secretário de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo, Mauro Hauschild, pelo secretário de Obras e Habitação, José Luiz Stédile, pelo superintendente dos Serviços Penitenciários, José Giovani Rodrigues de Souza, e pelo representante da Verdi, Henrique Deboni. O governador participou do evento de forma virtual.

“A ampliação de 890 metros quadrados no pavilhão de trabalho garantirá com ainda mais eficiência que os apenados não só cumpram sua pena, mas tenham oportunidade de gerar renda e ter aprendizado. Além disso, a qualidade do acesso também visa a um melhor atendimento aos familiares”, afirmou Hauschild.

O titular da SJSPS afirmou que a obra está associada aos resultados do RS Seguro porque traz a ideia de investimento qualificado, já que a população privada de liberdade será mais bem atendida, e demonstra a integração das forças de segurança. “Um bom investimento, realizado com integração, resulta, consequentemente, em uma ação de inteligência mais eficaz, que vai repercutir em dados positivos da segurança pública”, pontuou.

Foto: Gustavo Mansur/Divulgação | Fonte: Assessoria
14/01/2022 0 Comentários 667 Visualizações
Variedades

RS bate recorde na redução de crimes violentos pelo terceiro ano consecutivo

Por Ester Ellwanger 13/01/2022
Por Ester Ellwanger

A redução de homicídios, latrocínios e feminicídios, os chamados crimes violentos letais e intencionais (CVLI), preservou 2.056 vidas desde 2018 no Rio Grande do Sul com a implantação do Programa RS Seguro. Os dados constam do balanço de indicadores criminais do Estado, divulgado nesta quinta-feira (13/1) pelo vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, na praça central de Alvorada. O governador Eduardo Leite participou por videoconferência.

“Esses indicadores falam por si só. São os melhores índices da última década e isso mostra os acertos do nosso programa RS Seguro, com estratégia e integração das nossas forças de segurança, dos investimentos que estamos fazendo e da abnegação, esforço e comprometimento dos operadores da nossa segurança pública que, lá na ponta, fazem a diferença”, comemorou Ranolfo, que apresentou os números durante o evento.


Realizada pela primeira vez fora da capital, a apresentação dos índices de criminalidade ocorreu em uma área da Região Metropolitana que alcançou uma marca histórica. Alvorada, que já foi considerado o sexto município mais violento do Brasil, conforme o Atlas da Violência produzido pelo Fórum Brasileiro da Segurança Pública (FBSP) com dados de 2017, teve a maior redução de vítimas de homicídio em 2021 entre as 497 cidades gaúchas. Houve 69 mortes por assassinato, 47 a menos que as 116 ocorridas em 2020, uma queda de 40,5%.

Com isso, a taxa de homicídios em Alvorada, que no pico de quatro anos atrás, com 210 vítimas, era de 100,9 mortes para cada 100 mil habitantes, caiu para 32,5, no menor patamar desde que teve início a série histórica, em 2012. E o monitoramento do Sistema Gestão de Estatística em Segurança (GESeg) no grupo de 23 municípios priorizados pelo RS Seguro, do qual Alvorada faz parte, indica que o cenário poderá ficar ainda mais positivo no futuro.


“Em dezembro, tivemos apenas um assassinato no dia 5 e passamos os 29 dias subsequentes sem um novo registro, o que ocorreu em 4 de janeiro. Dois dias depois, o crime já estava elucidado, com suspeito preso, arma e munições apreendidas. Isso demonstra bem como o trabalho de investigação e a integração com as demais forças de segurança é fator essencial para essa virada de página que alcançamos”, afirma o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Alvorada, delegado Edimar Machado de Souza.

Programa Avançar

Para continuar a qualificação do trabalho das instituições vinculadas à Secretaria de Segurança Pública (SSP), com indicadores que atestam o acerto das políticas no caminho para um Estado mais seguro, em outubro do ano passado o governo anunciou um investimento histórico na área. Por meio do programa Avançar na Segurança, serão aplicados R$ 280,3 milhões de recursos do Tesouro do Estado para incremento de estrutura, tecnologia e veículos das forças de segurança. É o dobro do que foi investido na área na soma dos últimos 13 anos com recursos próprios, de 2007 até 2020, quando foram destinados R$ 127 milhões.

