Integrantes do Fórum da Causa Animal da Granpal discutiram, nesta quinta-feira (28), alternativas para ampliar o tratamento de animais diagnosticados com esporotricose nos municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre. O encontro abordou principalmente o fornecimento de itraconazol, medicamento antifúngico utilizado no tratamento da doença, que afeta principalmente gatos, mas também pode ser transmitida para cães e humanos. A reunião também contou com a apresentação de ações desenvolvidas pelos municípios e palestra sobre manejo de animais em vida livre.
A discussão deu continuidade ao tema tratado no encontro anterior do fórum e debateu a criação de um projeto piloto do governo estadual para distribuição de medicamentos. A proposta prevê a escolha de cinco municípios participantes do fórum, definidos a partir do número de casos registrados da doença, para receberem o itraconazol destinado ao tratamento dos animais contaminados.
Preocupação com animais em situação de rua
A coordenadora técnica do Gabinete da Causa Animal de Porto Alegre, Brunna de Souza Barni, destacou a preocupação com a proliferação da doença entre animais em situação de rua. Segundo ela, a falta de isolamento favorece a transmissão da esporotricose. “Temos visto vários casos de animais de rua, pois na falta de isolamento, se tornam mais predispostos a se contaminar com esporotricose. Vemos muito isso nos municípios da nossa região”, afirmou Brunna.
Durante o encontro, representantes municipais também apresentaram experiências locais relacionadas ao atendimento de animais contaminados e ao manejo de animais ferais em vida livre. As iniciativas compartilhadas buscaram discutir estratégias de controle, tratamento e prevenção da doença nos municípios da Região Metropolitana.
Troca de experiências entre municípios
Além da discussão sobre medicamentos, o fórum promoveu a troca de informações entre equipes ligadas à causa animal nos municípios participantes da Granpal. O debate incluiu medidas adotadas pelas cidades para atendimento veterinário, controle populacional e acompanhamento de casos de esporotricose.
A palestra sobre o estudo de caso da doutora Brunna também abordou práticas voltadas ao tratamento e manejo de animais em vida livre, tema que tem sido acompanhado pelos gestores municipais diante do aumento dos registros da doença na região.