“Assumimos o governo com uma realidade em que não se era capaz de pagar as contas do mês, que dirá fazer investimentos. Mas apresentamos um plano de recuperação do Estado, fizemos o que era necessário e, hoje, temos um Estado que paga as suas contas em dia e tem ainda capacidade de investimento. Somente na segurança, já alcançamos a soma do que foi investido nos últimos 13 anos multiplicada por dois”, disse o governador.

Leite destacou a natureza do trabalho desenvolvido. “Mesmo antes de termos esses recursos, não esmorecemos. Por meio do nosso programa RS Seguro, desde o início trabalhamos de forma estratégica, focada nas cidades com maior violência, com análise de dados e integração, e hoje foi possível chegar a esses resultados E ainda por meio desse planejamento, conseguimos direcionar os recursos que temos hoje com muito mais eficiência. Não tenho dúvida de que, nesse caminho, nos encontraremos novamente para celebrar resultados ainda melhores”, projetou.

Segurança pública melhorada, disse Leite, é um indutor de desenvolvimento econômico. “Um local mais seguro é onde as pessoas escolhem permanecer, viver e promover investimentos, com as suas vidas e patrimônios protegidos, e é isso que estamos observando no Rio Grande do Sul”, comentou.

RS Seguro

O Programa Transversal e Estruturante de Segurança Pública implantou a governança estratégica e o planejamento orientado por evidências que deram um salto de qualidade na gestão da área. Amparado pelas premissas de inteligência, integração e investimento qualificado, o RS Seguro proporcionou a otimização dos recursos materiais e humanos para combater o crime onde ele mais se faz presente. Com o lançamento do Sistema GESeg, em dezembro, a oferta de análises automatizadas em padrão visual a partir da ciência de dados, que operava inicialmente com os 23 municípios priorizados, está agora disponível para aprimorar a tomada de decisão pelos gestores locais das 497 cidades do Estado.


O resultado dos indicadores reflete ainda os esforços do governo em qualificar a estrutura disponível para as forças e o compromisso na reposição e qualificação do efetivo. Em três anos, foram entregues mais de mil viaturas zero quilômetro para renovar as frotas, sendo mais de 400 semiblindadas, modelo adotado como obrigatório para todas as compras feitas desde março de 2020 pelo governo, como política para oferecer mais segurança àqueles que fazem segurança.

Com o cronograma de chamamento de aprovados em concursos, apresentado ainda no primeiro ano da gestão, o Estado assegurou a reposição programada e responsável, permitindo a manutenção de efetivo e evitando a criação de uma defasagem futura, por conta de aposentadorias em massa, que resultasse na precarização de serviços. Entre 2019 e 2021, houve o ingresso de mais de 7,9 mil novos servidores nas instituições vinculadas à Secretaria da Segurança Pública (SSP) e à Secretaria de Justiça e dos Sistemas Penal e Socioeducativo (SJSPS).

Além disso, em novembro do ano passado, a Brigada Militar (BM) abriu concurso para mais 4 mil soldados, com expectativa de que os primeiros reforços sejam chamados ainda no segundo semestre de 2022. E a valorização do que as forças de segurança têm de melhor, seus homens e mulheres, também se concretizou com a publicação de 4.686 promoções desde agosto de 2019. Só em dezembro de 2021, foram 2.162 os operadores de segurança que avançaram em suas carreiras.

Roubos de veículos

A queda ano após ano dos indicadores, que coloca os crimes contra a vida no menor patamar da série histórica, é ainda mais impressionante entre os delitos contra o patrimônio. Nos roubos de veículos, ao se verificar entre 2019 e 2021 um número cada vez menor que os 16.122 casos ocorridos em 2018, o Estado deixou de registrar 24.419 ocorrências nos últimos três anos. Se esses roubos tivessem acontecido, seria como se toda a frota em circulação no município de Torres, no Litoral Norte, desaparecesse. Ou como se ladrões tivessem deixado a pé, juntas, as populações dos 24 municípios com as menores frotas do Estado, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito (DetranRS).


Entre os fatores para essa marca está o combate ao mercado ilegal de peças com as Operações Desmanche, que integram todas as forças de segurança sob a coordenação do Departamento de Inteligência da Segurança Pública (Disp) da SSP. A criação do site Peça Legal, que disponibiliza a qualquer cidadão pela internet, 24 horas por dia, a consulta entre as mais de 8 milhões de peças dos mais de 427 Centros de Desmanches Veicular (CDVs) cadastrados junto ao DetranRS, também colabora ao assegurar a origem lícita do que é comercializado.

Além disso, a ampliação dos sistemas de videomonitoramento e cercamento eletrônico, que possibilita a leitura de placas, multiplica a capacidade das forças de segurança em localizar e recuperar veículos em situação de roubo. Em 2019, com recursos de emenda da bancada federal, foram distribuídos a 36 municípios de diversas regiões do Rio Grande do Sul 187 pontos de cercamento e 151 pontos de videomonitoramento. Em outubro do ano passado, dentro do Avançar na Segurança, com recursos exclusivamente do Tesouro, o governo anunciou investimento em mais 50 câmeras de cercamento e outras 65 que incorporarão a tecnologia de reconhecimento facial e análise eletrônica de situações de risco. O reforço será implantado nos 23 municípios de foco territorial do RS Seguro, que concentram 91% dos roubos de veículo em território gaúcho.

As retrações em sequência se repetem também nos roubos a transporte coletivo. Em 2018, foram 3.033 casos. Em 2019, diminuiu o total de ocorrências para 2.149, menos 29,1%. No ano seguinte, queda maior, de 35,3%, para 1.391 registros. Em 2021, o índice fechou ainda mais abaixo, com 1.150 casos, o que representa diminuição de 62,1% em relação ao dado de três anos antes. Somadas as baixas ao longo do período, deixaram de ocorrer 4.409 ataques a transporte coletivo no Estado, considerando as ocorrências envolvendo motoristas e passageiros de ônibus e lotações.

Ataques a banco

Os dados nos três anos do atual governo ainda atestam que o Estado passou de um momento no qual o novo cangaço sitiava cidades do interior com ações cinematográficas, explosões de agências e uso de cordão de humano de reféns, para a quase erradicação desse tipo de delito. Em 2018, foram contabilizadas 192 ocorrências de furto e roubo a estabelecimentos bancários. No primeiro ano da atual gestão, com a implantação do RS Seguro, o número baixou para 110. Em 2020, nova queda, dessa vez mais do que pela metade, para um total de 48 casos. E no ano passado, outro recorde, com redução para 40 registros, o que significa retração de 79,2% na comparação com três anos antes. No período, as quedas consecutivas representam 378 ataques a banco a menos no Rio Grande do Sul.


A qualificação das investigações realizadas pela Polícia Civil, com o mapeamento de quadrilhas e criminosos especializados nesse tipo de delito, tem permitido a execução de ordens judiciais que atestam a sua periculosidade e ampliam o período de manutenção de suas prisões, além de facilitar as condenações. Também colabora para o resultado o trabalho integrado com o Instituto-Geral de Perícias (IGP), que, além de realizar o levantamento de impressões digitais pelos papiloscopistas, ampliou o serviço com a inclusão da coleta de material genético nos locais de roubo a banco. Todo vestígio deixado pelos criminosos passa por análise para a extração de DNA. Os resultados integram um banco de dados que armazena o perfil genético do envolvido e identifica a sua autoria. As informações podem ser comparadas com amostras coletadas em outras situações, o que possibilidade relacionar o envolvimento de participante em diferentes crimes.

Além disso, a Operação Angico da Brigada Militar é umas das estratégias que permitem antecipar o movimento de quadrilhas especializadas em ataques a banco, frustrando planos dos criminosos com táticas de pronta-resposta e cerco policial. A metodologia da Angico está focada em três pilares: fiscalização ativa para evitar desvios, furtos e roubos de explosivos; mobilizações focadas em prisões de assaltantes e utilização de efetivo especializado com suporte da inteligência.

Foi a mobilização de pronta-resposta que impediu o sucesso de um roubo a motorista de carro-forte em Guaíba, em 29 do dezembro. Imediatamente após o crime, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal, a Brigada Militar já havia fechado o cerco para impedir a fuga dos assaltantes. Minutos após o fato, dois deles acabaram presos e, poucas horas depois, outros dois acabaram mortos ao resistirem à abordagem e partirem para o confronto com tropas do Batalhão de Operações Especiais (Bope). A ação permitiu a recuperação de R$ 3,7 milhões, além de veículos, armas e munições em poder dos criminosos. Além da ousadia e do volume de recursos envolvidos, a repercussão do fato foi ampliada em razão de o trabalho das forças de segurança ter tornado inexistente esse tipo de ocorrência no Estado. Os últimos assaltos a carro-forte no Rio Grande do Sul ocorreram em 2018, com nove fatos naquele ano, não à toa, antes da implantação do RS Seguro.

Homicídios da década

O balanço de 2021 aprofundou uma marca alcançada já no primeiro ano da atual gestão: pelo terceiro ano seguido, o Rio Grande do Sul alcança novo recorde na redução de homicídios, com a menor taxa de vítimas para cada 100 mil habitantes desde 2010.

Em 2018, quando o Estado teve 2.368 mortes por assassinato, a taxa foi de 20,9 óbitos a cada 100 mil moradores – um ano antes, os gaúchos amargaram o pior cenário já vivenciado, com taxa de 26,4. Já no primeiro ano do atual governo, o número de vítimas de homicídios voltou, pela primeira vez desde 2011, a ficar abaixo de 2 mil, e a taxa por 100 mil habitantes caiu para 16,1. Em 2020, baixou para 15,8 e, no ano passado, fechou em 13,6 – bem próximo da marca estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como situação de normalidade em grandes ocupações urbanas, de dez homicídios para cada 100 mil residentes.

O resultado reflete o esforço contínuo das forças de segurança a partir do foco territorial adotado pelo RS Seguro. Além de Alvorada, que liderou o ranking da redução de homicídios na comparação com 2020, outros sete dos 23 municípios priorizados pelo programa ocupam posições na lista das dez maiores quedas nesse indicador. Entre 2020 e 2021, o número de assassinatos caiu de 1.811 para 1.561, uma retração de 13,8%. E dos 250 homicídios a menos, 159 foram reduzidos no conjunto dos 23 municípios.

Com cerca de 80% dos homicídios do Estado relacionados a disputas entre organizações criminosas, em especial às ligadas ao tráfico de drogas, a busca pela descapitalização desses bandos, o rompimento de suas cadeias hierárquicas e a crescente responsabilização não apenas de executores, mas também daqueles que ordenam assassinatos, compõem a linha de ação que colabora para a queda contínua no índice de homicídios.

Em 2021, apenas na Grande Porto Alegre, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil realizou a prisão de mais de 1,5 mil suspeitos de envolvimento em mortes. E o fortalecimento do serviço de inteligência focado nessa área possibilitou a prisão de chefes de quadrilhas do tráfico, mesmo que escondidos fora do Estado e até no exterior. O elevado índice de resolução das investigações, com apontamento de autoria em 76% dos inquéritos de homicídio remetidos ao Ministério Público, também colabora retirar das ruas criminosos perigos e tem efeito pedagógico para inibir crimes em potencial.

Também impulsiona essa estratégia a continuidade no isolamento de líderes de organizações criminosas em penitenciárias federais fora do Estado. Entre 2020 e 2021, três edições da Operação Império da Lei, em um trabalho integrado de todas as forças de segurança do Rio Grande do Sul com o Ministério Público e o Poder Judiciário, nas esferas estaduais e federal, além de forças federais, transferiram 34 criminosos com posição de mando em suas quadrilhas para estabelecimentos penais fora do território gaúcho.

Latrocínios

Ainda no âmbito dos crimes contra a vida, os roubos com morte também sofreram redução no ano passado na comparação com 2020. Numa queda de 13%, o número de casos passou de 69 para 60, o menor total desde que teve início a série de contabilização em 2002.

Na comparação com 2018, último ano antes da atual gestão, quando houve 91 registros de latrocínio, a retração chega a 34,1%. Frente ao pior momento já vivido no Rio Grande do Sul, no ano de 2016, quando 169 assaltos terminaram em perdas de vida, o dado atual representa uma queda de 64,5%.

Entre os fatores que contribuem para o resultado, as autoridades apontam a alta resolutividade desse tipo crime, com rápida identificação e prisão dos autores em mais de 80% dos casos, além do acompanhamento sistemático e detalhado de cada uma das ocorrências pela GESeg, que permite executar as ações de resposta dentro do Programa RS Seguro.

No mês de dezembro, por exemplo, o número de latrocínios no Estado subiu de cinco em 2020 para oito em 2021, ainda assim num patamar 68% abaixo dos 25 registros do pico da série histórica, em 2005. Dos oito casos do último mês no ano passado, seis já estão com autoria identificada e resultaram na prisão de 12 suspeitos. Um sétimo caso está parcialmente elucidado e apenas um, ocorrido no último dia de 2021, em Rio Grande, ainda não teve autores apontados.

Além disso, o planejamento com foco territorial e baseado na análise dos dados resultou na redução generalizada dos principais crimes contra o patrimônio, geradores de latrocínios.

Roubos de veículos

Em 2021, a diminuição nos roubos de veículos estabeleceu, mais uma vez, um novo recorde: o número de ocorrências em 20 anos, desde que a SSP iniciou a contabilização desse tipo de crime, em 2002. O total de ocorrências caiu 37,4% na comparação com 2020, de 7.886 para 4.935. E o impacto do foco territorial adotado pelo RS Seguro se manteve como fator principal para puxar a retração.

Dos 2.951 roubos de veículos a menos entre 2020 e o ano passado, 2.680 (ou 90,8%) deixaram de ser registrados no grupo de 23 municípios priorizados pelo programa. Significa que, entre cada dez ocorrências reduzidas, nove deixaram de acontecer nesse bloco de cidades.

O destaque é a capital, que respondeu por mais da metade (53%) da retração verificada no ano em todo o Estado. O número de roubos de veículos em Porto Alegre baixou de 3.343 em 2020 para 1.906, uma queda de 43%. Na comparação com 2018, último ano antes da implantação do RS Seguro, quando a capital teve 8.211 casos, a retração nos roubos de veículos chega a 76,8%.

Ataques a banco e roubos a transporte coletivo

Os resultados de outros dois delitos patrimoniais também expressam o quanto o terceiro ano seguido de quedas aprofundou a redução da criminalidade no Rio Grande do Sul. Em 2021, os números de ataques a banco, com ocorrências de roubo e furto a estabelecimento bancário, e de roubos a transporte coletivo, somados os delitos contra passageiros e motoristas, atingiram o menor total desde o início de suas séries históricas, ambas iniciadas em 2012.

Nos ataques a banco, o ano passado terminou com 40 casos, uma queda de 16,7% em relação aos 48 registros de 2020. Comparado ao último ano antes do RS Seguro, em 2018, quando houve 192 ocorrências, a retração chega a 79,2% e, frente ao pico de 287 ataques a banco em 2015, a diminuiu alcança 86,1%.

Na leitura mensal dos ataques a banco, que no último ano antes da implantação do RS Seguro totalizaram 12 casos, a redução contínua permitiu o alcance de outra marca inédita. Baixou-se para sete casos em 2019, seis em 2020 e, no ano passado, dezembro encerrou sem nenhum ataque a banco.

A curva de evolução é semelhante nos roubos a transporte coletivo. Foram 1.150 casos em 2021, 17,3% menos que os 1.391 do ano anterior. Frente a 2018, com 3.033 casos, o dado atual representa diminuição de 62,1% e, comparado ao pico de 6.212 ocorrências em 2016, a queda nos roubos a transporte coletivo atinge 81,5%.

Abigeatos bate recorde de redução

Assim como nas cidades, no campo os índices de criminalidade refletem o impacto do terceiro ano seguido de reduções no Rio Grande do Sul. Os abigeatos, característicos do meio rural, atingiram um novo recorde com o menor total desde o início da contabilização, em 2012. Foram 5.199 registros em 2021, 2% menos que os 5.306 do ano anterior.

O resultado passa pelo aprimoramento da investigação, com a ampliação de competência das Delegacias de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrabs) da Polícia Civil, anunciada durante a 44ª Expointer, em setembro do ano passado. Até então, as quatro Decrabs existentes no Estado – Bagé, Camaquã, Cruz Alta e Santiago – atendiam apenas os territórios específicos das Delegacias Regionais às quais estavam ligadas. Agora, a unidade de Santiago passou a funcionar em Alegrete, e as Decrabs atendem todo o Estado, dividido em quatro macrorregiões.

Também colaboram para a redução dos crimes no campo o importante papel desempenhado pelas forças estaduais na Operação V.I.G.I.A – Vigilância, Integração, Governança, Interoperabilidade e Autonomia, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Nesse trabalho integrado, a principal ferramenta no Rio Grande do Sul é a Operação Hórus, focada estrategicamente nos crimes em regiões de fronteira, onde costumam ocorrer os delitos ligados ao meio rural. Em reconhecimento aos esforços dos órgãos policiais gaúchos na operação, o Estado recebeu da União, em novembro, 16 viaturas – dez para a BM, cinco para a PC e uma para o IGP –, 19 capacetes com óculos de visão noturna e 57 kits de atendimento pré-hospitalar.

 

Feminicídios em alta

Entre os principais indicadores monitorados pela SSP, o crime de feminicídio foi o delito que contrariou a tendência de redução. O número de mulheres assassinadas por motivo de gênero passou de 80, em 2020, para 97 no ano passado, uma alta de 21%. Ainda assim, o total de casos permaneceu abaixo da marca de 2018, antes do RS Seguro, quando houve 116 vítimas.

O aumento ocorreu em um dos anos em que mais foram realizadas ações preventivas e repressivas pelas instituições de segurança, o que reforça o diagnóstico da violência contra a mulher ser um fenômeno cujo combate depende do engajamento da sociedade em todos os âmbitos. Outro dado destaca o quanto é essencial que as denúncias de abuso sejam levadas às autoridades logo aos primeiros sinais de suspeita – quanto mais cedo, maiores as chances de que o ciclo de violência seja interrompido antes de terminar no feminicídio da vítima. Entre as 97 mulheres assassinadas por razão de gênero no Rio Grande do Sul em 2021, apenas dez tinham medida protetiva de urgência (MPU) – ou seja, praticamente a cada dez vítimas, apenas uma estava sob o amparo da decisão judicial que obriga o afastamento do agressor.

Ao longo do ano, além das já tradicionais Operação Marias, da Brigada Militar, e Operação Margaridas, da Polícia Civil, as duas instituições promoveram quase uma centena de ofensivas regionalizadas. Só a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) da capital desencadeou 30 operações, que resultaram na prisão de 256 agressores. As Patrulhas Maria da Penha da BM, que tiveram a presença ampliada em 114% nos últimos três anos, aumentando sua cobertura de 46 para 114 municípios, realizaram, em 2021, 49,2 mil visitas de acompanhamento a mulheres amparadas por MPU e efetivaram 137 prisões de agressões por descumprimento das medidas.

Ao longo de março do ano passado, o Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher – EmFrente, Mulher realizou uma série de cinco encontros virtuais para compartilhar a conscientização sobre temas ligados ao combate da violência contra o público feminino. Em agosto, em parceria com a Secretaria da Educação (Seduc), o colegiado lançou o curso “Guris e gurias: desafios da igualdade”, para capacitar professores de escolas estaduais sobre prevenção à violência contra a mulher.

Para encerrar as atividades do Agosto Lilás, mês de conscientização no combate à violência contra a mulher, o colegiado promoveu mutirão de acolhimento com oferta de uma série de serviços voltados ao público feminino no centro de Porto Alegre. Entre o final de novembro e o início de dezembro, três ações semelhantes foram levadas aos bairros Cruzeiro, Restinga e Sarandi. A mobilização integrou o calendário dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, campanha promovida pela sede brasileira da ONU. A programação do comitê inclui ainda a 1ª Semana Estadual Maria da Penha nas Escolas – Escola e Rede, entre 22 e 26 de novembro. Em parceria com a Seduc, foram organizadas três lives com autoridades e especialistas para debater a temática e destacar iniciativas que ampliem a reflexão sobre o assunto nas salas de aula. As transmissões seguem disponíveis no canal TV Seduc RS no YouTube.

Para ampliar os mecanismos de proteção, o governo anunciou, dentro do programa Avançar na Segurança, a aplicação de R$ 4,2 milhões para um piloto do projeto de monitoramento eletrônico com uso de tornozeleira para agressores de mulheres, além de dispositivo de alerta para as vítimas, em iniciativa conduzida pelo Comitê EmFrente, Mulher. O termo de referência para contratação já está finalizado e, no momento, está em andamento no colegiado o processo para preparação de abertura de licitação.

Nos demais indicadores de violência contra a mulher monitorados pela SSP – ameaças, lesões corporais, estupros e tentativas de feminicídio –, o cenário geral é de queda.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/01/2022 0 Comentários 474 Visualizações
Saúde

Governo do Estado reduz prazos de isolamento de pessoas com Covid-19

Por Ester Ellwanger 12/01/2022
Por Ester Ellwanger

Novas orientações quanto ao isolamento de pessoas com Covid-19 foram apresentadas pela Secretaria da Saúde (SES) na reunião do Gabinete de Crise realizada na terça-feira, 11 de janeiro. O prazo, que era de dez dias, pode agora ser reduzido para um mínimo de cinco dias, dependendo dos sintomas apresentados e da situação vacinal da pessoa. A medida é baseada nos últimos estudos sobre a doença divulgados internacionalmente. Também houve mudanças quanto às condutas previstas para as demais pessoas que residam com um caso positivo: se estiverem sem nenhum sintoma, não precisam mais permanecer juntas em isolamento.

Para pessoas com o diagnóstico para Covid-19 e que não tenham o esquema vacinal completo, o isolamento domiciliar continua em dez dias, contados a partir do início dos sintomas. Se a pessoa está com a vacinação em dia, o prazo será determinado após avaliação dos sintomas: cinco dias para quem não apresentar febre e sete dias para quem teve febre.

Novas condutas de isolamento para casos positivos de Covid-19

Pessoa sem esquema vacinal completo
• Isolamento domiciliar de dez dias (a contar do início dos sintomas).
• Procurar novamente atendimento se houver febre persistente.
• Reforçar o uso de máscaras.
• Contactantes domiciliares assintomáticos podem manter atividades, desde que reforçados os cuidados de uso de máscara e distanciamento.

Pessoa com esquema vacinal completo e que não apresentou febre (ou assintomática)
• Isolamento domiciliar de cinco dias.
• Procurar atendimento se apresentar febre no quarto ou quinto dia de isolamento.
• Reforçar o uso de máscaras, em especial por dez dias.
• Contactantes domiciliares assintomáticos podem manter atividades, desde que reforçados os cuidados de uso de máscara e distanciamento.

Pessoa com esquema vacinal completo que apresentou febre
• Isolamento domiciliar de sete dias (a contar do início dos sintomas).
• Procurar atendimento se apresentar febre no sexto ou sétimo dia de isolamento.
• Reforçar o uso de máscaras, em especial por dez dias.
• Contactantes domiciliares assintomáticos podem manter atividades, desde que reforçados os cuidados de uso de máscara e distanciamento.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/01/2022 0 Comentários 344 Visualizações
Saúde

Todas as regiões Covid recebem Avisos pela segunda semana consecutiva

Por Ester Ellwanger 12/01/2022
Por Ester Ellwanger

Pela segunda semana consecutiva, todas as 21 regiões Covid do Rio Grande do Sul receberão Avisos. A decisão foi tomada pelo Gabinete de Crise, em reunião virtual conduzida pelo governador Eduardo Leite nesta terça-feira, 11 de janeiro, com base nos indicadores do Sistema 3As de Monitoramento, com o qual o governo do Estado gerencia a pandemia no Rio Grande do Sul.

Visando conter o avanço da transmissão do coronavírus e diante do cenário de aumento de internações e do índice de casos registrados de Covid-19 em todo o Estado, na quinta-feira, 13 de janeiro, às 14h30, haverá uma reunião com as regiões como passo prévio à possível emissão de Alerta. O objetivo do encontro é o Gabinete de Crise apresentar dados atuais da pandemia, ouvir e entender as necessidades de cada região, para que ocorram os devidos encaminhamentos.

 

Nos últimos sete dias, a média semanal de casos confirmados no Rio Grande do Sul cresceu mais de quatro vezes, passando de 62,2 para 278,8. Há também um aumento de internados em leitos clínicos, ainda que em menor proporção do que o crescimento de casos confirmados. Atualmente, há 591 leitos clínicos ocupados por pacientes com quadro confirmado ou suspeito de Covid-19; em 2 de janeiro, eram 297.

“Antes de emitir Alertas, decidimos conversar com cada região para dividir os dados e entender quais ações podem ser tomadas para conter o avanço de casos. Estamos analisando os números diariamente e, se for necessário, emitiremos Alertas antes da próxima reunião do Gabinete de Crise”, afirmou Leite.

O aumento do fluxo de pessoas no Litoral Norte durante o veraneio, quando parte da população se transfere para a praia, resulta em número elevado de contágios. Em Capão da Canoa, região do Estado com maior incidência de casos confirmados para cada 100 mil habitantes, os registros atuais se aproximam do pior período da pandemia e apresentam tendência de crescimento. Na última semana, foram 603,7 casos confirmados por 100 mil habitantes, taxa muito próxima à mais alta apresentada pela região em toda a série, 679,2, em março de 2021.

Vacinação infantil

A partir do anúncio do Ministério da Saúde de envio de vacinas para crianças entre cinco e 11 anos, a Secretaria da Saúde (SES) organiza com os municípios o plano de imunização para esta faixa de idade. Os imunizantes têm previsão de chegada ao Rio Grande do Sul na próxima sexta-feira, 14 de janeiro, quando passarão por revisão de rótulos para aferição de validade e indicação etária.

Na quarta-feira da semana que vem, 19 de janeiro, todos os municípios iniciam simultaneamente a vacinação por profissionais que já estão em capacitação para atendimento deste público. Crianças com comorbidades serão o primeiro grupo a ser imunizado, seguidos pelas sem comorbidade, de acordo com a idade.

A SES orienta aos municípios que sejam construídos planos de vacinação para as crianças e também disponibilizou formulário de apoio para a operacionalização da Campanha de Vacinação.

Testar RS

Durante a reunião, foi apresentada a ampliação da Fase 3 do projeto Testar RS, com a distribuição, ainda em janeiro, de 320 mil testes antígeno aos municípios e regionais da SES. No ano passado, foram disponibilizados 1.490.340 testes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/01/2022 0 Comentários 884 Visualizações
Variedades

Mais de 150 mil famílias ainda não retiraram o Cartão Cidadão

Por Ester Ellwanger 12/01/2022
Por Ester Ellwanger

O Cartão Cidadão do governo do Estado chegou às mãos de 63,48% dos beneficiários até segunda-feira, 10 de janeiro. Mais de 274 mil famílias, das 432 mil que têm direito ao benefício, já estão podendo usufruir da primeira parcela do programa, que foi depositada em 15 de dezembro. Porém, cerca de 158 mil beneficiários ainda não retiraram o cartão, deixando de utilizar os créditos do Devolve ICMS e do Todo Jovem na Escola.

Cerca de 32 mil famílias aptas a receber a bolsa estudantil ainda não retiraram o cartão. Portanto, dos mais de 70 mil beneficiários, apenas 55% já puderam utilizar o primeiro pagamento, realizado em 23 de dezembro. O primeiro pagamento da bolsa estudantil trouxe valores retroativos aos meses de outubro e novembro (R$ 300) e o pagamento de dezembro será feito em janeiro de 2022.

No valor de R$ 150 mensais creditados no Cartão Cidadão, o Todo Jovem na Escola beneficia estudantes de 15 a 21 anos, em um investimento total do governo do Estado de R$ 180 milhões até dezembro de 2022.

As famílias beneficiárias que ainda não retiraram o seu cartão podem ir ao ponto de entrega da sua cidade e na saída utilizar o valor, pois todos os cartões já receberam os depósitos.

 

Entregas

Em Porto Alegre, as entregas ocorrem no prédio da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social – FGTAS (Av. Borges de Medeiros, 521 – Centro Histórico), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. A entrega é feita em parceria com o Banrisul e a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão.

Para retirar o cartão, o usuário precisa portar documento de identificação oficial com foto e número de CPF, além de usar máscara.

O cartão poderá ser retirado desbloqueado até 15 de março. Depois, deverá ser desbloqueado para uso. Caso não seja retirado em seis meses, será cancelado, sendo necessária a solicitação de segunda via para utilizar o benefício por meio do call center da Sefaz. Nesse caso, serão descontados R$ 5 do próximo crédito.

Entregas no interior

No interior, a retirada do cartão ocorre em agências do Banrisul, sendo apenas uma por município. O atendimento é feito com base no horário de atendimento bancário ao público de cada cidade.

O que é o Cartão Cidadão?

É uma iniciativa do governo do Estado que vai devolver parte do tributo (ICMS) a pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) que recebem o Bolsa Família ou que tenham dependentes na rede estadual do Ensino Médio.
Com o cartão, mais de 432 mil famílias gaúchas receberão uma devolução de R$ 400 por ano do Devolve ICMS, além de R$ 150 por mês pelo programa Todo Jovem na Escola, para aquelas inscritas no CadÚnico que têm dependentes na rede estadual de Ensino Médio regular com engajamento estudantil de 80% ou mais nas atividades escolares.

O Cartão Cidadão do Devolve ICMS não é o mesmo do Bolsa Família. Ele é emitido pelo Banricard e funciona como um cartão de débito, que pode ser utilizado em mais de 140 mil estabelecimentos como supermercados e padarias, entre outros da Rede Vero.

Para recebê-lo, não é preciso ter conta bancária. A ida ao banco ou ao local indicado pelo Banrisul é feita uma única vez apenas para a retirada do cartão pelo titular.

Quem tem direito?

Para conferir quem tem direito à retirada do cartão, é preciso estar cadastrado no CadÚnico e receber o Bolsa Família ou estar matriculado ou ter dependentes no Ensino Médio. Além disso, foi liberada pela Receita Estadual e Procergs uma consulta a partir do número do CPF.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/01/2022 0 Comentários 652 Visualizações
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